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sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Valores, limites e lições de vida: (NÃO) Preciso do seu amor, mas não abro mão do seu respeito
O vídeo (NÃO) Preciso do seu amor, mas não abro mão do seu respeito é um precioso, divertido e relevante material para tratar de valores e limites na educação, seja no âmbito familiar, escolar, profissional e/ou social. Rossandro Klinjey, psicólogo, palestrante e escritor, que possui o dom da oratória e da retórica nos brinda com breves reflexões e profundas lições de vida, a partir da própria experiência e do passado com sua mãe. Amar, verbo intransitivo, é um exercício de ensino-aprendizagem constante.
Quem lida com o público, quem atua na educação, sabem bem o quanto a falta de valores e limites impactam na formação de crianças e jovens, repercutindo na fase adulta, do quanto saber se impor, educar pelo exemplo, ser um espelho e uma referência nessa memória afetiva é fundamental para o bom desenvolvimento de pessoas e cidadãos.
Abaixo, um pouco do histórico de Rossandro, extreído de seu perfil na rede social Linkedin:
Rossandro Klinjey é psicólogo, professor convidado do curso de Felicidade da UNICAMP e do Mestrado em Psicologia Organizacional da PUC-RS. Além disso, é consultor em educação e desenvolvimento humano, contando com mais de 5 milhões de seguidores em suas redes sociais.
É autor de sete livros, incluindo os mais recentes: As Quatro Estações da Alma, escrito em parceria com o filósofo e amigo Mario Sergio Cortella, obra indicada ao Prêmio Jabuti de Literatura, e Vamos Conversar sobre Felicidade, coautoria com Lúcia Helena Galvão e Vanessa Rodrigues.
Rossandro atua como consultor da Rede Globo em temas relacionados a comportamento, educação e família. É também colunista da Rádio CBN, onde apresenta os quadros semanais O Divã de Todos Nós e Saúde Integral e uma coluna diária Refletir para Viver todas as manhãs no Jornal da CBN.
Com mais de 30 mil alunos em 32 países, Rossandro lidera as imersões do Instituto RK, oferecendo cursos transformadores como Aprendendo a se Amar e Parar de se Sabotar e Alma Leve: Aprendendo a Perdoar e Perdoar-se.
Em 2021, fundou a Educa, uma iniciativa voltada para o desenvolvimento de competências socioemocionais em alunos, pais e educadores, promovendo uma educação mais humana e integradora em centenas de escolas do pais.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
"Você vai entender quando crescer": bela, simples e profunda palestra do escritor Marcos Piangers [educação para o viver]
Você vai entender quando crescer, vídeo comovente e motivador do escritor e palestrante Marcos Piangers que toca fundo, pois trata de coisas simples do viver que nem sempre paramos para pensar e nem sempre podemos reiniciar o viver. Mais que uma viagem no tempo e choque de gerações, é um material para refletir sobre o papel social do educador, seja pai ou professor.
. "Você vai entender quando crescer", mais que uma frase feita, um chavão, é uma daquelas questões da vida autoexplicativas, pois de fato, há um rito de passagem que no devido tempo nos dá respostas que em determinado momento não temos maturidade suficiente para entender.
"A gente aprende a ser filho quando se torna pai; e aprende a ser pai quando se torna avô", outras máximas que é preciso do Tempo [Senhor da razão] para serem compreendidas. Aliás, sempre digo aos meus alunos que os melhores professores que todos terão um dia serão a dona Vida e o seu Tempo, que nos farão compreender toda a complexidade de ser pai e professor, de entender o motivo de ambos chamarem a nossa atenção em determinado momento; afinal. os mais "velhos" são mais experientes, estão há mais tempo aqui neste planeta, já andaram por muitas ruas e estradas, acumularam vivências.
O professor, por exemplo, em sua filosofia de vida e de profissão, mais do que repassar conteúdos é um transmissor de experiências, de informações que geram conhecimento. Porém, vocês jovens, só vão entender quando...
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Os sete pecados mortais do discurso: Como falar de forma que as pessoas queiram ouvir, por Julian Treasure ao TED
Encontrei o vídeo de Julian Treasure ao TED, intitulado "Como falar de forma que as pessoas queiram ouvir", tendo como ideal geral tratar de "Os sete pecados mortais do discuros" que, para Julian são: 1. Fofoca; 2. Julgar as pessoas; 3. Negatividade; 4. Reclamar o tempo todo; 5. Culpar o outro; 6. Extravagância e exagero, e 7. Dogmatismo.
Antes de tudo, recomendo ativarem as legendas e depois a tradução automática para o vídeo no YouTube.
Eu, como brasileiro, acrescentaria também: 1. Tudo virar piada; 2. a procrastinação; 3. a baixa autoestima; 4. a falta de leitura; 5. a falta de interpretação textual; 6. a liderança negativa e 7. a lacração para monetização.
Julian declara que, apesar disso, é possível promover mudanças com 4 palavras a partir de uma palavra-chave: HAIL [cumprimentar, acalamr, elogiar], que são: honestidade, autenticidade, integridade e amor.
E que se deve atentar, não apenas para o que se diz, mas o como se diz; ou seja, podemos se propositivos sem ser agressivos, não confundindo franqueza com falta de educação. Saber modular a voz, ser melodioso no jeito de falar, ter um estilo, ritmo, timbre; além de não falar rápido demais, mantendo um volume adequado, nem baixo nem alto demais. E o que acho fundamental: olhando sempre nos olhos do ouvinte, do interlocutor.
Julian finalizar sua fala motivadora e instigante dizendo que é preciso: falar positivamente e ouvir conscientemente.
Uma interessante participação nas conferências em formato compacto do TED, sendo a dele inferior a dez minutos, mas que dá seu recado de forma simples, direta, objetiva e produtiva. Recomendo aos educadores, sejam pais ou professores. Indico também para alunos que queiram ampliar sua visão de mundo a partir da experiência de quem já trilhou uma longa estrada que eles eswtão iniciando a jornada.
Em tempo: "TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design) é uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas pela fundação Sapling, dos Estados Unidos,[2] sem fins lucrativos, destinadas à disseminação de ideias – segundo as palavras da própria organização, "ideias que merecem ser disseminadas".[3] Suas apresentações são limitadas a dezoito minutos, e os vídeos são amplamente divulgados na Internet. Assim disseminando as ideias ou os pensamentos dos jovens." [via Wikipedia]
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 23 de março de 2026
"A arte de escolher" por Sheena Iyengar ao TED: como nossas decisões, por mais triviais que sejam, impactam o nosso viver
Uma palestra motivacional, divertida e reflexiva A ARTE DE ESCOLHER, de Sheena Iyengar ao TED, inicia comentando sobre uma escolha prosaica ocidental [colocar açúcar no chá verde], mas que não é bem recebida noutra cultura, a oriental. [ativem as legendas e tradução, nos ícobes no canto inferior direito da janela de exibição do vídeo]
Um curioso relato ao TED Global, sobre encontros e desencontros culturais que servem para debater as escolhas na perspectiva individual e coletiva dentro das sociedades, sejam elas familiares, escolares, profissionais etc. O elemento cultural é o diferencial a cada grupo humano e saber disso é essencial, inclusive, na elaboração de projetos comunitários, colaborativos e cooperativos.
Mais que isso, para se ter a consciência que toda escolha individual é mediante pelo elementos culturais coletivos e associativos entre a identidade individual e coletiva e est´pa presente nas coisas mais simples e complexas do cotidiano, como a escolha da roupa, comida, escola, profissão.
Assim como nossas ideias, por mais originais que possam parecer, são mediadas pelo contexto em que vivemos [família, escola, grupos sociais], nossas escolhas idem, do trivial ao mais profundo e a pesquisa de Sheena comprova isso que a filosofia e sociologia já discutem faz tempo. Sócrates já dizia que o ser humano é um animal sociável.
Escolhas, então, são atos coletivos, ainda que possam parecer individuais. E muitas vezes, pelo excesso de possibilidades, nem sempre nos damos conta que as oportunidades possam ser reduzidas, como no caso das sete bebidas oferecidas a um jovem russo, que ao verificar que todas eram refrigerantes ocidentais, não havia escolha em si, já que todas eram refrigerantes. Algo que é perspicaz e relevante ao senso crítico, afinal, quando o que está disponível é o "mais do mesmo", haverá de fato alguma escolha a fazer, no sentido mais estrito do termo?
E torno a trazer da filosofia a questão de que quando não fazemos escolhas, estamos também escolhendo nada fazer, que não deixa de ser uma escolha, ainda que aparentemente improdutiva.
Recomendo a todos que acompanharem o referido vídeo, aguardarem a parte que virá após o encerramento de sua palestra, quando o entrevistador fará uma pergunta a palestrante cega, que contará um fato pitoresco sobre esmalte pra unhas que se tornou outra pesquisa informal sobre escolhas a partir da questão visual que ela não possui. Uma fala que vale cada minuto.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Quem joga, aprende: a importância dos jogos na aprendizagem por Hanna Guimarães [gamificação]
Hanna Guimarães é empreendedora, designer de jogos, professora de Educação Física e mestranda em Administração e sua fala ao TED Quem joga, aprende: a importância dos jogos na aprendizagem, que é muito interessante e motivadora por relatar como um jogo simples mudou a vida de alunos de uma penitenciária, um local que por si só é complexo. Conforme apresentação do vídeo no YouTube: "Conhecida em inglês como Game Based Learning (GBL), essa metodologia é cada vez mais utilizada em salas de aula para o desenvolvimento de habilidades como o respeito ao próximo, a capacidade de lidar com derrotas, o pensamento estratégico e muito mais. Não é por acaso que estudos internacionais mostram que aprendizagem baseada em jogos gera resultados melhores em sala de aula."
Mais do que o conceito de gamificação na educação, a fala de Hanna promove reflexão sobre como lidar com públicos distintos em ambientes complexos, como um presídio. Ao mesmo tempo constatar que aluno é aluno, independente da idade, do tempo ou do local, e que se motivado, poderá surpreender e render mais do que esperado.
O jogo faz parte do imaginário coletivo. Ler, por exemplo, é um jogo do autor com o leitor, e saber divulgar pequenas passagens de um livro poderá incentivar o surgimento de novos leitores.
Lembro-me que 2006, se não me falha a memória, como escritor, poeta e professor, fui convidado por estagiárias do curso de Biblioteconomia da universidade federal aqui de Rio Grande [RS] e proferir palestra sobre Livros e Prisão, para incentivar a leitura pelos apenados e foi uma experiência incrível, pois pude tratar de diversos temas, como: escritores que já foram presos [pelos mais variados motivos: de crimes comuns ao de opinião numa ditadura], de apenados que se tornaram escritores. Alguns dos presos me mostraram suas produções textuais, bens diversificadas e criativas. O jovem que liderava o projeto de leitura no presídio, juntos das estagiárias, eu já o tinha conhecido quando mais jovem e depois o reencontrei, já liberto, trabalhando na secretaria de uma escola.
Enfim, no jogo da vida, todos aprendem uns com os outros. Mas o maior desafio é aprender a aprender ou de "aprender, desaprender e reaprender", como disse certa vez o pensador Alvin Toffler.
Observação:
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
"Todos nós deveríamos ser feministas": poderosa fala de Chimamanda Ngozi Adichie que se tornou o livro "Sejamos todos feministas"
Recentemente, trabalhando com livro, leitura e interpretação textual com alunos da EJA - Educação de Jovens e Adultos, me deparei com o livro "SEJAMOS TODOS FEMINISTAS", de Chimamanda Ngozi Adichie e fiquei encantado com a clareza, concisão, riqueza de detalhes e as múltiplas possibilidades de mensagens em textos curtos. Os alunos adoraram e para minha grata surpresa, ao procurar o livro em versão digital na rede mundial de computadores, eis que me deparo com o vídeo acima e descubro que o livro é uma adaptação dessa maravilhosa fala e impactante discurso de Chimamanda ao TEDxEuston "Todos nós deveríamos ser feministas", que embora se refira as suas memórias de infância em Lagos, Nigéria, na África, bem que poderia ser em qualquer cidade brasileira ou mundo afora, principalmente no que tange a realidade da maioria das mulheres e da importância da desmistificação da palavra "feminista", como ela bem demonstra. Uma reflexão poderosa do que é ser mulher neste século XXI, também.
Confeso que, de certa forma, considero-me um professor e cidadão feminista, sempre valorizando as lutas, memórias, histórias e conquistas das mulheres. Entretanto, não basta solidarizar-se com a questão feminina e feminista, é preciso dar vez e voz às mulheres, saber ouvir suas críticas, anseios,
Recomendo a leitura do livro e a assistência do vídeo, não apenas a professores e alunos da EJA, mas das séries finais do ensino fundamental, do ensino médio e universidades, pois é uma pequena aula de cidadania, humanidade, empatia, respeito à diversidade e muito mais. Indico também a pais e filhos, encarregados e colaboradores, políticos e comunicadores e todos àqueles que lidam com formação, comunicação, público em geral, pois é um texto atemporal e universal.
Mais que isso, um texto e um vídeo que podem ser motivacionais, inspiradores, reflexivos e promotores de oficinas de leitura, interpretação e escrita.
Abaixo, link para o livro de Chimamanda [não se trata de merchan, pois este blog é sem fins lucrativos e não faz publicidade; apenas divulga textos, vídeos e materiais que seu autor considera relevantes]:
SEJAMOS TODOS FEMINISTAS
Ativem as legendas e tradução nos ícones no canto inferior direito da janela de exibição do YouTube.
Observação:
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domingo, 7 de dezembro de 2025
"Uma História de Sucesso com TDAH" por Jessica McCabe [e um conselho fundamental: não espere até aos 32 anos pra saber sobre...]
"Uma História de Sucesso com TDAH" é palestra comovente de Jessica McCabe ao TED [conferências de curta duração sobre temas interessantes], e, encontrei, fazendo um curso de formação sobre esse tema. O referido audiovisual traz em pouco mais de 15 minutos um resgate de sua trajetória de vida da palestrante e de suas descobertas e aprendezagens de como viver e conviver com o TDAH, criando, inclusive, o canal no YouTube HowtoADHD para discutir esse tema relevante. [caso não esteja o referido vídeo legendado automáticamente pelo YouTube, basta ativar nos ícones da janela de vídeo, no lado inferior direito as legendas e tradução].
Um material para desmistificar algumas coisas sobre TDAH e destacar outras, a partir de depoimento de quem convive com isso por toda a vida.
Um ótimo material para todos os educadores, sejam pais ou professores, assistirem, refletirem, debaterem e compartilharem.
Abaixo, o vídeo de apresentação do canal de Jessica, How to ADHD: The Channel Trailer:
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sexta-feira, 28 de novembro de 2025
"Criatividade é o que nos faz humanos" e "Quanto maior a interação, maior será a aprendizagem" [palestras do TED que se interconectam]
O vídeo "Criatividade é o que nos faz humanos", de Marcos Piangers ao TED Joinville, SC, Brasil é extremamente necessário em tempos de Inteligência Artificial, em que se rovbotizarmos as pessoas, essas serão facilmente substituídas por seres autômatos. Porém, o que nos faz, justamente, humanos é sermos criativos e pensarmos "fora da caixa", fora da Caverna de Platão, ou de outros experimentos que levaram aos avanços da IA, como o quarto fehado, proposto por Allan Turing. Ser criativo em tempos de IA é ser humano. E tal palestra do TED se interconecta com outra, como tema semelhante, noutros perspectiva, pois de nada adianta ser humano e solitário, individualista, consumista, narcisista, se não for solidário, empático, colaborativo e cooperativo; e, assim sendo, recomendo a fala ao TED São Paulo, de Claudia Siqueira, logo a seguir, em sua provocação filosófica, indicando que Quanto maior a interação, maior será a aprendizagembr />
Aprendemos coletivamemnte, socializando dúvidas e compartilhando saberes e descobertas. Assim, sendo humanos entre humanos, poderemos avançar enquanto humanidade.
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segunda-feira, 21 de abril de 2025
Cinema Científico: playlist do canal de vídeos do Instituto Principia no YouTube que promove debate sobre filmes e conteúdos científicos
A imagem acima é do canal de vídeos do Instituto Principia, que possui uma playlist interessantíssima, chamada CINEMA CIENTÍFICO, que trata da promoção de debate e análise de filmes na perspectiva científica, que podem ser acessados nos links logo abaixo:
INSTITUTO PRINCIPIA
CINEMA CIENTÍFICO - PLAYLIST
O referido canal me foi indicado via Bluesky, pelo colega e amigo Robson Freire, e reproduzo a apresentação e objetivos do canal: "O Instituto Principia é um centro de produção e difusão do conhecimento científico e de conexão da ciência com a sociedade. É uma Fundação sem fins lucrativos com atividades científicas desde 1951. Tem atualmente os seguintes programas de atuação: a Escola de Talentos para jovens com altas habilidades e com interesse em ciência, eventos internacionais de pesquisa científica com renomados pesquisadores e eventos de divulgação científica e culturais, como os que estão aqui anunciados. Além disso, o Instituto Principia produz o podcast Ombros de Gigantes e faz publicações nas suas redes sociais".
Destaco, dentre os diversos vídeos debates do canal, o sobre o documentário da Netflix O DILEMA DAS REDES:
Observação:
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sexta-feira, 30 de agosto de 2024
O esconde-esconde que pode mudar o mundo: menina de 7 anos fala da importância da conexão, da comunicação e das relações entre pais e filhos para o desenvolvimento do cérebro humano
O vídeo acima, que intitulei ESCONDE-ESCONDE QUE PODE MUDAR O MUNDO, a partir de fala de Molly, uma menina de 7 anos qe trata da importância da conexão entre as pessoas [mais do que entre as máquinas], da comunicação e das relações entre pais e filhos para o desenvolvimento do cérebro humano, e que me foi indicado via Instagram da colega e amiga Marisa Barreto Pires, professora de Rio Grande, RS, Brasil.
O vídeo em questão foi compartilhado por Telma Abrahão no Instagram e é um daqueles materiais que se presta a diversas interpretações e usos pedagógicos, metodológicos, didáticos e muito mais.
Como bem destaca Telma, a partir da fala da menina, "a importância da conexão, da comunicação e das relações entre pais e filhos no início da vida para o bom desenvolvimento do cérebro humano". Pensando o cérebro, principalmente da criança, como um sistema operacional sendo alimentado com dados que balizarão a sua vida [valores, limites, crenças, brincadeiras, imaginário, etc], há que se refletir sobre o que essa menina nos provoca.
Molly nos ensina a importância do carinho, atenção, da brincadeira para o desenvolvimento do cérebro. Algo que precis ser destacado num mundo em que crianças e jovens cada vez mais se conectam a equipamentos e menos interagem com outras pessoas físicas, jogando, maratonando séries, vivendo nas redes sociais digitais. O ato de brincar é revolucionário e essencial para a construção de uma personalidade saudável. E Molly, de forma envolvente, vai nos trazendo argumentos preciosos que pais e filhos, professores e alunos, gestores escolares e gestores públicos deveriam assistir em conjunto.
Observação:
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domingo, 7 de abril de 2024
Os Empregos Acabaram (e isso é uma excelente notícia): para Luli Radfahrer "vai sobrar aquilo que a máquina não é capaz de automatizar"
O vídeo acima, Os Empregos Acabaram (e isso é uma excelente notícia), e trata-se de palestra de Luli Radfahrer ao TEDxSaoPauloSalon, trazendo muita ironia, algumas pitadas de sarcasmo, e algumas provocações tecnológicas, filosóficas, sociais e culturais nesses tempos de algoritmos, inteligências artificiais, drones e tudo mais.
Luli é Mestre e Ph.D. em Comunicação Digital, consultor de inovação digital e comunicação colaborativa, além de professor e colunista de jornal.
Sua fala traz diversos tópicos que podem promover debates em coordenadores pedagógicos e de RHs, professores e recrutadores de mão de obra, etc. Primeiro, uma constatação: com o avanço das novas tecnologias digitais e a questão dos empregos, "vai sobrar aquilo que a máquina não é capaz de automatizar", e aí que entro nesse papo. As AIs, por exemplo, estão entrando para eliminar em curto prazos boa parte das profissões, seja de operador de telemarketing a nutricionistas [existem aplicativos para isso], de designer a dubladores e outras mais, mas no que a automação não puder fazer, as IAs continuarão a ser coadjuvantes. O protagnonismo será dinate de pessoas rotobitzadas, superficiais. Os que foram criativos serão como o Hogn Connor enfrentando o Complexo Global Skynet que, ironicamente, poderá ser chamada a revolução tecnológica atual com a IA assumindo diversos papeis profissionais.
Luli teme o que chama de "datacracia", ou seja, poderosa base de dados e inteligência de dados que irão transformar as relações de emprego, comércio e muito mais, que nem imaginamos ainda. E que esse "remédio poderá matar o doente", no sentido que eliminará muitas e muitas profissões.
Entretanto, apesar dos alarmes, sabemos que o ser humano é imprevisível, e não existe nenhum algoritmo que, por mais que tente, possa simular essa lógica humana, que desafia a nós mesmo, já que somos incapazes de prevermos nossas reações para o bem ou mal, em determinados contextos, por mais que sejamos a pessoa que mais nos conhece nesse mundo. E isso, que é ilógico, poderá ser nossa tábua de salvação pra enfrentar datacracias: a inspiração, a criatividade, o improviso, a adaptação...
Quem se deixar dominar pelos algoritmos não terá salvação, pois qualquer máquina faz mais e melhor coisas repetitivas, mecânicas, que requerem análise veloz de uma elevada quantidade de dados. Mas coisas mais metafísicas, subjetivas, intimistas requererão analistas humanos que saibam dar conta de dilemas que nos acompanham desde os primórdios e continuarão nos seguindo adiante: quem somos, de onde viemos, para aonde iremos e otras indagações filosóficas, por exemplo.
Antes, o sonho de crianças e jovens era ser escritor de livros como Harry Potter; hoje, serem influencers, tiktokers, youtubers, pois novas tecnologias transformaram o contexto social. Mas por experiência própria, posso dizer: o blog já foi uma ferramenta de jovens exporem seus sentimentos num diário virtual e público, até que educadores se apropriaram da ferramenta para seu diário de bordo educativo, sendo depois imitandos por jornalistas, celebridades, esportistas, políticos. Vieram depois outros tipos de redes e mídias sociais digitais: Orkut, Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter, Tik Tok etc. Já dizia Lavoisier que nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...
Assim sendo, o desafio dos profissionais, dentre eles os professores, será se adaptar a esse Admirável Mundo Novo, que Huxley previu com quase um século de antecedência. Para ele, lá nos anos 1930, “A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga.” Na contemporaneidade, somos tratados pelas DATACRACIAS das Big Techs como usuários, consumidores, narcisistas e alguns livros já se debruçaram sobre esse fenômeno, como A MÁQUINA DO CAOS, de Max Fisher e OS ENGENHEIROS DO CAOS, de Giuliano da Empoli, que recomendo leitura, para ampliar horizontes e reflexões sobre o mundo em que vivemos.
Observação:
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
"Sapateiro faz Sapato, Professor faz Gente", palestra provocativa e reflexiva da socióloga Lourdes Atié ao TEDxSaoPaulo
O vídeo acima, Sapateiro faz Sapato, Professor faz Gente, é uma interessante palestra da socióloga Lourdes Atié ao TEDxSaoPaulo Lourdes Atié, e encontrei nos vídeos correlatos do YouTube. Lourdes, conforme sinopse do audiovisual, "trabalha com educação e comunicação, produz conteúdos para editoras, edita a revista Pátio e é consultora da Faber Castell, onde trabalha sobretudo na capacitação de professores".
As respostas não estão fora de nós, professores, como diz Lourdes. Uma grande verdade, pois cada professor tem sua didática e metodologia, não há receita de bolo que sirva para cada turma, quanto mais pra outros professores e escolas. Como escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade: "Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.. Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar."
Como bem diz Lourde Atié, há que se buscar a experiência do professor sem ter o caráter de autoajuda, dele ser um produtor de conteúdo, e complemento: dele não usar o livro didático como muleta ou bengala pedagógica, mas como um entre outros recursos possíveis, aliado às TIC, mídias e redes digitais.
E não tem como não concordar com Lourdes quando afirma que o dia do professor é o de uma vida inteira de respeito e não apenas um único dia no ano. Afinal, professor é professor o tempo inteiro, seja nas férias, feriados, dias santos, está sempre coletando materiais para usar com seus alunos. E finaliza com o orgulho de ser professor, o profissional mais importante que existe, pois faz gente e não produtos, coisas.
Para complementar essa fala curta e profudamente reflexiva, indico o vídeo abaixo da professora Paula Gabriela que é uma brincadeira em cima de uma pergunta recorrente de alguns, quando sabem que somos professor: "Você trabalha ou só dá aula?", como se dar aula não fosse trabalho e dos mais significantes possíveis, pois é o que ensina aos que um dia terão uma outra profissão:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sábado, 10 de fevereiro de 2024
"Autorretrato falado": Tenha coragem de mostrar quem você é [palestra de Fred Elboni que dialoga com dois poemas de Fernando Pessoa] #autoconhecimento #autocuidado
O vídeo acima, Tenha coragem de mostrar quem você é, trata-se de uma motivadora palestra de Fred Elboni, publicitário, escritor, roteirista, youtuber, palestrante ao TEDxExposicao e que encontrei por acaso no YouTube, mas como sempre digo: nada é por acaso nem mesmo o acaso. Tudo tem um sentido na vida, ou damos às experiências e descobertas algum significado.
Já nos primeiros instantes da fala de Fred, remeteu-me ao texto "Poema em minha reta", do genial Fernando Pessoa, que considero "uma pessoa singular sempre falando no plural". No referido poema, vídeo logo a seguir, em magistral interpretação do ator Osmar Prado, em cena de telenovela O Clone, encontrei uma poderosa intertextuallidade com a fala de Elboni, na questão de que somos pessoas se passando por personagens, querendo ser aceitos em grupos sociais, vivendo uma vida idealizada, uma vida muitas vezes irreal ou diferente do que desejaríamos ter. Um quase impostor de si mesmo. Afinal, quem sou eu? Quem nunca fez essa pergunta pra si? A busca pelo autoconhecido que gera a autoajuda, em sentido mais amplo é algo que precisa ser discutido na família, na sala de aula, no trabalho e na sociedade.
Conforme sinopse da palestra ao TED, Fred "[...] Foi roteirista do programa Amor & Sexo da TV Globo (2011/2012), fundou o portal EOH e é fascinado pelo comportamento humano e suas facetas. Tem 3,6 milhões de fãs inscritos em suas redes sociais. Nelas, gosta de mostrar às pessoas como tudo pode ser simples. Quando está escrevendo, conversando com as pessoas na rua ou simplesmente vivendo, tenta, sempre que possível, lembrar-se de que o segredo da vida está na busca pelo meio-termo. Fred é apaixonado por encontrar pessoas que o fascinem".
A fala comovente e motivadora de Fred Elboni é uma "ponte de sorrisos" em que dialoga com a poesia de Fernando Pessoa, como quase um "autorretrato falado", uma "Autopsicografia" poética e filosófica, já que todos nós temos um pouco do fingidor pessoano, desde a descrição de vida de Fred [que poderia ser o José, a Maria etc] quando jovem, às experiências com bullying na escola [quem nucna as sofreu, que atire o primeiro smartphone na parede], o experimento social da ponte dos sorrisos e tudo mais.
Abaixo, link para um dos poemas mais famosos de Pessoa, em que ele discute metalinguagem, criação e identidade poética, filosofia e muito mais:
AUTOPSICOGRAFIA
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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TED
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
O espelho verdadeiro e "a arte de ser você mesmo": palestra inspiradora de Caroline McHugh ao TED
O vídeo acima, A arte de ser você mesmo, descobri no YouTube e é uma interessantíssimo e instigante palestra de Caroline McHugh ao TED, que são pequenas conferências mundo afora, contando com especialistas em alguma área, contando alguma experiência relevante entre 15 a 20 minutos.
Antes de tudo, recomendo que ativem legendas e tradução nos ícones no canto inferior direito da tela de exibição do vídeo.
Conforme sinopse do YouTube: "Nessa palestra inspiradora, Caroline McHugh explica que o nosso único trabalho nessa vida é ser tão bom quanto conseguirmos em sermos nós mesmos.
Caroline é fundadora e CEO do IDEOLOGIA, um movimento dedicado a ajudar indivíduos e organizações a serem completamente distribuídos, versões originais de si mesmos e autora de um livro chamado "Never Not a Lovely Moon: The Art of Being Yourself" ["Nunca uma Lua Não Adorável: A arte de ser você mesmo"].
Inspiradora mesmo, e o que mais me despertou a atenção, já de início, foi o conceito de "ESPELHO VERDADEIRO", traziudo por Caroline, que é um mecanismo de observação desenvolvido pelos irmãos John e Catherine Walters, em Nova Iorque, que trata-se de um espelho duplo que reinverte a imagem que vemos, que já é uma inversão da nossa, nos mostrando a verdadeira imagem que os demais nos veem. Afinal, se prestarmos bem a atenção, quando nos olhamos num espelho simples, o que vemos é nosso reflexo invertido, já que se partimos o cabelo para a esquerda, no espelho mostrá à direita do que vemos.
Dessa forma, quando dizemos que somos o espelho de alguém, estamos de fato projetando-nos numa imagem que vemos de forma direta, mas quando nos enxergamos em qualquer tipo de superficie reflexiva, estamos nos vendo de um jeito indireto, que não é o mesmo que os outros nos percebem.
Sermos nós mesmos, então, sob está perspectiva, é usarmos um espelho duplo, tipo a história e a literatura, a ciência e a arte, a poesia e a matemática, etc, para assim podermos ver o mundo mais amplo e menos invertido... ou convertido. Vermos o mundo de forma côncava e convexa. De certa forma, quando lemos um livro, vemos o mundo com os olhos emprestados por alguém...
Caroline indica que no espelho regular procura-se reafirmação da autoimagem, e, penso que talvez por isso mesmo o desconforto que temos com fotos 3x4, dizendo-nos que aquela imagem capturada não parece conosco. Não parece cokm a nossa autoimagem...
Porém, no "espelho verdadeiro" ocorre a revelação das coisas como de fato são, e como bem diz Caroline: "[...] pessoas que têm medo de ser elas, vão trabalhar para aquelas que não têm medo".
Que vivemos com base em arquétipos e modelos, até o nascimento da consciência, principalmente em relação ao outro: ao estranho, ao estrangeiro, e o início das fronteiras, barreiras e bandeiras que a sociedade impõe...
Em busca da autenticidade, identidade, Caroline propõe o "Complexo do eu", que é um teste para saber se alguém tem complexo de superioridade, inferiodade ou um termo interessante: o de interioridade, um neologismo para sensiblidade e orientação, sem ser preciso referir-se a alguém, sem estar acima ou abaixo do outro, mas simplesmente ter como referência a si mesmo, ser você mesmo, de forma simples, sem grandes preocupações em fazer um tipo, interpretar uma personagem.
Para isso, é preciso conhecer as caracterísitas do que ela denomina de "Os quatro eus":
Primeiramentem, a percepção de contexto e o vício de aceitação [e que chamo de sentimento de tribo];
Em segundo lugar, a persona, a imagem que se quer que os outros tenham de nós e o poder de adaptação;
O terceiro círculo, o do ego, que é o que você pensa de si e, por fim, o quarto círculo: o Você mesmo, o espiritual acima do físico ["Minha vida é a minha mensagem", Gandhi, ilustra essa ideia].
Pensando além, lembrei de duas citações. Uma do filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre: "Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós” e a outra citação, do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano: "Somos o que fazemos mas somos especialmente o que fazemos para mudar o que somos".
Enfim, "Ser ou não ser, eis a questão!", diria Hamlet, um dos personagens mais complexos e humanos de Shakespeare.
Mais do que nos vermos no espelho, sermos o espelho do que acreditamos é buscar essa autoimagem no espelho verdadeiro, independentemente da superfície que nossa imagem possa ser captada.
Uma ótima palestra que serve para uma aula de filosofia, sociologia, história e muito mais...
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domingo, 16 de janeiro de 2022
A evolução cognitiva e as revoluções tecnológicas: fragmento de palestra de Suzana Herculano-Houzel ao Fronteiras do Pensamento
O vídeo acima, A evolução cognitiva e as revoluções tecnológicas, trata-se de fragmento de palestra de Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira, ao Fronteiras do Pensamento em 2015.
Nela, Suzana "[...] explica a evolução cognitiva do cérebro. Como o cérebro contemporâneo, com os mesmos 86 bilhões de neurônios do cérebro de 200 mil anos atrás, pode ter criado sociedades tão mais complexas? Houzel atribui esses feitos às chamadas revoluções tecnológicas, dando importância máxima à habilidade de cozinhar os alimentos, que considera o grande diferencial da espécie humana".
Suzana demonstra como as habilidades humanas foram transformando a humanidade a partir de descbertas e invenções como ferramentas, cozinha [fogo], cultura, roda, agricultura, revolução industrial [maquinários, carvão, energia elétrica, automação, robotização, internet, nuvem etc] e a 6ª revolução tecnológica.
Um bom material para debater sobre a evolução do conhecimento humano a partir das descobertas e invenções tecnológicas.
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sábado, 15 de janeiro de 2022
A educação dos sentimentos por António Damásio ao Fronteira do Pensamento [ou as Pedagogias do afeto e a do espelho]
O vídeo acima, A educação dos sentimentos, descobri no YouTube e trata-se de palestra do médico e neurocientista português António Damásio ao evento Fronteiras do Pensamento, em 2013.
Segundo sinopse do referido vídeo, "[...] vencedor do Prêmio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica, António Damásio, detalha e exemplifica como se dá, na prática, uma das características que diferenciam os seres humanos de outras espécies.
Segundo ele, apesar de haver uma base biológica para os sentimentos, um dos aspectos que distingue os sentimentos nos seres humanos é a possibilidade de serem educados, embora sejam naturais.
E um dos aspectos da nossa vida cultural é que ela não é selvagem. Ou seja, o ser humano tem a possibilidade de ser educado pelos pais, pela escola e pelo meio ambiente em que vive. E esta educação é essencial para a expressão, a continuação e até o melhoramento destes sentimentos".
A educação dos sentimentos é o que chamo de Pedagogia do afeto ou Pedagogia do espelho, pois é inegável o poder do afeto, da empatia e da alteridade no processo educactivo, seja na família, na escola, no trabalho e em toda a sociedade. Damesma forma, agimos como espelhos uns dos outros, imitando desde criança a fala, o andar, depois as ideias e ideiais de quem nos circunda e com quem convivemos.
Damásio fala de uma base biológica que temos, e penso que essa base biológica vive em interação com a base sociológica e filosófica, artística e cultural, histórica e social com os demais, pois somos seres sociáveis, como dizia Aristóteles: "[...] o homem é um ser social porque é um animal que precisa dos outros membros da espécie". E esses tempos padêmicos e quase distópicos deram razão ao ilustre filósofo grego, pois o confinamento social demonstrou a importância do convívio em sociedade, não apenas por meios digitais, mas presenciais. Na educação, por exemplo, por melhor que seja a Inteligência Artificial, ela por si só é incapaz de substituir um bom professor, que carrega em si, não poderosos algoritmos, mas uma bagagem sentimental imensa de experiências que servem de mapa do tempo, de mapa mental, de trajetos, sensações e emoções compartilhadas em grupos.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2021
Mochileiro pela Educação e Viajante da Literatura: Tiago Silva, um ex-carteiro que distribui a crianças livros pelo Brasil
O vídeo acima, Viajando na educação, trata-se de palestra de Tiago Silva ao TEDxPajuçara. Tiago é um jovem que já foi carteiro e agora se tornou mochileiro, transformando a vida de jovens e crianças do interior de Alagoas, Brasil, por meio da educação e da distribuição de livros.
Uma grande lição de vida desse "Mochileiro pela Educação" e, de certa forma, "Viajante da Literatura" que, conforme apresentação do referido vídeo, "já percorreu 40 cidades brasileiras, distribuindo cerca de 700 livros e levando a mensagem de que a educação salva vidas. Mais de 6 mil jovens já assistiram suas palestras por todo o Brasil."
Para conhecerem mais da vida e obra de Tiago, que "também é diretor do projeto Conversando Sobre Carreira. Idealizador do programa Jornada pela Educação, membro do Conselho de Jovens Empreendedores (CJE/AL), é também colunista da rádio", em Maceió, recomendo a leitura da reportagem, no link a seguir:
MOCHILANDO PELA EDUCAÇÃO: A HISTÓRIA DE TIAGO SILVA
EM TEMPO: Recomendo aos visitantes deste blog, verem outra postagem que dialoga com esta, sobre um Carteiro que se torna Poeta, e distribui poesias junto com as cartas, conforme link a seguir:
O carteiro, o poeta, a rua e a poesia: Isso é o que nos move (a arte e a poesia em toda parte)
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terça-feira, 20 de julho de 2021
"Meninas, estudem!": Mais que uma palestra motivacional, uma lição de vida e de superação a partir do poder dos livros e da educação [literatura, música e filosofia]
O vídeo, Meninas, estudem!, descobri, primeiro no Linkedin [link AQUI] e depois nos vídeos correlatos no YouTube e trata-se de uma interessante palestra da professora e arquiteta Sílvia Carneiro, que conta um pouco de sua experiência de vida, a partir da perspectiva da paixão pela leitura, inciando com O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupery e Tistu, de Maurice Druon e o impacto que isso teve na menina que já foi, comentando que os livros são transformadores.
Sílvia disse que, quando criança, quis ser cientista, depois pensou em ser vendedora, estudar biologia, engenharia genética e artes plásticas, mas como engravidou cedo, teve que cuidar de gêmeos, enquanto o marido estudava direito, depois fez pós-graduações. Uma nova gravidez retardou o sonho de voltar a estudar.
Planos adiados, acabou lendo um livro transformador, intitulado "Mulheres que correm com os lobos", de Clarissa Pinkola Estés, uma analista junguiana, escritora e poeta, que escreveu um livro que falo sobre mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Neste livro, destaca o conto "A pele de foca", que é uma metáfora para a mulher que se transforma, mas volta às suas origens. Voltou a estudar após os 40 anos de vida, tornando-se arquiteta, depois emendando com uma pós-graduação, até transformar-se em professora.
Conforme apresentação do referido vídeo, feita pelo TED: "Silvia Carneiro explica como seu sonho de estudar a tornou uma grande mulher, mostrando que as dificuldades encontradas pelo caminho foram superadas pelo amor. 'A educação é a ponte para o futuro.' Arquiteta especialista em iluminação LED, com Pós Graduação em Iluminação e Design de Interiores e Master em Arquitetura & Iluminação. Lighting Designer e educadora, trabalha com projetos luminotécnicos e como consultora de negócios, inteligência estratégica de mercado e relacionamento com a indústria de iluminação no desenvolvimento de produtos e material técnico. Atua como professora em cursos de Pós Graduação em Iluminação e Projetos Luminotécnicos de diversos seguimentos."
Mais que um vídeo motivacional, uma lição de vida sobre o poder transformador dos livros e da educação.
Abaixo, um criativo vídeo, denominado "Improviso Live Looping", que refere-se a cantiga, leitura e interpretação de Alexia Evellyn sobre fragmento do livro "Mulheres que correm com os lobos", de Clarissa Pinkola Estés, unindo literatura, música e teatro:
Recomendo também a ótima resenha de Luana Campos, vídeo a seguir, sobre o referido livro de contos, para "linkar" à palestra e à canção-interpretação. Livro que já está na minha lista de leituras para serem realizadas em breve! A resenha aguçou mais o interesse que tive, já ao ouvir a palestra de Sílvia Carneiro e a interpretação de Alexia Evellyn. Meninas estudem, leiam, trabalhem, valorizem o seu instinto natural.
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segunda-feira, 19 de julho de 2021
Alimentando a criatividade: o prazer da escrita na voz de Elizabeth Gilbert, autora do livro "Comer, Rezar, Amar", que inspirou o filme de mesmo nome
O vídeo acima, Alimentando a criatividade, é uma palestra feita ao TED por Elizabeth Gilbert, autora do livro de memórias "Comer, Rezar, Amar", que foi adaptado para o cinema, tendo como protagonista a atriz Júlia Roberts, audiovisual que descobri via YouTube.
Em tempo: TED "é uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas pela fundação Sapling, dos Estados Unidos, sem fins lucrativos, destinadas à disseminação de ideias – segundo as palavras da própria organização, 'ideias que merecem ser disseminadas'".
Recomendo, primeiro, que ativem as legendas, se não entrar no modo automático, clicando no ícone no canto inferior direito da janela de exibição do vídeo, que lembra uma folha com 3 linhas, depois no ícone que parece uma engrenagem para escolher o idioma de tradução.
Sobre a fala de Elizabeth, cabe destacar a importância do contar histórias, sejam reais, mitológicas ou ficcionais, remonta à Antiguidade da humanidade, e é uma forma de combater o esquecimento. Escrever é um ato também de autoconhecimento, como bem relata o livro de Gilbert. Escrever é mais do que buscar o sucesso, a fama e a fortuna. Escrever é ter o que dizer, primeiro para si, depois para os outros. É uma catarse, uma válvula de escape, um jeito de compreender a própria existência. A literatura de ficção está aí para provar que é mais permanente do que as notícias de jornais, os livros didáticos de histórias, que estaõa sendo reescritos com o passar do tempo, como um palimpsesto, enquanto Homero, Dante, Maquiavel, Cervantes, Shakespeare, Machado de Assis, quando muito têm suas obras revisadas por alterações gramaticais e ortográficas. A arte é universla e atemporal, enquanto as tentativas de capturar o instante, logo são desfeitas por novas evidências. Escrever, pois, é uma forma de conservar e consertar o próprio tempo, abrindo possibilidades nas lacunas da história, reinterpretando fatos, provocando reflexões, como a filosófica. Enfim, desdobrando-se sobre a própria escrita, como a metalinguística.
Elizabeth rompe com os ester[otipos do que é ser escritor, entre missão e vocação, arte e ofício. Rompe com a ideia de que criatividade e sofrimento, angústia, estão associadas ao ato de escrever ou ser artista da palavra. Gilbert parte da premissa que incentivar a criatividade requer romper com essa ideia, principalmente para as próximas gerações. Que escrever não precisa ser necessariamente uma forma de fazer terapia, de lidar com seus monstros interiores, mas pode ser uma forma de estar no mundo, ver o mundo, falar desse mundo, sem estigmas e preconceitos. Que o escritor pode ser uma pessoa que escreve por ter o que dizer...
Gilbert reflete também sobre como lidar com o suceso e não ficar preso a apenas um livro, trata de liberdade de criação e fala iclusive do distanciamento entre obra e autor, que o leitor precisa ter... E nessa fala, faz um percurso histórico do como a criatividade foi tratada por gregos, romanos, depois na era medieval, como intervenções divinas ou sobrenaturais, como "daemons", "gênios", "gnomos" etc. Na poesia, mesmo, era atribuída a criatividade às musas que vinham recitar versos ao poeta adormecido. Já no Renascimento o homem é colocado no centro da escrita e principalmente no Iluminismo, com Confissões de Rousseau. Entretanto, a criatividade, na contemporaneidade precisa ser nomeada pelo que é, digo eu, como a junção de esforço de um grande leitor em parceria com um bom escritor, que coincidentemente é a mesma pessoa em sua dupla face. Escrever é organizar ideias, planejar roteiros, articular as palavras buscando um resultado eficiente que convença o leitor.
Interessante a ideia que Elizabeth Gilbert raz de que quando a criatividade passa a ser vista na perspectiva de que o escritor não "ter" um gênio, mas poder "ser" o gênio da palavra, a própria literatura se reinventa, porém, numa perspectiva de humano e não divino. Mais que isso, ela trazer um testemunho de vida, sobre pessoas que nos trazem pequenas lições de vida, como a do cantor e compositor Tom Waits. Uma certa epifania, revelação, mas nada mística, como os antigos tratavam, mas como algo de descoberta mundana que dá sentido ao próprio ato de viver, escrever, seguir em frente...
Escrever, digo eu, sempre foi meio que colocar um manuscrito dentro de uma garrafa e lançá-lo ao mar pra ver em que praia irá chegar. Em tempos digitais, essa metáfora ficou mais abrangente e dinâmica, pois ser blogueiro, tuiteiro, ter um perfil digital pra produzir conteúdo faz de cada pessoa um escritor em potencial, que será lido por outras pessoas em qualquer "praia" digital do mundo... literalmente as ideias navegando pelo ciberespaço.
Então, penso eu também, "com meus botões", que escrever é tanto arte como fato [artefato], como arte e ofício [artifício], trafegando entre a criatividade e a persistência, entre o talento e a organização, entre as vozes dos grandes escritores do passado e os grandes dilemas da atualidade, numa imensa intertextualidade, interdiscursividade e polifonia [multiplicidade de vozes dentro de um texto].
Como bem destaca Gilbert, e que me proporcionou essas metáforas: escrever pode ser como fazer música e dançar com as palavras, como ela cita de viagem que a fez conhecer uma tribo na África. Escrever, penso, é fazer transcender as ideias á própria vida do autor. A entidade biológica um dia cessará seu ciclo vital na terra, mas suas ideias transitando através de palavras permenecerão entre os que virão depois até a eternidade... Ou usando uma expressão das Histórias em uadrinhos, do Fantasma: "O espírito que anda..." Escrever, de fato, é como adentrar um portal, como atravessar uma outra dimensão, como viajar no tempo e se teletrnasportar para mundos diversos, e, quando bem feito, promove o mesmo efeito no leitor.
Acredito que o ato de escrever está mais para o Eureka!, de Arquimedes, da descoberta do conhecimento dentro de nós, do que por uma experiência mística atraibuída às musas e deuses de um Olimpo qualquer. Arquimedes dizia: deem-me um ponto de sustentação e moverei o mundo. O escritor, quando encontra um argumento criativo, consegue com seu livro transformar o mundo do leitor, elevando-o também, além da linha horizontal e superficial da escrita.
Assim, a vida criativa deve ser vista na perspectiva de uma leitura de mundo também criativa, tentando ler as entrelinhas do tempo, as entrelinhas das falas, dos discursos do outro, do colocar-se no lugar do outro [empatia e alteridade], como o faz todo leitor que lê um livro e acompanha a voz do narrador. Encaremos a vida como uma imensa Biblioteca Viva em que cada pessoa é um livro, alguns abertos, outros com páginas arrancadas, outros com páginas brancas ainda por serem escritas. Não importa. Nçao se deve, ou não deveria, escolher um livro apenas pela capa, pois as aparências enganam, e só conhecendo a história de cada um é que podemos entender seu roteiro de vida... E dessa forma, escrever é um trabalho árduo, tanto quanto o de um artesão.
Abaixo, segue trailer do ótimo filme "Comer, Rezar, Amar", inspirado no livro homônimo de autoria de Elizabeth Gilbert:
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sábado, 24 de abril de 2021
O medo da liberdade e o sentido da vida atual: reflexão essencial de Contardo Calligaris para entender-se a contemporaneidade
O vídeo acima, O medo da liberdade e o sentido da vida atual, trata-se de fragmento de palestra do Doutor em psicologia clínica Contardo Calligaris [falecido recentemente] ao Fronteiras do Pensamento, que é o "ciclo de conferências que traz os maiores pensadores mundiais ao Brasil".
este vídeo interessantíssimo e atualíssimo, encontrei por acaso nos vídeos correlatos do YouTube e essencial para se discutir questões como "o aumento da intolerância, a necessidade de jogar a culpa no outro, a violência gratuita" e como traz na apresentação do referido vídeo "[...] seria isso gerado pela falta de razão? O psicanalista Contardo Calligaris traz exemplos históricos para propor uma visão nem tão comum sobre o que temos enfrentado no mundo atual".
Contardo, em pouco mais de 3 minutos vai brincando ao espectador de algumas ideias e conceitos que parecem ecoar como um reflexos do tempo atual.
Diz ele, "quando a razão se afirma [e surge a dúvida sobre certezas], nessa altura que há a repressão da dúvida no outro...", pois "[...] a crise da minha fé, força a tentar o outro a professá-la se nem eu consigo". Algo que soa terrivelmente atual, se analisarmos o fanatismo religios, a homofobia, o racismo e o preconceito reinantes em quem, em tese, deveria ser mais telerante, se respeitasse os ensinamentos de sua própria crença religiosa. Além disso, para Calligaris, "[...] quem tenta mandar da sensação sexual do outro, no fundo deseja aquilo" e ele, como psicanalista, sabe bem o que diz.
Ainda que o tema da palestra gira em torna da psicologia, a fala de Contardo é extremamente esclarecedora e se presta a outros contextos, filosófico, sociológico, tecnológico e social, pois quando declara que "o oposto da liberade é a boçalidade" e que "reprimir no outro a liberdade que me apavora", ele está ilustrando um fenômeno muito atual, de boçais que chegam ao poder e tentam impor sua visão limitada de mundo à sociedade, sem dialogar, sem transigir, amparados no negacionismo, no obscurantismo.
Por fim, o psicanalista encerra sua fala ao comentar que "qualquer terapeuta que tenta curar ou orientar a partir de seus valores é um palhaço... qualquer psicoterapia é uma prática da liberdade, da valorização da vida concreta dos pacientes", e isso remeto a outros contextos, sejam científicos, políticos, religiosos, educacionais.
O exercício do pensamento, exige liberdade de ideias, de debate, de troca de saberes, de crítica e autocrítica. O pensamento moderno não pode ser monolítico e irreversível. É preciso estabelecer pontes e não construir muros, seja na família, na escola, no trabalho ou na sociedade. E, concordando com Contardo, o medo da liberdade é o medo do outro, daquele que é estranho, estrangeiro, e este medo gera a xenofobia, o racismo, a intolerância, o ódio...
Contardo Calligaris foi um dos grandes pensadores e recomendo dele outros dois vídeos muito interessantes e que dialogam com este, logo a seguir [o primeiro, aparentemente é uma continuação do anterior]:
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