quinta-feira, 7 de maio de 2026

"Farmar a aura": gíria da geração Alfa e a variação linguística




Encontrei o vídeo sobre "Farmar a aura", no perfil do Instagram de Jorge Gastaldi e é um divertido audiovisual para a introdução de uma aula de Língua Portuguesa sobre Variação Linguística, pois no referido vídeo constam diversas gírias da geração alfa, que suscedeu a geração Z, a partir de 2010, e que já nasceu num mundo hiperconectado, em que as tecnologias digitais fazem parte do dia a dia, da cultura e do viver dos jovens.
A língua, como uma ferramenta de interação e comunicação, é um instrumento em constante transformação, fruto, principalmente, das mudanças tecnológicas, históricas e sociais. Não falamos mais como no século XIX, como nos livros de Machado de Assis, pois o mundo mudou.
Apesar disso, cabe também reflexões, não apenas linguísticas, mas filosóficas, sobre a forma de vermos e retratarmos o mundo. E nesse ponto, a língua é o nosso meio natural de estar no mundo. Acompanhar essas mudanças, não apenas as climáticas, mas as linguísticas, é dever do bom educador, seja ele pai ou professor.
Este vídeo e outros mais que podemos encontrar no YouTube, Instagram e demais redes sociais digitais podem estinmular a troca de saberes entre gerações. Uma proposta educativa é convidar alunos a pesquisare,m juntos aos pais, avós e familiares sobre as gírias do passado, para perceberem como cada geração tem seus dialetos "tribais".
Six Seven, Vai tomando, tá no sabor, vem na minha salada, passinho do Jamal são outras gírias da geração alfa. E as gírias do passado? Que tal trocarmos esses conhecimentos entre as gerações?
Em tempo: Você já "farmou a aura" hoje? ;-)

domingo, 3 de maio de 2026

"Isso é IA": divertido curta-metragem e a sensação de que tudo é produzido por inteligência artificial [humor e filosofia]




O curta-metragem de 2026 That's AI (Isso é IA, tradução livre), com roteiro e direção de Sebastian Lopez [@harteliuslopez] encontrei nos vídeos correlatos do YouTube, e é uma divertida e necessária crítica à sensação que muitos têm, de que tudo hoje em dia é produzido por inteligências artificiais [IAs], cada vez mais sofisticadas, ao ponto de duvidarmos de coisas como o curta demonstra: a criatividade humana. Uma paranoia digital [no ritmo da pós-verdade] se instalou no cotidiano. A cena final dos "seis dedos" é emblemática e sarcástica.
A versão original, no YouTube, é legendada em inglês, mas pode ser ativada a tradução automática. As cenas são autoexplicativas e serve esse material para uma aula integrada e interdisciplinar de Língua Portuguesa [produção e interpretação de textos] com língua inglesa.
Os produtores do curta alertam: não foi usada IA em sua filmagem e produção, de uma forma irônica e ao mesmo tempo declarativa.
Entretanto, exemplos não faltam de textos bem escritos sendo considerados produzidos por IA [A Declaração de Independência das 13 colônias inglesas na América, escrita em 1776, já foi taxada de ter sido escrita por IA], fotos e filmes idem. Materiais bem produzidos tornou-se sinônimo de confecção por IAs, o que se torna um paradoxo, pois os bons escritores serão taxados de copiadores, enquanto são as IAs é que copiam o conhecimento humano.
Se não houver um protoloco de uso, e uma forma mais adequada de verificação de obras feitas por IA, o talento humano será depreciado e terá que conviver com a suspeita, o descaso e a comprovação permanente de autoria. Em contrapartida, as IAs se apropriam do vasto conhecimento humano para, além da criação, do uso indevido, sem o pagamento de direitos autorais pelas megacorporações [big techs] que julgam-se acima do bem e do mal, e não respeitam legislações, e utilizam toda sua riqueza, poder e influência para barrar qualquer tipo de regulação.
Enfim, o vídeo para se discutir arte e cultura, tecnologia e sociedade, sociologia e filosofia, legislação e ética, entre outros temas relevantes e necessários.
Há que se discutir os chamados FALSOS POSITIVOS, em que o chatGPT e outras IAs acusam textos de serem produzidos por IAs, justamente por usarem travessões, expressões sofisticadas, e uma ótima escrita, sem levar em conta que podem ser estudantes que tenham ´potima bagagem sociocultural e que tenham hábito de ler muito. Ao memso tempoo que muitos alunos se valem do chatGPT para fazerem trabalhos escolares, escreverem redações etc. Vejam a matéria sobre plágio digital AQUI e AQUI.
Eu, particularmente, nos anos 1980, participei de concurso literário regional para estudantes do ensino médio, recebendo o 2º lugar com minha redação chamada "Sangue Farrapo". Duas décadas depois, uma professora que foi da comissão julgadora me confidenciou, após nesse meio tmepo saber que me tornei escritor, poeta e professor de língua portuguesa, recebendo prêmios e reconhecimento, de que a banca considerava naquele tmepo meu texto muito superior ao nível de um aluno secundaristas. Todavia, naquela época não havia Google , IA ne,m recursos para verificação, e optaram, por segurança, ao invés de me dar o primeiro lugar ou me desclassificar sem provas, de receber o segundo lugar no evento. A comissão não sabia que eu era "rato de biblioteca" que lia mais de 5 livros por semana, um pouco de tudo [literatura, filosofia, biografias, política, economia etc], como um preparatório autodidata para o vestibular. [passei para o Direito no ano seguinte ao referido concurso]. E mais: tempos depois, já reconhecido como professor, escritor e poeta, participei de comissão julgadora de concurso literário de poesias, e a banca suspeitava de uma jovem de 16 anos, que escrevia poemas profundamente filosóficos, que segundo alguns, seria incoimpatível com a idade. Pedi licença e contei a história do jovem que eu fui e que sofreu também com essas suspeitas. A história se repete...
Em tempo: esta postagem não foi produzida por IA. :-)

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 2 de maio de 2026

Forme seu nome com incríveis imagens de paisagens da Terra, capturadas pelo satélite Landsat [NASA]: astronomia, geografia e arte




O site YOUR NAME IN LANDSAT, como a expressão indica, é uma iniciativa da NASA [agência espacial norte-americana] de disponibilizar um link [logo a seguir] para que qualquer visitante possa escrever seu nome e ver a formação que a palavra cria, a partir de fotografias com paisagens que lembram traços de letras no formato alfabético, com incríveis imagens do planeta Terra, capturadas pelo satélite Landsat.

SEU NOME NA LANDSAT

Mais que uma brincadeira ou curiosidade, que descobri via Instagram de Pamela Guebert, trata-se de uma ótima ferramenta astronômica pra uma dinâmica entre professores e alunos, numa atividade interdisciplinar com geografia e arte, por exemplo, a partir de fotografias tiradas do espaço, pelo satélite Landsat.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

TIME: as escalas de tempo do universo e da evolução humana feitas em maquete luminosa em pleno deserto à noite




O vídeo To Scale: TIME [Para escalar: TEMPO] é um impressionante audiovisual que trata da escala do tempo do universo e da escala do tempo da evolução humana na Terra e que me foi gentilmente sugerido via Bluesky pelo irmão que a educação me proporcionou, o educador Robson Freire. {recomendo a ativação de legendas: não há em português, mas espanhol]
Um vídeo incrível do canal To Scale, de Wylie Overstreet e Alex Gorosh, que trabalham com escala, proporções, promovendo a divulgação científica pra leigos sobre as grandiosidades do universo, de forma didática e acessível.
Wilie e Alex foram em 2023 para o leito seco de um lago no deserto de Mojave [EUA], pra construírem "uma maquete em escala real do tempo: 13,8 bilhões de anos de evolução cósmica e o nosso lugar nela." 13,8 bilhões de anos equivalem à maquete de 6,9 km no deserto de Mojave, enquanto a evolução humana representa apenas alguns centímetros como uma pequena régua. Uma ideia ambiciosa e criativa, com o uso de drones e de luzes para iluminar o deserto à noite, numa bela, gigantesca e genial metáfora do próprio universo, com um resultado incrível, e que pode ser visto por completo em alta definição, no link a seguir para o portal:

TO SCALE SERIES

Abaixo, link para o canal de vídeos de Wilie e Alex, no YouTube:

TO SCALE - CHANNEL

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.