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terça-feira, 28 de julho de 2026

"Siga o fluxo. Seja o fluxo": bela animação para trabalhar com grupos sobre liderança, colaboração, cooperação e motivação




Esse belo fragmento de animação que não localizei nome, mas que encontrei na página do Linkedin de Adriano Siqueira com o tÍtulo de "SIGA O FLUXO. SEJA O FLUXO", é um belo exemplo de material, muito além do motivacional, pois serve para dinâmica de grupos sobre liderança, trabalho colaborativo e cooperativo, sim. Porém, se presta a atividades diversas de interpretação textual e escrita criativa, aula sobre as funções da linguagem etc.
O que seria esse fluxo? O que seria ser esse fluxo? Perguntas que podem ser feitas tanto a jovens como adultos, pela atemporalidade e universalidade do tema.
Quantos de nós, através de um amigo, um colega, um vizinho, um parente, mudou sua rota, seguindo seu exemplo? A animação trata disso de forma poética e filosófica.
Enfim, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", parafraseando versos de Fernando Pessoa. Afinal, valer-se de audiovisuais em atividades escolares, profissionais, de formação, capacitação e qualificação profissional é um meio de criar uma ligação com o outro. O poder das imagens é enorme e saber lidar com ele, de forma adequada à atividade é essencial.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 25 de julho de 2026

A Sinfonia da Natureza e a vida intertextual por um fio: uma fotografia de pássaros inspirando a arte musical e projeto coletivo




Quem nunca olhou para pássaros nos fios de energia elétrica, não os fotografou, ou não imaginou uma pauta musical que atirem sua câmera fotográfia ou celular ao ar. A arte e estética estão em toda parte, e o olhar imaginativo humano também. Porém, quando une uma bela foto [feita em 2009, pelo fotógrafo Paulo Pinto, em Santana do Livramento, RS] e o olhar de um músico [o compositor Jarbas Agnelli, 17 anos depois], a magia se completa com a sobreposição de notas musiciais ao posicionamento original e natural dos pássaros, formando uma bela e inesperada partitura, que só poderia surgir de uma maravilhosa sinfonia da natureza, projeto que se transformou na SINFONIA DA ENERGIA, com a participação de empresa de energia elétrica na promoção do evento.
Parece até roteiro de filme, mas é a vida intertextual, presente no cotidiano, e que somente olhares atentos percebem e registram. E, assim, que era prosaico torna-se artísticos e filosófico.
Da leituras de imagens da natureza [fotografias] surgiu uma bela canção [sinfonia] que foi batizada de "Birds on the wires" [Passáros nos fios], alusão à canção homônima de Leonard Cohen. Dali em diante, essa ação se tornou projeto coletivo, com o chamamento para que outros fotógrafos enviassem para Jarbas Agnelli fotos semelhantes de pássaros nos fios. Algo que remete a uma ideia que faz tempo que comento com meus alunos nas aulas de literatura: nem sempre o gênio é o que teve a ideia inicial, mas aquele que percebeu outras possibilidades. Exemplo: Shakespeare reorganizando as ideias de Marlowe de forma magistral; Machado de Assis se inspirando e superando José de Alencar e outros casos além da literatura, em que um outro olhar ressignifica uma obra, transformando-a, inovando-a. Ação colaborativa e cooperativa em prol da arte e cultura.
Valorizar esse olhar de observador de filhos e alunos, colegas e amigos, vizinhos e ilustres desconhecidos é necessária para preservar nossa humanidade e a própria sociedade.
Vejam mais detalhes dessa experiência incrível assistindo ao vídeo acima e à postagem da Agência Brasil, no Instagram, logo a seguir:



Observação: Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 28 de dezembro de 2025

A reinvenção da biblioteca escolar e os 4 C's da biblioteca, seja ela física ou digital




Dois vídeos que estão no blog TIC, Educação e Web, do professor Jorges Borges, do Ministério da Educação de Portugal, e que considero essenciais para entender o papel atual da biblioteca escolar e das bibliotecas digitais no ambiente educacional e além dele, baseado nos 4 C's: conectividade, colaboração, criação e comunidade.
O primeiro, acima, trata da Reinvenção da biblioteca escolar enquanto espaço de interação, colaboração, troca de saberes, espaço vivo no ambiente escolar. A biblioteca deveria ser o coração de uma escola, o local mais visitado, composto de espaços múltiplos, como salas de leitura, estúdio de gravação de vídeos, ambiente que favoreça ao estudo, ao desenvolvimento de projetos e atividades diversas.
O segundo vídeo, logo a seguir, trata da biblioteca digital, como uma urgência de uso qualitativo e não apenas quantitativo, num mundo em constante transformação. A escola precisa se reinventar e a biblioteca, enquanto local de pesquisa, leitura, lazer etc, precisa acompanhar esse processo de readaptação, principalmente após a pandemia, que alterou consideravelmente o comércio, o trabalho, e outras áreas da sociedade. A educação precisa rever seus conceitos, tempos e espaços diante de tudo que se modificou. Como bem destaca Borges, ao citar o escritor Lewis Carroll: "Num mundo em constante evolução, quem fica no mesmo lugar retrocede". Fato perceptível a cada revolução industrial e tecnológica. Quem não migrou da máquina datilográfica para o computador, do fax para o whatsapp, do táxi para o uber, do retroprojetor para o projetor multimídia é como o náufrago, que ao retornar da ilha para o continente, nçao entende mais o próprio idoma, pois novas palavras foram criadas para tipificar novos equipamentos e procedimentos. Na educação, tal qual no mundo em geral, novos equipamentos, principalmente que tragam em si o conceito de mobilidade, requerem práticas maleáveis, nada fixas. A biblioteca escola e o superado conceito de "laboratório de informática", por exemplo, podem migrar para um conjunto de 10 tablets que possam ser usadas na sala de aula, na quadra de esportes, em saídas de estudo, como ilhas, reunindo 3 ou mais alunos em torna daquela "telinha" que proporcione a interação, colaboração, conectividade, criação em conjuntas, como uma rede social, de fato, uma comunidade física e digital ao mesmo tempo e no mesmo espaço, sejam eles quais forem e onde estiverem.
A ideia de CURADORIA DIGITAL precisa ser destacada. Blogs, sites, bibliotecas são mais que repesitórios institucionais, mas portais de curadoria, de cuidado com informação, conhecimento, pesquisa etc. Vejam o vídeo abaixo:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 22 de maio de 2022

A metáfora da amizade e do coleguismo: tartarugas se unem para desvirar outra num exercício de empatia e alteridade




O vídeo acima, "Tartarugas se unem para desvirar outra tartaruga", foi indicação via WhatsApp pela amiga Faby Cruz, professora, supervisora e colega de projetos escolares, em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
Trata-se desses vídeos amadores, mostrando um flagrante inusitado, que justamente demonstra de forma didática os conceitos de empatia e alteridade, mas, além disso, de amizade e coleguismo, de como em situações adversas, pode-se contar com um trabalho em equipe para resolver problemas individuais ou coletivos. O que chamamos de inteligência coletiva, tão necessária nesses tempos pandêmicos e com ares de distopia.
Quando unimos forças e objetivos em comum, ninguém de fato fica para trás. Cada elo de um grupo é fundamental para manter o espírito de equipe. Saber perceber o amigo e/ou colega que precisa de uma ajuda para ranspor desafios é exercício de sensibilidade, de civilidade e cidadania, também.
Um pequeno audiovisual sobre uma situação corriqueira, mas que permite diversas reflexões no ambiente familiar, escolar, do trabalho e da sociedade em geral.

O futuro, não apenas da educação, mas da sociedade, é a colaboração e cooperação. Colaboração, quando requer alguém mediando outros [alunos orientados por um professor, trabalhadores orientados por um encarregado, etc]; cooperação quando todos estão no mesmo nível de conhecimento [professores, médicos, advogados etc], que podem unir forças e informações em prol de um objetivo em comum.

Material que serve para múltiplas aplicações também, como em atividades envolvendo sociologia, filosofia, geografia, história, educação ambiental, etc.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

MOVÍ: o jogo de tabuleiro colaborativo sobre a presença indígena nos diferentes territórios [história, memória, sociologia, arte, cultura etc]




O vídeo acima, MOVÍ: o jogo dos territórios indígenas, descobri através de indicação indireta no Twitter da amiga virtual Milena, de Maceió, Alagoas, Brasil, e, como o nome indica, trata-se de "um jogo de tabuleiro colaborativo que busca refletir sobre a presença indígena nos diferentes territórios". Algo incrível para aulas de sociologia, história, geografia etc.
Ainda, conforme apresentação do mesmo no YouTube: "Ele também pode ser uma boa ferramenta para professoras e professores indígenas discutirem questões identitárias e relação com a sociedade não indígena".
Aprender jogando, jogar ensinando, aprender e ensinar "brincando", pois o brinquedo é uma coisa séria e faz parte da cultura humana, desde os primórdios.
No link abaixo, é possível acessar tabuleiros, cartas e personagens [em PDF para baixar], além do manual de instruções do jogo que envovle história, memória, arte, cultura e cidadania.

MOVÍ: O JOGO DOS TERRITÓRIOS INDÍGENAS

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 11 de abril de 2021

O Abismo: animação canadense sobre dois jovens viajantes que constroem uma ponte para atravessar um abismo [amizade, sacrifício e superação]




O vídeo acima, Le Gouffre [O Abismo], e uma animação canadense de 2014, com direção de Carl Beauchemin, Thomas Chrétien e David Forest, produção de Lightning Boy Studio, do Canadá e duração de 10:37 minutos que encontrei por acaso no YouTube, quando procurava por outro audiovisual.
A animação mostra dois jovens viajantes que (re)constroem uma ponte destruída para atravessar um abismo e como consta na apresentação vídeo: Um conto inspirador sobre amizade, sacrifício e conquista do impossível.
Um dos jovens, ao ver pássaros seguirem adiante, se baseia nesta orientação das aves para tentar realizar o impossível, reconstruir o destruído, primeiramente só os dois amigos envolvidos na difícil empreitada, enquanto os moradores do vilarejo ao lado só os observam. Uma menina tenta estabelecer contato, fazer amizade, mas seu pai a impede.
Coletando paus e cordas do entorno, vão adiantando o trabalho, que só toma maior dimensão quando descobrem ferramentas como o machado para abater algumas árvores do bosque e seguir em frente na tarefa árdua.
Quando chegam até o meio do caminho, no meio da ponte reconstruída, um deles aciona o sinalizador. Metade do percurso refeito. O sinalizador é um símbolo, um sinal neste curta-metragem de animação.
Quando os jovens quase concluem o desafio, eis que surge o imponderável, uma tempestade que coloca em risco todo o esforço, mas mesmo assim eles resolvem enfrentar mais uma adversidade e partem em busca de atingir o outro lado do abismo. Porém, as cordas começam a vergar a árvore que sustenta todo o projeto. A menina solitária tentar ajuda os dois jovens a concluírem sua aventura, puxando sem jeito a corda. E logo a surpresa: seus vizinho fazem o mesmo. O que permite o primeiro dos jovens saltar para o outro lado do abismo. Mas um deles acaba ficando para trás.
Têm momentos que é preciso soltar as amarras que nos prendem a um velho mundo, em busca do novo. Todavia, nem todos conseguem ultrapassar seus limites, nem todos estão preparados para o grande salto...



Mas o sinal aos demais foi dado e quem sabe se todos tivessem se unido, desde o início, a própria comunidade já teria uma ligação como outro lado do abismo. A mensagem, o estímulo, o incentivo, mesmo quando as experiências não são bem sucedidas por completo está realizado. O sinalizador é esse sinal, esse símbolo de reinvenção, reconstrução que fazemos diariamente, seja durante uma pandemia ou não.
Este curta promove uma profunda reflexão sobre aqueles que se acomodam e os que ousam, arriscam, indo adiante, correndo risco, sacrificando-se em prol de uma causa, de um objetivo, de um projeto de estudo, de trabalho, de vida, buscando uma ligação entre o passado e o futuro.
Sem nenhum diálogo, com apenas linguagem não verbal, é um rico material para Produção Textual, para trabalhar com coesão, coerência, com leitura de imagens, comrpeeensão e interpretação textual e, por fim, escrita criativa na escola.
De tanto ver o abismo, o abismo olha de volta para vocêm disse o filósofo Friedrich Nietzsche. O abismo pode estar dentro de nós, quando aceitamos certos limites e desistimos de criar pontes entre amigos, colegas, parentes... O abismo é uma metáfora para a própria vida, e um convite à imaginação...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 28 de março de 2021

"A coisa toda de trabalhar em casa": múltiplas funções e múltiplos ensinos e aprendizagens nas fronteiras entre o mundo real e o virtual




O vídeo acima, The whole working-from-home thing [A coisa toda de trabalhar em casa, tradução livre], é uma propaganda da Apple, uma das Big Techs (empresas gigantes da tecnologia), produzida como peça de humor, mas que também é uma provocação reflexiva sobre esses dias de "Home Office", de trabalho em casa, em tempos de pandemia global e todas as suas implicações. O vídeo [com legendas automáticas] conta a história de 4 colegas que se reúnem para produzir um material coletivo e online, no formato cooperativo [todos no mesmo nível] para um cliente, e todas as situações descritas, no campo dos negócios, se prestam para a realidade de famílias, de professores, de gestores e de todos os demais, pois todos já passaram por situações semelhantes em suas áreas de atuação.
Um material que descobri por acaso, quando procurava outro vídeo sobre o assunto [ainda não localizado, de um executivo que vestido de terno e gravata atravessa sua casa e depois a piscina sobre uma prancha de surf para acomodar-se do outro lado da área externa, numa mesa com notebook e conexão com a internet]. Se alguem localizar esse vídeo que assisti no Tik Tok e não encontrei no YouTube, agradeço, para "linkar" a esta postagem.
A pandemia, as regras de distanciamento, depois confinamento social trouxeram um impacto tremendo ao cotidiano de todas as sociedades. Nunca tivemos algo semelhante e por tão longo tempo. Foi preciso se readaptar, se reinventar, se transformar. Aqueles que tinham uma base de informática, foram os primeiros, mas, mesmo pra esses, era algo inédito, e nunca se trabalhou tanto em casa e no geral como atualmente. Tomando como exemplo eu mesmo: quando não estou diante de uma tela dando aulas online, em tempo real, estou diante de telas produzindo aulas, adaptando conteúdos para slides, pesquisando vídeos, textos, salvando em PDF, compartilhando em grupos de alunos, aplicativos e plataformas da escola, participando de "Lives", seminários, webnários, preenchendo formulários, com todo o desgaste físico e emocional que isso implicado. Tremenda exposição de imagem, exposição a dados e mais dados, interferências diversas: fone tocando, vizinho brigando ou tocando m´sica em alto e bom som, conexão caindo, equipamento se desconfigurando, aplicativo tendo que ser reinstalado etc.
Pais e filhos dividindo o mesmo espaço social: a casa. Cada um num cômodo, uns assistindo, outros sendo assistidos via telas e mais telas. Um novo comportamento familiar que necessitou de adaptação de tempos e de espaços. Situações que envolvem privacidade, tranquilidade ou falta de, organização, planejamento e muito mais...
Antes da pandemia, o sonho de consumo de muitos era poder trabalhar em casa, mais tranquilo, sem perder tempo com deslocamentos e tudo mais. Seu pedido foi realizado, disse o gênio da garrafa que não abrimos. Foi um vírus poderoso que causou toda essa transformação, fazendo até aqueles mais receosos de entrar na internet, ter um perfil em rede social, uma conta de correio eletrônico (e-mail), comprar com cartão de credito ou débito online etc, a se render a força do mercado digital. Aquelas empresas, as tais Big techs, que já eram gigantescas, aumentaram seu tamanho, riqueza e poder... Os maiores bilionários do planeta são dessa área.
Enquanto isso, pais e filhos, professores e alunos, líderes e liderados, chefes e empregados tiveram que conviver com essa nova realidade [o tal de "novo-normal", expressão que me dá calafrios, pois não tem nada de normalidade nisso]. Todos tiveram que descobrir múltiplas funções, e acabaram tendo também múltiplas aprendizagens [professores ensinando alunos e outros colegas a usar aplicativos, recursos tecnológicos etc, alémd e seu conteúdo curricular; alunos ensinando professores e colegas sem conhecimento aprofundado do mundo virtual, da cibercultura a ser adaptarem a esse "Admirável Mundo Novo", previsto em parte pelo escritor Aldous Huxley]. A inteligência coletiva e humana avançou nesse período junto à Inteligência Artificial. A brainstorm [tempestade de ideias] em um grupo... O trabalho colaborativo pressupõe um mediador [professor, genrente, maestro, mestre] que coordene as ações...
Enfim, o mais interessante nesse vídeo e nesse período que vivenciamos é que serviu para mostrar aos defensores de homescholling [ensino em casa], que nem todo pai tem como substituir o bom professor. Que o bom professor jamais será substituído por máquinas, por melhor e mais avançados que sejam seus algoritmos, pois nenhuma máquina tem a bagagem sentimental que um educador possui. Mas, em contrapartida, a pandemia mostrou que professores que têm ensino mecânico, robotizado, calcado na memorização, na chamada "decoreba", esses sim, serão substituídos por simples algoritmos que produzem textos, questionários e atividades nem tão criativas, originais, autênticas como as feitas pelo professor diferenciado. Mas que o aluno nem nota a diferença, conforme matéria veiculada na imprensa de certa universidade que substitiu os professores por uma IA - Inteligência Artificial e ninguém notou...
"A coisa toda de trabalhar em casa", não é tão simples como muitos imaginavam, antes da pandemia, nem tão complexa como àqueles que resistem a aderir ao mundo virtual. Não é uma peça de humor nem um drama, mas uma nova realidade, um novo mundo, um mundo possível diante do contexto epidêmico e pandêmicos que nos rodeia. Se sairemos melhores disso tudo, tenho minhas ressalvas. Mas o bom professor, certamente que sim e o bom aluno, idem, pois todos acabam aprendendo uns com os outros, e ensinando uns aos outros, em comunhão [digital], como diria o educador Paulo Freire. Desliga o microfone, liga a webcam, compartilha o vídeo, o som tá bloqueado, não estou vendo os slides... Quem não passou por isso alguma vez neste período?...
Hoje, as telas tomaram uma dimensão de janelas para o mundo, sejam as telas de telefones celulares, smartphones, tablets, notebooks, desktops etc. Assim como as telas de TV, de internet e tudo mais que nos proporcionam contato com a arte e a cultura, que são essenciais para manter nossa humanidade e preservar nossa sanidade mental nesses tempos de inclusão digital. Nem todos ainda foram incluídos, o que mostra a desigualdade social mundo afora. E a pandemia isso tudo agravou. E gravou nas telas, nos olhos, em nossa memória...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 18 de outubro de 2020

Como criar um Mural Virtual Colaborativo (Padlet): Tutorial e 10 atividades escolares para fazer com o padlet




O vídeo acima "10 ATIVIDADES ESCOLARES PARA FAZER COM O PADLET", foi indicação via Facebook da colega Monica Cyríaco Barbosa, do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e trata-se de sugestão de Rafael Cunha, professor também do Rio de Janeiro (RJ).
O Padlet é um recurso digital que favorece o ensino híbrido, aquele que mescla atividades presenciais com digitais, e nesses tempos de pandemia, distanciamento e confinamento social pode ser uma ótima oportunidade de estabelecer a interação entre professores e alunos, através de diversas possibilidades de apresentação de conteúdos e participação das tuurmas, seja no formato de linha do tempo, de prganograma, de mural simples, de tópicos a serem desenvolvidos nas atividades futuras, da mapa do que já foi desenvolvido e suporte para estudo, enfim, a criatividade não impõe limites.
A versão livre tem o limite de 100MB para cada mural virtual colaborativo. Já a versão paga permite a criação com limite maior.
Entendo o PADLET como uma ótima ferramenta para criação de Resumos Interativos para o ENEM, por exemplo, usando uma linha do tempo na Literatura, Filosofia, Sociologia, Geografia, História, um organograma na Química e Bilogia e por aí vai...
Aproveitei para indicar, a seguir outros vídeos sobre o tema para ampliar horizontes aos professores que desejem explorar a ferramenta e queiram utilizá-la no cotidiano escolar, durante a pandemia e após a ela.
O primeiro é um "TUTORIAL DE PADLET PARA PROFESSORES E ALUNOS":



E o segundo audiovisual, com exemplos práticos, chama-se "PADLET: COMO CRIAR UM MURAL VIRTUAL COLABORATIVO":



segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Do amor à primeira vista ao amor à Sétima Arte: cinema, tecnologia, imaginário e sociedade



O vídeo acima Sleeping Beauty Proposal (Original!) (Proposta de Bela Adormecida, tradução livre), descobri via Facebook do professor Literatura Inglesa Valter Henrique De Castro Fritsch, a FURG - Rio Grande - RS- Brasil e trata-se de iniciativa criativa, original e encantadora> O jovem Lee Loechler levou sua namorada Sthuthi David, em 30 de dezembro de 2019, a uma sala de cinema para verem o filme preferido dela, a animação “A Bela Adormecida” (1959) produção original da Disney de exatos 60 anos atrás.
Só que Lee teve uma ideia genial, editar a cena final do referido filme, incorporando ele como o príncipe e a namorada como Aurora. Entretanto, num mundo cada dia mais conectado, não basta ter uma ideia criativa e original, é preciso se associar a outros talentos para que o projeto se torne uma ação, nesse caso, coletiva já que não apenas contou com o apoio da animadora australiana Kayla Coombs que levou seis meses para reeditar a cena mais icônica, em que o Príncipe Phillip acorda a Princesa Aurora com um beijo, tudo para que ambos se parecesse com o casal do mundo real.
Mas mesmo assim, para que a surpresa ficasse completa, era preciso um cinema para reproduzir o filme e a cena final reeditada e para que isso ocorresse de forma pensada pelo namorado, foi preciso combinar com outras pessoas e entidades. Primeiro, com o Coolidge Corner Theatre, depois com familiares, amigos e "algumas pessoas que Lee Loechler encontrou no Reddit" que gostaram da ideia e lotaram a sala do cinema, sem chamar a atenção de Sthuthi.
Ao final, foram felizes para sempre, já que a moça aceitou o pedido de casamento do rapaz.
Mais que isso, cabe pequena reflexão sobre o poder do amor e da arte, sobre o poder do amor à sétima arte e do poder do amor à primeira vista. Num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, valer-se de um filme clássico de 60 anos de lançamento pra falar de amor na atualidade é algo genial, pois mostra o poder do imaginário do cinema, do amor e da tecnologia (em sua reedição). Mostra também como, por mais que a tecnologia avance com seus efeitos visuais, os clássicos, tanto da Literatura, da Música, bem como do Cinema são ternos e eternos. Que por mais que se tenha televisor 3D, 4K, Full HD Home theather e tudo mais nada supera a magia de um telão numa sala escura, dividindo emoções com ilustres desconhecidos, amigos, familiares e outros mais. Que, por fim, que as tecnologias, acusadas tanto de afastarem as pessoas, em algumas situações promovem justamente a interação, integração, colaboração, como essa notícia demonstra, já que Lee precisou além da ideia genial, se associar a pessoas distantes como a animadora, os amigos que fez no Reddit o cinema, sua rede de amigos e familiares etc.
Cinema, Música e Literatura são linguagens universais e atemporais, pois aproximam pessoas, independente do tempo e do espaço, e, inclusive, não importando o idioma que falem, o país que morem, o time que torcem, a religião que adotem etc. O imaginário coletivo também ajuda nesse diálogo entre gerações: 1959-2019.
De certa forma, somos todos A Bela Adormecida, e precisamos do Cinema, da Música, da Literatura e outras artes para nos despertarem do torpor do cotidiano. O que seria de nós e do mundo sem a Arte a Cultura?!? Impossível de imaginar os humanos sem a dança, a música, a escultura, a arquitetura, o cinema, a literatura e todas as formas de expressão que preservam nossa Humanidade e mantém nossa sanidade mental.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Amizade e colaboração: As soluções estão muitas vezes mais perto do que você imagina




O vídeo acima, que intitulo "As soluções estão muitas vezes mais perto do que você imagina", a partir da frase final do mesmo, foi me sugerido pelo colega e amigo Alexsandro Oliveira e trata de amizade e colaboração, que se aprende na escola, entre colegas e amigos.
Um vídeo que deixa subentendido que um dos meninos vem para a escola com o recipiente da merenda vazio, e sai de aula. Quando retorna, uma surpresa: cada um dos colegas compartilhou com ele um pouco da merenda trazida de casa.
Uma comovente mensagem de solidariedade, de desapego, de amizade e colaboração.
E de fato: as soluções para os problemas, muitas vezes estão mais próximas do que imaginamos quando compartilhamos com os outros, "nossas certezas que são provisórias e dúvidas que são permanentes", como me disse certa vez uma professora na pós-graduação.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Os estudantes: os cúmplices imprescindíveis na inovação educativa, por Alfredo Corell




O vídeo acima Los complices imprescindibles en la innovacion educativa, descobri no portal Huffington Post e depois o audiovisual no You Tube e trata-se de apresentação do professor Alfredo Corell, docente universitário, imunológo e diretor da área de Formação do Professorado e de Inovação Docente da Universidade de Valladolid (UVa), da Espanha, que coordena o projeto de inovação docente "Imunomedia". Fala feita durante o TEDxValladolid, em setembro de 2016.
O TED são pequenas conferências, de 15 a 20 minutos, realizadas mundo afora. E ao vídeo em questão (em espanhol) podem ser ativadas as legendas de tradução.
Para Alfredo, o professor precisa ter "paixão vocacional" e comenta que o cúmplice da inovação educativa parece ter sido esquecido pelo professor, que é o estudante. Que o professor parece usar a capa de invisibilidade (talvez uma referência a série de filmes de Harry Potter). Que professor não é um monolito. E que a interação com o aluno é uma necessidade.
Corel crê que o mais ignorante é aquele que esconde o conhecimento para si mesmo e que não reconhece o valor da colaboração com o estudante.
Fato! Projetos em colaboração e coautoria entre professore aluno, e cooperação entre professores, unindo suas turmas podem inovar, pela transformação da própria metodologia e didática empregadas, somando esforços e permitindo a dinamização do tempo e espaço escolares.
Alfredo Corell demonstra como é possível inovar em ambientes tradicionais e conservadores, muitas vezes refratários e resistentes a transformações, valendo-se da criatividade, da emoção e da organização de projetos. Não há como motivar o aluno e os colegas sem a automotivação.
Como este blog tem destacado, INOVAR nem sempre é partir do zero, mas transformar ideias antigas em coisas novas, transformar coisas, objetos e propostas já existentes, adaptando-as a novas realidades, mas principalmente, respeitando a realidade local. Afinal, novas tecnologias requerem novas metodologias.
Abaixo, o canal de vídeo do professor Corell no You Tube:
ALFREDO CORELL - YOU TUBE

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Dança de Shiva: Não é efeito visual digital, mas pura sincronia de dançarinas surdas




O vídeo acima, que intitulei A Dança de Shiva, descobri no Facebook da colega e amiga Carla Kalindrah, arte educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e trata-se de deslumbrante e fabulosa apresentação de grupo de dança que simula a deusa Shiva e o bailado.
Inicialmente pensei tratar-se de uma projeção ao fundo, um efeito visual digital, mas que nada, pura magia da sintonia e sincronia de um trabalho em grupo! E mais impressionante, quando pesquisando as legendas em russo, li comentário de que todas as bailarinas são surdas, o que deixa mais incrível o resultado, pois não ouvem a canção!
Um exemplo de coordenação em grupo, de magia e precisão, de razão e emoção, de criatividade e espiritualidade.
Nos comentários do Facebook vi alguém dizer que lembra o clipe Where Have You Been (Onde você esteve), de Rihanna, logo abaixo, mas há que se dizer que deve ser justamente o contrário. A cantora norte-americana que se inspirou na dança de Shiva, e provavelmente seu clipe possua efeitos de computação gráfica. Mas que permite uma atividade intertextual entre os dois vídeos:



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Currículo +: Plataforma educacional oferece recursos digitais gratuitos para professores




A imagem acima é do CURRÍCULO +, e trata-se de plataforma educacional que oferece recursos digitais gratuitos para professores e que descobri através do Twitter do também portal educacional Canal de Ensino, que conforme destaca: foi lançada "pela SEE (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), ela reúne mais de 1.300 recursos digitais pedagógicos, que podem ser acessados gratuitamente pelos educadores interessados em inovar na sala de aula". E possuindo "vídeos, áudios, simuladores, infográficos, jogos e aplicativos que estão separados por categoria. Os professores podem buscar os materiais no site por meio de cinco filtros de seleção, por disciplina, assunto, série, nível de ensino e tipo de mídia".
Segundo dados: "Os conteúdos – que foram selecionados pelos professores da rede paulista, em parceria com o Instituto EducaDigital e a organização TIC Educa – também podem ser acessados pelos próprios alunos e usados como material de apoio na hora dos estudos".
Além disso, "O portal ainda disponibiliza materiais para aulas transversais – aquelas que reúnem conceitos relacionados a mais de uma disciplina -, oferece recursos digitais que podem ser usados em turmas de educação especial e dá ao professor a possibilidade de salvar os conteúdos de maneira offline. Dessa forma, é possível utilizar todos os recursos oferecidos pelo Currículo+, também, em ambientes de aprendizagem que não possuem acesso à internet".
Por fim, cabe salientar que "O portal é colaborativo, o que significa que os próprios professores podem enviar materiais bacanas para serem divulgados. A ideia é tornar a ferramenta mais interativa, propiciar a troca de figurinhas entre os educadores e, claro, enriquecer o conteúdo da plataforma".

domingo, 9 de agosto de 2015

Sala de aula Intergeracional de escola pública canadense reúne crianças e idosos para aprenderem juntos




O vídeo acima iGen Classroom at Sherbrooke Community Centre sobre interessante projeto de escola pública canadense de "Escrita Intergeracional" reunidno crianças e idosos, descobri visitando o portal RAZÕES PARA ACREDITAR, um site que mostra o que chamo "o lado B (de Bom) da Vida", com exemplos simples e inovadores, situações nem sempre destacadas pela grande mídia.
O programa iGen, desenvolvido pela Saskatoon Public Schools, trata-se de uma experiência inovadora de reunir em sala de aula jovens e adultos, unindo de segunda à sexta a sabedoria dos mais velhos com a alegria, o imaginário, o sonho das crianças e jovens.
Conforme dados do portal RPA: "A sala de aula intergeracional foi lançada no Centro Comunitário de Sherbrooke, em Saskatoon, em setembro de 2014" e faz parte de um projeto de escrita intergeracional.
Com o segue a matéria: "As lições são recíprocas, com os residentes aprendendo sobre a tecnologia e o ritmo rápido de crianças do século 21. Celulares, iPads e computadores estão em sala de aula, e dois estudantes passam parte da manhã ensinando um residente como jogar um jogo online". E o mais interessante que "Além do currículo, os alunos aprendem empatia, compaixão, comunicação e as lições gerais de vida"; tendo como "os princípios básicos: leitura, escrita e aritmética, assim como nos velhos tempos".
De acordo com Patrícia Roe, porta-voz da Sherbrooke: “Essas crianças trazem tanta energia e vida e emoção aos idosos aqui” e o atendimento e serviço prestado no Centro Comunitário de Sherbrooke baseia-se na filosofia Eden Alternativa, "que tenta combater as pragas de cuidados de longa duração: a solidão, desamparo e tédio"; inclusive, "Trazendo plantas e animais para o ambiente foram os primeiros passos".
O Educa Tube Brasil, observando o vídeo acima, percebeu algumas questões relevantes a destacar também: "Arte, jogos, música, desenho, informática, contação de histórias, horta, meio ambiente, pintura, literatura e matemática em atividades conjuntas, algumas atividades individualizadas, outras inegradas usando uma máquina pro aluno ou uma máquina para diversos alunos (o que favorece a maior interação e colaboração)", que fazem parte do cotidiano da Saskatoon Public Schools, são questões que este blog educacional vem incentivando e divulgando desde a sua criação em 2009, através de diversas postagens sobre escolas, projetos e educadores que são inovadores, ainda que de forma simples, permitindo com isso a continuidade de suas ações, até pelo fato que escolas, públicas ou provadas, nacionais ou estrangeiras, quando reproduzem a realidade local tornam-se universais para outros educadores, alunos e escolas.
O que a escola pública do Canadá desenvolve de inovador é unir esses saberes entre gerações, não apenas em projetos estanques, mas numa filosofia escolar da instituição. E isso deve ser refletido, divulgado e adaptado ao cotidiano escolar.
Parece-me que a Escola da Ponte, do educador José Pacheco, de Portugal, também une alunos de diversas faixas etárias e séries, aprendendo em conjunto, mas a escola canadense amplia essa interação, com a participação dos adultos, com sua experiência de vida e a valorização dos idosos. Um bom exemplo que pode ser melhor conhecido, visitando o portal da escola, link logo a seguir:

Saskatoon Public Schools - Home Page

quinta-feira, 26 de março de 2015

Quem ensina aprende em dobro (AprendizATO), por Rafael Giuliano ao TEDxUFPR



O vídeo acima Quem ensina aprende em dobro, trata-se de palestra de Rafael Giuliano, feita ao TEDxUFPR e socializada via Facebook pelo seu e meu colega Lindemberg Jackson, filósofo de Fortaleza, CE, Brasil.
Rafael Giuliano é empreendedor, pesquisador, criador do Método ApreciATO e que desde 2005 dedica-se ao que chama de "missão de promover o pleno desenvolvimento das pessoas e organizações", e expõe, nesta divertida TEDxTalk, que quem ensina aprende em dobro!
Giuliano explica que AprendizATO é coletivo de pessoas, pequenos especialistas, que compartilham suas experiências com outras pessoas e profissionais e que o público-alvo são jovens 16 e 18 anos de idade, que vivem em casas abrigo, retirados das família e não que foram adotados, aconselhando-os e os orientando.
Entre algumas ideias de Rafael, destaco os seguintes tópicos:
- Quando se tem dúvida gera aprendizagem;
- O que acontece com as pessoas que ensinam?;
- Aprender com as interações é colecionar pessoas e apreender experiências;
- A prática como ambiente de reflexão;
- Compartilhar e valorizar pessoas com quem interagimos;
- Transmitir ideias;
- Luiz Lavelle e a presença total, a convivência com a pessoa ao lado e o que ela tem para lhe ensinar;
- O poder da experimentação;
- Não se trata de uma experiência utilitarista, interesse próprio apenas, mas de trocas de saberes;
Por fim, Rafael finaliza com citação de Aldous Huxley: "Experiência não é o que acontece com você, é o que você faz com aquilo que acontece com você".
Uma fala reflexiva e motivadora, pois vem ao encontro de muitas coisas que o Educa Tube e o seu editor têm destacado, debatido e refletido neste blog, em cursos, palestras, nas redes sociais, da importância das trocas (sejam de dúvidas ou certezas), dos saberes compartilhados, da aprendizagem permanente, de que o futuro da educação e da sociedade é a socialização de informações que gerem conhecimento mútuo.
O próprio nome do coletivo que Rafael Giuliano integra já é emblemático: APRENDIZATO, junção das palavras Aprendiz e Ato. Ser aprendiz é um ato contínuo - uma formação continuada - neste mundo (digital ou não) em que a informação e o conhecimento mudam a cada instante.
Esta aprendizagem em dobro, realmente, é evidente quando o educador ao ensinar está de fato reaprendendo a conviver, a empreender, a ver o mundo com outros olhos: os olhos deste eterno aprendiz, que procurará nunca repetir a mesma aula, palestra, curso, conversa, ainda que use os mesmos conteúdos, conceitos e visões de mundo. Este educador aprendiz em dobro é como o artista que pinta uma tela que, ainda que a paisagem seja a mesma, o resultado nunca será igual; como a cantora que canta a mesma música, mas a interpretação nunca será igual, e assim por diante...
E como bem destacada Lindemberg Jackson, em seu Twitter: "Empreender me parece uma ação tão natural quanto aprender, pois exige uma visão de mundo e uma ação correspondente".
Sejamos todos bons empreendedores e aprendizes, independente de nossa atuação, tendo a consciência de nosso papel social na comunidade e no mundo.

sábado, 18 de outubro de 2014

WhatsApp: Colégio usa aplicativo para se comunicar com pais de alunos e Projeto o utiliza para contar histórias a crianças




O vídeo acima Colégio usa WhatsApp para se comunicar com pais de alunos, descobri no Twitter do Olhar Digital e como o próprio nome indica, trata-se de iniciativa "Para aumentar a participação dos pais no processo de aprendizagem dos filhos e oferecer mais segurança, [em que] algumas escolas passaram a adotar ferramentas tecnológicas já bastante conhecidas do nosso dia a dia. Neste colégio, em São Paulo, os telefonemas e reuniões presenciais deixaram de ser o principal canal de comunicação entre pais e mestres".
O WhatsApp é um aplicativo "de mensagens multiplataforma que permite trocar mensagens pelo celular sem pagar por SMS. Está disponível para smartphones iPhone, BlackBerry, Windows Phone, Android e Nokia".
Pesquisando nos vídeos correlatos do portal do programa OLHAR DIGITAL, encontrei este interessante Projeto usa WhatsApp para contar histórias a crianças (abaixo):



Como disse Pedro Penteado, publicitário, usar algo individual (o celular e seu aplicativo) de forma colaborativa. Bela, simples e criativa iniciativa educacional, tecnológica e social. Educação, tecnologia, sociedade e solidariedade.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Parceiros na Aprendizagem: Rede Social para Educadores (Microsoft Educator Network)




O vídeo acima, descobri no Twitter e trata-se como o nome indica de Tutorial do PIL que é o portal Partners in Learning (Parceiros na Aprendizagem), uma rede social para educadores, criada pela Microsoft.
Ao acessar o link abaixo, pra referida rede social, o educador cadastra um perfil e tem acesso a diversos softwares, recursos tecnológicos, vídeos educacionais, notícias sobre educação, projetos, etc da Microsoft Educator Network.
O Educa Tube Brasil recomenda o acesso, visita e utilização.

MICROSOFT EDUCATOR NETWORK - PARTNERS IN LEARNING

Visitando o portal achei o interessante KODU, que é, segundo apresentação "é uma mistura de game e criador de jogos, em que o aluno atua jogando, mas apreende habilidades de programação de forma lúdica e intuitiva. Se você quer trabalhar habilidades diferentes e inovadoras com seus alunos, essa é uma boa dica!". Assistam ao tutorial do mesmo, logo a seguir:



domingo, 20 de julho de 2014

Educação colaborativa deveria ser como estes vídeos entre quatro, oito ou mais mãos tocando uma mesma canção




O vídeo acima Four Hands Guitar (Guitarra a quatro mãos) e os vídeos mais abaixo são frutos de um bate-papo online e em tempo real via Twitter com o professor, músico e poeta Marcello Gouvêa Duarte, de São Carlos, SP, Brasil, editor do blog Poemas versus Poesias e editor do portal educacional pETe: educação com tecnologia.
Four Hands Guitar é música composta por Jerry Reed, interpretada por Antoine Dufour e Tommy Gauthier em uma única guitarra.
Além de uma divertida apresentação, trata-se de uma talentosa forma de interação entre duas pessoas, no caso, dois músicos que conseguem dar uma unidade na sua diversidade e que me remete à figura do professor e seu aluno, que poderiam interagir de forma semelhante; não necessariamente apenas através da música, mas de diversas formas artísticas e culturais como teatro, dança, esportes, cinema, literatura, desenho etc.
Imaginem só a sintonia e sincronia necessárias para que duplas e quartetos como nos vídeos abaixo consigam tocar juntos sem que a canção sofra interrupções. Algo que remete ao ato de educar que precisa, sim, para obter belos resultados - como os vídeos em questão - promover esta sintonia e sincronia entre tempos e espaços diferenciados e diversos como são os de professores e de alunos. Para isso há a necessidade de planejamento, organização, ensaios, colaboração, empatia, objetivos em comum.
Para assistir e refletir sobre música, sociedade e educação.
Vejam no link abaixo a canção Tico Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, clássico da Música Popular Brasileira (MPB), apresentação na Universidade da Flórida (EUA), em 2009, feita a quatro mãos (entre um homem e uma mulher), pelo "Duo Siqueira Lima - FERNANDO (Brazil) & CECILIA (Uruguay), iniciativa do Brazilian Music Institute (Instituto de Música Brasileira). Percebam que cada músico, tanto o homem como a mulher, possui estilo diferente, mas ambos atuam em acordes diversos sem perder a unidade.

BRAZILIAN MUSIC INSTITUTE 2009 - TICO TICO (Guitar Four-Hand Exchanging)

Por fim, mais abaixo, a mesma canção Tico Tico Fortissimo, pelo Guitar Quartet, em que quatro pessoas (três mulheres e um homem) interagem em duas duplas, com um resultado sempre divertido, talentoso e encantador:



domingo, 1 de junho de 2014

Mass Bolero: a arte em toda parte e o futuro da sociedade




O belíssimo vídeo acima Mass Bolero, descobri via Twitter de Helena Neviani, de Ribeirão Preto, SP, Brasil, autora do blog Bê Neviani.
Trata-se de uma ideia original de criar um projeto coletivo e comunitário, para homenagear dois dos maiores ídolos da cidade inglesa de Notthingham, justamente os atletas olímpicos Torvill e Dean, que há 30 anos ganharam a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sarajevo, dançando a canção Bolero de Ravel.
Este projeto foi Foi concebido e dirigido por Fiona Buffini, Diretora Associada do Nottingham Playhouse, em parceria com Dance4, Confete Media Group e Spool.
Um vídeo estrelado por centenas de pessoas de toda a cidade, de todas as idades, cores, profissões, sexos, em uma celebração unindo dança, esporte e sociedade.
Para gravação do mesmo foram necessários mais de dois meses, mais de 25 grupos comunitários diferentes que foram ensinados e coreografados para realizar sua dança nas ruas, escritórios, escolas e outros espaços públicos e privados em toda Nottingham. Esses fragmentos foram perfeitamente editados para recriar toda a dança, juntamente com suas ovações e dezenas de "6", previsto para a trilha sonora original da BBC e os comentários de há 30 anos.
Uma iniciativa que demonstra o poder da arte e da cultura em uma sociedade, e que bem poderia, dadas as proporções, ser feita em uma pequena comunidade escolar, valorizando aspectos, fatos e pessoas daquela localidade, levando em conta a reunião, movimentação e colaboração de toda uma coletividade.
Para uma geração audiovisual como a atual, em que dança, música, esportes etc são parte de sua identidade de grupo, projetos assim, com certeza, conseguiriam apoio, adesão e interpretação.
O futuro da sociedade e da educação, o Educa Tube tem reiterado, está em projetos locais que se tornem universais, em atividades coletivas de trocas de experiências, digitais ou não...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alma - Em Busca das Nossas Origens Cósmicas (documentário)



O vídeo acima, Alma - Em Busca das Nossas Origens Cósmicas, trata-se de belíssimo documentário, que me foi indicado por e-mail pelo colega e amigo Robert Betito, professor do IFRS Campus Rio Grande, da cidade do Rio Grande, RS, Brasil.
Alma refere-se ao maior projeto astronômico do mundo, reunindo diversos astrônomos e cientistas de várias partes do planeta, no deserto de Atacama, nos Andes chilenos, em uma exploração às últimas fronteiras do Universo. Mais de 50 antenas e um telescópio único, em um esforço internacional de cooperação científica.
Em Chajnantor Plateau, 5 mil metros acima do nível do mar, 3 parceiros: EUA, Europa e Lesta da Ásia. Os componentes das antenas foram feitos em diversas partes do globo e montados no deserto do Chile. Antenas em rede em busca de um objetivo com um. Uma incrível janela do Universo, conectada por 66 antenas que formam juntas um imenso, gigantesco telescópio, funcionando como um supercomputador.
Se a Ciência requer colaboração global, a educação e a sociedade, idem, e o Educa Tube vem dizendo isto desde a sua criação, sugerindo projetos colaborativos (entre professores) e cooperativos (entre professores e alunos), para que, tanto professores como alunos se conectem ao mesmo Universo e não se sintam tão perdidos no espaço. A inter e a multidisciplinaridade, os temas transversais, os multimeios e as saídas de campo podem favorecer estas jornadas educacionais.
A alma do projeto é estabelecer trocas, e todo projeto de trabalho e/ou de estudo deve ser/ter a alma de um projeto maior de vida, para superar distâncias entre as gerações, sejam pais e filhos ou professores e alunos. O poder da união consegue estabelecer pontos de contatos entre estas gerações, às vezes tão distantes, anos-luz. Não somos arquipélagos de estrelas, mas muitas vezes, por trabalharmos sós, agimos como tais. Mas a tecnologia e os multimeios podem ser este canal de comunicação entre universos diversos como dos pais/professores e dos filhos/alunos. Lembremo-nos que as luzes que iluminam à noite estrelada são muitas vezes de estrelas mortas, que já não existem mais... Assim é a educação: o pensamento brilhante de educadores, pensadores, filósofos e pesquisadores da educação, ainda que eles já não estejam mais entre nós, ainda iluminam a nossa escuridão.
O projeto ALMA, inaugurado em março de 2013, além de uma brilhante ideia (desculpem o trocadilho), pode ser considerada a verdadeira Star Trek (Jornada nas Estrelas), se pensarmos que o seriado dos anos 1960/70, com mesmo nome, previa a colaboração espacial entre nações da Terra e doutros sistemas solares. Provavelmente, Gene Roddenberry (1921-1991), autor da série, ficaria feliz de conhecer este projeto. :-))