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domingo, 28 de fevereiro de 2021
Matrioska: da trajetória das "bonecas russas" ao professor multifuncional e os ensinos presencial, remoto e híbrido [reflexão pedagógica, metodológica, didática e social]
O vídeo acima, Como Nasceram as Matrioskas, encontrei no YouTube, após pesquisar sobre este termo: matrioska, que é derivado de "mater", em latim, mãe; e que comumente também é denominado de "Bonecas Russas", já que é um costume associado àquele país, de uma boneca maior conter um seu interior a sucessão de outras bonecas idênticas, de menor tamanho, quase como uma dízima periódica em formato menor ou um efeito espelhado em menor escala.
Este vídeo localizei após assitir a outro, com esse "efeito matrioska", vejam no link a seguir, do Thumbs, em que um rapaz mostra uma cadeira que contém em seu interior diversas cadeiras menores:
CADEIRA "MATRIOSKA"
Ambos os vídeos me fizeram refletir se, como professor, poeta, escritor, pai e cidadão, não sou tambpem uma matrioska, ou seja, uma figura que contém em si uma trioska, uma oska e uma ka, conforme a lenda a respeito da criação da tal boneca russa, que segundo o vídeo inicial, possui uma versão didática, uma espécie de História em Quadrinhos no corpo de cada boneca, que serve para a contação de histórias para crianças, uma HQ artesanal bem interessante.
Durante nossa vida, de certa forma, somos, sim, uma matrioska, sejamos pais ou professores, poetas ou escritores, artistas ou cidadãos, sonhadores ou trabalhadores, pois incorporamos dentro de nós, toda uma experiência de "vidas passadas" dentro de uma mesma vida. Exemplo: Inicialmente minha graduação foi em Direito, depois migrei para as Letras, e atualmente conclui a Pedagogia, minha terceira graduação e cada uma dessas áreas complementa meu fazer pedagógico, metodológico, didático, filosófico e sociológico, pois para dar aulas de Produção Textual, em determinado momento, lembro-me das técnicas da redação jurídica, em que o menos significa mais, da concisão, clareza, objetividade que alguém que vai prestar exame e fazer uma Redação do Enem precisa ter. Certos recursos didáticos da Pedagogia me permitem pensar o coletivo em atividades interdisciplinares; as Letras me deram uma bagagem para propostas intertextuais, "tudo junto e misturado", como diz um ditado popular. Somos matrioskas, trazendo dentro de nós vidas trioskas, oskas e ka, de tudo que já fizemos e colocamos em nossa bagagem cultural, artística, histórica e social.
Portanto, o bom educador, seja ele professor, pai ou outro profissional, é aquele que busca em si, outras "bonecas russas" para trabalhar e interagir com outras pessoas, dentro dessa dinâmica cada vez mais multifuncional, ainda mais se pensarmos o ato de educar, como algo além da escola, do docente, mas algo mais amplo e universal. Afinal, a família educar, a escola instrui e a sociedade ensina uma lição de vida.
Em minha matrioska particular, foi preparado para o ensino presencial, precisei me reinventar no ensino remoto (100% online, em 2020) e depois me readpatar e me reinventar ao ensino híbrido (em 2021), retornando, por causa da bandeira preta em relação aos casos de Covid-19, ao ensino remoto novamente: matrioska, trioska, oska e ka. Sem essa bagagem, cada passagem seria muito mais complexa, pois tudo requer que tenhamos consciência de que siomos atores sociais neste grande teatro,ora mágico, ora trágico da existência. E assim, ser um educador "matrioska" é ser uno, embora complexo; diferenciado sendo multifuncional e multifacetado; criativo e pragmático; objetivo e poético; ético e estético; pedagógico e filosófico e por aí vai.
Mais que isso, contenho em mim, todos os meus professores, familiares, amigos, conhecidos, colegas e todos aqueles que cruzaram meu caminho e me mostraram exemplos positivos e negativos que me fizeram refletir sobre a condição humana, política, profissional e social. Contenho em mim, todos os meus poetas e escritores preferidos, que me fizeram ver o mundo com seus olhos; dos os compositores e poetas que com suas letras e canções ampliaram meu horizonte de visão; dos os diretores e atores que com seus filmes (Sociedade dos Poetas Mortos, Escritores da Liberdade etc) me fizeram espelhar a ficção na realidade, e vice-versa. Enfim, somos a reunião de tudo aquilo que nos compõem.
Para complementar esta postagem, indico o vídeo a seguir, intitulado A LENDA DA MATRIOSKA, que serve para uma atividade de contação de histórias sobre a Mamatrioska:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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sábado, 6 de janeiro de 2018
Criativo, simples e divertido: dobradura de desenhos para crianças e uma sugestão de projeto educativo
O vídeo acima Dobradura de desenhos divertida para crianças, descobri via Facebook da colega Andréa Rodrigues, educadora de Novo Hamburgo (RS), Brasil.
Uma ideia simples criativa e divertida de utilizar recursos acessíveis, como papel, lápis, lápis de cor e canetinha para causar um efeito visual de movimentação. Fiquei imaginando uma série destes desenhos, manipulados pelos alunos, em formato de linha do tempo ou de "Histórias em Quadrinhos" coletiva. Imaginei uma "Hora do Conto" visual, em que cada aluno cria seu personagem e pode com ele interagir com os demais, sendo a professora a responsável por conduzir a narrativa e estimular a participação de todos numa história coletiva que pode ser primeiro escrita no papel e depois desenhada. Fica a dica aqui e o educador que a quiser colocar em prática, favor dar crédito a minha sugestão e se documentar o projeto, terei o maior prazer de divulgar neste blog educacional.
sábado, 19 de agosto de 2017
Uma nova versão dos contos de fadas tradicionais, na visão de escola pública em tempo integral
O vídeo acima, Uma nova versão dos contos de fadas tradicionais, descobri ao visitar a EMEF em Tempo Integral Prof. Valdir Castro, de Rio Grande (RS), Brasil, durante o 1º Seminário Práticas Pedagógicas na Educação Integral (16 a 18/08/2017).
O vídeo em questão, também intitulado "Um passeio pelos contos de fada", trata-se de um criativo e divertido curta-metragem criado e dirigido (em junho/2017) pela graduanda Kellen Benites de Oliveira Moraes, durante projeto de extensão "Socializando a leitura: vem ler" (ILA- Instituto de Letras e Artes da FURG - Universidade Federal do Rio Grande), no sexto ano da EMEF Prof. Valdir Castro", em que os alunos reescreveram os contos de fadas, adaptando-os a sua realidade local, tendo como cenário o pátio externo da escola, para depois editá-lo e disponibilizá-lo no canal de vídeos da escola (AQUI).
Um projeto que une literatura e cinema, arte e cultura, educação e tecnologia.
Ao final do vídeo, nos créditos, aparece todo o elenco. A Branca de Neve é a professora Ana Luisa Feijó Cosme, que é minha colega (não de turma, mas...) de Doutorado em Letras (FURG).
Nesta mesma temática, recomendo também a seguir, descoberta que fiz nos vídeos correlatos do You Tube, o Conto de Fadas às Avessas: Branca de Neve, do Programa Quintal da Cultura exibido em 17/07/12:
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
O Contador de Histórias (cinema e educação)
O vídeo acima, trata-se de cena inicial de O Contador de Histórias, filme de Luis Vilaça (2009, 110 min.), que vi anos atrás, por indicação do prof. Antonio Vitor, de Sant'anna do Livramento, RS, Brasil, que tinha assistido em uma formação.
Inspirado em fatos reais, O Contador de Histórias conta justamente a história de vida de Roberto Carlos Ramos, ex-menino de rua, nascido numa favela de Belo Horizonte, MG, em 1970, caçula entre 10 irmãos. Aos seis anos de idade é internado pela mãe em instituição oficial, visando socialização, mas o que acontece é o inverso.
Na adolescência RC foge da instituição, descobre as drogas, comete pequenos delitos, até a intervenção social da pedagoga francesa Margherit Duvas, que lhe oferece ajuda e um lar e que muda radicalmente o futuro de ambos.
Roberto formou-se em pedagogia, e é considerado um dos melhores contadores de histórias do mundo. Depois de formado foi trabalhar na instituição em que viveu, desta feita como professor. Já adotou mais de 20 meninos de rua, considerados "irrecuperáveis", como ele, segundo a sinopse do filme.
Enfim, uma grande lição de vida e do poder recriador, transformador e socializador da educação.
Um filme que por mais que tentemos descrever, só vendo para perceber a importância desta mãe adotiva na vida deste menino tido antes como irrecuperável, como outros tantos que perambulam sem destino, pelas ruas de nossas cidades.
Um filme para ver, rever, refletir e repassar aos demais educadores e à comunidade escolar, para promover um debate sobre quem desiste de quem...
Abaixo, site oficial do filme, onde encontram-se mais dados sobre o mesmo:
O CONTADOR DE HISTÓRIAS - SITE
Vejam também o depoimento de Roberto Carlos, vídeo abaixo:
Apresentação do vídeo acima, no You Tube:
Entrevista do Blog do Governo de Minas com Roberto Carlos, o mineiro que é considerado um dos dez maiores contadores de histórias do mundo. Ele fala sobre seu novo filme e sobre a importância da família. Aconteceu durante o lançamento do seu filme em Belo Horizonte.
Abaixo, entrevista de RCR ao programa 3 a 1, da TV BRASIL (em 5 partes):
Apresentação no You Tube:
Entrevistado: Roberto Carlos Ramos, contador de histórias. Comentadores: a escritora e pedagoga, Fanny Abramovich, e o jornalista Bruno Paes Manso, do Estado de S. Paulo. Apresentador: Luiz Carlos Azedo.
domingo, 12 de agosto de 2012
Projeto Rádio Escola: do local ao universal (Mídias na Educação)
O vídeo acima, uma pequena homenagem ao Dia dos Pais, pertence a segunda fase do Projeto Rádio Escola da educadora Rosilene Marcelino, de Major Gercino, SC, Brasil, que foi minha orientanda na especialização em Mídias na Educação, cujo título do TCC foi "RÁDIO: UMA IMPORTANTE MÍDIA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE ARTES".
O Projeto Rádio Escola foi a ação didática, da fase final da referida pós-graduação, em que a professora Rosilene Marcelino trabalhou em parceria com a professora de Artes a Hora do Conto, através da Rádio Comunitária Verde Vale, ao lado da Escola de Educação Básica Manoel Vicente Gomes, de Major Gercino, SC.
O projeto foi realizado com alunos do 3° ano do ensino fundamental, juntamente com a professora de artes, a professora regente da turma e o professor da sala informatizada de forma integrada.
Diante da impossibilidade de adquirir equipamentos para a criação de uma rádio escolar, a prof. Rosilene contatou à Rádio Comunitária, próximo da escola, e o projeto tomou um raio de ação imprevisto e muito maior, pois ao invés de ficar restrita a ação didática apenas ao interior da escola, universalizou-se, seja através da sintonia pelo rádio convencional, no raio de ação da comunidade, seja pela posterior criação de vídeos com os arquivos de áudio e postados no You Tube, proporcionando sua audição além do tempo e espaço pré-determinados para a sua emissão.
Como falei à Rosilene, quando de sua orientação: "Projetos ideais, nem sempre são os que nos conferem as condições ideias de trabalho e sim aqueles que pela sua simplicidade nos permitem a possibilidade da continuidade. Projetos grandiosos que estressam todos e não seguem adiante, não cumprem seu papel educacional e social".
O Projeto Rádio Escola em questão uniu o fator local ao universal, quando rompeu os muros da escola e, associando-se a uma rádio comunitária, permitiu a ampliação de sua recepção aos pais, familiares e toda a comunidade escolar, seja pela aparelho de rádio, seja pelo site da rádio na web, seja pelos vídeos posteriores postados no You Tube, conforme, alguns deles, que divulgo abaixo. Sem falar na motivação do alunado para um trabalho coletivo, mediado pelos professores:
A LEBRE E A TARTARUGA
A BELA E A FERA
PINÓCHIO
SACI-PERERÊ
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