O vídeo acima, "Se tivesse SBT na galáxia", é uma divertida peça de humor que consta no Instagram de Victor Lamoglia e que me foi indicado pelo amigo Paulo Ricardo Corrêa, advogado e escritor em Rio Grande [RS], Brasil, e trata-se de uma impagável paródia desses programas televisivos de CASOS DE FAMÍLIA adaptado de forma genial ao universo de Star Wars, numa verdadeira guerra nas estrelas e, no cotidiano da TV brasileira, guerra entre estrelas, cada um expondo ao público suas mazelas sociais.
Como sempre digo: humor é uma coisa séria, uma linguagem metafórica que se vale do riso e do absurdo da realidade para fazer uma dura crítica social. A distopia estelar tem paralelo com a desestrutura familiar, do pai ausente Darth Vader e seus filhos Lucky Skywalker e Princesa Léa que desconhecem seu progenitor, vindo a descobri já na fase adulta. Enfim, um audiovisual que é um primor para discutir coisas como abandono parental etc., vinculados à cultura pop, ao cinema, à televisão, dialogando com a sociologia, a filosofia, a psicologia e muito mais.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
O vídeo acima "Se a moça do avião fosse professora de Português", encontrei no Instagram da professora Heliane Miscali, de quem o editor deste blog educacional sem fins lucrativos se tornou fã de carteirinha, por conta da incrível paródia, envolvendo criatividade e humor na dose certa, além de mesclar a realidade com o conhecimento formal, no caso, as normas da Língua Portuguesa.
Considero genial essa junção entre educação e mundo, promovendo a associação entre o conhecimento prévio que o aluno traz pra escola e o conhecimento formal que o professor sobrepõe, numa intertextualidade entre a vida vivida e a formação para a vida.
Vi no referido audiovisual dos conceitos do construtivismo, que estão presnetes nos ensinamentos de Carl Rogers e David Paul Ausubel: flexibilidade cognitiva e a aprendizagem significativa; ou seja, levar em conta os saberes que o aluno já possui em paralelo com os conteúdos programáticos, dando sentido ao que é proposto em sala de aula.
Genial também a ideia de Heliane e sua arte minimalista, ao usar como cenário o quadro branco e caneta para desenhar uma janelinha e ali interpretar seu papel social de educador. Educar é muito mais do que ensinar regras, normas, exceções, fórmulas, equações, datas e figuras históricas, nomes científicos etc. Educar é emancipar o aluno, permitindo que as informações se tornem conhecimento, de preferência, significativo, pois o que a memória retém é aquilo que proporcionou ao educando algo que jamais esquecerá. O que é apenas decorado, memorizado temporariamente, e que não é tornado relevante, logo será esquecido.
É tornando significante o conteúdo trabalhado no ambiente escolar que se ressignifica o próprio papel social do professor.
Por isso que, em tempos de Inteligências Artificiais - cada vez mais sofisticadas, que simulam quase tudo -, dominar as figuras de linguagem como o humor, a ironia, metáforas, entre outras, é estar um passo adiante das máquinas que, por enquanto, apenas imitam a criatividade, genialidade, irreverência humanas. São como eu denomino de Cavernas de Platão 5,0, pois conseguem criar a partir do que está na base de dados.
Estimular e desenvolver as habilidades dos alunos é um desafio e um compromisso do professor do século XXI.
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
O vídeo acima, que intitulei de Fahrenheit 451, versão 2.0, é uma inteligente parodia juvenil de uma das grandes distopias promividas pela ficção científica, que remete a filmes como Idiocracia 2006, vide vídeo ao final desta postagem], pelo teor da crítica social, e me foi indicado pela colega e amiga Carla Kalindrah, via Instagram.
No mundo contemporâneo, em que cada vez mais o conehcimento geral é substituído pela cultura inútil, paródias e distopias deixam o plano do ficcional e adentram perigosamente ao mundo real. Por isso, faz-se necessário sua divulgação, debate, reflexão.
Abaixo, cena emblemática da conversa de uma professora com um bombeiro sobre os livros, em Fahrenheit 451, um clássico da literatura de ficção científica de 1953, adaptado para o cinema, em 1966 [para vê-lo, basta clicar na opção "Assistir no YouTube"]:
Veja a resenha sobre Idiocracia, o filme:
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O vídeo acima, descobri via Tik Tok do Igor Ferraz e trata-se de uma forma criativa, irreverente, divertida e inovadora de produzir vídeos de baixo custo com uma ideia na cabeça e uma câmera a postos. A paródia de um clássico do rock Bohemian Rhapsody da banda Queen ficou genial. Uma ideia simples, um espelho em 3 partes e o um toque de sintonia e sincronia entre áudio e imagem. Pronto! O resultado é agradável e motivador.
Os grandes projetos de trabalho e de vida, muitas vezes são ideias simples, tratadas de forma autoral, valendo-se de recursos acessíveis, de baixo custo, mas que se adaptam á realidade local. Fica a dica para alunos e professores esse material audiovisual para quem usem a criatividade em prol da educação.
Abaixo, o videoclipe do clássico original:
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O vídeo acima, Serial Cheat [Trapaça em série, tradução livre], descobri via Twitter de uma conta que nem existe mais [ironias da vida].
Recomendo ativarem as legendas depois a tradução, escolhendo o idioma, através dos ícones no canto inferior direito da janela de exibição do YouTube.
Esse curta-metragem, com roteiro de Jon Holmes e direção de Anthony Sutcliffe, é uma divertida paródia sobre um casal, maníacos por séries, ao ponto de que o jovem não aguentar esperar pela sua parceria e adiantar episódios do seriado preferido deles [Game of Thores], o que é tratado como uma grande traição pela moça, que demonstra toda sua indignação com a situação. Para piorar, nessa criativa e inteligente crítica sociel e de costumes, o jovem ainda comete um crime capital: cometer "spoilers", contando o que viu nesses episódios. como quem desabafa e diz duras verdades de uma relação conturbada.
Achei uma sacada genial transpor o universo de um relacionamento de casal, para o mundo dos aficcionados por séries. Mais hilário ainda quando o jovem culpa a moça por ter colocado o controle remoto em sua mão, como se ela fosse a culpada por sua traição. Logo a discussão desscamba para outras revelações, sobre os gostos de cada um e sobre cada um assistir a série preferida do outro, não por gostar, mas pra agradar o par. Ou seja, diálogos inteligentes, irreverentes, irônicos e até sarcásticos, se tem como parâmetro um relacionamento afetivo a dois.
Por fim, a redenção do casal, quando passa a rememorar os bons momentos vividos, assistindo os seriados preferidos, como quem relembra a vida a dois, além do universo dos seriados. Nesse momento, outra revelação: a moça diz ter fingido prazer em assistir uma determinada série, como se dissesse ter fingido prazer na própria relação. E na última fala, a decisão dura: deles pensarem em começar a assistir outras séries [deixando subentendido terminar aquele relacionamento e partir para outros]. Sensacional.
Uma comédia de erros, um curta-metragem divertido, criativo, inteligente, permeado de referências ao universos dos maníacos por séries e suas "trapaças em série", como um "serial killer". ;-)
Um ótimo material para uma atividade integrada entre Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Produção Textual através da leitura de imagens, de diálogos, da linguagem verbal, não-verbal, visual etc, para depois uma oficina de escrita criativa, a partir da interpretação textual.
Observação:
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José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
O vídeo acima, PANDEMIC, já tinha recebido via WhatsApp e consegui localizá-lo via Twitter de Charles Nisz, de São Paulo (SP< Brasil.
Trata-se de uma paródia contextualizando a trágica realidade do Brasil, durante a pandemia.
A paródia, produzida por Henrique Santilli Acquaviva, editor de vídeos de 35 anos, formado em Rádio e TV, mostra como a tragédia do coronavírus é conduzida pelo governo brasileiro, em paralelo com cenas do clássico de James Cameron.
Uma paródia assim requer sintonia e sincronia entre o real e o imaginário, e o sucesso foi tão grande nas redes sociais que diversos atores se prontificaram voluntariamente para dublar uma nova versão. E mais: Henrique prepara uma paródia para o "Rei Leão", intitulada "Mito Leão".
Toda peça de humor requer muita criticidade para lidar com o humor, mesmo quando em uma situação preocupante. Uma crítica que poderá conscientizar os negacionistas para o trágico da situação. Um vídeo genial e didático que provoca inúmeras discussões e reflexões.
Parabéns aos dubladores, que fizeram um ótimo trabalho, sem sair de casa e de máscaras: Dublagem: Angela Dippe (a Penélope do Rá-Tim-Bum), Anita Paschkes (ex-ESPN, FOX Sports e Gazeta), Enio Vivona (o Rick do Rick & Morty e Arturo do La Casa de Papel), Marcelo Araújo e Thiago Pach (cantores).
O vídeo acima, Faroeste caos bozo, do jovem Belinho da Silva, de Fortaleza (CE), Brasil é uma criativa paródia da canção Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana, transporto para o contexto da pandemia de Covid-19 e descobri por acaso na rede social digital.
Belinho consegue com leveza, clareza, exatidão, utilizar o jogo de palavras (corona = carona), a ironia e outros recursos para contextualizar de forma humorada algo tão grave, valendo-se de um grande sucesso de uma banda que marcou sua geração.
Muito criativo, crítico e necessário, pois somente a arte e a cultura conseguem dizer o indizível, seja pela linguagem simbólica, metafórica, seja pelo humor, a paródia, a ironia e o sarcasmo.
Segue abaixo, a canção original para quem não conhece ou quiser comparar as situações e contextos que se repetem:
O vídeo acima, Agente 86 - O Cone do Silêncio, pesquisei e encontrei no YouTube, essa grande "máquina do tempo", em que se procurar se acha quase tudo, de receitas culinárias e autoajuda, de como construir uma casa ou aprender a tocar violão, de achar cenas do passado ou filme sobre o futuro, enfim, "tudo vale a pena" sua a banda larga e o HD não são pequenos...
O vídeo é uma sátira aos filmes de ação e espionagem do agente secreto 007, numa paródia intitulada Agente 86, em que Maxwell Smart é um espião muito atrapalhado que em circunstâncias supersecretas se reúne com seu chefe nessa engenhoca chamada de "Cone do Silêncio", algo que seria interessante para os professores confinados em sua casa poderem utilizar para gravar seu material didático no forma digital.
Mas, ironias à parte, o que me levou a buscar tal cena é decorrente de postagem no Facebook, sobre a dificuldade dos PROFESSORES isolados em casa, em tempo de pandemia, de gravarem suas videoaulas sem os ruídos do entorno, sejam vizinhos, visitas, barulhos diversos, nos mais variados horários. Estamos no meio de uma gravação ou de uma videoaula em tempo real, e a vizinha grita com seus filhos, alguém buzina lá fora, passa um avião, sirene de polícia ou dos bombeiros. Tudo isso parece um clipe da banda larga PINK FLOYD, como em The Wall, canção que impactou minha geração, quando éramos jovens e amávamos os Beatles e os Rolling Stones (vide clipe em questão, logo a seguir, que contém uma forte crítica a educação tradicional daquele tempo, calcada muito na memorização e nos castigos emocionais e corporais):
Retornando ao tema principal desta postagem: a gravação de videoaulas em tempos de pandemia,para quem desconhece a rotina de um professor presencial, atualmente precisando se tornar um professor digital, nada é fácil como parece, a partir da analise do resultado, justamente por essas idiossincrasias da vida em sociedade, e, principalmente, pelo fato da maioria passar muito tempo em casa, muitos deles são o mínimo de noção do espaço social compartilhado, como em condomínios, em que alguns ouvem músicas em alto e bom som pra toda vizinhança ouvir junto; outros brigam com filhos; outros fazem barulhos arredando móveis, deixando cair coisas no chão etc etc etc.
Para quem acha que um vídeo de 2 a 5 minutos, por exemplo, leva apenas esse tempo pra gravação, esquece que tal material passa depois por edição, publicação em blog, site, aplicativo e/ou plataforma institucional. Que a própria produção de material impresso pra meio digital requer planejamento de adaptação para um outro meio e mídia. Que naqueles 2 a 5 minutos, ou mais, ocorrem diversas interrupções por campainhas tocando, telefone idem, visitas suas ou em casas e apartamentos ao lado; festas de aniversário reunindo aglomerações risonhas e ruidosas, mesmo em tempos de distanciamento social etc etc etc.
Lembra muito dos comentaristas de resultado dos programas esportivos, que nunca tendo jogado, reclamam que tal jogador deveria ter passado a bola ao invés de chutar, mas que se chutasse e errasse, co criticariam, dizendo que ele deveria ter feito justamente o contrário. Na educação, não foge a essa regra, pois quem desconhece os mecanismos do ensino e da aprendizagem, deve achar que tudo é fácil, e basta sair apertando o "play", depois o "pause" e por fim o "stop" e tudo vai automaticamente para um repositório escolar.
Educação em tempos de confinamento, além da questão da adaptação e reaprendizagem do que é ser professor nesse contexto, é algo muito mais complexo e fica cada dia mais evidente para alunos, pais e sociedade que as máquinas, por mais avançadas que seja, por melhor interface gráfica que possuam, por mais sofisticado algoritmo que seja criado, jamais poderão simular com precisão a afetividade, a experiência de vida, a bagagem socioemocional e as intertextualidade do viver, que um professor pode conter. Tanto que lá nos anos 1940, Charles Chaplin, em O Grande Ditador, numa cena emblemática já dizia: "MAIS DO QUE MÁQUINAS, PRECISAMOS DE HUMANIDADE" (cena antológica que não me canso de ver e replica). E se tiver um pouquinho de silêncio, no ambiente familiar e residencial, o professor agradece.
Do cinema mudo para o com som, quantas transformações trouxeram à Sétima Arte, assim como atualmente, as TIC, mídias e redes sociais digitais, pós-pandemia, deverão ser mais integradas a fazer pedagógico, principalmente por aqueles que antes tinha receio em sua utilização e hoje as utilizam, ainda que de forma precária e experimental.
Noutro dia, por exemplo, fiz três tentativas e uma desistência de gravar uma videoaula assincrônica (remota e sem alunos) para envio ao grupo de WhatsApp da turma, como um revisional digital do conteúdo do trimestre, e, ao mesmo tempo, preparatório para o Exame do ENEM e foi bem complicada a situação: Na primeira vez, me engasguei; na segunda, uma vizinha quase surda bateu à porta de um vizinho meu que precisava gritar para ela ouvir; na terceira, a esposa no quarto (e eu na sala) atendeu fone de uma professora de sua escola e ficaram conversando por mais de meia hora. Um "cone do silêncio" nessas horas seria ideal pra ambos. Cada um podendo desenvolver suas atividades de casal educacional, trabalhando em instituições diferentes (eu numa escola particular e ela numa pública), cada qual com suas demandas.
Até pelo fato que, tenho dito faz tempo, muito antes do Covid-19: "Todo tecnologia requer uma nova METODOLOGIA". O mimeógrafo, quando substituído pelo projetor de slides, precisou uma nova forma de transição entre a folha mimeografada e escrita manualmente e os slides, já vindo prontos; da mesma forma o retroprojetor quando surgiu com suas transparência, era uma espécie de folha mimeografada para projeção; assim como o datashow e a possibilidade da criação de slides com animações, vídeos, imagens e áudios promoveu novas possibilidades de uso criativo desses recursos tecnológicos na educação.
Fica aqui, então, uma dica aos desenvolvedores e empreendedores, para a invenção de um "cone do silêncio", não apenas para esses tempos de pandemia, mas para todo professor digital que queira produzir seu material em casa, ou em algum local, mas sem a interferência do entorno barulhento de uma sociedade que cada vez mais fala muito e ouve pouco. Recordando a sabedoria oriental: temos dois olhos e dois ouvidos e apenas uma boca, justamente pra isso: pra ouvir e ver mais e falar de menos!
Um bom trabalho a todos os professores digitais que produzem seus objetos educacionais em casa, com todas essas implicações dessa situação excepcional e ainda fica algo 100sacional.
Observação: Tal postagem é o resultado de uma postagem inicial no Facebook, com o primeiro vídeo, a partir de uma troca de ideias com o colega e amigo digital, prof. Hilton Junior, professor de Física de Campo Grande (MS) Brasil. Recomendo seu canal de vídeos no YouTube com diversas animações (AQUI).
Além dele, outros colegas que têm produzido videoaulas e comentado comigo sobre essas "intempéries" e me serviram de inspiração.
Em tempo: Após publicar esta postagem, lembrei de imagem (a seguir) que minha prima Rejane me enviou para WhatsApp, de uma revista italiana, datada de 1962, de uma idealização dos veículos do ano 2022. Algo espantoso, se pensarmos no contexto de pandemia do ano de 2020. Coisas da vida imitando a arte, sem muito alarde.
Através de pesquisa adicional, encontrei a capa original da Revista Domenica del Corrieri, de 1962, e a visão futurista do ano de 2022, conforme links abaixo:
E o interessante é que o dispositivo imaginado pela revista italiana em 1962, foi de fato criado, pois, conforme matéria acima, "[...] na década de 1990 esse dispositivo foi realmente inventado: o Segway. Desenvolvido pela Universidade de Plymouth e pela BAE Systems, o Segway foi patenteado com sucesso em 1997 como uma cadeira de rodas com auto-equilíbrio".
EM TEMPO: Posterior a esta publicação, recebi as imagens a seguir, encaminhada pelo colega e amigo José Carlos Antonio, de Santa Bárbara do Oeste (SP), Brasil e editor do blog PROFESSOR DIGITAL, em que a arquitetura e os utensílios de decoração dialogam de forma intertextual com o episódio "O cone do silêncio", do seriado Agente 86, anteriormente destacado neste blog:
Abaixo link para a reportagem em que estão as imagems, em que o designer propõe uma solução para restaurantes nesses tempos de pandemia, em que a vida imita a arte, não apenas na decoração e no design:
O vídeo Aula on line na Quarentena!!!, é uma peça de humor do criativo e talentoso ator Diego Almeida, que por diversas vezes reproduz em seus esquetes, paródias da sala de aula e da vida de professor. E em tempos de COVID-19 e isolamento social, ele não poderia de deixar de lembrar das aulas on line que se tornaram quase febre nas redes sociais digitais.
A piada, o humor sempre é algo de real, com elementos de exagero. Ela deve ser vista como isso, um material para provocar riso, mas também para propor reflexões sobre as situações destacadas.
Como professor, além de blogueiro e formador de futuros professores, tenho discutido há anos a questão do uso das mídias e redes sociais digitais, das TIC - Tecnologias da Informação e da Comunicação e dos multimeios em geral como suporte, apoio e ferramentas de interação dentro e fora do espaço escolar formal.
Já estabeleci, nesses anos todos, diversos projetos em parceira com outros professores e alunos e estão documentados neste blog educacional e em meu canal de vídeos no You Tube: Educação 3D+.
Em diversas Lives com outros professores, tenho discutido sobre a importância de estabelecer essas trocas de saberes entre professores em si e com os alunos. Que é um momento de, diante do quadro de anormalidade, se pensar novas formas de ser professor e ser aluno. Reaprendermos a ser professores e alunos, usando as tecnologias. Muita calma nessa hora! Quem nunca usou, não conseguirá, do dia pra noite, literalmente, se tornar um professor digital. É humanamente impossível. Até mesmo quem, como eu e outros, já tem uma trajetória na EaD, sabe que é bem diferente do que estamos vivenciando, isolados em casa, tendo que lidar com o lado afetivo, pedagógico, ético, social e psicológico. Estamos trabalhando muito mais que em tempos de normalidade, pensando adaptações de conteúdo, estratégias de interação, trocas de experiências, autoavaliação e muito mais.
Mas uma coisa é certa: depois que a pandemia passar (e esperamos que não demore!), nem a escola nem a sociedade serão as mesmas. Heráclito que o diga, o célebre filósofo grego que dizia que diante de um rio nem nós nem as águas são as mesmas quando da segunda vez, pois tudo flui e tudo se transforma. A EDUCAÇÃO e a SOCIEDADE precisarão se transformar quando o isolamento cessar, tentando tirar lições de tudo isso:
1. Que as tecnologias precisam ser utilizadas de forma adequada na educação e não de forma apressada;
2. Que não basta ter máquinas, faz-se necessárias novas metodologias para novas tecnologias;
3. Que o famoso "homescholling" (escola em casa) é bonito na teoria, mas na prática não tem tanta eficácia, pois os pais e/ou responsáveis são educadores, sim, mas não professores, pois falta-lhes didática, conhecimento de causa, qualificação profissional para isso;
4. Que professor precisa ser reconhecido e acima de tudo valorizado (financeiramente, plano de carreira, cursos de formação, capacitação continuada), pois só dar máquinas não resolve a situação se não pensarmos a máquina como ferramenta de apoio e não bengala digital (como disse João Monlevale);
5. Que o aluno por si só não tem também como estudar por conta própria, sem o apoio capacitado do professor, pois jogar videogame, assistir filmes, baixar apps etc não pressupõe maturidade pra organizar tempo e espaço de estudos de forma autodidata;
6. Que por melhor seja a plataforma de ensino a distância, a AFETIVIDADE, o olhar e a presença física são insubstituíveis, usemos óculos VR, WhatsApp, Hangouts ou o que for (e essa sugestão serve para professores e pais e/ou responsáveis também [nosso mestre Jarbas Barato Novelino até destacou isso da AaD, afetividade a distância, tão necessária como a EaD;
7. Ter lideranças capacitadas e equilibradas em tempos de crise para gerenciá-las e não criar outras é fundamental, pois são essas que devem auxiliar os professores, sugerindo caminhos, possibilidades ou incentivando a colaboração com alunos e cooperação com outros professores de forma equilibrada e não meramente marqueteira pra publicar em redes sociais;
8. Que mandar material por meio digital requer tranquilidade, QUALIDADE mais do que quantidade!, pois o aluno precisa primeiro aprender a organizar seu tempo e espaço (virtual) para essas tarefas e atividades;
9. Que os alunos precisam entender que professor estar em isolamento também precisa de tempo para se organizar, ler materiais enviados e não pode estar respondendo em seguida emails e mensagens de zap zap, tipo: recebeu meu trabalho? tá tudo ok? falta algum ainda? (imagine o professor com diversas turmas e alunos saber quem fez o quê! Tudo requer tempo, planilhas, softwares etc;
10. Crie com SIMPLICIDADE, pois é ela que permite a CONTINUIDADE: pense indicar leituras do livro didático [poucas páginas inicialmente e aumentando gradualmente], que sejam leituras enriquecedoras e não apenas pra vencer conteúdos; use mapas mentais simplificados, resumindo o conteúdo por imagens, palavras-chave, frases curtas (lembrem-se que é uma geração audiovisual que pensa por imagens e sons); faça podcasts (arquivos de áudio direto do celular e compartilhe no grupo do Whats da turma (se tiver) e, POR FIM, e não por último,
11. Seja acima de tudo HUMANO, afetivo, divertido, quebre o gelo, descontraia, e, quando dominar recursos mais sofisticados como SALAS DE AULA VIRTUAIS, ai sim, entre 15 e 20 minutos, converse com seus alunos, explicando conteúdos, conceitos, ideias que já foram tratadas pelos outros materiais mas que requerem a interação, as trocas de saberes, o incentivo à participação dos alunos.
E como disse o professor MARCOS MEIER, num texto em seu blog, inspirado na experiência de outro professor: ELOGIE DO MODO CERTO. Não pela INTELIGÊNCIA (que leva ao medo e a perda desse status quando as atividades aumentam em grau de dificuldade), mas elogie pelo ESFORÇO, pela dedicação, interesse e criatividade do aluno. Traga-o para o lado certo da FORÇA! Da Educação!
O vídeo acima "Dê um pause e vem..." foi indicação via WhatsApp por um aluno da Pedagogia e é uma criativa campanha publicitária de telefonia sobre a importância do brincar, além do mundo digital, através da paródia de canção Fico Assim Sem Você, da dupla Claudinho e Bochecha [vídeo abaixo].
"Eu não existo longe de você", refrão da referida canção, bem poderia hoje ser a fixação que não apenas jovens e crianças têm pelo aparelho celular, smartphone, as redes e mídias sociais. Muito adulto também anda fissurado nesse brinquedo eletrônico, esquecendo de tudo ao redor.
Um belo jogo de palavras e imagens, para demonstrar que existe vida além do mundo virtual. A seguir, a versão da mesma canção pela cantora Adriana Calcanhoto em um clipe de animação:
A imagem acima é do canal QUÍMICA SHOW, criado pela professora Marcele Araújo Ferreira, de Formiga (MG), Brasil que é apaixonada pela música e pela arte de ensinar Química. Veja link abaixo para o referido canal:
Mah Ferreira, como é conhecida, possui diversos vídeos em seu canal, alguns deles, paródias de canções conhecidas adaptadas aos conteúdos de sua disciplina, como os exemplos abaixo:
Recomendo também o vídeo abaixo, do Professor Flokinho, que utiliza-se também da paródia para passar conteúdo educacional aos seus alunos:
Por fim, indico produção de alunos, também valendo-se da paródia para trabalhar conteúdo de química, que conforme apresentação do vídeo no YouTube, foi trabalho de química orgânica realizado pelos alunos do Colégio Seletivo (Piracicaba - SP) a pedido do professor Leonardo Godoi. Ragatânica é uma paródia da música Ragatanga, do grupo Rouge, dentro do conteúdo de Química Orgânica: