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domingo, 4 de outubro de 2026
E se ninguém falasse a sua língua? [a inclusão começa com a comunicação] #acessibilidade #solidariedade #empatia
Um vídeo criativo e provocativo "E SE NINGUÉM FALASSE A SUA LÍNGUA?", e que encontrei no canal do YouTube Libras Poços de Caldas serve para conscientização e choque de realidade àqueles que não conseguem ter empatia e alteridade direta com que possui alguma necessidade especial.
Imaginar um mundo em que não nos fazemos entender nem os demais conseguem conosco se comunicar está presente também no episódio JOGO DE PALAVRAS, do seriado Além da Imaginação, que destaquei tempos atrás, de alguém que memoriza palavras específicas [jargões] e com o tempo acaba não conseguindo mais se comunicar com a família, os colegas de trbalaho e a sociedade em geral. Vide link logo a seguir:
Educação: Um jogo de palavras "Além da Imaginação" (filosofia, curta-metragem, videoclipe, linguagem e sociedade)
A língua, como um instrumento vivo de comunicação, requer compreensão de seus usuários. Por isso, nem sempre estamos nos fazendo entender, seja com filhos, alunos, colegas, vizinhos.
O poder da comunicação é nítido, já que somos seres sociáveis e precisamos de palavras e ideias para interagirmos uns com os outros.
Usar a Libras como forma de mostrar a importância da inclusão e acessibilidade é uma ideia genial. Solidariedade Já!
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil.
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sábado, 5 de setembro de 2026
MachadoVerso e a cartografia literária: um Rio de Janeiro digital pra acompanhar caminhos das personagens do Bruxo do Cosme Velho
A imagem acima é do site O RIO DE MACHADO é uma incrível iniciativa de C. S. Soares, escritor e e-publisher, de construir um mapa digital para cobrir a vida, a obra, as personagens dos livros de Machado de Assis, pelo Rio de Janeiro do passado. Geografia e Literatura reunidas num projeto genial, fruto de 20 anos de pesquisas de C. S. Soares, marcando ruas, praças, bairros, igrejas, teatros e outros espaços por onde o Bruxo do Cosme velho passou ou suas personagens. Um achado precioso para leitores, educadores e pesquisadores.
Por enquanto são 98 lugares, mas Soares pretende incluir 500 até dezembro de 2026.
De Acordo com Soares: "A ideia é construir, pouco a pouco, um verdadeiro Machadoverso (adorei essa expressão do JoãoRicardo): um ecossistema digital em que lugares, personagens, obras, acontecimentos e a própria trajetória de Machado possam se conectar e oferecer novas maneiras de ler e compreender o escritor."
Abaixo, imagem dos principais pontos machadianos e link para a página principal do projeto:
O RIO DE MACHADO - OU MACHADOVERSO
EXPLORAR O MAPA DO MACHADOVERSO
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Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo
O vídeo de humor que intitulei "Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento" encontrei no Instagram de Arthur do Marketing é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações.
Do ponto de vista literal, ser como crítica àqueles que confundem tempos e espaços, faixas amareladas de restrição com faixas de chegada de uma corrida. A situação corriqueira de uma corredora desatenta que faz toda essa confusão, comemorando a chegada de uma corrida contra si mesma sem perceber que se trata de um espaço isolado de um crime reflete o cidadão comum e também seu senso comum, confundindo "alhos com bugalhos", como diz a sabedoria popular.
Do ponto de vista semântica, da busca pelo significado das palavras, das ideias, dos termos de uma oração, seja ela visual, escrita, falada, fotografada, filmada, pintada etc, é entender a função que a linguagem possui, além da mera referencial [remeter a algo], mas também emotiva, poética, apelativa etc. Além do sentido figurado que as palavras possuem: irônico, metafórico, simbólico... Ou mais amplo, um sentido filosófico, ideológico, espirtual, ético, moral, social...
Interpretar o que palavras e imagens oferecem é uma competência para o século XXI, povoado de recursos tecnológicos que criam uma pós-verdade, confundindo o real com o fake. Saber não superinterpretar textos também é necessário, sem atribuir a uma obra, seja qual for, valores, ideias, conceitos que ao tempo da produção não existiam, é outra necessidade básica do leitor do século XXI; que não dá mais boa noite para o William Bonner, diante da TV ligada no telejornal, porém, conversa com chatbot [IA] como se estivesse tratando e convivendo com um ser humano.
Compreender que nenhuma linguagem é isenta, toda ela é todada de camadas e mais camadas do eu no mundo, de suas influências culturais, é essencial. Por isso que, desde 2009, este blog educacional sem fins lucrativos se vale de audiovisuais diversos para passar mensagens relevantes que podem ser adaptadas à educação de professores e alunos, como clipes, curtas, cenas de filmes, propagandas, slides, animações etc, abrindo um leque de possibilidades, não apenas sintáticas, mas, principalmente, semânticas. Assim sendo, a metáfora é uma das figuras de linguagem que permite a ampliação dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo. Vemos o mundo na perspectiva do local e do tempo em que estamos, de preferência, em diálogo com outros tempos, espaços e sujeitos.
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Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 2 de agosto de 2026
Entre o enunciado e a enunciação: Não pré-julguem alguém antes de ouvir toda a história [contação com final surpreendente]
O "Vídeo de homem indignado com mulher no cinema viraliza" encontrei no Instagram de Planeta Paula, da biomédica Ana Paula Miranda, de Joinville, SC, Brasil, e é um ótimo exemplo sobre ENUNCIADO [o que se diz, o que se conta, o fato em si] e ENUNCIAÇÃO [o como se conta, a maneira, o jeito, o estilo de contar uma história, seja ela qual for]. Ou seja, muitas vezes, o que importa é o como se conta e nem tanto o que se conta. E, no caso do rapaz, ele, aparentemente demonstra uma leve indignação com a postura de algumas mulheres [que ele denominada de "aproveitadoras"] em relação a homens ingênuos que fazem todas as vontades, como ele se intitula, a partir de seu exemplo e uma saída ao cinema do shopping com uma garota que gosta muito.
Um vídeo interessante e reflexivo que recomendo seu uso, pausando alguns instantes antes de seu final e "chá de revelação"; pois a surpresa será imensa para aqueles que pré-julgam o todo apenas conhecendo uma parte da história. E esse pré-julgamento sumário parece uma tônica nas redes sociais digitais, em que sem ler todo o texto, sem ouvir todo o áudio, sem paciência para esperar o desfecho de uma notícia, reportagem ou narrativa criativa como essa, muitos já saem exaltados, praguejando e condenando os outros, sem direito à defesa.
Após a pausa, ao dar continuidade ao vídeo, vejam os rostos das pessoas e promovam um novo debate sobre o referido audiovisual, discutindo justamente essa questão do pré-julgamento e da contação de histórias.
Um ótimo material para tratar de ética na filosofia, de comportamento na sociologia, de escrita e interpretação textual na Língua Portuguesa, sobre a arte da contação de histórias na literatura e muito mais.
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sábado, 4 de julho de 2026
A Colocação Pronominal em formato "anime": língua portuguesa, arte visual e inteligência artificial
A Colocação Pronominal em formato "anime": língua portuguesa, arte visual e inteligência artificial é uma forma divertida e criativa de apresentar esse conteúdo da Língua Portuguesa em formato de anime.
José A. K. Roig, editor do blog Educa Tube Brasil [além de professor de Língua Portuguesa e Filosofia no ensino médio], criou, primeiramente, um texto base e depois utilizou o NotebookLM [recurso de IA do Google] para criar um resumo em vídeo, em formato de anime, para chamar a atenção de meus alunos do ensino médio, já que alguns adoram desenhar e são fãs da cultura oriental.
O NotebookLM é um dos recursos digitais que educadores e educandos podem se valer para criar mapa mental, resumo, apresentações de slides, podcast, infográfico, etc.
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quarta-feira, 17 de junho de 2026
Fala coloquial: esquete de humor e pequena aula sobre variação linguística
Encontrei no Instagram de Yuri Viana, youtuber e humorista, esse vídeo hilário, criativo e original relativo à FALA COLOQUIAL que serve para introdução a uma aula sobre variação linguística no tempo e espaço, da diacronia [processo histórico] à sincronia [processo linguístico em curso], além de outras questões como sotaque, pronúncia das palavras, regionalismos, gírias, jargões e muito mais que compõem o painel das variações: regionais, socioculturais e situacionais.
Se a língua não fosse uma ferramenta viva de interação e comunicação social, ainda estaríamos falando como no passado, conforme o vídeo bem demonstra, com todos os maneirismos e expressões, hoje consideradas antiquadas, arcaicas, anacrônicas.
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segunda-feira, 15 de junho de 2026
Quando o óbvio precisa ser dito: orientações médicas, interpretação textual e humor involuntário
Encontrei esse vídeo que flerta entre o texto injuntivo [instrutivo] e o humor, no Linkedin do médico Douglas Gomides e é de fato po exemplo mais claro de que O ÓBVIO PRECISA SER DITO, principalmente no que se trata de orientações médicas, pois as interpretações textuais podem ser literais, gerando textos de humor.
No vídeo em questão, jovem médica viraliza com vídeo contando essas histórias de consultório, em que pacientes confundem as indicações médicas, fazendo coisas imprevisíveis para um bom entendedor. Entretanto, há que se ter em conta que o bom educador, seja ele pai, professor, médico ou qualquer instrutor, precisa levar em conta os níveis de linguagem, entre o sintático, o morfológico e o semântico, e também o nível de interpretação do receptor. Nem sempre o que nos parece óbvio é para quem nos lê ou escuta, por isso é importante saber modular o discurso [a voz, o vocabulário], conforme o público que se convive.
Como escreveu Ivone Almeida, na postagem original: "O óbvio precisa ser dito em todas as áreas, pois aquilo que parece ser óbvio pra mim pode ser algo muito complexo para o outro." E digo justamente isso aos meus alunos, na questão do discurso que todo texto contém. E dou exemplo de "Alice no País das Maravilhas" e dos contos de fadas, que as crianças entenderão a mensagem moral da fantasia, enquanto o adulto compreenderá outras entrelinhas, entre a ética e outras referências. Podem existir múltiplas vozes em um texto: do autor, da personagem, da sociedade, e o leitor crítico, como o tempo, saberá distinguir cada uma delas.
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sexta-feira, 12 de junho de 2026
Informática e o sentido literal das palavras: Língua Portuguesa, tecnologia, sintaxe e semântica
O que informática e semântica têm a ver uma com a outra? Boa pergunta que esse vídeo divertido de jmm_info2, no Instagram e que trouxe para o Educa Tube Brasil como uma provocação linguística, tecnológica e cultural, afinal, todo texto possui seu contexto.
No vídeo em questão, trata-se do jogo de palavras com expressões típicas da informática tratadas no sentido literál e sintático do dicionário. O que causa humor é também uma prova de como palavras possui múltiplos significados, dependendo de seu uso [contexto]. Entre a sintaxe e o sentido literal e a semântica e o sentido figurado há mais coisas que possa supor nossa vã tecnologia.
Um bom material para uma aula de Língua Portuguesa, justamente para tratar dos níveis sintático, morfológico e semântico das palavras.
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sábado, 9 de maio de 2026
"A banalização das palavras" que ninguém aguenta mais, pois humor é coisa séria! [opinião e ironia linguística]
O vídeo PALAVRAS QUE NINGUÉM ALGUÉM MAIS que descobri no Instagram de Mila Costa, colunista do Diário do Nordeste, de Fortaleza [CE], Brasil, e que se parece com um esquete de humor, mas é, antes de tudo, uma divertida crítica social e comportamental, bem apropriada aos dias atuais, pois trata de língua portuguesa e seu uso repetitivo por parte de alguns que banalizam certos vocábulos e expressões à exaustão. Exemplo que ela traz é de "EXPERIÊNCIA", verbete utilizado para tudo, embora tenham verbos específicos como provar, conhecer, perceber etc. Outras palavras que me incomodam são PERFORMANCE, PROJETO, EMPATIA, ALTERIDADE, RESILIÊNCIA para situações amplas, o que demonstra, talvez, o vocabulário diminuto de seus usuários.
Como professor de Língua Portuguesa [que envolve, além da gramática, produção lextual e literatura], além de professor de Filosofia, no ensino médio, e de EJA - Educação de Jovens e Adultos, sempre destaco a importância da variedade de repertórios, não apenas socioculturais, mas linguísticos, que se obtém por meio de leitura, não somente de livros, mas de pessoas, de notícias e de mundo. Que uma redação, por exemplo, com até 30 linhas, não deve ter termos repetidos, ou vagos. Que cada afirmação precisa ser seguida de uma explicação e, se possível, um exemplo, para evitar ambiguidade [duplo sentido].
Por isso, utilizo vídeos curtos, como esse, e outros, para que, de uma forma bem humorada, seja possível lidar com a banalidade das palavras, valorizando as ideias. As palavras, sempre repito, estão a serviço das ideias, e nunca o contrário. Primeiro se pensa no que se vai dizer e/ou escrever. É preciso que as ideias sejam a parte mais importante de um texto, e que as palavras não sejam utilizadas como mero enfeite de árvore de Natal.
E vocês, seguidores e visitantes do Educa Tube Brasil, têm alguma palavra que vocês considerem repetitiva, atualmente? Deixem nos comentários sua opiniaõe contribuição. ;-)
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quinta-feira, 7 de maio de 2026
"Farmar aura": gíria da geração Alfa e a variação linguística
Encontrei o vídeo sobre "Farmar aura", no perfil do Instagram de Jorge Gastaldi e é um divertido audiovisual para a introdução de uma aula de Língua Portuguesa sobre Variação Linguística, pois no referido vídeo constam diversas gírias da geração alfa, que suscedeu a geração Z, a partir de 2010, e que já nasceu num mundo hiperconectado, em que as tecnologias digitais fazem parte do dia a dia, da cultura e do viver dos jovens.
A língua, como uma ferramenta de interação e comunicação, é um instrumento em constante transformação, fruto, principalmente, das mudanças tecnológicas, históricas e sociais. Não falamos mais como no século XIX, como nos livros de Machado de Assis, pois o mundo mudou.
Apesar disso, cabe também reflexões, não apenas linguísticas, mas filosóficas, sobre a forma de vermos e retratarmos o mundo. E nesse ponto, a língua é o nosso meio natural de estar no mundo. Acompanhar essas mudanças, não apenas as climáticas, mas as linguísticas, é dever do bom educador, seja ele pai ou professor.
Este vídeo e outros mais que podemos encontrar no YouTube, Instagram e demais redes sociais digitais podem estinmular a troca de saberes entre gerações. Uma proposta educativa é convidar alunos a pesquisare,m juntos aos pais, avós e familiares sobre as gírias do passado, para perceberem como cada geração tem seus dialetos "tribais".
Six Seven, Vai tomando, tá no sabor, vem na minha salada, passinho do Jamal são outras gírias da geração alfa. E as gírias do passado? Que tal trocarmos esses conhecimentos entre as gerações?
Em tempo: Você já "farmou a aura" hoje? ;-)
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domingo, 29 de março de 2026
A farofa, o ventilador, a metáfora e a interpretação textual [Redação para o Enem]
Esta postagem que intitulei de "A farofa, o ventilador, a metáfora e a interpretação textual", como os termos indicam, é uma provocação do blog Educa Tube em função de postagem no Instagram do perfil Português Legal a partir da provocação inicial do Mateux Carneiro sobre a curiosa e emblemática frase: "Restaurante que serve farofa não tem ventilador".
Lendo a postagem original do Mateux, principalmente, os comentários em seu perfil, amplificando a interpretação inicial, percebe-se a necessidade do ensino de figuras de linguagem como ironia, sarcasmo, metáfora, metonímia, paradoxo, etc.
Mais que isso, é um rico material para promover reflexão com alunos sobre a importância de entender os níveis sintático [organização e função das palavras], morfológico [estrutura, origem e derivação das palavras] e semântico [múltiplos sentidos de uma palavras] dentro de um texto, que são essenciais, não apenas para a leitura, mas também para a escrita clara, objetiva e direta de uma redação, pois a metáfora serve como um exemplo de uma explicação em um texto.
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quinta-feira, 26 de março de 2026
Meme, jargão futebolístico, análise tática e Redação para o Enem: "tudo junto e misturado"
Recentemente, entrevista após o jogo, dada pelo treinador Roger Machado, por conta de seu linguajar, muito calcado em jargões do esporte, em especial, o futebol, que possue diversas expressões típicas, como: estado anímico, jogo posicional etc, e mais jogador canhoto de pé trocado e outras que Roger, um especialista da área, nos brindou, viralizando de imediato, conforme imagem acima.
Deixando de lado a "zoeira", o meme e a viralização imediata, tal fato demonstra o quanto a falta de conhecimento técnico leva leigos a brincarem com coisa séria, como se quem fala com propriedade sobre o tema, por experiência de profissão, estivesse simplesmente "Rolando Lero", eonrolado, inventando termos [neologismos], o que demonstra falta de interpretação e conhecimento básico sobre o assunto, antes de sair palpitando ou causando "palpitações". O vídeo em questão é uma obra de humor, acredito, e tem que ser lido como tal. Afinal, humor é coisa séria, pois sempre flerta com a crítica social.
Porém, cabe destacar a análise de Rick Covil Fut, que é alguém que entende do tema, e sobrepõe a fala de Roger as imagens de campo, ilustrando bem o que o treinador disse, deixando a fala mais inteligível, e aí vem o que eu, como professor de Língua Portugesa e Produção textual digo a meus alunos: - Não basta dizer, tem que se fazer entender pelo outro, procurando pra cada ideia e conceito, trazer exemplos, preencher com explicações e repertórios socioculturais que façam sentido a quem está lendo ou ouvindo. Ou seja, didatismo, metodologia, clareza, objetividade, coesão [sequência de ideias] e coerência [unidade e não contradição].
Enfim, uma "pedagogia" futebolística. Na escrita redacional é preciso ser um pouco "canhoto de pé trocado", ao inverter a lógica da análise, além do jogo de palavras superficial, que enrola, enrola e nada diz. É preciso posicionar-se noi campo das letras e ideias, organizando, como um esquema tático, os blocos de introdução, desenvolvimento e conclusão, asism como um time no gramado com defesa, meio-campo e ataque. Cada peça tem uma função sintática e semântica no desenrolar e desenvolver do texto e do jogo para que tudo, ao final, tenha coesão e coerência, sentido e objetivo. Vence aquele que souber ser simples, eficiente e que seja compreendido em suas ideias, ainda que "fora da curva" do senso comum. É preciso saber jogar o jogo com continuidade e progressão [elementos coesivos]. Continuar sempre tratando do memso tema e progredindo, trazendo, acrescentando fatos novos que colaborem ao entendimento e corroborem com as ideias apresentadas durante todo o texto ou jogo de palavras.
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quinta-feira, 5 de março de 2026
A Imitação da Vida: memória, história, arte e cultura [videoclipe, realidade simulada, produção textual e IA]
O videoclipe Imitation Of Life [Imitação da Vida] da banda R.E.M. é um daqueles materiais multifuncionais que o professor de artes, língua portuguesa, literatura, produção textual, filosofia etc poderá utilizar em diversas atividades com alunos por conta de suas imagens.
Primeiro como uma aula sobre arte e literatura, conceituando a ideia de representação, de estética, de cultura. Pode tratar de interpretação textual e memória. Pode tratar de simulação do real por meio da arte, como um jogo entre o autor e o leitor/espectador. Como o poder da memória, no resgate da história. Se quiser, também utilizar o audiovisual como análise filosófica e sociológica sobre a vida em sociedade e os detalhes que passam despercebidos, pelos recortes históricos que são registrados, pelo ponto de vista que o autor escolhe ao retratar algo, ao escrever um texto. Sobre o contexto em que uma produção textual está inserida.
Enfim, um clipe pode ser uma pequena aula inter e multidisciplinar, como material para uma dinâmica de grupo e sensibilização para um tema teórico posterior na arte, literatura, língua portuguesa, filosofia, sociologia etc. Inclusive sobre a arte em tempos de Inteligência artificial e o poder da inteligência humana na produção audiovisual, com menos recursos e mais criatividade.
Dá, inclusive, pra falar de técnica cinematográfica, plano-sequência, edição de imagens, curta-metragem... De o professor com seus alunos documentarem metodologias e didáticas na sala de aula; de projetos de estudo serem produzidos de forma audiovisual, como um repositório institucional da escola para outros alunos e educadores que virão. Memória escolar e social da prática escolar.
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sábado, 28 de fevereiro de 2026
Nada é pessoal: a parábola do barco vazio que revela como a mente cria sofrimento, por Camila Zen
Conheço e sigo os perfis de Camila Zen, no Tik Tok, Instagram e agora no YouTube, por inúmeros motivos: os temas tratados, a forma de condução das narrativas, o timbre de voz, a dicção, o jeito meigo de ser. Daqueles influencers que de fato produzem conteúdos relevantes, motivadores, provocadores.
No caso de "A parábola do barco vazio" ou a metáfora do bem viver, trata-se de um vídeo de autoajuda e motivacional, sim, mas também uma bela história de como lidar com a mente [essa "contadora de histórias" não muito confiável]. Camila dá a professores de língua portuguesa, produção textual e literatura, como eu, um interessante material audiovisual para trabalhar em diversos contextos educativos esse texto poarabólico, metafórico, simbólico: falar de interpretação textual; dos níveis da linguagem, do sintático ao semântico; das figuras de linguagem e/ou de estilo; da argumentação por convencimento e por persuasão. Enfim, uma variedade de possibilidades de abordagem, além da meramente motivacional.
O professor é um dos primeiros influencers, um dos primeiros motivadores, couches, mentores, monitores e outras designações que lhe possam dar, sabendo lidar com múltiplas necessidades, diversos conteúdos programáticos, inúmeras personalidades na sala de aula, por isso mesmo que é chamado de mestre ou maestro, conduzindo barcos e orquestras de talentos.
O verdadeiro influenciador é aquele que produz menos cultura inútil e mais conhecimento geral. Afinal, se estamos no memso barco, nem todos remam na mesma direção.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
"Mude": poema de Edson Marques, frequentemente atribuído a Clarice Lispector, na interpretação de Antonio Abujamra
"Mude" é um belo e profundo poema de Edson Marques, equivocadamente atribuído, com certa frequência a escritora Clarice Lispector, autora de A Hora da Estrela, A paixão segundo GH, Perto do Coração Selvagem entre outros clássicos da literatura modernista brasileira, magistralmente interpretado pelo saudoso ator Antonio Abujamra.
Quem, como eu, professor de língua portuguesa e literatura, que faz análise do discursos e conhece a obra da escritora que criou Macabea e outras personagens emblemáticas, reconhece o estilo da autora, mas não o vislumbra nesse texto, que é belo, profundo, motivador, mas pertencente a outro autor.
Em tempos de inteligência artificial, e bem antes disso, cabe saber ler e perceber o estilo peculiar de cada autor, seus temas prediletos e recorrentes, sua forma de enunciar, ou seja, sua enunciação peculiar.
Não que, com o tempo, escritores e poetas não mudem o jeito de ver o mundo e escrever sobre ele. Entretanto, o que o poema de Edson Marques nos traz é um convite à vida, ao bem viver, à transformação pessoal e social.
Em tempos de hiperconexão, de notificações infinitas, de áudios no whatsapp acelerados, "Mude" destaca a importância de se permitir mudanças de rota em busca de um outro caminho, rumo a um objetivo maior. Uma confissão quase estoica [corrente filosófica] de valorização da simplicidade da vida, de encontrar beleza e conforto nas pequenas coisas do viver mais do que a velocidade ao se atingi-las.
De certa forma, mudar para se reconhecer, não se acomodar, nem também se desesperar. Seguir em frente, ainda que lentamente, em busca de outros caminhos. Se autoconhecer, ter autocuidado, cuidar da saúde física e mental. Estabelecer pequenos rituais e ajustes no roteiro, no mapa do viver. Quase uma autoajuda, mas uma bela poesia. Afinal, a literatura de qualidade é da fato uma espécie de autoajuda: escritores, poetas, filósofos são professores na arte da reflexão poética e filosófica.
Um dos livros mais comoventes que li, muito tempo atrás, foi "Cartas a Théo", reunindo a correspondência entre os irmãos Vah Gogh [Vincent e Théo], e nele uma passagem bela, profunda, poética e filosófica que nunca esqueci. Que diz muito com tão poucas palavras, e que representa essa mudança:
"O moinho já não existe; o vento continua, todavia."
Parafraseando a frase acima: A escola originária do século XIX, não existe mais; porém, a vontade de aprender e ensinar permanecem, mesmo em tempos digitais. Ainda que os moinhos não sejam mais os gigantes imaginados por dom Quixote, quixotesco ainda o é incluir alunos numa escola, enfileirados, com tempo e horas marcados, para durante 200 dias e mais de 800 horas anuais fazer que esses encontros sejam significativos para o maestro e sua sinfonia, valorizando o talento de cada concertista que vem pra escola aprendendo a ensinar e ensinando a aprender. Num mundo hiperconectado por equipamentos, maior desafio do educador e mestre do século XXI é saber se conectar ao seu alunado com ansiedade, TDAH, depressão, timidez, etc. A escola precisa também mudar para poder continuar sendo o espaço de socialização, de descobertas, de troca de saberes, de cidadania, alegria, diversão. Sejamos, enquanto educadores [não importa se pais e/ou professores] moinhos para esse vento que nos circunda.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Crise das casas quadradas no Brasil: aula multidisciplinar sobre a "arquitetura da felicidade", história, física, geografia, artes etc
O vídeo "Crise das casas quadradas no Brasil" de Ramon Ferrary, um "short" no YouTube, foi indicação da amiga Fernanda Amaral Silveira, jornalista e revisora, de São José [SC], Brasil e trata-se de uma material relevante sobre arquitetura, mas que serve para aulas inter e multidisciplinares envolvendo memória, história, física, artes, geografia, filosofia, sociologia, literatura e língua portuguesa [a expressão "sem eira e nem beira" pode ser trabalhada em aula].
Um material audiovisual que pode ser trabalhado em conjunto a outro envolvendo arquitetura e sociedade, do filósofo suíço Alain de Botton, chama-se "Arquitetura da Felicidade", que recomendo logo abaixo, pois faz um paralelo a questão de como o conceito de felicidade vai mudando a cada geração a partir das construções habitacionais de cada tempo, refletindo valores de cada época. Uma provocação filosófica e sociológica também:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Marqueteiro poético: Anúncio de venda de sítio escrito pelo poeta Olavo Bilac [enunciado e enunciação]
Encontrei, certa vez, esse vídeo na rede social que se trata de Anúncio de venda de sítio escrito pelo poeta Olavo Bilac, história contada por um professor [que não consegui identificar] e que narrada o fato curioso atribuído ao príncipe dos poetas parnasianos brasileiros e que mais que um vídeo motivacional, trata-se de uma breve aula sobre os conceitos de enunciado [o que se diz] e enunciação [a forma, o jeito, o estilo desse dizer].
Todos podem escrever um anúncio de venda de imóvel [enunciado], mas nem todos têm a mesma enunciação [estilo], ainda mais se for um poeta com seu olhar peculiar de ver e descrever as coisas e gentes.
No audiovisual em questao, que apelidei de "marqueteiro poético", é uma provocação filosófica, crítica e literária sobre as formas de dizer algo, ou seja, a enunicação, que é algo único, individual, autoral, enquanto o enunciado é algo mais de sentido geral, específico.
Em relação a uma Redação do ENEM, por exemplo, não convém uma enunciação assim, digamos lírica e artística, pois se trata de um tipo de texto que requer certa formalidade, clareza e objetividade, sem muito espaço para figuras de linguagem, termos dúbios, metáforas e simbologias.
Mas, dependendo da ocasião, o estilo de escrever e descrever algo pode se sobrepor a técnica, métrica e buscar outras formas de sentido e significação ao leitor ou ouvinte.
Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
Esquete do canal Porta dos Fundos que serve como aula sobre "Redação do ENEM e Fuga do Tema" [Comandante]
O vídeo "Comandante", é um divertido e criativo esquete de humor do canal PORTA DOS FUNDOS e considero uma pequena aula de como Fugir do tema na Redação para o ENEM, quando se tenta expor diversos dados sem a devida coesão [sequência lógica] e coerência [unidade de assunto].
No referido audivisual, duas pessoas sentadas num voo ouvem as orientações do piloto do avião, o comandante, que emenda uma coisa na outra sem a devida conexão, sendo um emaranhado de dados que não se complementam, apenas demonstrando uma bagagem cultural. No caso, o comandante Paranhos é um gongórico, alusão a Luis de Góngora [1561-1627], poeta espanhol, do período barroco, que fazia diversos rodeios poéticos em sua escrita, demonstrando imensa cultura, mas que não teria a objetividade de uma escrita mais linear.
Escrever é organizar as ideias, os conceitos e argumentos, valendo-se das palavras para esclarecer uma opinião ou ponto de vista sobre determinado assunto. Ha que se ter unidade de tema, inciiando, desenvolvendo e concluindo sobre um assunto, tentando conquistar a adesão do ouvinte ou leitor por convencimento [dados racionais, científicos, históricos etc] ou por persuasão [envolvendo a emoção e a bagagem sociocultural, fazendo referÇencia a livros, filmes, músicas e experiências de vida], sempre numa sequência lógica que não se contradiga.
Portanto, escrever é, antes de tudo, organizar as ideias, com uma introdução que apresente o problema, a tese e as cauasas [argumentos], para em seguida desenvolvê-los de forma organizada e equilibrada, valendo-se de conectivos lógicos e linguísticos que mantenham as partes unidas, inserindo repertóricos diversificados que sejam válidos [rpduzidos por especialistas], pertinentes [que tenham a ver com o assunto] e produtivos [que permitam uma maior análise e reflexão]; e, por fim, concluindo o texto, retomando a ideia e, se necessário, propondo uma solução.
Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
sábado, 16 de agosto de 2025
Explicando Machado de Assis para a Geração Z: humor, literatura e sociedade
O vídeo acima "Explicando Machando de Assis para a Geração Z" de Rafael Ferrari, criador de conteúdo digital no Instagram, é uma forma divertida, irreverente e criativa de unir literatura e e sociedade e me foi indicado pela colega e amiga Carla Kalindrah, de Niteroi, RJ, Brasil.
Machado de Assis é um dos maiores nome da literatura brasileira e mundial, e divulgar sua obra é essencial. Seus contos, novelas e romances, apesar do vocabulário anacrônico do século XIX, ainda trata de temas atualíssimos e merece ser retomados a cada geração.
A literatura, diferentemente da história, nçao tem compromisso com o real, sendo chamda inclusive de "a ilusão do real". Entretanto, a literatura é capaz de captar o espírito de uma época, além de traduzir o sentido humano que é atemporal e universal.
Os contos de Machado de Assis, como A Cartomante, O Espelho, Missa do Galo, entre outros, podem ser repertórios sociculturais para a redação do ENEM.
Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
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