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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Uma Vida Contigo: campanha "Help", mais que comercial de seguros; comovente lição de vida
Uma criativa campanha publicitária, intutilada Uma Vida Contigo, para companhia de segura espanhola, valendo-se da letra da canção "Help", dos Beatles de fundo, ilustrada por cenas de dois irmãos já idosos que compartilham o mesmo espaço durante a velhice. Mais que um comercial de empresa de seguros, cada detalhe desse curta-metragem fala com o espectador, valorizando a amizade, os momentos juntos de quem se ama, da solidariedade e muito mais.
Viver bem a vida e pensar no futuro, além de uma apólice de seguro, é aproveitar o próprio viver, principalmente, incutindo nos jovens a necessidade de planejar o futuro, que parece hoje bem distante, mas que chegará. Educação financeira, poupança, seguro, plano de saúde, convênios etc, são formas de organizar, planejar e otimizar o tempo e a própria existência.
Um vídeo belo, criativo e comovente que se encerra com uma frase poderosa e motivadora: No hay nada más humano que ayudar y ser ayudado. #UnaVidaContigo [Não há nada mais humano do que ajudar e ser ajudado].
Mais um material que encontrei no Instagram de Alberto Lima e que serve pra promover interpretação textual e escrita criativa com jovens e adultos.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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quarta-feira, 22 de julho de 2026
"Não te deixarei ir": clipe que parece curta e metáfora da rede social, muito além da digital [empatia e acolhimento]
O clipe I Won't Let You Go [não te deixarei ir, tradução livre], de James Morrison é uma daqueles audiovisual que parecem um curta-metragem cantado e contando uma história, muito alémd a questão motivacional, pois traz em si alguns arquétipos [modelos] universais: a mulher solitária, a multidão que se acerca sem saber o que fazer, até que um senhor idoso, de cabelos grisalhos, toma a iniciativa de replicar a posição da jovem deitada no chão, deitando-se ao lado dela, sendo imitado por todos ao redor.
Todos, em algum momento da vida, sentimo-nos sós, precisanod de um ombro amigo, uma palavra de conforto, ou apenas a presença de pessoas amigas ou que tenham por nós empatia.
Assim corre no plano real, saindo da ficção musical, quando alguém se coloca no lugar do outro, e demonstrando compaixão, sem querer acaba promovendo um efeito dominó nos que estão só observando sem saber o que dizer, fazer, a quem chamar. Precisamos de empatia, alteridade, solidariedade num mundo cada vez mais individualista, consumista e narcisista, dominado por telas que agem como espelhos, só que inversos, pois as pessoas muitas vezes não se reconhecem nos demais.
A arte, já disse Nietzsche no século XIX, "existe para que a realidade (ou a verdade) não nos destrua". Ideia essa recuperada pelo poeta Ferreira Gularte, no século XX: "A arte existe porque a vida não basta", pra tratar da criação literária e o sentido da própria vida.
Clipes, curtas, animações, desenhos animados, cenas de filmes e outros recursos audiovisuais são ótimos meios de se atingir um fim, seja numa dinâmica de grupos, numa introdução de aula, num encontro com pais, numa formação com professores, numa reunião congestões escolares ou públicos, numa trabalho em equipe pra conseguir aglutinar objetivos comuns, na pedagogia e filosofia do viver.
Observação:
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quinta-feira, 25 de junho de 2026
Singular: curta-metragem que proporciona sentimentos plurais #CinEducacao [cinema, educação e filosofia]
Singular é um curta-metragem, de Miguel Atanes, com um final em aberto que permite múltiplas possibilidades e que proporciona seu uso numa aula de interpretação textual e escrita criativa, ao final, convidando os alunos do ensino médio a fazerem unma releitura a partir do que entenderam, do que poderia ser esse amigo invisível, que seu José não vê [será?] nas câmeras do condomínio, ou não deseja contar a moradora do apartamento 74, uma pessoa singular e solitária que deixa mensagens pela casa.
"Essa é a vida que você sonhou?"; "O que aconteceu com a felicidade dos velhos tempos?"; "Seja única, seja só você" são alguns dos bilhetes deixados pelo eu lírico dessa moradora a si mesma, e, antes que interpretemos isso com sinais de alguma patologia [alzheimer, esquizofrenia, amnésia], pode ser um tipo de filosofia poética, de auto conversação, como muitos que falam sozinhos,e, no caso dela, escreve mensagens pra si, como um ajuste de contas entre o eu do passado e o eu do presente, entre o que sonhado e o que é vivido.
Fiquei a pensar sobre um bilhete para enviar pra mim: "Você foi fiel aos sonhos do menino?" e eu responderia que sim, e que não mudaria nada nesse roteiro entre o imaginado e o vivenciado.
Vendo o curta, lembrei-me dessa passagem de Dante Alighieri: "No meio do caminho da nossa vida / me vi numa floresta escura”, — Divina Comédia, Inferno, Canto I. E fiquei filosofando sobre essa floresta escura que cada um traz dentro de si, em alguma momento da vida. A moradora do apartamento 74, parece-me que tinha uma rotina, um algoritmo simplificado e singular:> de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sendo o único contato, além dela própria, o seu José. Quantas outras pessoas vivem assim, dentro de suas cápsulas do tempo, pequenos apartamentos, sem conviver com outras pessoas, igualmente singulares?
Plurais são as emoções que esse curta-metragem proporcionam ao espectador.
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sexta-feira, 15 de maio de 2026
Diferente: curta-metragem sobre a amizade de Emily e Sam, dois jovens diferentes um do outro
Diferente é um curta-metragem premiado, com direção de Tahneek Rahman e Derian Persuad que encontrei nos vídeo correlatos do YouTube que trata da amizade entre Emily e Sam, que vão descobrindo aos poucos que apesar das diferenças têm coisas em comum: ela surda e ele cadeirante.
Um audiovisual para tratar de interpretação textual, empatia, alteridade, e as diferenças que temos uns com os outros.
Reiterando a frase que encerra o curta: "Quão diferente você é?" Já parou pra pensar nisso?
Pais e filhos, professores e alunos, empregados e empregadores, cada qual possui suas diferenças...
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domingo, 12 de abril de 2026
A moça e o elevador: educação, alteridade ou insegurança? [pontos de vista sobre um tema] #redação #enem #sociedade
Ao assistir ao vídeo que intitulei de A MOÇA NO ELEVADOR, no Instagram do Dr Táki Cordás [supervisor científico USP], a primeira sensação é de empatia plena com a situação narrada por ele: sobre a suposta falta de educação e alteridade de uma moça com um senhor de idade [situação que tem se normalizado no cotidiano, não apenas das grandes cidades].
Porém, ao ler atentamente os comentários [e sempre faço isso, quando vou postar algo, para ter uma visão panorâmica do tema], percebido a opinião, principalmente de diversas mulheres, sobre a situação em si, o que ampliou meu ponto de vista e outras perspectivas de abordagem sobre o fato em questão devem ser observados - principalmente, se fosse uma redação dissertativa-argumentativa para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, do MEC - Ministério da Educação do Brasil, vestibulares, concursos etc -; que é o medo que mulheres sentem de estar sozinhas em locais fechados com homens; muitas delas, jovens, seguindo orientação de outras mulheres mais experientes, que já pssaram por situações de constrangimento e violência.
Sem tirar o mérito do Dr. Cordás, sobre a falta de educação em locais públicos e privados [fato que existe e que tambpem me incomoda demais], mas esse elemento extra também precisa ser analisado, caso o tema de um concurso ou exame trate, por exemplo, da "falta de empatia das pessoas". Quais seriam as causas disso? Falta de princípios elementares de cordialidade que não são mais ensinados em casa pela família? Distanciamente social após a pandemia? Hiperconexão com multimeios e pouca conexão com seres humanos?
Além disso, o fato concreto é que muitas mulheres estão evitando contato com estranhos, justamente por medo do que lhes possa ocorrer; e é um medo natural, diante das milhares de denúncias de violência sexual, abuso emocional, feminicídio no Brasil.
Muitas dúvidas, perguntas, pontos de vista para se debater em sala de casa, sala de aula, no ambiente de trabalho, na sociedade em geral. Estamos ficando mal educados ou temos medo demais?... Uma provocação filosófica e sociológica do Educa Tube Brasil para seus seguidores e visitantes.
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sábado, 29 de novembro de 2025
Laika & Nemo: lindeza de animação artesanal sobre o poder da amizade, da alteridade e os estereótipos do cotidiano
O curta-mentragem de animação Laika e Nemo, de Jan Gadermann e Sebastian Gadow, vencedor de diversos prêmios, como o Festival de Cinema de Dresden, Alemanha, 2022, é um audiovisual de uma lindeza ímpar, pois trata não apenas do poder da amizade entre o menino Nemo, que usa um escafandro [equipamento de mergulho] e Laika, uma menina astronauta que cai numa pequena praia.
Trata-se também de um belo vídeo que trata de exerc[icio de alteriudade, de empatia,d e se colocar no lugar do outro, além de uma crítica ao bullying que todo aquele que é estranho ao outro sofre. Fala de tentar entender e respeitar o diferente, de pessoas que embora vivam em mundos opostos, mar e céu, podem ser amigos, auxiliando um ao outro. De que amigos vêm nem sempre pra ficar, mas para nos ensinar a seguir em frente.
Laika, referência a cadela russa que foi o primeiro ser vivo no espaço, e Nemo, denominação de personagem da literatura de ficção científica, de Júlio Verne são detalhes que não passam despercebidos a cinéfilos e literatos.
Enfim, uma história leve e encantadora para tratar temas tão complexos. Pequena obra-prima para apresentar a jovens de todas as idades.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2024
"Eu sou, logo você é": nossas reações de hoje moldam as interações de amanhã [etiqueta social e profissional]
O vídeo acima, "Je suis donc tu es" [Eu sou, logo você é], de Maylis De Poncins é um curta-metragem francês de 2 minutos e trinta segundos que trata de "etiqueta social", ou seja, de boas maneiras de convício social, da gentileza que gera gentileza, em contrapartida ao mau humor que só promove um ambiente tóxico, e por assim ser, torna-se contagioso. Para quebrar esse círculo e ciclo vicioso, nada como a elegância de recuperar algumas palavras mágicas como: por favor, me desculpe, obrigado etc.
O referido vídeo foi me indicado via Instagram pela colega e amiga Marisa Barreto Pires, professora em Rio Grande, RS, Brasil e é um belo material para abrir uma dinâmica de grupos, sejam alunos, professores, trabalhadores etc, tratando de ética profissional, etiqueta social, autoajuda, empatia, alteridade e muito mais. Enfim, um convite a autocrítica e ao autoconhecimento.
Abaixo, versão que encontrei no YouTube [ativem as legendas e tradução]:
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domingo, 10 de setembro de 2023
Joy Story: premiado curta de animação sobre o poder de percepção e as mudanças que ela promove [alteridade]
O vídeo acima, Joy Story, trata-se de um premiado curta de animação que, conforme sinopse, "ganhou o Oscar de melhor filme de animação. Sua duração é de apenas 3 minutos, mas o diretor levou 3 anos para desenvolvê-lo", e me foi indicado via WhatsApppor meu irmão Sérgio Klaes Roig, de São José do Norte, Rio Grande do Sul, Brasil.
Como a encantadora animação bem demonstra, "a vida pode mudar quando nossa perspectiva muda", no caso, quando temos empatia e alteridade pelo outro, como acontece com Joy, que antes via o pássaro como um adversário, um inimigo a ser combatido, e que ao ver o contexto em que ele está inserido muda seu ponto de vista, passando a ajudá-lo, recebendo em troca um retribuição. É a famosa corrente do bem: quandos e faz o bem a alguém sem receber nada em troca, ela acaba vindo, nem que seja em reconhecimento ou energia positiva.
Material para uma boa reflexão entre educadores, sejam eles pais ou professores, com seus filhos e alunos.
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domingo, 13 de março de 2022
Electropolis: curta de animação canadense sobre um mundo em que as pessoas reagem aos sinais de seu cotidiano
O video acima, ELECTROPOLIS [cidade elétrica, tradução livre], trata-se de curta-mentragem de animação canadense, gentilmente me indicado via Twitter pelo amigo virtual Rádio Rock Puro, a partir de uma conversa online bem interessante e produtiva.
A animação de Kevin McCullough, conforme sinopse da mesma no YouTube, foi produzida em 7 meses, em 2009, contando com 13 estudantes da BAA Animation, que é programa da Sheridan College, de Oakville, Ontário, Canadá.
Um criativo curta que propõe uma reflexão sobre o mundo em que as pessoas vivem e reagem conforme sinais em seu cotidiano. Seja, sinais luminosos dos semáforos, como a encantadora personagem que cria vida e estimula as pessoas apáticas e estáticas pela rua, sejam outros sinais, não apenas elétricos, mas digitais no dia a dia das comunidades.
Partindo do plano inicial e seguindo para o plano metafórico e simbólico, pode-se dizer que somos influenciados por aquilo que faz parte de nosso entorno e podemos tanto seguir de forma apática como dinâmica, dependendo de quem medie essa interação, podendo ser um educador, tanto pai como professor, um líder de grupo, uma chefia etc.
Um audiovidual criativo, divertido e reflexivo que permite uma dinâmica de grupo entre pais e filhos, professores e alunos, genrentes e equipes, afinal, a cidade, antes elétrica, hoje migra para cidades inteligentes [SmartCity], cada vez mais conectadas, interligadas, vinculadas a conceitos digitais de interação, seja 4G, 5G ou o que chamamos de empatia, alteridade, que são estímulos [dança, música, esportes etc], essencialmente elétricos em nosso cérebro, quando os neurônios criam ligações entre sinapses e por aí vai...
Conectados a redes sociais digitais, estamos cada vez mais, faltando conectarmo-nos além de equipamentos e ferramentas interativas, conetando-nos à eletricidade que move o mundo das ideias, dentrod a mente de cada um... :-)
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domingo, 12 de dezembro de 2021
Dois pés esquerdos: encantador e surpreendente curta-metragem italiano que fala de esportes, vida, inclusão, amor, amizade e muito mais
O vídeo acima Due Piedi Sinistri [Dois Pés Esquerdos] é um curta-mentragem italiano de 2016, com direção de Isabella Salvetti que trata de temas como esportes, vida, rivalidade, amor, inclusão, empatia, alteridade e solidariedade, de uma forma encantadora e supreendente.
Indicação feita via Twitter pelo colega e amigo Albio Fabian Melchioretto, educador em Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
Mais que a história de Mirko, um menino que adora futebol e joga com seus amigos em uma praça de Roma, e a amizade que faz com Luana, uma menina que fica assitindo àquele jogo, o curta mostra a realidade de duas crianças de 12 anos, uma falente e outra que nunca sorri. Mirko torce pela Roma e Luana pela Lazio. E o amor pelo esporte em geral, e o futebol, em especial, vai além disso...
"Dois pés esquerdos", além de expressão para pessoas possivelmente desajeitadas em algum tipo de dança ou esporte, é também uma fina ironia, pelo menos entendi assim, àquele jeito que alguns têm de ver as coisas sem a devida simetria alteridade, empatia, como se a vida e o mundo só tivessem um lado, e que, a despeito de nossa visão do mundo, sempre é bom perceber a visão do outro, conhecer o mundo do outro, sua realidade através da interação, romântica ou não. Grandes amores iniciam com grande amizades, por exemplo.
Um curta que venceu diversos prêmios, dentre eles o PREMIO NICKELODEON 2016.
Um pequeno vídeo para uma boa reflexão, dentro e fora da sala de aula.
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domingo, 14 de março de 2021
Umbrella ou o Guarda-Chuva Amarelo: Curta-metragem de animação brasileiro, premiado e qualificado ao Oscar, que trata de empatia, gentileza, alteridade, esperança e solidariedade
O vídeo acima, Umbrella (Guarda-Chuva), é um curta-metragem de animação brasileiro, um filme independente, com direção de Helena Hilario e Mario Pece, premiado e qualificado ao Oscar, que conforme consta na apresentação do mesmo no YouTube, é "Inspirado em eventos reais, enquanto uma meninha visitava um lar de crianças ela conheçe Joseph, um menino que sonha em ter um guarda-chuva amarelo. Esse encontro inesperado desperta as memórias do passado dele."
Uma bela e comovente história e narrativa visual sem diálogos sobre empatia, gentileza e esperança, que toca fundo à alma do espectador, pois falam de uma linguagem universal e atemporal, chamada de alteridade, do colocar-se no lugar do outro, de ser solidário com o outro, de estebelecer uma conexão. Não por acaso, o guarda-chuva amarelo é esse símbolo desse resgate feito pela memória, que é a nossa pequena máquina do tempo.
Um vídeo para trabalhar leitura de imagens e escrita criativa com alunos sobre o que representa o guarda-chuva amarelo? E qual é o seu guarda-chuva amarelo?
Para saber mais sobre a animação, segue link para a o site do mesmo:
UMBRELLA
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sexta-feira, 31 de julho de 2020
Madame Bovary, do tempo de Flaubert aos dias atuais (literatura, cinema e sociedade)
O vídeo acima [com restrição de idade], é cena do filme Pecados Íntimos (2006), em que destaca um debate sobre o livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert, um clássico da literatura mundial. Cena que encontrei no YouTube, após assistir ao referido filme que me remeteu a outro filme com a talentosa Kate Winslet, chamado Foi apenas um sonho (2008), com título original de Revolutionary Road, em que contracena com Leonardo Di Capprio, fazendo o mesmo par romântico como em Titanic.
Lembrei em seguida de frase de Gustave Flaubert: - Ema Bovary, sou eu!, quando o escritor a proferiu em sua própria defesa no tribunal, ao ser acusado de ofender a moral das mulheres francesas com seu romance escandaloso àquela época.
- Ema do planalto, sou eu!, diria o editor deste blog sobre os ataques da ave ao Estafeta do Capeta!
Fiquei também pensando se Machado de Assis, não pensava igual a Flaubert: - Capitu, sou eu!, ao criar a emblemática, misteriosa e das mais famosas mulheres ficcionais da literatura brasileira, com seus olhos de ressaca. Das intertextualidades entre a vida e a arte.
Pesquisando nos vídeos correlatos do YouTube encontrei essa preciosidade de palestra, proferida pela professora Margareth Rago, intitulada "Madame Bovary e as Tiranias da Intimidade", em que a mesmo trata da crítica que o romance faz ao capitalismo, à sociedade burguesa e à sociedade de massas, tudo isso no final do século XIX, durante o período da Revolução Industrial. Ema era uma mulher sonhadora que buscava a liberdade, lendo muito livros, se refugiando em folhetins e romances, desejando viver aquelas histórias de amor, sendo bastante criticada por isso, principalmente quando decide viver no mundo real suas histórias. Essa ótima palestra foi veiculada no Programa Café Filosófico, da TV Cultura, vinculada à Fundação Padre Anchieta, do Governo do Estado de São Paulo:
A seguir, apresentação do vídeo mencionado, do programa exibido em 01/05/2016:
"A historiadora Margareth Rago fala das mudanças do papel das mulheres na sociedade contemporânea. Na obra Madame Bovary de Gustave Flaubert mostra a vida de Emma Bovary, uma mulher que queria uma vida que fizesse sentido. Não estava sozinha: na segunda metade do século XIX, os homens também se entediavam com a vida regrada da sociedade burguesa, mas podiam sair, viajar e estudar. Por isso a questão de gênero é fundamental na obra. A desigualdade de relações, explica a professora, era referenda pelo saber médico da época. A figura da 'rainha do lar', que a burguesia defendia dentro do modelo de família nuclear, foi criada nessa época. As mudanças dessas ideias só viriam, anos depois, com o fortalecimento do movimento feminista. A história de Madame Bovary é construída neste contexto. Nos dias atuais, o mundo se transforma em alta velocidade, e a consequência é a perda da ideia de tempo e o tempo para reflexão. As mulheres, afirmou a palestrante, se emanciparam, mas a violência masculina ainda é comum. Mesmo assim, disse, é preciso reconhecer que os homens mudaram. Segundo ela, a sociedade hoje já não confina as mulheres ao lar, mas a papéis e identidades. Assustados com as mudanças, os indivíduos buscam proteção em uma ideia de normatividade, o que explica a ascensão de grupos de jovens conservadores no debate público".
sábado, 26 de outubro de 2019
Inclusão tecnológica e ação pedagógica entre amigos: alunos e professor se unem para presentear colega com fone celular
O vídeo acima, que descobri através do Twitter do Prof. Diogo de Andrade, trata-se de iniciativa do próprio professor junto com seus alunos de presentearem um colega (Lucas) com um fone celular já que este era o único sem tal equipamento na sala de aula.
Mais que uma ação entre amigos, encaro como uma ação coletiva de inclusão tecnológica e social, permitindo que Lucas se integre aos demais, dentro e fora da sala de aula.
Atualmente, o fone celular é quase um gênero de primeira necessidade diante das inúmeras possibilidades de interação e integração de alguém ao mundo real e digital. O podcast é um ótimo recursos para o professor produzir arquivos de áudio de suas aulas, ampliadas para disponibilizar aos alunos e outras tantas opções que a criatividade é o limite.
Mais que tudo a fala do professor Diogo é uma grande lição de vida através de um pequeno gesto de empatia, solidariedade, alteridade. Afinal ninguém está só quando há numa corrente do bem na rede social, digital ou não, que é a família, a escola, o trabalho e a própria sociedade que é um agrupamento que se forma por afinidades. Desde os primórdios da humanidade, os humanos se unem em tribos, vilas, cidades por afinidades e resistem a tudo, graças a solidariedade de alguns.
Um vídeo mais que motivador, redentor do humano que está em nós.
Parabéns ao professor Diogo com sua "Pedagogia do Afeto" e aos seus alunos e colegas do Lucas pela iniciativa comovedora e ação cidadã.
sexta-feira, 22 de março de 2019
Equidade: Jogada de basquete escolar que vale 10. Pontos? Não! Sorrisos!
O vídeo acima, descobri na página Quebrando o Tabu, no Facebook, com a seguinte legenda: "Essa é a definição de ninguém fica para trás".
De fato, uma bela cena para ilustrar a ideia de equidade, que superior a da igualdade, já que esta pressupõe condições iguais entre desiguais e aquela, da utilização de recursos que promovam de fato o equilíbrio entre as partes.
No vídeo em questão, mais que o esporte em si e a vitória, foi a ação do menino maior, sensibilizado pela situação do menino menor, com problemas de coordenação, que ao ser auxiliado a arremessar a pesada bola de basquete e fazer aquela cesta solitária e solidária, foi tomado de um contentamento que até esqueceu do jogo em si, diante de sua superação individual. Uma cesta que valeu mais que 2 ou 3 pontos, mas 10 motivos para alegria e satisfação de todos os envolvidos.
pequenos gestos de empatia, alteridade, solidariedade contribuem para a vida em sociedade. Sociedade essa atualmente contaminada com a individualismo, o consumismo, carecendo da cooperação e da colaboração.
Um belo material para uma reflexão sobre o que é ser humano. Educação é mais que passar conteúdos, é interação, integração e inclusão social de todos. E o esporte é uma linguagem universal e socializadora, muito além da competição.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Por que Heloísa?: curta de animação em Libras que trata do 1º dia de aula de menina com paralisia cerebral
Por que Heloísa? - versão Libras from cristiana soares on Vimeo.
O vídeo acima Por que Heloísa?, em versão Libras, descobri na página do Facebook do portal SOESCOLA.COM e é um delicadíssimo e belo curta-metragem de animação que "conta a história do primeiro dia de aula de uma menina com paralisia cerebral: A história de Heloísa começou no livro e agora ganha movimento em um curta-metragem em animação".
Segundo postagem no referido portal, em “Por que Heloísa?”, a autora Cristiana Soares se baseou numa história real para levar o espectador a repensar o conceito de deficiência. E assim sendo, "O curta-metragem dá continuidade à trajetória de Heloísa, uma menina [de sete anos de idade] com paralisia cerebral, a partir do seu primeiro dia de aula em uma escola comum. Mostra também outros aspectos da primeira infância como suas relações familiares".
O vídeo apresenta também "recursos acessíveis para pessoas com deficiências auditiva e visual".
Uma belíssima obra que coloca uma menina com tradutora intérprete de Libras, no canto da tela.
Um ótimo material para trabalhar com crianças e jovens noções de acessibilidade, inclusão, integração, interação, empatia, alteridade e muito mais.
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Humanos mantendo contato visual e sua humanidade: vídeo que é uma delicadeza e mensagem humanitária
O vídeo acima, que intitulei de Humanos mantendo contato visual e sua humanidade, descobri no Facebook e deve ser parte de alguma campanha para auxiliar a recuperação de crianças enfermas, pois retrata o cotidiano de seres humanos dos dois lados de uma vidraça de um prédio alto, que é um hospital infantil. O limpador de vidros segue sua rotina de limpar as janelas com água e sabão até perceber do outro lado uma criança careca (resultado do tratamento de quimioterapia ou radioterapia), e com naturalidade para a interagir com ela, brincando de fazer adereços com sabão. Logo aparecem outras crianças e a brincadeira toma outra dimensão, quando estes também interagem com a tela (vidro), também criando adereços para o limpador de vidros que se torna também um terapeuta involuntário.
Uma lindeza, delicadeza e beleza de vídeo e de mensagem: "Humanos fazendo contato visual e sua humanidade".
No âmbito da educação e sociedade, existem diversas ações terapêuticas e educacionais acontecendo em instituições hospitalares, desde os doutores do riso à educação hospitalar. Existem algumas indicações nos marcadores desse blog sobre isso. Recomendo visitação.
Num momento em que as defesas podem estar baixa, num processo de recuperação hospitalar, manter o alto astral é essencial, e bendito aqueles que doam-se às causas nobres e justas como essas e outras mais. Que doam sorrisos! Estes, sem sombra de dúvidas, são seres humanos diferenciados, pois valorizam a dignidade humana dos outros e de si mesmos! Ser solidário com quem pode estar solitário. Empatia e alteridade.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Natal sem filtros: dois experimentos sociais com crianças sobre empatia e interação social através do brincar e do se identificar com o outro
O vídeo acima Natal sem filtros, foi indicação pelo Facebook do colega e amigo Robson Garcia Freire, educador carioca, residindo em João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Trata-se de campanha natalina de empresa de equipamentos eletrônicos e de experimento social com crianças, colocando os filhos a brincar em um ambiente, enquanto os pais ficam observando cada um a distância por monitores. Crianças portadores de necessidades especiais junto às demais, que interagem normalmente sem preconceitos, discriminação ou bullying. Crianças que não se conheciam e passaram a brincar sem limitações, respeitando justamente as limitações físicas e mentais dos novos amigos. As crianças, muitas vezes reproduzem os pré-conceitos de seus pais.
Experimentos assim, mostram na prática a importância da socialização de crianças, através, não apenas de brincadeiras como essa, mas do convívio sadio, gentil e fraterno numa escola. O brincar faz parte da experiência humana e o conviver com o diverso, idem.
Esse "Natal sem filtros" é uma grande mensagem e exemplo de como as crianças só usam filtros, quando manipuladas por adultos. Que em geral, a criança não faz distinções entre amizades, desde que cada um saiba interagir com o outro...
Da mesma empresa, vejam abaixo, outra interessante e comovente campanha sobre Uma visita inesquecível no Natal no hospital, que encontrei nos vídeos correlatos do primeiro:
Um Papai Noel que vai visitar crianças hospitalizadas, e que tira seu gorro e deixa que cortem seu cabelo e o raspem para se tornar igual aos demais pacientes. Identificar-se com o outro: uma belíssima mensagem de Natal e de solidariedade.
Parabéns aos que criaram essas belíssimas campanhas que tocam fundo o sino de Natal (e a consciência social) de cada um...
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Educação 3D: cego desde a infância, professor inova no ensino de Física a seus alunos
O vídeo acima, Cego desde a infância, professor da Unesp inova no ensino aos deficientes , descobri graças a um grupo no WhatsApp sobre Inclusão, administrado pela professora Cristiana de Barcellos Passinato, do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e trata-se da relevante iniciativa do professor de Física Éder Pires de Camargo, da Unesp, em Ilha Solteira (SP), que também é cego desde a infância, que transforma o conteúdo convencional em algo literalmente 3D, palpável, em sua disciplina através de maquetes táteis e visuais tridimensionais que facilitam o ensino e a aprendizagem, tanto por alunos cegos como videntes, em vista da simplicidade do meio utilizado: material reciclado para moldes, maquetes e modelos.
Um exemplo de educador que se vale da própria experiência de vida para dinamizar suas aulas. Todos são favorecidos com aulas criativas como essa promovida pelo professor Éder, sejam seus alunos cegos ou videntes. Éder promove a dupla inclusão ao fazer junto com seus alunos a construção destas maquetes, pois muitos deles poderão ser futuros professores.
Mais que isso, a inclusão de manifesta pelo exercício de alteridade, de empatia com o outro.
Como o Educa Tube Brasil sempre destaca: a simplicidade dos projetos (sejam de vida, de trabalho ou estudo) é que permite sua continuidade. Principalmente por conta da possibilidade de sua replicação sem a necessidade de grandes recursos a ser empregados. Ser autêntico ao que se é e em que se acredita é o que permite, no seu devido tempo, a ampliação destes próprios projetos.
Abaixo, outra entrevista com o professor Éder, tratando do Ensino da Física:
Por fim, mais uma entrevista, no programa Ciência Sem Limites, sobre o Ensino de física para deficientes visuais e a experiência do professor Éder Pires de Camargo:
O professor Éder possui um site, denominado ENCINE - Ensino de Ciências e Inclusão Escolar, que pode ser acessado pelo link abaixo:
ENCINE - PORTAL EDUCACIONAL
O email do professor e pesquisador é: camargoep@dfq.feis.unesp.br
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Fora de vista: Animação mostra as aventuras de menina que perde seu cão-guia (e o poder da imaginação)
O vídeo acima Out of Sight (Fora de vista, tradução livre) é um curta-metragem de animação que descobri no portal Catraquinha Livre, e conta as aventuras de uma menina cega que perde seu cão-guia.
Trata-se de "projeto de graduação de três estudantes da faculdade de artes de Taiwan, a National Taiwan University of Arts, que conta a história da pequena Chico", que passeia pela rua com seu cão-guia e alguém rouba sua bola. O cão corre atrás do ladrão e a menina se vê sozinha e guiada por tato, olfato e imaginação.
Ao se desviar do caminho que já conhecia, a menina adentra em um mundo desconhecido, dependendo de outros sentidos e do imaginário, criando literalmente uma outra dimensão.
Muitas vezes o educador se apega por demais aos seus cães-guia: livro didático, datashow, multimeios etc E essa dependência deve ser acessória e não principal, pois se falta energia elétrica, cai a conexão com a internet e todos acabam tendo que apelar para o famoso Plano B, que é a imaginação.
Promover pequenas expedições ao entorno da escola favorecem a imaginação quando sobrepostas ao conteúdo da disciplina. Estimular o olhar do aluno para a criticidade, seja de placas, anúncios, arquitetura dos prédios, para a estrutura das casas, das ruas, a sonoridade das ruas, o sotaque das palavras dos transeuntes. Enfim, uma gama de possibilidades existem para ser exploradas com simplicidade e criatividade. Além da abordagem de temas como inclusão, acessibilidade, alteridade...
O curta de animação é um ótimo material para uma provocação didática e metodológica, além de tecnológica e educacional, que o Educa Tube Brasil sugere aos educadores do século XXI e aos gestores escolares.
Fora da vista da escola há um mundo imaginário do aluno que precisa ser descoberto e incorporado ao fazer pedagógico, assim como cabe ao educador incorporar seu imaginário (sua bagagem sentimental) à sua prática escolar. Ser professor não é ser apenas mero reprodutor de conteúdo, mas produtor de material didático criativo a partir de sua experiência de vida, inclusive, como quando foi aluno, sua percepção, sua sensibilidade.
Sejam guias de si mesmos, usando a imaginação, a metodologia e didática mais adequadas a realidade local...
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Dia dos Mortos e a Cultura Mexicana em belíssima e comovente animação para reflexão
O vídeo acima Dia dos Mortos, descobri via Facebook da colega e amiga Carla Kalindrah, arte educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e trata-se de belíssima e comovente animação sobre a Cultura Mexicana.
Um vídeo que preza pela beleza e delicadeza das imagens e da história, e que mescla arte, cultura e sociedade.
Uma bela narrativa visual e cíclica que cativa o espectador.
Trabalhar com arte e cultura na sala de aula, independente da disciplina estimula a alteridade, do colocar-se no lugar do outro, incentiva a criatividade, favorece a interação, ainda mais, como este blog sempre destaca: a atual geração é audiovisual e interativa. Usar imagens, vídeos músicas, fotografias, revistas, cenas de filmes, recortes de jornais, jogos, esportes promovem a convergência do social com o formal. E este blog está repleto de ações e projetos neste sentido.
Um vídeo para ser usado não apenas em festas de Halloween, mas para tratar de memória, história, vida e morte. Que se presta às aulas de artes, história, filosofia, sociologia e muito mais.
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