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terça-feira, 3 de novembro de 2026
O que realmente me assusta: Frankenstein sente-se humano apenas no Halloween [provocação filosófica e sociológica sobre a inclusão]
O vídeo Frankenstein - What really scares me [O que realmente me assusta] é um curta-metragem de animação por IA [inteligência artificial] de Simon Weyer [2026], bem criativo e provocador, pois com humor e leveza toca em temas complexos e delicados como inclusão e solidão, a partir da figura do monstro Frankenstein, que não é aceito pelos demais.
Um audiovisual ue pode servir como metáfora para a inclusão em sentido amplo, seja de neurodivergentes, nerds, solitários etc, que não se enquadram no padrão de normalidade da sociedade, e que, por incrível que pareça, no Halloween sentem-se humanos como os demais, pois são aceitos naquele contexto.
Uma dura crítica à sociedade que fala de igualdade, mas não promove a equidade [o equilíbrio], tampouco a inclusão, que muitas vezes se trata apenas de uma interação, já que requer infraestrutura, pessoal especializado, planejamento, adequação de tempo e espaço, tolerância, empatia, alteridade e muito mais.
Ainda que o curta, inspirado no clássico da litertura gótica de Mary Shelley, não tenha essa proposta, eu, como educador, vejo no vídeo um ótimo recurso para promover debate filosófico, sociológico e pedagógico sobre esses temas: inclusão, neurodivergência, solidão, empatia, planejamento escolar, inteligência emocional etc.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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domingo, 18 de outubro de 2026
Encontro: uma vida inteira em cinco minutos [curta-metragem sobre dois quase estranhos num trem da vida]
ENCOUNTER [Encontro] é um curta-metragem de produção russa [2018], com direção da Fatima Zoloeva, que "Conta a história de dois ex-namorados que se encontram no metrô depois de muitos anos. No momento em que seus olhares se cruzam, o peso dos anos, as mágoas e os arrependimentos ecoam silenciosamente em seus olhos. Esses apaixonados, que não se viam há anos, sem dizer uma palavra, compartilham todos os seus sentimentos apenas com o olhar.
Por um instante, sentem que tudo permaneceu igual. Naquele momento, parece que o tempo parou. As lágrimas que brilham nos olhos dos ex-namorados dizem tantas coisas... Talvez as dores mais profundas e as maiores esperanças da vida estejam escondidas nesse breve encontro"; eis o resumo que encontrei no YouTube sobre esse comovente audiovisual que permite ver a vida como um trem [no caso, metrô], cheio de passageiros, em enconttros e desencontros. Viver é ser passageiro dessa imensa estação de trens que vêm e vão, de pessoas que são passageiras em nossa vida e outras se tornam tripulantes de nosso viver. Cada relacionamento que se encerra, nem sempre tem um culpado, pois ambvos contribuíram por ação ou omissão para esse descarrilamento.
Duas pessoas que foram apaixonadas, construíram uma família, imaginaram projetos, dividiram dívidas e sonhos, e com o tempo se tornaram estranhos num vagão, se encontrando por casualidade. Nem sempre estamos na mesma estação, seja de trens, metrô, do clima, do rádio, da vida...
Um curta, de apenas pouco mais de 5 minutos, mas que permite uma profunda reflexão. Um material para uma interpretação textual e uma escrita criativa com alunos, sugerindo a eles descrever, recontar e quem sabe, reimaginar um outro final para essa história de amor.
Certa vez, de passagem, ouvi comentário de duas colegas professoras, uma delas comentando com a outra que depois de 10 anos, finalmente, tinha assinado o divórcio e aquela pessoa com que ela dividiu cama, sonhos, projetos, despesas, era um estranho para ela. Saí com aquela frase [Eram estranhos] pipocando na mente e logo em seguida escrevi a poesia, link abaixo:
PALÍNDROMO AMOROSO - POESIA NO BLOG CONTROLVERSO
Em tempo: a imagem que ilustra o poema é uma colagem artesanal que fiz à época, usando apenas recortes de revistas, tesoura e cola bastão e digitalizando o resulado para o computador.
Vejam que outras versões, como temas musicais diferentes causam impactos diferentes também, como logo a seguir, que encontrei no Instagram, com a canção de Paloma Faith "Only Love Can Hurt Like This" [Só o akor pode machucar assim, tradução livre]:
Vide o clipe e legendas da canção "Only Love Can Hurt Like This" [Só o amor pode machucar assim], de Paloma Faith, que faz parte da trilha de uma das edições do curta Encounter [Encontro]:
Para complementar essa postagem, nos vídeos correlatos do YouTube, encontrei o clipe The One That Got Away [Aquele que escapou, tradução livre], de Katy Perry, que parece trazer uma mensagem semelhante ao curta Encontro. Vejam a seguir:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Pão e Circo: cena de aula sobre ditaduras no filme "O Homem Duplicado" #CinEducacao
A cena de The Enemy [O Homem Duplicado], filme de 2014, inspirado e adaptado do livro homônimo de José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, é um daqueles momentos do cinema que serve para diversos recortes.
A cena em questão, é um bom material para reflexões inter e multidisciplinares, principalmente em aulas de Filosofia, Sociologia, Literatura e Língua Portuguesa [interpretação e produção textual].
Um bom repertório para redação. Uma alusão ao conceito "Paõ e Circo" do império romanco da Antiguidade, que parece-me, na contemporaneidade estar sendo substituído apenas pelo "Circo" das redes sociais digitais e seus algoritmos que privilegiam discursos de ódio, banalidades [do mal], cultura inútil em detrimento do conhecimento geral oferecido pelos verdadeiros influenciadores: professores, escritores, cientistas, pesquisadores etc.
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sábado, 3 de outubro de 2026
"Apaixonar-se é um ato mágico, escrever também", e educar idem [Ruby Sparks - A Namorada Perfeita] #CinEducacao
Esse fragmento da cena filme do encantador, instigante e criativo filme RUBY SPARKS - A NAMORADA PERFEITA [2012] é poética e filosófica, quando um dos protagonistas do filme, o jovem escritor , diz que: "Apaixonar-se é um ato mágico, escrever também"; e complemento: "[...] educar idem". É preciso apaixonar-se pela docência, procurando compreende os discentes, descobrir suas habilidade, talentos, trazê-los para o Planeta Educação.
O referido filme é uma aula sobre arte em geral, e literatura, em especial, discutindo questões como autor e personagem, livro e vida, ficção e realidade, inspiração e criação etc. Mas serve também pra tratar de educação e relacionamentos humanos. Pode-se tratar, e foi o que fiz com uma turma de 1º ano do ensino médio, após a projeção de "Ruby Sparks", refletisse sobre temas amplos, unindo Literatura, Filosofia e Sociedade como relacionamentos tóxicos e abusivos, sonhos e desejos, literatura e cinema, ética e moral, identidade e personalidade, independência e dependência emocional e muito mais.
Os atores Zoe Kazan e Paul Dano dão um show de interpretação, num roteiro criativo, dinâmico, que prenda a atenção, nesse relacionamento inesperado e fantasioso de Calvin e Sam. Calvin idealizou a mulher de seus sonhos que se materializou por magia em sua casa, passando a conviver com ele, inicialmente de forma agradável,e, com o passar do tempo, sendo manipulada pelo escritor que tem o poder de escrever em sua máquina datilográfica e as coisas acontecerem no plano real. Talvez, uma metáfora de relacionamentos abusivos, em que um é o autor e a outra parte de torna personagem nas mãos do manipulador, perdendo a personalidade e identidade, e tornando-se mera figura idealizada e estereotipada. Relacionamentos assim existem aos montes, entre criador e criatura, bem além da ficção. E esse filme proporciona essas reflexões éticas, morais, filosóficas, artísticas e sociais.
Se apaixonar-se é um ato mágico, saber amar de forma que não sufoque o ser amado, não impeça de ele/ela ser quem é, de proporcionar um relacionamento equilibrado e sadio é fundamental.
Abaixo, trailer legendado do filme e sinopse:
SINOPSE: "Em "Ruby Sparks - A Namorada Perfeita", Calvin é um jovem romancista que alcançou um enorme sucesso no início de sua carreira, mas agora está passando por um bloqueio com sua escrita e com sua vida amorosa. Finalmente, ele faz uma descoberta e cria uma personagem inspiradora, chamada Ruby. Semanas depois, quando Calvin encontra Ruby, em carne e osso, sentada em seu sofá, ele fica completamente surpreso que suas palavras transformaram-se em uma pessoa real."
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sábado, 26 de setembro de 2026
Como lidar com problemas de forma clara, direta e objetiva: paródia de cinema de ação e breve reflexão sobre o cotidiano
O vídeo "Perseguição no telhado (paródia de Cassino Royale) | O Retorno de Johnny English [2011]", busquei no YouTube, após ver postagem com a referida cena no Instagram de Entrelinhas da Mente [vídeo logo abaixo], propondo reflexão sobre "Quando o problema é o mesmo, mas sua forma de lidar com ele mudou", já que no referido audiovisual, numa comédia de erros, o espião Johnny English parodia os filmes de James Bond, perseguindo um suspeito que faz dezenas de acrobacias para fugir, enquanto Johnny vai por caminhos mais simples: ao invés dos movimentos arrojados do Le Parkour, simplesmente vai abrindo portas, usando elevadores etc.
Paralelo a isso, saindo do mundo da ficção e adentrando ao plano da realidade, precisamos ser mais diretos, objetos, práticos em nossas ações, sejam elas de escrita de uma Redação dissertativa-argumentativa para o ENEM, como na elaboração de um projeto, uma campanha, uma atividade, uma ação individual ou coletiva, usando o tempo e o espaço ao nosso favor e não dificultando ou colocando em rsico a própria integridade física e mental e a dos que conosco convivem.
Sejamos, portanto, mais Johnny English, nesse olhar pragmático de tempo e espaço, e nem tanto mirabolantes como o suspeito, saindo de forma atabalhoadas, pulando fases, atropelando tudo pelo caminho. Otimizemos o tempo, racionalizemos o espaço, planejamos as metodologias que facilitem nossa didática.
A seguir a cena reduzida, enquanto no alto da postagem esta a cena completa:
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domingo, 20 de setembro de 2026
Seu conhecimento é a sua caneta: aprenda a vendê-lo [mais do que marketing e motivação; liderança e poder de argumentação] #RedaçãoENEM
Essa cena emblemática do filme O Lobo de Wall Street, encontrei no Linkedin de Jerferson Motta, consultor e fundador do Movimento 50+ contra o etarismo, e serve para refletirmos mutio além do marketing e da motivação, mas do poder de argumentação e liderança, pois envolve não apenas valorizar o produto em si, mas mostrar a sua necessidade, como o audiovisual demonstra de forma didática.
Seja professor, vendedor, aprendiz, escritor, marqueteiro, político etc, o locutor deve tentar convencer [por razões l´pgicas] ou persuador [pela emoção] sobre a importância da "caneta", seja ela qual for o objeto, produto, projeto, campanha, situação.
Escrever uam redação dissertativa-argumentativa para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio do MEC - Ministério da Educação do Brasil é como vender uma "canetar" ao avaliador, que perceberá se o aluno/candidato domina as 5 competências da escrita argumentativa, demonstrando domínio da norma culta, entendimento do tema, conhecimento da estrutura dissertativa-argumentativa, bom uso dos mecanismos linguísticos da coesão [sequência entre as partes de um texto] e coerência [unidade de tema e ideias].
O conhecimento é uma caneta que se vende por meio de boas ideias e não apenas belas palavras. De nada adianta dominar a técnica da escrita ou das vendas, se não dominar a arte de representar algo, incentivando o interlocutor a fazer algo, ou demonstrar a ele a importância daquilo que você apresenta ou representa.
Abaixo, a mesma cena no YouTube:
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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Modernidades líquidas e incertas: De avaliação 4 estrelas de médico que salvou vida do paciente a comentário sobre a "vitimização" em O Diário de Anne Frank
Viralizou no Reddit a imagem acima, com comentário irônico de médico que diz não mais saber o que deveria fazer para receber 5 estrelas, já que paciente que ele salvou a vida, o avaliou com 4 estrelas. Algo que me lembrou a jovem na Bienal do Livro de São Paulo [2026], dizendo que não gostou de O Diário de Anne Frank, pois a autora se vitimiza. [teria mesmo lido o livro ou apenas uma resenha, ou o chatGPT fez isso por ela?]
Dois incidentes que demonstram como as pessoas estão perdendo os limites e os valores. Talvez um lanche receba 5 estrelas, salvar a vida, não! Talvez alguém se emocione com Harry Potter e considere vitimização o relato autobiográfico de quem precisou se esconder em porão pra fugir do nazismo, sendo denunciada por vizinhos e morrendo em campo de concentração. Esse dois pesos e duas medidas tão díspares saem do campo da análise do discurso das Letras e precisam ingressar no campo da psicologia [que não é minha área].
Adultos infantilizados e crianças tratadas como adultos em miniatura é o que mais se vê por aí. Não por acaso que muitas das síndromes e complexos são intitulados com nomes de personagens da ficção: Peter Pan, Cinderela, Édipo, Electra etc.
No caso da leitura equivocada de O Diário de Anne Frank, pode-se também aventar a hipótese de falta de interpretação textual, algo que fica evidenciado nas provas do PISA. Não basta juntar letrinhas em palavras, é preciso compreender o contexto muito além do texto. Saber distinguir ficção de realidade. Algo também que remete à cena emblemática do filme Escritores da Liberdade em que jovem lê o referido livro e sem saber que é ficção, se enfurece com a professora, pois não a avisou que a história não tinha final feliz!
Mais do que Escritores, precisamos de LEITORES PELA LIBERDADE, que se emancipem pelo ato de ler e não sejam apenas analfabetos funcionais que vão pras redes sociais querer discordar de professores, cientistas, filósofos, como vemos com frequência. Que voltem a ter vergonha do desconhecimento e não se orgulhem da ignorância. O "Eu sei que nada sei", de Sócrates, deveria ser ensinado junto com o be-a-bá e as quatro operações matemáticas para o bem geral da Nação.
Abaixo, cena do filme Escritores da Liberdade, mencionada no texto acima:
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domingo, 13 de setembro de 2026
Seja primeiro curioso antes de julgar algo ou alguém: cena impagável do seriado Ted Lasso, além do uso motivacional #CinEducacao
A cena do famoso e premiadíssimo seriado Ted Lasso, intitulada SEJA CURIOSO, NÃO JULGADOR, encontrei, primeiramente, no Instagram de Cinemáticos, de Muriaé, Rio de Janeiro, Brasil, depois busquei a cena completa no YouTube, denominada de Cena dos Dardos, e serve como pequena aula e grande lição do uso pedagógico do cinema na educação, em sentido amplo, além do possível uso motivacional.
Ainda que você não conheça a série, não seja fã, tampouco cinéfilo, é inegável o poder do cinema e da literatura, em especial, e da arte em geral, como autoajuda e motivacional, num sentido filosófico, sociológico, universal e atemporal, muito além de palavras motivacionais, descontextalizadas e utilizadas com fartura por influencers, coaches, mentores com outros fins, mais mercadológicos, o que não combina muito com o ambiente educacional.
Neste blog, o marcador #CinEducacao indica diversas cenas de filmes, filmes completos, seriados etc, que podem servir de aliados a uma prática escolar, uma dinâmica de grupo e outras possibilidades.
O editor deste blog, também escritor, poeta e professor, tem como base o que ele chama de pedagogia do exemplo ou do espelho. De conhecer os familiares para entender o aluno, de se espelhar em professores reais e fictícios [do cinema e literatura] como suportes ao seu fazer pedagógico.
Na cena em questão, Ted Lasso, personagem da série que trata de esportes e vida, está num bar com amigos e conhecidos, e faz um "ajuste de contas" com alguém que o julga sem o conhecer de fato, e, sem que este saiba dos seus antecedentes, do histórico de vida, das habilidades e competências, o resultado é divertido, professoral e magistral. Desconhecer seu alunado deveria ser um pecado capital do bom educador, que precisaria sempre, antes de tudo, descobrir em cada turma seus talentos natos e aqueles que podem ser incentivados, para poder criar um ambiente favorável a interação em grupo, valorizando habilidades coletivas e individuais, despertando talentos, muitas vezes desconhecidos pelos próprios alunos, em prol de uma troca de saberes sadia, ou a famosa inteligência coletiva. E como no jogo de dardos, seja preciso em seu alvo.
Assim como aquele que desconhece as habilidades de Ted e o menospreza, tentando levar vantagem. Por outro lado, Ted parece desconhecer as regras do jogo, dando linha e anzol ao que quer levar vantagem. Todavia, logo demonstra que sempre praticou aquela atividade, desde a infância e, embora, ninguém soubesse disso, esse dado é fundamental no desfecho da cena. Não pré-julgar alguém pelas aparências deveria ser o sétimo pecado capital: a presunção! Desse modo, conhecer o outro evitar bullying [como na cena retratada] e outras situações desagradáveis, eleva o autoconhecimento e a autoestima de quem com a gente convive, e promove o ambiente colaborativo e cooperativo na sala de aula que será essencial para ser replicado na família, no trabalho e na sociedade.
Portanto, conhecer o outro, "ser curioso e nem tanto julgador" [menção a verso do poeta Walt Whitman], é essencial ao educador do século XXI, seja ele pai, professor, gestor escolar, gestor público, gerente, encarregado, vizinho, amigo, colega, cidadão etc.
EM TEMPO: Para quem desejar conhecer melhor esse seriado incrível, segue essa resenha visual do canal OLHAR SINGULAR, logo abaixo, que traz um apanhado geral:
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quinta-feira, 10 de setembro de 2026
O pedreiro jurista e o conhecimento de mundo além do canteiro de obras [Muito além do jardim: o filme, a vida e o mundo]
A história parece retirada de um filme da Sessão da Tarde: o pedreiro [trabalhador da construção civil] Edilson Takara, após sustentação oral [jus postulandis], ou seja, defendendo-se em causa prórpia, sem formação jurídica no TRT 11 - Tribunal Regional do Trabalho, estudando de forma autodidata a própria causa movida contra o empregador, acaba recebendo eleogios dos juízes sobre sua ótima argumentação. Não bastasse isso, Edilson, por conta da repercussão do vídeo, acaba recebendo uma bolsa de estudos integral para cursar direito numa faculdade particular de Manaus, Amazonas, Brasil, o que amplia mais a sua façanha, conforme noticiado pelo Fatos Marcantes Manaus, no Instagram.
Abaixo, reportagem completa do programa Balanço Geral sobre a grande vitória de Edilson Takahara, e que remete, logo a seguir, em minha menta ao filme MUITO ALÉM DO JARDIM, de Peter Sellers, uma comédia de erros em que um jardineiro e sua sabedoria popular, falando de forma simples sobre o a jardinagem é interpretado como se falasse por metáforas, inspirando políticos poderosos.
Logicamente que há notórias diferenças entre o pedreiro Edilson, do mundo real, e o jardineiro Chance, da ficção. O primeiro, instruído, dedicado, que aprende por contra própria e demonstra grande poder de argumentação. Já Chance é alguém ingênuo, alienado da política, vivendo em seu mundinho, sem grandes aspirações a não ser ter um teto pra morar e um jardim pra cuidar. Situações que ficam claras, vendo a reportagem e a ótima sustentação oral de Edilson Takahara, e a cena, logo abaixo, de Chance falando obviedades e sendo considerado um sábio por quem pensa se tratar de metáforas e sacadas filosóficas:
Materiais motivadores para demonstrar como TODOS podem superar barreiras, desde que se dediquem e saibam articular ideias e não apenas palavras. E como professor atuante na EJA - Educação de Jovens e Adultos comento muito o quanto aprendendo com pessoas que não tem escolarização, pois tiveram que interromper seus estudos por conta do trabalho e que agfora retornam pra manter seus empregos ou melhor na profissão, dependendo da escolarização. Independente disso, aprendo demais com trabalhadores da construção civil, da indústria, dos serviços, com donas de casa etc, que embora não tenham completado o ensino formal, possuem um conhecimento prático e uma sabedoria natural. Uma motivação dupla. Ensindo aprendendo e aprendo ensinando.
Para complementar essa postagem que une cinema, sociedade e educação, recomendo duas críticas interessantíssimas do filme, que encontrei no YouTube, e compartilho com os seguidores e visitantes do Educa Tube Brasil, logo a seguir, para divagarmos "Muito além da ingenuidade" e da realidade:
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Desconectado: clipe que parece curta e é pequena declaração de amor ao cinema e à vida
O videoclipe Disconnected [2012], da banda Keane, é um daqueles momentos que é um primor de realização audiovisual, além de um tributo ao cinema noir e de suspense e terror, valendo-se de uma narrativa visual criativa e divertida. Um material que indico no projeto CLIPES QUE PARECEM CURTAS, inciado por mim, editor do Educa Tube Brasil, em 2011, de usar esses vídeos que parecem histórias curtas para despertar no alunado o senso crítico, a interpretação textual e a escrita criativa.
A história contada e cantada mostra um casal, aparentemente desconectado um do outro, numa mansão assombrada pelas memórias de ambos, quando se tornaram fasntasmas um para o outro, um matando o amor do outro, um tentando enterrar esse "cadáver" vivo, de um amor que se desconetou com o tempo. No fim, tudo era um sonho, premonição, ou aviso do inconsciente que remete, não apenas a arte e cultra, ao cinema e à literatura, mas à filosofia, sociologia e psicologia.
Um clipe genial que teve no comentário de @kfactor09, no YouTube, há 9 anos a seguinte análise primorosa que replico logo a seguir:
"Esse vídeo é simplesmente genial. A maneira como revelam por que os dois estão em planos de existência diferentes é metaforicamente linda. Ele está tentando chegar até ela, mas ela está sempre fugindo e colocando barreiras atrás de si. Você acha que ele é apenas uma pessoa/marido ruim, mas o fato é que foi ela quem o “matou” e ele é quem não sabe que foi morto por ela. No final, você entende que a tentativa dele de voltar a ficar com ela é uma forma de assombrá-la pelo que ela fez. Mais uma vez, simplesmente genial" [Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com].
Usar recursos audiovisuais, mídias e TIC ao fazer pedagógico podem ser grandes aliados do educador do século XXI.
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sábado, 15 de agosto de 2026
[Brincando... de viver?]: plano-sequência artesanal simulando a vida e o passar do tempo em seriado [trabalho em equipe magistral]
Fazia um bom tempo que tinha visto esse incrível plano-sequência Kidding - The inside stuff [Brincadeira – Os bastidores], em tela dividida, mostrando os bastidores da criação, no Instagram de Caverna de Toth, mas não o localizava mais, até que descobrindo o nome do seriado Kidding [série de comédia dramática de 2018, protagonizada pelo ator Jim Carrey], encontrei o referido audiovisual [em tela dividida e em tela cheia] no YouTube e os divulgo agora nesta postagem com uma breve reflexão sobre a vida, o viver, o cinema, a arte, o trabalho e o cotidiano.
No primeiro momento, cabe a análise na perspectiva cinematográfica, do quanto uma obra precisa de uma equipe técnica de apoio nos bastidores para que a ilusão da sétima arte dê a sensação de realidade, por verossimilhança. O chamado Making off, em tela dividida demonstra esses efeitos visuais, feitos de forma artesanal para dar a impressão de lapsos de tempo, mudanças cronológicas amplas, ainda que tudo seja criado num mesmo espaço e tempo. Uma sequência genial que precisa ser planejada em cada detalhe para que o resultado seja magistral.
No segundo momento, a reflexão sobre o planejamento e organização que um professor deve ter em relação a cada aula, roteirizando sua metodologia e didática para que ambas causem um efeito especial no alunado. Os recursos digitais são aliados, meios, jamais o fim em si mesmo, pois do contrário, o resultado esperado não será atingido. Há que se tratar a sala de aula como um palco em que todos os participantes, mestre e alunos, são atores sociais, desempenhando um papel: que a informação gere conhecimento através das trocas de saberes e de experiências de vida.
Por fim, o terceiro momento, a reflexão sobre o mundo do trabalho e a importância fundamental do trabalho em equipe para o efetivo desempenho de uma profissão. Hoje, tudo está conectado, interligados, no sentido do maquinário [hardwares] e procedimentos [softwares], mas e os trabalhadores, colaboradores estão no mesmo ritmo que os algoritmos das máquinas? A etiqueta profissional, as habilidades e competências para o exercício daquela profissão estão sendo atingidos? Estão sendo oferecidos cursos de qualificação? Está bem remuneração e com condições de saúde física e mental o trabalhador em geral?
Não dá pra "Brincar de viver", ou viver numa eterna simulação, como um jogo. É preciso que o plano-sequência da vida também esteja em acordo com o projeto de vida de cada um, envolvendo as dimensões pessoais, sociais e profissionais. Para isso, requer pessoas que sejam diretores, conduzindo esse processo que envolve diversas pessoas num mesmo ambiente, seja ele familiar, escolar, laboral ou social. Fica aqui essa breve reflexão e provocação artística, filosófica e sociológica.
Para complementar esta postagem, indico o videoclipe da canção "Brincar de viver" [1983], com letra de Guilherme Arantes e interpretação de Maria Bethância:
Observação:
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026
"Seja [claro, direto, objetivo e] específico": cena do filme "Fenômeno" e breve reflexão sobre redação para o ENEM
Essa cena emblemática e divertida do filme "Fenômeno" [1996], com John Travolta, é ótima para promover uam reflexão sobre a forma de se expressar de forma clara, direta e objetiva que pede a Redação dissertativa-argumentativa para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, promovido pelo MEC - Ministério da Educação do Brasil.
Seja específico, deveria ser um critério para muitas profissões, e principalmente para a escrita argumentativa, evitando duviedades [duplos sentidos], rodeios desnecessários, falta de clareza e de objetividade, pois não bastar dizer, é preciso convencer [pela lógica e racionalidade] e/ou persuadir [pela emoção e bagagem sociocultural] o leitor ou interlocutor.
Sempre digo aos meus alunos que um texto deve ser composto, antes de tudo, por ideias. As palavras estão a serviço das ideias. Textos com muitas palavras e poucas ideias, ou ideias confusas, mal organizadas, sem estrutura adequada, sem de difícil compreensão. Ainda mais que se tem até 30 linhas para expor uma tese [ideia/opinião], a partir de um tema e problema, indicando as origens desse problema, contextualizando-o. Além disso, é preciso demonstrar entendimento do tema e propor uma intervenção, tudo de forma clara, direta e objetiva, sendo o mais específico possível. Para isso existem os argumentos, os conectivos que ligam as partes do texto para manter a coesão, os repertórios socioculturais pra apresentação de exemplos específicos ao leitor, dando à redação uma unidade [coerência].
Na cena em questão, o entrevistador faz perguntar generalizantes e o entrevistado pede que seja mais específico para quem possa responder de forma adequada. Transpondo essa peça de ficção para o plano real, fica aqui essa "dica" aos estudantes que pretendem participar do ENEM, vestibular, concurso público etc. Não basta dizer algo [enunciar], é preciso ter um estilo e algo relevante a dizer [enunciação].
Em tempo: O filme "O Fenômeno", de 1996, ou seja, feito há três décadas, é ótimo Cine Pipoca, que recomendo aos educadores para tratar de linguagem, produção e interpretação textual. Abaixo o trailer do referido filme:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Abra Seus Olhos: curta-metragem feito em menos de 24h pra curso de cinema e que trata sobre o excesso do uso dos meios digitais
O curta-metragem ABRA SEUS OLHOS, que encontrei no canal Dumela Filmes, no YouTube, considero genial pela simplicidade de meios, objetividade de filmagem [produzido em menos de 24 horas] e amplitude de mensagem, com direção de Bill Szilagyi, fotografia de Bea Ramos, argumento e direção de arte de Cris Szilagyi, roteiro de Carole Lago, montagem de Sara Machado e trilha sonora "Dark Waters" por Alex Collier. Um curta, como consta na apresentação do YouTube, feito "como exercício de um curso de cinema em Campinas/SP".
E a mensagem universal é a que o vídeo indica: "O que você faz com a tecnologia, ou o que ela faz com você". Mais do que perguntas retóricas, são constatações sobre o uso excessivo dos meios digitais, aproximando quem está distante, mas distanciando que está próximo, se não for dosada essa experiência imersiva. Como todo vício, nem sempre o usuário percebe essa dependência. Mas os maiores prejudicados, além do usuário, são aqueles que convivem com o dependente digital.
Um ótimo material para reflexão e debate. Curto, direto, objetivo.
Parabéns ao elenco do curta: Mayra Pacela, Adriano Pacela, Carole Lago, Cris Szilagyi e Bill Szilagyi.
Segue link para o canal de vídeos Dumela Filmes, no YouTube,c omo outros audiovisuais:
DUMELA FILMES
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segunda-feira, 20 de julho de 2026
"Quantos estudantes talentosos passam silenciosamente pelas nossas salas?" - reflexão de Francilma Éverton sobre cena emblemática de Matilda: O Musical
Essa cena emblemática do filme MATILDA: O MUSICAL, da Netflix, encontrei no Linkedin da professora Francilma Éverton, junto de uma poderosa frase reflexiva: "Quantos estudantes talentosos passam silenciosamente pelas nossas salas?"
De fato, quantos de nós, professores, conseguem descobrir talentos natos entre seus alunos? Eu, particularmente, tenho conseguido perceber jovens talentosos, até pelo fato de ser, além de professor, escritor e poeta, com uma relação profunda com a arte e a cultura. Muitos alunos que desenham, escrevem prosa e poesia, que gostam de dança, música, esportes, etc.
Muito aluno, aparentemente dispersivo [e eu fui assim] tem algum um talento, e fica viajando noutra dimensão, quando sentado numa sala de aula convencional. Saber identificar esses talentos, e, mais que isso, proporcionar a todos essas descobertas, é um papel social da escola, entre tantos, como o da interação e socialização entre diferentes, da formação pata a cidadania e para o mundo, etc.
Abaixo, trailer do filme:
MATILDA: O MUSICAL
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quinta-feira, 25 de junho de 2026
Singular: curta-metragem que proporciona sentimentos plurais #CinEducacao [cinema, educação e filosofia]
Singular é um curta-metragem, de Miguel Atanes, com um final em aberto que permite múltiplas possibilidades e que proporciona seu uso numa aula de interpretação textual e escrita criativa, ao final, convidando os alunos do ensino médio a fazerem unma releitura a partir do que entenderam, do que poderia ser esse amigo invisível, que seu José não vê [será?] nas câmeras do condomínio, ou não deseja contar a moradora do apartamento 74, uma pessoa singular e solitária que deixa mensagens pela casa.
"Essa é a vida que você sonhou?"; "O que aconteceu com a felicidade dos velhos tempos?"; "Seja única, seja só você" são alguns dos bilhetes deixados pelo eu lírico dessa moradora a si mesma, e, antes que interpretemos isso com sinais de alguma patologia [alzheimer, esquizofrenia, amnésia], pode ser um tipo de filosofia poética, de auto conversação, como muitos que falam sozinhos,e, no caso dela, escreve mensagens pra si, como um ajuste de contas entre o eu do passado e o eu do presente, entre o que sonhado e o que é vivido.
Fiquei a pensar sobre um bilhete para enviar pra mim: "Você foi fiel aos sonhos do menino?" e eu responderia que sim, e que não mudaria nada nesse roteiro entre o imaginado e o vivenciado.
Vendo o curta, lembrei-me dessa passagem de Dante Alighieri: "No meio do caminho da nossa vida / me vi numa floresta escura”, — Divina Comédia, Inferno, Canto I. E fiquei filosofando sobre essa floresta escura que cada um traz dentro de si, em alguma momento da vida. A moradora do apartamento 74, parece-me que tinha uma rotina, um algoritmo simplificado e singular:> de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sendo o único contato, além dela própria, o seu José. Quantas outras pessoas vivem assim, dentro de suas cápsulas do tempo, pequenos apartamentos, sem conviver com outras pessoas, igualmente singulares?
Plurais são as emoções que esse curta-metragem proporcionam ao espectador.
Observação:
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
Canal EducaCINE e série BiblioTELA no YouTube: cinema e educação
O canal EducaCINE encontrei no YouTube, quando procurava recuperar alguns vídeos envolvendo cinema e educação para meu blog Educa Tube Brasil, e foi uma grata surpresa que resolvi compartilhar e recomendar aos visitantes deste espaço virtual, sem fins lucrativos, de descobertas e aprendizagens compartilhadas.
O EducaCINE contém diversas resenhas, resumos e análises sobre filmes cuja temática é a educação, por isso indico o link do canal, logo a seguir:
EDUCACINE
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sábado, 6 de junho de 2026
O Melhor Professor da Minha Vida: um filme sobre e para professores que ensinam aprendendo e aprendem ensinando
O filme O Melhor Professor da Minha Vida [Les Grands Esprits, título original], que flerta entre o drama e a comédia francesa, dirigido por Olivier Ayache-Vidal, em 2017, é daqueles audiovisuais sobre professores e que todo educador, seja ele pai ou professor, deveria assistir, pois conta a história de um professor de uma escola de excelência em Paris [o Liceu Henri IV] que pela comédia de erros se vê num evento com uma representante do Ministério da Educação que se impressiona como seu projeto de educação inovador. Na verdade, um simples comentário, que o leva ao ministro, e que muda completamente sua vida, trocando a renomada instituição de ensino por uma escola de periferia, com alunos problemáticos, para tentar colocar em prática suas ideias.
Assim é a vida, como um imenso filme sem cortes, em que de repente, quando menos esperamos, passamos de meros coadjuvantes a protagonistas do próprio viver, em desafios imprevistos e imprevisíveis. O Tempo, nosso maior professor, aos poucos vai nos ensinando a aprender com os outros, nos dando também um autoconhecimento, como é demonstrado na película, em que o professor ensina ao aluno rebelde o gosto pela literatura e como impressionar a colega de aula por quem tem interesse romântico. O próprio professor nutre um amor escondido por uma colega professora da instituição.
Denis Podalydès, em uma interpretação sóbria e marcante, interpreta o professor François Foucault que troca uma escola de elite por uma escola pública no subúrbio. Um professor que tenta motivar os alunos demotivados e que, em paralelo, enfrenta um sistema rígido, com regras para conter a indisciplina e com professores que desconhecem o alunado, e os rotulam como incapazes, sem tentar mudar a próprio metodologia, didática e pedagogia. Não existe uma receita de bolo que funcione com todos os alunos e todas as turmas.
Diante disso, um filme que lembra em parte Escritores da Liberdade, pelo uso didático e poético da Literatura, a partir de um livro especial, no caso Os Miseráveis, de Victor Hugo, das saídas de estudo, como ao palácio de Versalhes, e das relações entre literatura e sociedade.
Enfim, o ótimo roteiro de Ludovic du Clary e Olivier Ayache-Vidal, que mescla humor, crítica social, autoconhecimento e motivação de uma forma agradável de se assistir, e que o Educa Tube Brasil recomenda. Vídeo que faz parte do acervo do canal Imovision, no YouTube e da Plataforma Imovision, que destaca filmes de arte, conforme links a seguir:
IMOVISION - YOUTUBE
IMOVISION: A maior plataforma de filmes independentes da América Latina
O Melhor Professor da Minha Vida | Filme Completo
Observação:
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terça-feira, 2 de junho de 2026
Imovision: plataforma de filmes de arte completos e gratuitos no YouTube
A plataforma IMOVISION, encontrei no YouTube, e, segundo descrição da mesma, está "Presente no Brasil há 35 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema mundial na América latina, tendo lançado mais de 500 filmes no Brasil. Criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, a distribuidora tem em seu catálogo, realizações de consagrados diretores estrangeiros e brasileiros, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision fortificou o cinema francês no Brasil e foi a responsável por introduzir cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos no país, como o Movimento Dogma 95 e o Cinema Iraniano."
Uma plataforma que possui 53,8 mil inscritos, 817 vídeos e 37.924.820 visualizações.
Dentre os filmes, o Educa Tube Brasil recomenda:
O Melhor Professor da Minha Vida - Filme completo e gratuito
Abaixo, imagem e links de acesso à referida plataforma, bem como seus endereços nas redes sociais:
IMOVISION - SITE
IMOVISION - CANAL NO YOUTUBE
Links:
Instagram: instagram.com/imovision
Facebook: facebook.com/imovision
X: twitter.com/imovision
Observação:
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quarta-feira, 27 de maio de 2026
Magnífica Humanitas x Ex Machina: encíclica papal sobre uso das IAs que serve para aula interdisciplinar [filosofia, sociologia, tecnologia e meio ambiente]
MAGNIFICA HUMANITAS é a primeira encíclica do Papa Leão XIV e trata de um tema necessário e inadiável, que governos e governantes ainda não se debruçaram: o uso responsável, digno e humano das IAs [inteligências artificiais], controladas por megacorporações que visam o lucro acima de tudo, independente dos riscos que o uso indiscriminado de qualquer tecnologoia possa causar no elemento humano, na economia e no meio ambiente.
O Papa é pop? Não. Mas um líder espiritual defendendo a dignidade humana nas relações com as IAs, dominada por megacorporações [mais ricas e poderosas do que qualquer nação] sem preocupações com a questão humana nem limites éticos e morais. A tradição espiritual tentando regular a inovação sem controle algum. Um texto que serve para uma aula interdisciplinar envolvendo FILOSOFIA, SOCIOLOGIA, TECNOLOGIA, MEIO AMBIENTE e muito mais.
Esse relevante material e provocação filosófica e sociológica encontrei no Linkedin da consultora Patty Moreira, de Curitiba, Paraná, Brasil, e recomendo a todos os educadores [sejam pais ou professores], empreendedores, gestores públicos e escolares, políticos e cidadãos do mundo se debruçarem, pois é atualíssimo e inadiável essa discussão e que megacorporações não queiram ser deuses, acima do bem e do mal. Entre o deus ex machina [deus está na máquina] dos gregos e o deus ex machina das Big Techs, há uma caverna de Platão profunda que merece ser iluminada, ou uma caixa de Pandora que precisa ser regulada, e os dados e notícias preocupantes estão aí para todos acompanharem [casas de apostas, problemas de saúde mental, dependência emocional etc]. Empresas transnacionais não se submentem às leis dos países, como se estivessem acima de tudo e de todos, e é preciso o mínimo de controle, regulação e fiscalização sobre algoritmos e decisões nebulosas e pouco transparentes que impactam o planeta e a humanidade.
Para complementar essa postagem, indico logo a seguir o trailer do filme Ex Macnhina para axuxiliar no debate:
Observação:
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terça-feira, 12 de maio de 2026
Spcine Play: streaming público com o melhor da cinematografia brasileira e produções independentes para uso em sala de aula
A SPCINE PLAY é uma plataforma pública de streaming, com o melhor da cinematografia brasileira e de produções independentes, mediante cadastro, que pode ser uma ótima opção para professores trabalharem audiovisuais na sala de aula.
Conforme apresentação na referida plataforma: "A Spcine Play é uma plataforma de streaming dedicada ao cinema brasileiro que oferece filmes online grátis. Aqui você encontra filmes, séries e festivais. Para ver quando e onde quiser. Sem assinatura, aluguel ou compra."
O acesso é mediante cadastro prévio. Detalhe: "Disponíveis apenas em território brasileiro, os conteúdos da SPCine Play podem ser vistos em qualquer equipamento com acesso à internet (computador, celular, tablet, Chromecast), Android TV, Apple TV e smart TV LG e Samsung."
Mais interessante: "Você também pode adicionar um perfil para menores com controle parental. Para isso, entre na conta principal, em 'Configurações', escolha 'Adicionar perfil'. Preencha o nome, indique a classificação etária adequada e crie uma senha/pin para travar e destravar os acessos." E um dado importante para educadores: "Se você é professor(a) ou agente de ensino, você pode exibir alguns títulos do catálogo da Spcine Play exclusivamente para fins educativos, em contextos escolares, centros culturais e análogos.
Essa ação reforça o compromisso da Spcine com a pesquisa, a produção e a difusão das artes e da cultura brasileira, com ênfase na exibição, na oferta de conteúdos de referência sobre os artistas e em iniciativas educacionais."
Abaixo, link para acesso à plataforma:
SPCINE PLAY
Depois do acesso, entrei na plataforma para conhecer o conteúdo e recomendo o vídeo UM FILME DE CINEMA, imagem e link a seguir:
UM FILME DE CINEMA
O referido filme de 2023, com 84 minutos, e dirigido ao público infantil, tem a seguinte sinopse: "Bebel, filha de um diretor de cinema em crise, quer fazer um filme com seus amigos para um projeto escolar. A realização do filme se torna uma grande aventura e leva Bebel, sua família e seus amigos a uma viagem pela história do cinema." Vale a pena conferir o vídeo que tem direção de Thiago B. Mendonça.
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