Mostrando postagens com marcador cooperação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cooperação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2026

"Siga o fluxo. Seja o fluxo": bela animação para trabalhar com grupos sobre liderança, colaboração, cooperação e motivação




Esse belo fragmento de animação que não localizei nome, mas que encontrei na página do Linkedin de Adriano Siqueira com o tÍtulo de "SIGA O FLUXO. SEJA O FLUXO", é um belo exemplo de material, muito além do motivacional, pois serve para dinâmica de grupos sobre liderança, trabalho colaborativo e cooperativo, sim. Porém, se presta a atividades diversas de interpretação textual e escrita criativa, aula sobre as funções da linguagem etc.
O que seria esse fluxo? O que seria ser esse fluxo? Perguntas que podem ser feitas tanto a jovens como adultos, pela atemporalidade e universalidade do tema.
Quantos de nós, através de um amigo, um colega, um vizinho, um parente, mudou sua rota, seguindo seu exemplo? A animação trata disso de forma poética e filosófica.
Enfim, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", parafraseando versos de Fernando Pessoa. Afinal, valer-se de audiovisuais em atividades escolares, profissionais, de formação, capacitação e qualificação profissional é um meio de criar uma ligação com o outro. O poder das imagens é enorme e saber lidar com ele, de forma adequada à atividade é essencial.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 25 de julho de 2026

A Sinfonia da Natureza e a vida intertextual por um fio: uma fotografia de pássaros inspirando a arte musical e projeto coletivo




Quem nunca olhou para pássaros nos fios de energia elétrica, não os fotografou, ou não imaginou uma pauta musical que atirem sua câmera fotográfia ou celular ao ar. A arte e estética estão em toda parte, e o olhar imaginativo humano também. Porém, quando une uma bela foto [feita em 2009, pelo fotógrafo Paulo Pinto, em Santana do Livramento, RS] e o olhar de um músico [o compositor Jarbas Agnelli, 17 anos depois], a magia se completa com a sobreposição de notas musiciais ao posicionamento original e natural dos pássaros, formando uma bela e inesperada partitura, que só poderia surgir de uma maravilhosa sinfonia da natureza, projeto que se transformou na SINFONIA DA ENERGIA, com a participação de empresa de energia elétrica na promoção do evento.
Parece até roteiro de filme, mas é a vida intertextual, presente no cotidiano, e que somente olhares atentos percebem e registram. E, assim, que era prosaico torna-se artísticos e filosófico.
Da leituras de imagens da natureza [fotografias] surgiu uma bela canção [sinfonia] que foi batizada de "Birds on the wires" [Passáros nos fios], alusão à canção homônima de Leonard Cohen. Dali em diante, essa ação se tornou projeto coletivo, com o chamamento para que outros fotógrafos enviassem para Jarbas Agnelli fotos semelhantes de pássaros nos fios. Algo que remete a uma ideia que faz tempo que comento com meus alunos nas aulas de literatura: nem sempre o gênio é o que teve a ideia inicial, mas aquele que percebeu outras possibilidades. Exemplo: Shakespeare reorganizando as ideias de Marlowe de forma magistral; Machado de Assis se inspirando e superando José de Alencar e outros casos além da literatura, em que um outro olhar ressignifica uma obra, transformando-a, inovando-a. Ação colaborativa e cooperativa em prol da arte e cultura.
Valorizar esse olhar de observador de filhos e alunos, colegas e amigos, vizinhos e ilustres desconhecidos é necessária para preservar nossa humanidade e a própria sociedade.
Vejam mais detalhes dessa experiência incrível assistindo ao vídeo acima e à postagem da Agência Brasil, no Instagram, logo a seguir:



Observação: Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 22 de maio de 2022

A metáfora da amizade e do coleguismo: tartarugas se unem para desvirar outra num exercício de empatia e alteridade




O vídeo acima, "Tartarugas se unem para desvirar outra tartaruga", foi indicação via WhatsApp pela amiga Faby Cruz, professora, supervisora e colega de projetos escolares, em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
Trata-se desses vídeos amadores, mostrando um flagrante inusitado, que justamente demonstra de forma didática os conceitos de empatia e alteridade, mas, além disso, de amizade e coleguismo, de como em situações adversas, pode-se contar com um trabalho em equipe para resolver problemas individuais ou coletivos. O que chamamos de inteligência coletiva, tão necessária nesses tempos pandêmicos e com ares de distopia.
Quando unimos forças e objetivos em comum, ninguém de fato fica para trás. Cada elo de um grupo é fundamental para manter o espírito de equipe. Saber perceber o amigo e/ou colega que precisa de uma ajuda para ranspor desafios é exercício de sensibilidade, de civilidade e cidadania, também.
Um pequeno audiovisual sobre uma situação corriqueira, mas que permite diversas reflexões no ambiente familiar, escolar, do trabalho e da sociedade em geral.

O futuro, não apenas da educação, mas da sociedade, é a colaboração e cooperação. Colaboração, quando requer alguém mediando outros [alunos orientados por um professor, trabalhadores orientados por um encarregado, etc]; cooperação quando todos estão no mesmo nível de conhecimento [professores, médicos, advogados etc], que podem unir forças e informações em prol de um objetivo em comum.

Material que serve para múltiplas aplicações também, como em atividades envolvendo sociologia, filosofia, geografia, história, educação ambiental, etc.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 28 de março de 2021

"A coisa toda de trabalhar em casa": múltiplas funções e múltiplos ensinos e aprendizagens nas fronteiras entre o mundo real e o virtual




O vídeo acima, The whole working-from-home thing [A coisa toda de trabalhar em casa, tradução livre], é uma propaganda da Apple, uma das Big Techs (empresas gigantes da tecnologia), produzida como peça de humor, mas que também é uma provocação reflexiva sobre esses dias de "Home Office", de trabalho em casa, em tempos de pandemia global e todas as suas implicações. O vídeo [com legendas automáticas] conta a história de 4 colegas que se reúnem para produzir um material coletivo e online, no formato cooperativo [todos no mesmo nível] para um cliente, e todas as situações descritas, no campo dos negócios, se prestam para a realidade de famílias, de professores, de gestores e de todos os demais, pois todos já passaram por situações semelhantes em suas áreas de atuação.
Um material que descobri por acaso, quando procurava outro vídeo sobre o assunto [ainda não localizado, de um executivo que vestido de terno e gravata atravessa sua casa e depois a piscina sobre uma prancha de surf para acomodar-se do outro lado da área externa, numa mesa com notebook e conexão com a internet]. Se alguem localizar esse vídeo que assisti no Tik Tok e não encontrei no YouTube, agradeço, para "linkar" a esta postagem.
A pandemia, as regras de distanciamento, depois confinamento social trouxeram um impacto tremendo ao cotidiano de todas as sociedades. Nunca tivemos algo semelhante e por tão longo tempo. Foi preciso se readaptar, se reinventar, se transformar. Aqueles que tinham uma base de informática, foram os primeiros, mas, mesmo pra esses, era algo inédito, e nunca se trabalhou tanto em casa e no geral como atualmente. Tomando como exemplo eu mesmo: quando não estou diante de uma tela dando aulas online, em tempo real, estou diante de telas produzindo aulas, adaptando conteúdos para slides, pesquisando vídeos, textos, salvando em PDF, compartilhando em grupos de alunos, aplicativos e plataformas da escola, participando de "Lives", seminários, webnários, preenchendo formulários, com todo o desgaste físico e emocional que isso implicado. Tremenda exposição de imagem, exposição a dados e mais dados, interferências diversas: fone tocando, vizinho brigando ou tocando m´sica em alto e bom som, conexão caindo, equipamento se desconfigurando, aplicativo tendo que ser reinstalado etc.
Pais e filhos dividindo o mesmo espaço social: a casa. Cada um num cômodo, uns assistindo, outros sendo assistidos via telas e mais telas. Um novo comportamento familiar que necessitou de adaptação de tempos e de espaços. Situações que envolvem privacidade, tranquilidade ou falta de, organização, planejamento e muito mais...
Antes da pandemia, o sonho de consumo de muitos era poder trabalhar em casa, mais tranquilo, sem perder tempo com deslocamentos e tudo mais. Seu pedido foi realizado, disse o gênio da garrafa que não abrimos. Foi um vírus poderoso que causou toda essa transformação, fazendo até aqueles mais receosos de entrar na internet, ter um perfil em rede social, uma conta de correio eletrônico (e-mail), comprar com cartão de credito ou débito online etc, a se render a força do mercado digital. Aquelas empresas, as tais Big techs, que já eram gigantescas, aumentaram seu tamanho, riqueza e poder... Os maiores bilionários do planeta são dessa área.
Enquanto isso, pais e filhos, professores e alunos, líderes e liderados, chefes e empregados tiveram que conviver com essa nova realidade [o tal de "novo-normal", expressão que me dá calafrios, pois não tem nada de normalidade nisso]. Todos tiveram que descobrir múltiplas funções, e acabaram tendo também múltiplas aprendizagens [professores ensinando alunos e outros colegas a usar aplicativos, recursos tecnológicos etc, alémd e seu conteúdo curricular; alunos ensinando professores e colegas sem conhecimento aprofundado do mundo virtual, da cibercultura a ser adaptarem a esse "Admirável Mundo Novo", previsto em parte pelo escritor Aldous Huxley]. A inteligência coletiva e humana avançou nesse período junto à Inteligência Artificial. A brainstorm [tempestade de ideias] em um grupo... O trabalho colaborativo pressupõe um mediador [professor, genrente, maestro, mestre] que coordene as ações...
Enfim, o mais interessante nesse vídeo e nesse período que vivenciamos é que serviu para mostrar aos defensores de homescholling [ensino em casa], que nem todo pai tem como substituir o bom professor. Que o bom professor jamais será substituído por máquinas, por melhor e mais avançados que sejam seus algoritmos, pois nenhuma máquina tem a bagagem sentimental que um educador possui. Mas, em contrapartida, a pandemia mostrou que professores que têm ensino mecânico, robotizado, calcado na memorização, na chamada "decoreba", esses sim, serão substituídos por simples algoritmos que produzem textos, questionários e atividades nem tão criativas, originais, autênticas como as feitas pelo professor diferenciado. Mas que o aluno nem nota a diferença, conforme matéria veiculada na imprensa de certa universidade que substitiu os professores por uma IA - Inteligência Artificial e ninguém notou...
"A coisa toda de trabalhar em casa", não é tão simples como muitos imaginavam, antes da pandemia, nem tão complexa como àqueles que resistem a aderir ao mundo virtual. Não é uma peça de humor nem um drama, mas uma nova realidade, um novo mundo, um mundo possível diante do contexto epidêmico e pandêmicos que nos rodeia. Se sairemos melhores disso tudo, tenho minhas ressalvas. Mas o bom professor, certamente que sim e o bom aluno, idem, pois todos acabam aprendendo uns com os outros, e ensinando uns aos outros, em comunhão [digital], como diria o educador Paulo Freire. Desliga o microfone, liga a webcam, compartilha o vídeo, o som tá bloqueado, não estou vendo os slides... Quem não passou por isso alguma vez neste período?...
Hoje, as telas tomaram uma dimensão de janelas para o mundo, sejam as telas de telefones celulares, smartphones, tablets, notebooks, desktops etc. Assim como as telas de TV, de internet e tudo mais que nos proporcionam contato com a arte e a cultura, que são essenciais para manter nossa humanidade e preservar nossa sanidade mental nesses tempos de inclusão digital. Nem todos ainda foram incluídos, o que mostra a desigualdade social mundo afora. E a pandemia isso tudo agravou. E gravou nas telas, nos olhos, em nossa memória...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Realidades imaginárias: Por que os humanos lideram o mundo? [Fala impressionante de Harari sobre conceitos como: Cooperação, Flexibilidade e Inteligência Coletiva




O vídeo acima, Por que os humanos lideram o mundo?, trata-se de conferência ao TED de Yuval Noah Harari, um dos grandes pensadores do século XXI, autor de bestsellers como Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI que considero brilhante e tenho indicado a meus alunos para refletir sobre questões e provocações da e na contemporaneidade.
Harari mostra a importância da inteligência humana em relação aos demais animais, a partir de conceitos como "cooperação de forma flexível em larga escala" e "realidades ficcionais ou imaginárias".
Na primeira parte de sua fala, aborda a diferença entre nós, humanos, os chimpanzés e os demais animais. Para ele, essa diferença não está no nível individual, mas no coletivo, muito por conta da cooperação e flexibilidade em números muito grandes, coisa que os demais seres vivos não conseguem.
Para ele, insetos são também seres sociais: abelhas, formigas cooperam entre si, em colmeias e formigueiros, com sua engenharia social em menor escala, mas não de forma flexível... e sim, bem rígida. Digamos, que num algoritmo inflexível... Falta o conceito de reinvenção... E, se pararmos pra pensar, os humanos vivem reinventando conceitos como roda e fogo, nas mais variadas formas e artefatos sociais e tecnológicos.
Em contrapartida, Harari demonstra que existem animais que cooperam do forma flexível, como golfinhos, elefantes, pássaros, mas somente em pequenos grupos. Não atingem a larga escala; e o único animal que consegue combinar as duas habilidades, de cooperação e flexibilidade em grandes grupos é o homem. Com argumentos poderosos, Yuval Harari nos convence que os humanos aprenderam a fazer redes sofisticadas e eficazes de cooperação, e indica as grandes construções humanas, das pirâmides à viagem à Lua, como frutos dessa cooperação de forma flexível em grande número. O que podemos chamar de inteligência coletiva, e conhecimento agregado de geração a geração, usando um termo interessante: "troca global de ideias".
Porém, segundo ele, e não há como não concordar, tudo isso é possível graças a imaginação que nos faz acreditar em ficções e histórias fictícias. Que os demais animais se comunicam pra descrever a realidade, mas os humanos além de comunicarem suas realidades, utilizam a linguagem para inventar suas realidade ficcionais ou imaginárias: mitologias, religiões, convenções sociais e morais, moedas de troca baseadas em papel, metal ou digitais (bit coins); os sistemas legais são baseados em crenças de igualdade, liberdade e humanidade, são conceitos metafísicos, sem realidade concreta, nem comprovação científica; na política, existem as ficções chamadas de cidades, estados e países, com suas fronteiras imaginárias; no campo econômico, a mesma coisa com as empresas ou pessoas jurídicas, que são invenções sociais, e ficções legais, ficções jurídicas.
Por fim, Harari, conclui sua conferência de forma magistral, quando diz que "Nós, humanos, controlamos o mundo, porque vivemos numa realidade dupla e os demais animais vivem numa realidade objetiva." Mas isso foi construído ao longo dos séculos, tendo, inclusive, construído sobre a realidade objetiva uma camada objetiva, uma segunda camada de realidade ficcional, uma realidade feita de entidades fictícias: deuses, nações, corporações, dinheiro, leis etc. E assim, com o passar do tempo, a história ficcional se tornou mais poderosa que a real, tanto que hoje, as forças mais poderosas do planeta são entidades ficcionais, como EUA, Google, Banco Mundial e outras, entidades que só existem enquanto Imaginação.
Mais didático impossível, pois as grandes nações e as megacorporações chegaram a esse tamanho contando com a receptividade de uma vasta multidão que aderiram aos discursos, aos projetos, as histórias ficcionalizadas, imaginadas e ressignificadas a cada geração.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alma - Em Busca das Nossas Origens Cósmicas (documentário)



O vídeo acima, Alma - Em Busca das Nossas Origens Cósmicas, trata-se de belíssimo documentário, que me foi indicado por e-mail pelo colega e amigo Robert Betito, professor do IFRS Campus Rio Grande, da cidade do Rio Grande, RS, Brasil.
Alma refere-se ao maior projeto astronômico do mundo, reunindo diversos astrônomos e cientistas de várias partes do planeta, no deserto de Atacama, nos Andes chilenos, em uma exploração às últimas fronteiras do Universo. Mais de 50 antenas e um telescópio único, em um esforço internacional de cooperação científica.
Em Chajnantor Plateau, 5 mil metros acima do nível do mar, 3 parceiros: EUA, Europa e Lesta da Ásia. Os componentes das antenas foram feitos em diversas partes do globo e montados no deserto do Chile. Antenas em rede em busca de um objetivo com um. Uma incrível janela do Universo, conectada por 66 antenas que formam juntas um imenso, gigantesco telescópio, funcionando como um supercomputador.
Se a Ciência requer colaboração global, a educação e a sociedade, idem, e o Educa Tube vem dizendo isto desde a sua criação, sugerindo projetos colaborativos (entre professores) e cooperativos (entre professores e alunos), para que, tanto professores como alunos se conectem ao mesmo Universo e não se sintam tão perdidos no espaço. A inter e a multidisciplinaridade, os temas transversais, os multimeios e as saídas de campo podem favorecer estas jornadas educacionais.
A alma do projeto é estabelecer trocas, e todo projeto de trabalho e/ou de estudo deve ser/ter a alma de um projeto maior de vida, para superar distâncias entre as gerações, sejam pais e filhos ou professores e alunos. O poder da união consegue estabelecer pontos de contatos entre estas gerações, às vezes tão distantes, anos-luz. Não somos arquipélagos de estrelas, mas muitas vezes, por trabalharmos sós, agimos como tais. Mas a tecnologia e os multimeios podem ser este canal de comunicação entre universos diversos como dos pais/professores e dos filhos/alunos. Lembremo-nos que as luzes que iluminam à noite estrelada são muitas vezes de estrelas mortas, que já não existem mais... Assim é a educação: o pensamento brilhante de educadores, pensadores, filósofos e pesquisadores da educação, ainda que eles já não estejam mais entre nós, ainda iluminam a nossa escuridão.
O projeto ALMA, inaugurado em março de 2013, além de uma brilhante ideia (desculpem o trocadilho), pode ser considerada a verdadeira Star Trek (Jornada nas Estrelas), se pensarmos que o seriado dos anos 1960/70, com mesmo nome, previa a colaboração espacial entre nações da Terra e doutros sistemas solares. Provavelmente, Gene Roddenberry (1921-1991), autor da série, ficaria feliz de conhecer este projeto. :-))

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Contrato de Risco (Stingray): seriado de TV, rede social, educação colaborativa, trabalho cooperativo, motivação e o contrato social

Imagem acima de STINGRAY ou Contrato de Risco, seriado que passou na TV aberta entre 1985 e 1987, e que lembrei recentemente por ser, ao meu ver o embrião de uma curiosa rede social, ainda que ficcional. Um homem misterioso que resolvia casos intrincados graças a ajuda de pessoas das mais variadas classes sociais e profissões, que lhe deviam favores. Favores estes nunca cobrados em moeda corrente. Apenas era pedido um favor futuro, caso necessitasse.
Atualmente, meu papel nas redes sociais tem sido este, de ajudar pessoas sem nada cobrar e quando preciso contar com o apoio também gratuito e generoso de amigos e colegas, tanto no mundo virtual como no real. Já perdi as contas de quantas vezes me pediram ajuda e de quantas solicitei auxílio à minha rede...
Cada vez mais tenho a convicção que o futuro da educação [colaboração] e da própria sociedade [cooperação] é compartilhar essas dúvidas e certezas, uns com os outros. E mais: que os educadores precisam saber trabalhar cooperativamente entre si e coolaborativamente com seus alunos... Trabalho cooperativo pressupõe mesmo nível de conhecimento e o colaborativo, em que necessite de um mediador. Hoje falasse tambpem da figura do mentor.
Lembrando os ensinamentos de Jean-Jacques Rousseau sobre o "Contrato Social": uma lei para ser efetiva, precisa ser fruto do desejo de uma comunidade. Nenhuma lei, por melhor que seja terá eficácia sem ser um apelo daquela sociedade, que fiscaliza e exige seu cumprimento. Do contrário, será mera lei fria, letra morta num pedaço de papel.
Vejam abaixo resumo da série Stingray ou Contrato de Risco e me digam se educar, cada vez mais, não é um contrato de risco que requer o acerto entre as partes (educador e educandos) para que o resultado seja satisfatório para todos...

SINOPSE DO SERIADO STINGRAY OU CONTRATO DE RISCO:

Stingray ou Contrato de Risco foi uma série de televisão, do gênero drama e crime, produzido e criado por Stephen J. Cannell, estrelado por Nick Mancuso como Ray, que morava na Southen California e dedicava sem tempo para ajudar as pessoas em dificuldades.
Ray era um sujeito meio sombrio e muito pouco era conhecido dele. Ele colocava anúncios em jornais oferecendo seus serviços em troca de outros favores quando os necessitar. Ray não cobrava dinheiro, mas extraia a promessa com antecedência de seu cliente que o reembolsaria em algum futuro próximo executando um outro favor, talvez fácil ou difícil, a pedido de Ray.
Quando a série tem início Ray, aparentemente já havia extraído várias promessas de outros clientes, o que lhe permitia solicitar vários outros favores ao longo dos episódios. Ray era um bom motorista, artista marcial, possuía memória fotográfica, adotar diversas personalidades e um excelente encobridor de seus rastros e de sua identidade.
Em várias ocasiões, os clientes e as autoridades do governo achavam que haviam descoberto sua verdadeira identidade, mas depois descobriam que estavam completamente enganados.
O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela rede NBC, entre 14 de julho de 1985 a 8 de maio de 1987, num total de 23 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada e um telefilme em duas partes e no Brasil através da Rede Globo e também pela TV a cabo Sony.
A série foi introduzido por um episódio piloto, em duas partes intitulada "Stingray" que foi apresentada pela NBC, nos Estados Unidos, no dia 14 de junho de 1985, contendo 120 minutos de duração e narrava a história de uma promotora pública muito atraente que pede ajuda a Ray para lidar com um criminoso mexicano responsável por seqüestro e morte de várias pessoas.
A série semanal propriamente dita começou a ser exibida no dia 11 de março de 1986, com o episódio denominado "Anciente Eyes", que narrava as história de Ray na trilha de um pesquisador desaparecido, quando descobre uma fazenda de maconha, cujos proprietário matavam os trabalhadores quando a colheita acabava.
Este seriado não deve ser confundido com uma outra série de marionetes, também chamada "Stingray", produzida na Inglaterra na década de 60, que fez um enorme sucesso em diversas partes do mundo. O seriado Stingray a qual estamos narrando trata-se de uma produção norte-americana do gênero crime e investigação e que coincidentemente possui o mesmo nome.