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domingo, 18 de outubro de 2026

Encontro: uma vida inteira em cinco minutos [curta-metragem sobre dois quase estranhos num trem da vida]




ENCOUNTER [Encontro] é um curta-metragem de produção russa [2018], com direção da Fatima Zoloeva, que "Conta a história de dois ex-namorados que se encontram no metrô depois de muitos anos. No momento em que seus olhares se cruzam, o peso dos anos, as mágoas e os arrependimentos ecoam silenciosamente em seus olhos. Esses apaixonados, que não se viam há anos, sem dizer uma palavra, compartilham todos os seus sentimentos apenas com o olhar.
Por um instante, sentem que tudo permaneceu igual. Naquele momento, parece que o tempo parou. As lágrimas que brilham nos olhos dos ex-namorados dizem tantas coisas... Talvez as dores mais profundas e as maiores esperanças da vida estejam escondidas nesse breve encontro"
; eis o resumo que encontrei no YouTube sobre esse comovente audiovisual que permite ver a vida como um trem [no caso, metrô], cheio de passageiros, em enconttros e desencontros. Viver é ser passageiro dessa imensa estação de trens que vêm e vão, de pessoas que são passageiras em nossa vida e outras se tornam tripulantes de nosso viver. Cada relacionamento que se encerra, nem sempre tem um culpado, pois ambvos contribuíram por ação ou omissão para esse descarrilamento.
Duas pessoas que foram apaixonadas, construíram uma família, imaginaram projetos, dividiram dívidas e sonhos, e com o tempo se tornaram estranhos num vagão, se encontrando por casualidade. Nem sempre estamos na mesma estação, seja de trens, metrô, do clima, do rádio, da vida...
Um curta, de apenas pouco mais de 5 minutos, mas que permite uma profunda reflexão. Um material para uma interpretação textual e uma escrita criativa com alunos, sugerindo a eles descrever, recontar e quem sabe, reimaginar um outro final para essa história de amor.
Certa vez, de passagem, ouvi comentário de duas colegas professoras, uma delas comentando com a outra que depois de 10 anos, finalmente, tinha assinado o divórcio e aquela pessoa com que ela dividiu cama, sonhos, projetos, despesas, era um estranho para ela. Saí com aquela frase [Eram estranhos] pipocando na mente e logo em seguida escrevi a poesia, link abaixo:

PALÍNDROMO AMOROSO - POESIA NO BLOG CONTROLVERSO

Em tempo: a imagem que ilustra o poema é uma colagem artesanal que fiz à época, usando apenas recortes de revistas, tesoura e cola bastão e digitalizando o resulado para o computador.
Vejam que outras versões, como temas musicais diferentes causam impactos diferentes também, como logo a seguir, que encontrei no Instagram, com a canção de Paloma Faith "Only Love Can Hurt Like This" [Só o akor pode machucar assim, tradução livre]:



Vide o clipe e legendas da canção "Only Love Can Hurt Like This" [Só o amor pode machucar assim], de Paloma Faith, que faz parte da trilha de uma das edições do curta Encounter [Encontro]:



Para complementar essa postagem, nos vídeos correlatos do YouTube, encontrei o clipe The One That Got Away [Aquele que escapou, tradução livre], de Katy Perry, que parece trazer uma mensagem semelhante ao curta Encontro. Vejam a seguir:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

"Não te deixarei ir": clipe que parece curta e metáfora da rede social, muito além da digital [empatia e acolhimento]




O clipe I Won't Let You Go [não te deixarei ir, tradução livre], de James Morrison é uma daqueles audiovisual que parecem um curta-metragem cantado e contando uma história, muito alémd a questão motivacional, pois traz em si alguns arquétipos [modelos] universais: a mulher solitária, a multidão que se acerca sem saber o que fazer, até que um senhor idoso, de cabelos grisalhos, toma a iniciativa de replicar a posição da jovem deitada no chão, deitando-se ao lado dela, sendo imitado por todos ao redor.
Todos, em algum momento da vida, sentimo-nos sós, precisanod de um ombro amigo, uma palavra de conforto, ou apenas a presença de pessoas amigas ou que tenham por nós empatia.
Assim corre no plano real, saindo da ficção musical, quando alguém se coloca no lugar do outro, e demonstrando compaixão, sem querer acaba promovendo um efeito dominó nos que estão só observando sem saber o que dizer, fazer, a quem chamar. Precisamos de empatia, alteridade, solidariedade num mundo cada vez mais individualista, consumista e narcisista, dominado por telas que agem como espelhos, só que inversos, pois as pessoas muitas vezes não se reconhecem nos demais.
A arte, já disse Nietzsche no século XIX, "existe para que a realidade (ou a verdade) não nos destrua". Ideia essa recuperada pelo poeta Ferreira Gularte, no século XX: "A arte existe porque a vida não basta", pra tratar da criação literária e o sentido da própria vida.
Clipes, curtas, animações, desenhos animados, cenas de filmes e outros recursos audiovisuais são ótimos meios de se atingir um fim, seja numa dinâmica de grupos, numa introdução de aula, num encontro com pais, numa formação com professores, numa reunião congestões escolares ou públicos, numa trabalho em equipe pra conseguir aglutinar objetivos comuns, na pedagogia e filosofia do viver.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 14 de setembro de 2025

A Nova Grande Depressão: sobre o monstro dentro da cabeça de quem precisa com ele conviver #ClipesQueParecemCurtas




Em 2010, o editor deste blog educacional, escritor, poeta e professor José Roig, criou o projeto CLIPES QUE PARECEM CURTAS, em que destacava narativas visuais em formato musical que podiam ser lidos como curtas-metragens, como é o caso do videoclipe The New Great Depression [A Grande Depressão], da banda The Moth & The Flame que conta e canta a história de um menino que assombrado por um imenso monstro que somente ele vê e que o acompanha por toda parte, numa metáfora poderosa da ansiedade e depressão que assola crianças, jovens e adultos. A letra, que pode ser acompanhada na versão legendada ao final da postagem, vai transcorrendo em paralelo com as imagens que, como destacada antes, cantam e contam uma história sem fadas, mas fatos do cotidiano. Ao final, a descoberta e surpresa do menino de saber que num vale imenso, outras pessoas, de todas as idades tambpem comvivem com seus monstros interiores.
A composição da canção é de Brandon Robbins, Keith Varon, Mark Garbett e McKay Stevens. O clipe é do ano de 2019 e serve para tratar da inteligência emocional, saúde mental, além da intrepertação textual e escrita criativa.
Logo a seguir, a versão legendada do referido clipe:



Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

sábado, 3 de maio de 2025

Clipes que parecem curtas: Glósóli e a metáfora da educação através da simbologia de imagens e de hipnótica canção




O vídeo acima Glósóli [do islandês "sol brilhante", em tradução livre], da banda Sigur Rós [Rosa da Vitória], toda vez que o editor do Educa Tube Brasil vê, percebe outras nuances neste clipe que parece um curta-metragem. Seja a intertextualidade, na cena final com o clássico Peter Pan e a Terra do Nunca, seja uma metáfora do próprio ato de educar, em que sempre precisa ter alguém à frente, um batedor, que ao bater o seu bumbo mantém o ritmo, seja de um exército, uma tropa, um grupo, uma turma, tal qual um professor que reúne um grupo de jovens para emancipá-los da mesmice e do lugar-comum, levando-os a uma viagem do conhecimento.
Como na cena final, só consegue voar, fazer seus "aeroplanos" decolar, aqueles que acreditam que os sonhos podem se realizar, que creem em si mesmos. O menininho que ficou pra trás, por não estar no memso ritmo da turma, ao invé sde voar, acaba por mergulhar em si.
Há no meio do clipe um corte, em que a menina que segura a mão do menino do bumbo e adormece. E tudo dali em diante poderá ser tão-somente um sonho dentrod e um sonho...
Educadores, sejam pais ou professores, são esses tocadores de bumbo, que reúnem um coletivo em torno de ideias, conceitos, muitos mais do que apenas fórmulas e equações, fazendo a grande poesia dos dias despertar em cada um, valorizando habilidades e competências. Emancipando corações e mentes, pois o impossível é um limite; os sonhos podem se tornar realidade, basta acreditar e lutar por eles.
Numa possível continuação de Grósóli, logo abaixo, conecto outro clipe da Sigur Rós Hoppípolla ["pular em poças", tradução livre], um audiovisual mágico que parece um curta fantástico, remetendo também ao filme Cocoon [1985], de Steven Spielberg, quando idosos retomam o espírito da infância ao receberem a visita de alienígenas e aos versos do Clube da Esquina 2 [1978], de Flávio Venturini "Os sonhos não envelhecem" :



Vejam logo a seguir o trailer do filme Cocoon e o clipe de Clube da Esquina 2:





Intertextualidades múltiplas para discutir arte, cultura, cinema, educação e sociedade.

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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

sábado, 22 de março de 2025

Âncora: videoclipe que parece curta-metragem parecendo metáfora do verdadeiro amor ao mar e a alguém




O vídeo acima trata-se de o clipe Anchor [Âncora], da banda Novo Amor, pela sua narrativa visual e sequencial, parace com um curta-metragem, quase um contos de fadas moderno sobre o amor de um casal paradoxal: um pescador e uma suposta sereia que é captrada nas redes do barco daquele homem que a resgata, trata e a recupera, mas que percebe que, asim como o amor ao mar, o amor num sentido mais amplo [o amar algo ou alguém] requer deixar o outro ser retornar ao seu mundo natural, do contrário, será literalmente como "um peixe fora d'água".
Muitas vezes nos ancoramos em algo ou alguém, sufocando-os com superproteção ou relacionamentos tóxicos. Noutras, como no clipe, é preciso mergulhar em si, como a sereia faz na banheira, para se reencontrar.
Abrir mão da presença do ser amado, como o faz o pescador, levando de volta a mulher-peixe amada pra seu habitat, é uma breve e linda declaração de amor. Quem ama, liberta. A paixão que é prisão!
Mais um audiovisual para o projeto "Clipes que parece Curtas", que desenvolvo com alunos desde 2010, em que proponho uma leitura visual e uma posterior escrita criativa. Vejam vídeo explicativo do referido projeto em meu canal no YouTube "Educação 3D+", logo abaixo:



Observação:
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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Curta ENEM: plataforma de filmes e séries do Projeto Curta Educação com + de 200 audiovisuais classificados por componentes curriculares do Ensino Médio




A imagem acima, ilustração do CURTA ENEM que é uma plataforma de audiovisuais e, segundo dados da própria, trata-se de "Projeto desenvolvido pelo CurtaEducação, patrocinado pela Claro por meio da Lei de Incentivo à Cultura, que busca ampliar o conhecimento de estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O projeto oferece acesso gratuito a mais de 200 filmes e séries premiados, incluindo ficções e documentários, organizados com base nos tópicos do Exame, voltados para alunos da rede pública e seus professores. Além do conteúdo audiovisual, o projeto inclui iniciativas como um site dedicado, cursos de formação de professores, o Concurso 'Procura-se Professor Autor' e uma websérie."
Um ótimo repositório de audiovisuais variados que podem ser acessados gratuitamente por Professores e Estudantes, mediante cadastro prévio. Aidna mais que é inegável que a Geração X é muito audiovisual em suas interações.
Abaixo, link para o referido canal:

CURTA ENEM

Na guia do menu na página inicial da plataforma CURTA ENEM / FILMES, estes materiais são separados por componentes curriculares do Ensino Médio: Artes, Filosofia, Biologia, Química, etc. Vide link a seguir:

CURTA ENEM / FILMES

Também há guia para CURTA ENEM / SÉRIES, logo abaixo:

CURTA ENEM / SÉRIES

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domingo, 10 de março de 2024

O Trem da Vida: eu ainda me lembro [clipe que parece curta sobre o que nos locomotiva nas estações da existência]




O vídeo acima, I Still Remember [Eu ainda lembro], clipe da banda Bloc Party, redescobri recentemente, por acaso, ao pesquisar algo e encontrar o referido videoclipe em meu primeiro blog educacional, chamado Letra Vida do Roig, que ficou de lado, quando fundei o EDUCA TUBE BRASIL.
O vídeo em questão, naquele distante 2007, serviu-me como uma retrospectiva de ano e de vida, promovendo uma reflexão sobre projetos passado e sonhos futuro, comparando a vida a um trem numa estação e seus doze ou mais vagões, como os meses do ano, que os carregamos, dentro da locomotiva que é mente da gente.
Um clipe que parece um curta, mesclando diversas imagens do protagonista, até o final, atravessando paisagens, passando por estações do clima e de trens, conduzidos por trilhos que levam a trilhas, caminhos, assim como a existência humana, dentro da locomotiva biológica que é a nossa mente que nos conduz para projetos e sonhos, trabalhos e viagens, certezas e dúvidas...
No Trem da Vida, alguns descem nas estações, seja a Primeira de Mangueira [alusão ao Canrval], seja nas estações da Via-Crúcis [da um tem o seu Calvário interior e suas cruzes a carregar]; outros somos são passageiros que se deixam levar, maqs tem os que são os condutores, os maquinistas da própria viagem, além daqueles que precisam alimentar com o "carvão" o maquinário que move o trem pela ferrovia, os que carregam as bagagens pesadas dos outros e assim por diante.
Clipes são ótimas narrativas em curta-metragem que servem para estimular o aluno a interpretar textos a partir de imagens, podendo ser em aulas de Língua Portuguesa em atividade interdisicplinar com a Língua Inglesa, em produção textual, artes e muito mais. #ficaadica

Para complementar essa postagem e ideias, vejam abaixo, dois clipes a partir da mesma canção So Here we Are [Então, aqui estamos; tradução livre deste blog], da mesma banda. O primeiro clipe, a seguir, versão original de 2006, e o outro, mais recente, de 2023, que servem a diversas interpretações no tempo e espaço, principalmente os escolares:





Observação:
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domingo, 4 de fevereiro de 2024

"O sol se põe": encantador e emocionante videoclipe com letra comovente sobre vidas reprimidas pelo racismo, bullying e preconceito




O vídeo acima acima SUN GOES DOWN [O sol se põe, tradução livre], trata-se de poderoso videoclipe do rapper Lil Nas X que é um relato, diria autobiográfico, emocionante e encantador pela força das imagens [narrativa visual] aliadas à letra comovente de quem deve ter passado por muito racismo, ullying, preconceitos e discrinações, desde os dez anos, por conta de sua orientação sexual, sua cor da pele, status social e tudo mais. Uma dolorosa e ao mesmo tempo preciosa narrativa audiovisual, embalada por um belíssimo arranjo musical, e uma harmonia de voz e acordes e despertares.
Como um curta-metragem, o "conto" musical inicia com o alter ego do protagonista com os olhos "zumbificados" que aos poucos recupera o olhar humano, recordando a vida do jovem que passou por diversas situações até se aceitar e ser aceito pela sociedade, numa sucessão de imagens contagiantes, sintonizadas e sincronizadas com a canção. E ao final, o fecho de ouro: o olhas humanizado tornando-se de novo zumbificado. Algo que promover uma empatia, surpresa, alteridade. Não sei se Lil Nas X leu a "Filosofia da composição" do poeta e escritor Edgar Allan Poe, mas com certeza sua poema visual musicado consegue promover no espectador o que Poe dizia ser o objetivo de um poeta com seu leitor.
Para complementar esta postagem sugiro vídeo do professor Ricardo Vassoler sobre o texto "A Filosofia da Composição", de Edgar Allan Poe, analisando seu poema clássico The Raven [O Corvo], em que conta como o elaborou seguindo alguns conceitos, além de ritmo, verso e harmonia:



E o mais curioso de tudo é que só descobri esse clipe, gramas a meu filho, chamado Allan em homenagem ao poeta Poe. Allan, o Roig, meu filho, quando dirigindo nosso carro colocou sua playlist do Spotify e imediatamente busquei no Shazzam pra depois pesquisar no YouTube e me encantar com a força desse videoclipe genial. Aliás, um clipe que parece um curta e que incluirem em projeto de mesmo nome, já destacado aqqui neste meu blog educacional. Vejam link abaixo:

Clipes que parecem Curtas - Projeto unindo mídias, literatura e língua portuguesa [2011]

Usar clipes, curtas, contos, cenas de filmes são alguns dos recursos que eu, professor de Língua Portuguesa, Literatura e Filosofia, utilizo em meu fazer pedagógico, poético e filosófico. Usar letras de canções, recortes de notícias, versos de posia, conceitos filosóficos são formas de promover debates e reflexões sobre a vida através da arte e da cultura. Afinal, como digo faz tempo: "Toda poesia profunda é filosófica, toda filosofia instigante é poética". ;-)

A seguir link para a tradução da letra da referida canção:

SUN GOES DOWN - TRADUÇÃO DA LETRA

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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Expectativa versus Realidade: cena em tela dividida do filme "500 dias com ela" que serve para reflexão sobre a vida e a arte




O vídeo acima, Expectativa VS Realidade (Cena - 500 dias com ela), como o próprio título indica, trata-se de um recorte de um filme em que as protagonistas convivem sob duas perspectivas e que a cena em questão, feita em tela dividida demonstra como tudo pode ser analisado sob ponto de vistas diversos.
professores e alunos, pais e filhos criam expectativas de vida, estudo, trabalho uns aos outros. Nem sempre algo que o professor considere relevante será captado pelo alunado, da mesma forma que um pai com seus gostos e babagem terá a mesma expectativa junto aos filhos realizadas, nem tudo que é amizade se torna amor. Pais desejam que filhos sigam suas profissões, outros querem compensar nos filhos a profissão que não pode ter e assim por diante.
Na escola literária denominada de ROMANTISMO havia uma idealização do mundo bem diversa da realidade; até mesmo no chamado REALISMO era uma visão urbana que nem sempre dava conta do real amplo, o NATURALISMO via a periferia com olhos de centro; no campo político, o ufanismo é uma paixão nacionalista, o próprio nacionalismo idealiza uma identidade em relação ao outro, o estranho, o estrangeiro. Todos, de certa forma, são estranhos uns aos outros, até que passaem a conviver e se reconhecer. temos mais em comum uns com os outros, do que diferenças.
Nem sempre a vida nos dá essa visãod e TELA DIVIDIDA entre expectativa e realidade, mas a vida é feita de visões múltiplas do real e nem sempre há aquela ideia de AMOR CORRESPONDIDO. Como nas trocas de mensagens pelos meiso eletrônicos, pode haver falha de comunicação, de interpretação, afinal, ENDENDER e COMPREENDER são dos lados de uma mesma moeda. Entender é mais relativo ao que o texto oferece e Compreender refere-se mais a bagagem sociocultural do interlocutor, daquilo que está além das palavras, do contexto mais amplo. Muitos parecem aos olhos de uns herois quando agem como vilões; outros apresentados como vilões podem ser figuras mais complexas, heroicas, simbólicas, emblemáticas.
O filme 500 DIAS COM ELA serve como entretenimento, reflexão poética e filosófica, sociológica, histórica e muito mais; podendo ser utilizado na integralidade ou em partes, como a cena acima, dentro do marcador #CINEDUAÇÃO deste blog educacional. Pode-se inclusive com uma cena, um clipe, um curta proporcionar uma atividade integrada de interpretação textual e produção textual.
Abaixo, alguns outros audivisuais em que a narrativa visual é contada em tela dividida:







Por fim, indico essa resenha cinematográfica do filme 500 DIAS COM ELA, feita pelo canal ELEGANTE, a respeito dessa questão envolvendo "o que é se apaixonar pela ideia (e não pela pessoa real)":



Observação:
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domingo, 9 de janeiro de 2022

Coração Vago: clipe que parece curta, numa intertextualidade entre cinema e música, aproximando dois clássicos da Sétima Arte




O vídeo acima, Heart Vacancy [Coração Vago], é um belíssimo videoclipe do grupo vocal The Wanted [Os Procurados] e me remeteu imediatamente ao projeto que desenvolvi a partir de 2010, com alunos do ensino fundamental e depois do ensino médio, intitulado CLIPES QUE PARECEM CURTAS, de propor à narrativa visual uma interpretação e leitura imaginante, em que da palavra cantada surgisse uma palavra contada pelos jovens, muitas vezes preenchendo lacunas, dando novos finais, interpretando dados, observando a sequência lógica das cenas, a continuidade, a coesão e coerência da descrição, como se numa redação para o Enem.
"Heart Vacancy" é belo, criativo e encantador, pois flerta, de forma inetrtextual com dois clássicos da sétima arte, os famosos e maravilhosos "Cinema Paradiso" [1988], de Giuseppe Tornatore e "A Rosa Púrpura do Cairo" [1985], de Woody Allen. O clipe, primeiro mostra uma pequena vila, parecendo italiana, em que famílias se reúnem na rua para assistir a uma filme com cenas de uma família no interior de uma casa reunidas, e, em um segundo momento e plano, o protagonista do filme em questão percebe o interesse amoroso de uma espectadora em especial, retribuindo o afeto e atravessando a tela rumo à sua amada, como na obra de Allen.
Uma pequena história de amor, em múltiplos sentido: do amor entre um homeme e uma mulher, de uma fã e seu galã, da arte com a vida, da ficção com a realidade, etc.
Dando margem a uma interpretação livre do título da canção, de certa fomra, quando o coração está vago ele não impõe, geralmente, muitas barreiras, não delimita muitas fronteiras, que poderão ser ultrapassadas se a imaginação, a magia, a alegria, a simpatia e empatia favorecerem a relação entre duas pessoas que se olham, vindas de mundos tão diferentes, como se morassem em outra dimensão, independente de religião, raça, orientação sexual, classe social etc.
Um clipe que tem um tom de comédia romântica com os dois clássicos acima citados, em que o amor humano é pano de fundo para a grande declaração de amor à Sétima Arte, feita por Tornattore e Allen.
O final humorado, quando o casal retorna ao filme e as demais personagem enconsta o rosot na tela, tentando atravessá-la demonstra que não basta desejo, é preciso sentimento, emoção, talento, vocação no que se faz, nos ritos de passagem que a vida nos indica, que nem ser professor, por exemplo. Não basta estar diante de alunos, como se fossem espectadores diante de uma tela de cinema ou uma imagem projetada por um datashow. O espetáculo deve continuar com a participação do aluno, também como protagonista e não coadjuvante ou figurante do filme da nossa vida. O aluno quando atravessa a tela da informação que gera conhecimento, nunca mais será o mesmo e isso também é uma pequena declaração de amor à Educação emacipadora, libertária e inclusiva em todos os sentidos.
Quem nunca se apaixonou por uma personagem de livro ou filme? Quem não sonhou de olhos abertos em ser o protagonista do filme da própria existência?
No trânsito entre realidade e ficção, personagens de clássicos da Literatura ou do Cinema parecem ser mais reais que seres de carne e osso; pessoas reais, muitas vezes agem de forma caricata, como personagens de ficção. Quem não as encontrou em seu cotidiano, tanto uma como outra, que atire o primeiro livro ou smartphone no chão...
O coração quando está vago deve ser preenchido com informação que gera conhecimento, seja da pessoa amada, do cursos que se está participando, da profissão que se escolhe, da família que nos adota, do grupo social que nos acolhe...
Um clipe que parece um curta, e que me proporcionou essa reflexão sobre cinema, literatura, vida, amor, educação e muito mais. Se a vida imita a arte, o vice-versa tambem acontece, quando "passa um filme em nossa cabeça" em certas situações do cotidiano.
Abaixo, trailer's dos filmes mencionados anteriormente e quem merecem uma revisitação à luz do videoclipe em questão:





Por fim, a seguir, link para o PROJETO que desenvolvi usando clipes como se fossem curtas:

PROJETO CLIPES QUE PARECEM CURTAS

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sábado, 18 de setembro de 2021

Verdadeiro amor: clipe que parece um curta numa relação intertextual da música com o cinema, da literatura com a mitologia e a filosofia




O vídeo acima, True Love [Verdadeiro amor] é um belíssimo clipe [2013] que, ao vê-lo, remeteu-me imediatamente ao clássico e longa-metragem sueco O Sétimo Selo [1957], de Ingmar Bergman e ao filme Encontro Marcado [1998], de Martin Brest, pois a protagonista das três narrativas é a própria Morte que vem buscar alguém, e, no caso do clipe, acaba por se apaixonar pela filha da idosa que deverá embarcar no barco de Caronte, o barqueiro mitológico.
Vejam só, um belo e profundo clipe da cantora Eivør, com direção de Heiðrik á Heygum, que permite um diálogo intertextual entre música e cinema, literatura, mitologia e filosofia, pois envolve questões metafísicas, literárias e filosóficas, como vida e morte, amor e paixão etc.
Um primor de vídeo, cheio de alegorias, metáforas e simbolismos, para uma aula integrada entre Literatura, Filosofia, Artes com Produção Textual, para que, a partir da leitura de imagens, escrevam sobre o que é visto e cantado. Um clipe que parece curta, e que carregarei para projeto de mesmo nome, que desenvolvo desde 2010 [detalhes AQUI].
Na narrativa visual, a moça, depois de ver a Morte levar sua mãe, seguindo a lista que o barqueiro lhe dá, pensa que será a próxima e almeja reencontrar a Morte, num sentido literal, enquanto a Morte, apaixonada pela moça, desiste de seguir sua sina e se converte em humano para realizar seu sonho de amor. Algo que me lembrou, além do filme Encontro Marcado, o longa Cidade dos Anjos, de Brad Silberling, curiosamente também de 1998 [em que o anjo igualmente desiste da imortalidade para viver um grande amor], que é remake de Asas do desejo [1987], de Wim Wenders, e, por fim, a peça de Shakespeare, Romeu e Julieta [1597] e filme de Franco Zefirelli [1968], na questão dos desencontros que levam à tragédia final. Que fica subentendida a partir do abridor de cartas e a expressão da Morte ao ver a cena.
O beijo que a moça deseja da Morte, não é o mesmo que a Morte, em seu amor romântico pensa encontrar, tanto que resolve trocar de lugar com um sobrevivente de acidente, à beira justamente da Morte, oferecendo-lhe sua função e trocando suas vestes...
Um lindo clipe, pois, ao que parece, o desejo de ambos [moça e morte], de um reencontrar o outro, possuem finalidades bem diversas: ela, depremida, quer que a Morte a leva junta da mãe [o beijo que ela suplica é bem emblemático], a Morte quer viver um grande amor, junto de sua amada. Poético, filosófico, literário, artístico e transcendental, pois a morte da Morte, tornando-se mortal é ao mesmo tempo a morte do amor, já que a moça deseja apenas morrer, não de amor, mas seduzir a Morte para levá-la ao mundo onde se reencontrará com a mãe.
Abaixo, trailers dos filmes mencionados:











Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 28 de agosto de 2021

"A vida é um rio": música, literatura, filosofia e Redação do ENEM em atividade multidisciplinar [clipe, curta e escrita criativa]




O vídeo acima, A Vida é Um Rio, em sua versão acústica, de Raffa Torres, descobri via YouTube e trata-se de um ótimo audiovisual para uma atividade multidisciplinar, envolvendo os conteúdos de Artes, Literatura, Filosofia, Produção Textual e muito mais, com foco na Redação do ENEM.
Multidisciplinar, pois envolve clipe, curta estudantil adaptado de clássico da literatra brasileira, o conto a A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa, que tem um componente de existencialismo, uma corrente filosófica que teve em Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus seus expoentes, e serve tudo junto e misturado, para reflexão, visando a escrita criativa numa Redação para o ENEM, envolvendo justamente esses componentes curriculares, integrados de forma intertextual.
O Rio como metáfora, alegoria e simbologia da própria Vida. A escrita como representação de um pesamento que pode ser abstrato, subjetivo, metafísico, dentro de uma proposta objetiva, direta, concreta que a é a dissertação argumentativa do Enem. Trabalhar com argumentos por convencimento, na questão lógica e concreta; com argumentos persuasivos, trazendo bagagem sociocultural, afetividade, e o próprio existencialismo, dependendo do tema. Podendo-se incluir, inclusive, a Modernidade Líquida, conceito do pensador e sociólogo Zygmuth Bauman.
Abaixo, vídeo escolar adaptado do conto de Guimarães Rosa, além de links para postagens neste blog educacional, tratando de temas correlatos:



Outras postagens relacionadas ao tema:

A terceira margem do rio: criativo curta-metragem escolar inspirado no conto de Guimarães Rosa

"Daddy" [clipe da banda Coldplay] e "A terceira margem do rio" [conto de Guimarães Rosa]: a intertextualidade entre cinema, música e literatura

Abaixo, link para ler o referido conto:

A TERCEIRA MARGEM DO RIO, de João Guimarães Rosa

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Intertextualidade de clipe que lembra fábula "O Pequeno Príncipe", com o encontro entre homem, raposa e caracol [música, cinema e literatura]




O vídeo acima, Russian Farmer's Song [Canção do Fazendeiro Russo, tradução livre], da banda Keane, é daqueles clipes que parecem curtas, pela narrativa visual, cheio de metáforas, simbologias e referências intertextuais em um inusitado encontro de um homem com um caracol e depois uma raposa. Lembrou-me um pouco de O Pequeno Príncipe e outras fábulas nesse audiovisual, mas pode ser mera impressão...
Veio em minha mente aquela frase do referido livro de Saint Exupéry: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", vide imagem abaixo:



Para complementar essa ideia, encontrei um ótimo artigo de Rebeca Fuks, Doutora em Estudos da Cultura, para o site Cultura Genial, em que a mesma trata do "Significado e contexto da frase", em que a raposa diz para o Pequeno Príncipe, no capítulo XXI, e uma das passagens mais conhecidas e citadas da obra de Exupéry. Texto que indico leitura completa no link a seguir:

Cultura Genial: Frase Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas

Todo educador, seja pai ou professor, de certa forma é responsável pelo que cativa no aluno, seja o gosto pela leitura, pela arte e cultura, matemática, física, biologia, não importa. Todo educador é alguém que inspira o outro e pelo outro é inspirado, como em O pequeno Príncipe, como nesse clipe e outras obras que se relacionam de forma intertextual.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
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domingo, 18 de julho de 2021

A primeira tentativa: clipe que parece curta e que valoriza a importância do estudo, do esporte, da arte e da matemática em toda parte




O vídeo acima, The First Try [A Primeira Tentativa], é um belo clipe que parece um curta-metragem da banda Marble Sounds, em que a narrativa visual vai contando uma história através da palavra cantada.
Mostra a vida de um jovem responsável pela limpea de um ginásio de esporte e que enquando varre o chão, encontra uma solitária bola de basquete. Da primeira tentativa, sendo monitorado pelo segurança do prédio, às demais tentativa, uma frustração, pois não tem o talento natural para o esporte.
Entretanto, na segunda parte da história cantada, eis que surge um fato novo, e o jovem traz escada, fita métirca a passa a fazer cálculo de altura, distância, velocidade e tudo mais, e logo em seguida, através da elaboração de uma fórmula, eis que os arremessos seguintes passam a ser perfeitos, fazendo três cestas seguidas, para surpresa do segurança.
Um belo audiovisual para dinâmica de grupo, para tratar da importância do estudo, da dedicação, da observação, da formulação de ideias para o sucesso de uma empreitada. O esporte também pode ser uma ciência e cada vez mais os chamados "scouts" fazendo parte das grandes equipes, seja do basquete, volei, futebol e outras competições, a estatítica, a lógica,a mateática, assim como a arte, estão em toda parte. Valorizar o estudo, é tudo!
Da mesma banda, recomendo outro belíssimo clipe que se presta a reflexão sobre situação do cotidiano, na relação entre pais e filhos, chamado Leave a Light On [Deixe uma luz acessa], que é de uma delicadeza só e uma aula de pedagogia do afeto.



Dois audiovisuais que podem ser utilizados também em oficinas de Produção Textual, tanto de leitura de mundo como de escrita criativa.

Observação:
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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Promessas: clipe que poderá ser adaptado à aula de inglês aliada com produção textual, através de canção, letra e post-it




O vídeo acima, Promises [Promessas] é um clipe da banda The Boxer Rebellion, que descobri recentemente nos vídeos correlatos do YouTube, enquanto ouvia outra canção e achei interessante pela sucessão de imagens, pelas legendas, referentes à letra da canção, e pela sequência, com o uso de post-it e imagens, numa pequena narrativa visual que poderia ser utilizada em uma aula integrada de língua inglesa e produção textual, por exemplo.
Há um diálogo entre a palavra cantada e a história contada, que poderia unir professores e alunos na leitura de imagens e na escrita criativa, pois clipes que parecem curtas são ótimas ferramentas para dinâmica de grupo, para reflexão, interpretação e debate de ideias, deles decorrentes.
Clipes, curtas, contos podem ser ótimos repertórios socioculturais à escrita da redação, como exemplificação da argumentação.
Gosto tanto de usar clipes em meu fazer pedagógico, que em 2010 criei o projeto CLIPES QUE PARECE CURTAS, vide link abaixo:

CLIPES QUE PARECEM CURTAS: PROJETO UNINDO MÍDIAS, MÚSICA, LITERATURA E LÍNGUA PORTUGUESA

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domingo, 4 de julho de 2021

Inesperado: divertida e encantadora animação canadense tratando das previsibilidades, imprevisibilidades e intertextualidades da vida, do clima e do amor




O vídeo acima How Unexpected [Inesperado, tradução livre], é uma divertida e encantadora animação canadense, cuja direção é de Sara Kim, e é produção do Vancouver Film School.
O audiovisual trata da previsibilidade das pessoas e imprevisibilidade do tempo, e vice-versa. Dois jovens se encontram diariamente numa parada de ônibus. A moça sempre precavida, morganizada com o traje adequado para o que virá; o moço, de forma despojada, vestido para o clima que aparente, sem estar preparado para o inesperado.
Encaro como uma pequena metáfora da educação, do professor que planeja, adapta-se às transformações do tempo e do espaço escolar, das mundanças tecnológicas e metereológicas, que investe em metodologia e didática para evitar imprevistos, e quando esse acontecem, está sempre preparado, como famoso plano B: se falta luz ou trava conexão da internet, use material impresso, livro didático, faça uma saída de estudos etc. Do outro lado, aquele que se repete, que não está preparado pras mudanças bruscas - seja na pandemia ou não -, que conta mais com a sorte e que improvisa, nem sempre obtendo o resultado satisfatório.
Além da vida, do clima e do trabalho, há o inesperado, no que tange o amor... Amigos ou colegas que, de repente, pela convivência, transformam-se em um casal, mas isso é outro tema, que depende da metereologia interior e da natureza humana de cada um. ;-)
Uma animação que promove um diálogo intertextual com o clipe Bad Day [Dia Ruim], de Daniel Powder, que o editor deste blog educacional já utilizou em suas aulas de Produção textual, leitura de mundo e escrita criativa, no projeto Clipe que parecem Curtas. Vejam link a seguir para a postagem com o referido clipe:

Dia Ruim (videoclip Bad Day com Daniel Powter)

Projeto Clipes que parecem Curtas

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segunda-feira, 31 de maio de 2021

"Daddy" [clipe da banda Coldplay] e "A terceira margem do rio" [conto de Guimarães Rosa]: a intertextualidade entre cinema, música e literatura




O vídeo acima, Daddy [Papai], encontrei no YouTube e trata-se de bela animação e videoclipe da banda Coldplay que me fez lembrar do conto "A Terceira Margem do Rio", de Guimarães Rosa, principalmente em relação a vídeo produzido por alunos, adaptando a literatura ao cinema, conforme audiovisual já divulgado neste blog educacional, tempo atrás, e que trago de volta pela questão intertextual:



Aproveito a oportunidade para relembrar o conteúdo da postagem sobre o conto, através da produção de um vídeo estudantil, que dialoga com o clipe da Coldplay:

"O vídeo que tem participação de Gabrielly Victorino, conta com a música A Terceira Margem do Rio, de Milton Nascimento e Caetano Veloso, cuja intérprete é Victória Bertoldo. O professor orientador deste trabalho audiovisual, conforme indicação de Gabrielly, chama-se Renato. Um vídeo escolar que une as linguagens cinematográfica e literária, o conto e o curta-metragem.
A terceira margem do rio é um dos contos mais belos da literatura brasileira, pois trata de uma viagem pela memória que é a terceira margem do rio da imaginação. Um ótimo material para trabalhar a questão audiovisual no ambiente escolar, não é apenas reproduzir material de terceiro, mas adentrar a essa "terceira margem do rio" da Educação que é a produção de sentidos, de novos olhares e de curtas, contos, vídeos diversos com alunos e orientação do professor. Adaptar um conto, uma música, um causo, uma lenda etc., poderá proporcionar momentos de trocas de saberes entre professores e alunos."


Segue abaixo a interpretação de "A terceira margem do rio", feita por José Miguel Wisnik, que é conhecido e reconhecido músico, compositor e ensaísta brasileiro, além de professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo [USP]:



Indico também a canção "A Terceira Margem do Rio", na voz de Milton Nascimento e Caetano Veloso, que compõe o curta-metragem estudantil, acima mencionado:



Trabalhar com múltiplas linguagens [cinematográfica, musical, literária etc], faz parte do fazer pedagógico do editor deste blog educacional, desde seu início na educação. Inclusive um de seus projetos chama-se justamente CLIPES QUE PARECEM CURTAS, link AQUI.
Múltiplas linguagens permitem um diálogo mais aberto e franco com os jovens, sejam filhos ou alunos, e propiciam, além de leituras de mundo, escritas criativas.

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quinta-feira, 22 de abril de 2021

Seja Gentil: videoclipe que defende a ideia da "corrente de gentileza" com objetivo de inspirar o amor próprio e o bem comum




O vídeo acima, Seja Gentil, é um delicado videoclipe da cantora Kell Smith com direção de Mess Santos e nesses tempos pandêmicos, de distanciamento e confinamento social, é um pequeno oásis, diante de um noticiário tenso e preocupante.
Já na abertura, o referido audiovisual avisa que é um material para uma corrente de gentileza, feito com o objetivo de inspirar o amor próprio e o bem comum. Em seguida, a cantora Kell pergunta se as pessoas conseguem prestar a atenção na letra das músicas, no meio dessa correria. E imediatamente lembrei de diversas canções que ouvia, mais pela harmonia, justamente sem prestar a atenção na letra, ou no videoclipe, repleto de belas imagens e mensagens, muitos deles integrando depois o projeto "Clipes que parecem Curtas", em que é analisada a narrativa visual, a leitura de imagens e a escrita criativa.
A música é a linguagem universal e existem diversas letras de canções que são verdadeiras lições de vida, que podem ser material de aulas de História, Sociologia, Filosofia, Literatura, além de Produção Textual.
Se gentileza gera gentileza, sejamos gentis, e ampliemos essa corrente pelas redes sociais, digitais ou não.
Este clipe tive o privilégio de conhecer, graças a gentileza da colega e amiga Faby Cruz, de Rio Grande (RS), Brasil, supervisora da escola onde atuo, que disponibilizou aos professores no grupo de WhatsApp da instituição.
Um ótimo material para uma dinâmica de grupo também.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Nos olhos de quem vê: a incrível intertextualidade e atualidade entre seriado de TV e videoclipe [Arte, Filosofia e Sociedade]




O vídeo acima, Black and Blue (Sombria e Triste), trata-se de videoclipe da cantora Sia, e é um desses que carrego para um projeto que intitulei "Clipes que parece Curtas", justamente pela narrativa visual que traz. No caso, numa criativa linha do tempo invertida, mostra uma jovem que usa máscara num mundo distópico, em que todos são mascarados no cotidiano.
A referida canção é de 2016, mas o clipe parece retratar um contexto bem mais atual, neste nosso 2021, da pandemia da Covid-19, com as pessoas usando máscaras em todos os locais.
A letra da canção e as imagens do clipe nos permitem trabalhar ideias como autoestima, identidade, depressão e vida em sociedade, justamente nesses tempos tão sombrios e sem brios, de reality show em que cada um interpreta um papel, nem sempre em concordância com a autoimagem. Uma espécie de Caverna de Platão digital.
Já diziam que os olhos são as janelas da alma, e nesses tempos de usar máscaras por questão de saúde pública, tem sido curioso ver olhos que sorriem, que falam, que cantam, e muito mais, sem que a boca (coberta) precise emitir um único som.
Indico abaixo link para a tradução da canção acima citada:

BLACK AND BLUE - TRADUÇÃO

E o mais interessante neste videoclipe é que o mesmo me remeteu, de forma intertextual a um episódio do seriado Além da imaginação episódio, o de número 39, da temporada 2002/2003, denominado, curiosamente de "Nos olhos de quem vê", que pode ser visto a seguir:



Este episódio dialoga e muito com o clipe, pois em ambos o diferente deseja ser aceito pelos demais, ainda que a ética e moral dos outros seja discutível. Faz parte do humano pertencer a um grupo. Mas muitas vezes aquele grupo poderá ser tóxico, tentando impor a sua versão dos fatos, nem sempre em acordo com a realidade. Vide o fenômeno das Fake News.
Estes dois vídeos: um curta-metragem e um clipe podem ser materiais para trabalhar leitura de imagem, interpretação textual e visual, além de escrita criativa nas aulas de Produção Textual e Redação. Pode também ser uma atividade integrada na área de Linguagens, entre as disciplinas de língua portuguesa e língua inglesa; e/ou na das HUmanas: Sociologia e Filosofia.
Abaixo, indico link para a temporada completa de Além da Imaginação (2002), com outros vídeos provocativos, motivadores e criativos:

Série Alem da imaginação - temporada 2002 completa

Observação:
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Amada: videoclipe que parece curta-metragem com bela mensagem de resistência e resiliência [música, cinema e sociedade)




O vídeo acima Beloved (Amada), da banda Mumford & Sons, é um dos inúmeros videoclipes que parecem curta-metragem, e que podem ser lidos como uma narrativa visual em que a letra ou apenas os acordes promovem despertares.
A história cantada gira em torno de um filho, uma mãe, um hospital, uma fuga e um cavalo...
A mensagem, não é de escapismo, nem fuga da realidade, muito pelo contrário. É de uma beleza e tristeza na devida proporção, pois retrata o dia de um menino que descobre a beleza e a tristeza da vida, junto de sua mãe em estado terminal num hospital.
Essa mãe, num último suspiro, convida o filho para uma aventura por um dia, amos andando pela cidade, pegando cavalos e se dirigindo à praia. Há toda uma carga imagética e simbólica em cada frame do clipe e em cada versos da canção. Destaco esse poderoso refrão: "Antes de partir, você tem que saber que é amada/ E antes de partir, lembre-se de que eu estava com você/ E enquanto você se vai/ Eu não vou te deter, amada". Mais que uma triste despedida entre mãe e filho, é um pequeno hino à esperança, ainda criança.
Das coisas que mais lembro de meu pai, depois que ele partiu, foi das aventuras que ele me convidava e meus irmãos, quando éramos crianças. Pular muro de estádio de futebol, para empinar pipa; subir nos degraus da torre da igreja matriz para ver a cidade do alto; andar num calambeque de um amigo, tendo que descer para empurrar a todo m omento,c aso quiséssemos chegar à praia, onde ele nos ensinou a boiar e nadar... Pequenos tesouros imateriais que guardarei comigo para sempre, como o menino que atravessou o dia rumo á noite, junto de sua mãe, montados em cavalos.
A vida, que imita a arte, é, ora mágica, ora trágica, e cada um traz consigo essas pequenas lembranças que são tesouros de valor incalculável.
Ao final do clipe, surge a dúvida: foi tudo um devaneio (sonho acordado) do menino, ou uma doce recordação? Seu olhar perdido, dentro do carro e depois a surpresa ao ver os dois cavalos presos no mesmo poste, deixam a cargo do leitor a interpretação...
Abaixo, um pouco do projeto que criei em 2011, exatos 10 anos, envolvendo literatura, música, cinema e sociedade:

Clipes que parecem Curtas - Projeto unindo mídias, literatura e língua portuguesa

No blog Educa Tube Brasil tem a #tag (marcador) #cipoesqueparecemcurtas indicando diversos audiovisuais como estes, que podem ser adaptados ao fazer pedagógico, em Literatura, Artes, Produção Textual etc.

A seguir, vídeo em meu canal Educação 3D+ sobre o mesmo projeto:

Clipes que parecem Curtas - Projeto unindo mídias, literatura, música e sociedade, no canal EducAção 3D+