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terça-feira, 3 de novembro de 2026
O que realmente me assusta: Frankenstein sente-se humano apenas no Halloween [provocação filosófica e sociológica sobre a inclusão]
O vídeo Frankenstein - What really scares me [O que realmente me assusta] é um curta-metragem de animação por IA [inteligência artificial] de Simon Weyer [2026], bem criativo e provocador, pois com humor e leveza toca em temas complexos e delicados como inclusão e solidão, a partir da figura do monstro Frankenstein, que não é aceito pelos demais.
Um audiovisual ue pode servir como metáfora para a inclusão em sentido amplo, seja de neurodivergentes, nerds, solitários etc, que não se enquadram no padrão de normalidade da sociedade, e que, por incrível que pareça, no Halloween sentem-se humanos como os demais, pois são aceitos naquele contexto.
Uma dura crítica à sociedade que fala de igualdade, mas não promove a equidade [o equilíbrio], tampouco a inclusão, que muitas vezes se trata apenas de uma interação, já que requer infraestrutura, pessoal especializado, planejamento, adequação de tempo e espaço, tolerância, empatia, alteridade e muito mais.
Ainda que o curta, inspirado no clássico da litertura gótica de Mary Shelley, não tenha essa proposta, eu, como educador, vejo no vídeo um ótimo recurso para promover debate filosófico, sociológico e pedagógico sobre esses temas: inclusão, neurodivergência, solidão, empatia, planejamento escolar, inteligência emocional etc.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
O Departamento das Coisas Esquecidas: curta de animação sobre arquivista idoso que cataloga tudo [memória e esquecimento]
Encontrei nos vídeos correlatos do YouTube esse curta-metragem de animação intitulado The Department Of Forgotten Things [O Departamento das Coisas Esquecidas], criado e dirigido por Nicki Rathore, em 2026, utilizando recursos de IA [inteligência artificial]. Um pequeno audiovisual que considero uma preciosidade por destacar a importância da memória diante do esquecimento; ou seja, envovle também inteligência emocional.
O curta mostra a vida do Sr. Fich, um arquivista idoso que segue sua rotina de catalogar, carimbar e armazenar coisas "esquecíveis" por serem consideradas obsoletas, como: materiais esportivos, utensílios antigos e até sensações raras [paciência, privacidade, atenção, empatia, verdade, curiosidade, escuta ...], até que chega a própria humanidade ou o senso de... diante das virtualidades e digitalidades.
Além da ficção, no plano da realidade, memória e esquecimento travam uma grande batalha em tempos digitais que destroem livros raros após sua digitalização. A burocratização da vida, cada vez mais vivida na esfera digital, a falta de conexão humana e tantas outras coisas que estão sendo esquecidas e tornadas esquecíveis: benzedura, tricô e croché, escrita à mão, manufaturas, alfaiataria, corte e costura, giz, elementos culturais, livro físico, contato com a natureza e outras coisas mais...
Lembro-me de postagem que fiz em 2013, neste blog educacional, sobre palestra ao TED "Aprendendo com um movimento pés-descalços, por Bunker Roy", que já tratava disso, de universidade que foi idealizada e fundada por ele [o indiano Bunker Roy], décadas atrás, em Rajasthan, na Índia, segundo ele: "uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias." E mais que isso: preservar o conhecimento de coisas que com o avanço das tecnologias será perdido se não for preservado pela memória e a história.
De acordo com Roy: "os mais extraordinários conhecimentos e habilidades que as pessoas muito pobres têm, que nunca são trazidos ao conhecimento público, que nunca são identificados, respeitados, aplicados em larga escala" e ai pensou em fundar a Universidade dos Pés-Descalços, uma universidade só para os pobres, resgatando e sistematizando este conhecimento popular, e passando a visitar as aldeias mais pobres da Índia". Uma espécie de biblioteca viva do conhecimento humano.
Vejam a referida palestra no link abaixo:
Aprendendo com um movimento pés-descalços, por Bunker Roy (TED)
E você, caro visitante do Educa Tube Brasil, tem alguma memória familiar preservada em algum departamento pessoal de coisas esquecidas, tipo caderno, caixinha, gaveta, como receita culinária da avó; fotos antigas e amareladas em álbuns; livros, revistas e jornais impressos; brinquedos antigos feitos com sucata; maquinário vintage [mimeógrafo, máquina de escrever, câmera analógica] etc? Comente a respeito.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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domingo, 1 de novembro de 2026
Entrevistando os Monstros que assustam as crianças: curta-metragem de animação em IA impactante, comovedor e surpreendente
Encontrei esse vídeo, MONSTERS – An AI Halloween Short Film made with Kling 4.0, inicialmente em versão legendada no Instagram de Eu Thaynara Morais, sobre Entrevista com os Monstros que assustam as crianças, e que as visitam à noite, mas o final avassalador, impactante e comovedor é também surpreendente, no estilo "plot twist", pois ficamos sabendo que os verdadeiros monstros são outros e mais próximos de nós que imaginamos. [ativem legendas e tradução no YouTube]
Essa poderosa animação em curta-metragem feita por IA [inteligência artificial] foi feita por Simon Meyer, em parceira com as produtoras PROMPTR e NO MORE, e trata da violência contra mulheres e abuso contra crianças dentro dos lares, o local que deveria ser um refúgio e se torna uma prisão em muitas situações. E como fala um dos monstros imaginários: "Criança deveria ter medo do escuro da noite e não da luz do dia". Simbólico, metafórico e tremendamente assustador, diante dos inúmeros casos de violência no mundo real.
Como apresenta Meyer, esse poderá ser o filme mais assustador que você poderá ver no Halloween. E que provoca uma profunda reflexão, principalmente com o dado final: "Uma em quatro crianças no mundo vive com uma mãe que sofreu violência do parceiro no último ano" [dados de 2025, e o curta é de 2026]. Audiovisual, terrivelmente atual, que deveria ser assistido e debatido por todos os educadores, sejam pais ou professores.
Impossível não ficar empático com os monstros imaginários e indignado com os monstros reais, nesse curta retratados.
Acima, a versão original de Meyer, que localizei em seu Linkedin, e abaixo a versão legendada, que encontrei no Instagram de Davision:
EM TEMPO: Complementando esta postagem, resgato uma postagem mais antiga [2013] em que trata de tema semelhante, vide link a seguir:
Os monstros de minha casa: documentário sobre a violência contra a criança
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domingo, 18 de outubro de 2026
Encontro: uma vida inteira em cinco minutos [curta-metragem sobre dois quase estranhos num trem da vida]
ENCOUNTER [Encontro] é um curta-metragem de produção russa [2018], com direção da Fatima Zoloeva, que "Conta a história de dois ex-namorados que se encontram no metrô depois de muitos anos. No momento em que seus olhares se cruzam, o peso dos anos, as mágoas e os arrependimentos ecoam silenciosamente em seus olhos. Esses apaixonados, que não se viam há anos, sem dizer uma palavra, compartilham todos os seus sentimentos apenas com o olhar.
Por um instante, sentem que tudo permaneceu igual. Naquele momento, parece que o tempo parou. As lágrimas que brilham nos olhos dos ex-namorados dizem tantas coisas... Talvez as dores mais profundas e as maiores esperanças da vida estejam escondidas nesse breve encontro"; eis o resumo que encontrei no YouTube sobre esse comovente audiovisual que permite ver a vida como um trem [no caso, metrô], cheio de passageiros, em enconttros e desencontros. Viver é ser passageiro dessa imensa estação de trens que vêm e vão, de pessoas que são passageiras em nossa vida e outras se tornam tripulantes de nosso viver. Cada relacionamento que se encerra, nem sempre tem um culpado, pois ambvos contribuíram por ação ou omissão para esse descarrilamento.
Duas pessoas que foram apaixonadas, construíram uma família, imaginaram projetos, dividiram dívidas e sonhos, e com o tempo se tornaram estranhos num vagão, se encontrando por casualidade. Nem sempre estamos na mesma estação, seja de trens, metrô, do clima, do rádio, da vida...
Um curta, de apenas pouco mais de 5 minutos, mas que permite uma profunda reflexão. Um material para uma interpretação textual e uma escrita criativa com alunos, sugerindo a eles descrever, recontar e quem sabe, reimaginar um outro final para essa história de amor.
Certa vez, de passagem, ouvi comentário de duas colegas professoras, uma delas comentando com a outra que depois de 10 anos, finalmente, tinha assinado o divórcio e aquela pessoa com que ela dividiu cama, sonhos, projetos, despesas, era um estranho para ela. Saí com aquela frase [Eram estranhos] pipocando na mente e logo em seguida escrevi a poesia, link abaixo:
PALÍNDROMO AMOROSO - POESIA NO BLOG CONTROLVERSO
Em tempo: a imagem que ilustra o poema é uma colagem artesanal que fiz à época, usando apenas recortes de revistas, tesoura e cola bastão e digitalizando o resulado para o computador.
Vejam que outras versões, como temas musicais diferentes causam impactos diferentes também, como logo a seguir, que encontrei no Instagram, com a canção de Paloma Faith "Only Love Can Hurt Like This" [Só o akor pode machucar assim, tradução livre]:
Vide o clipe e legendas da canção "Only Love Can Hurt Like This" [Só o amor pode machucar assim], de Paloma Faith, que faz parte da trilha de uma das edições do curta Encounter [Encontro]:
Para complementar essa postagem, nos vídeos correlatos do YouTube, encontrei o clipe The One That Got Away [Aquele que escapou, tradução livre], de Katy Perry, que parece trazer uma mensagem semelhante ao curta Encontro. Vejam a seguir:
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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Uma Vida Contigo: campanha "Help", mais que comercial de seguros; comovente lição de vida
Uma criativa campanha publicitária, intutilada Uma Vida Contigo, para companhia de segura espanhola, valendo-se da letra da canção "Help", dos Beatles de fundo, ilustrada por cenas de dois irmãos já idosos que compartilham o mesmo espaço durante a velhice. Mais que um comercial de empresa de seguros, cada detalhe desse curta-metragem fala com o espectador, valorizando a amizade, os momentos juntos de quem se ama, da solidariedade e muito mais.
Viver bem a vida e pensar no futuro, além de uma apólice de seguro, é aproveitar o próprio viver, principalmente, incutindo nos jovens a necessidade de planejar o futuro, que parece hoje bem distante, mas que chegará. Educação financeira, poupança, seguro, plano de saúde, convênios etc, são formas de organizar, planejar e otimizar o tempo e a própria existência.
Um vídeo belo, criativo e comovente que se encerra com uma frase poderosa e motivadora: No hay nada más humano que ayudar y ser ayudado. #UnaVidaContigo [Não há nada mais humano do que ajudar e ser ajudado].
Mais um material que encontrei no Instagram de Alberto Lima e que serve pra promover interpretação textual e escrita criativa com jovens e adultos.
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terça-feira, 4 de agosto de 2026
Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo
O vídeo de humor que intitulei "Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento" encontrei no Instagram de Arthur do Marketing é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações.
Do ponto de vista literal, ser como crítica àqueles que confundem tempos e espaços, faixas amareladas de restrição com faixas de chegada de uma corrida. A situação corriqueira de uma corredora desatenta que faz toda essa confusão, comemorando a chegada de uma corrida contra si mesma sem perceber que se trata de um espaço isolado de um crime reflete o cidadão comum e também seu senso comum, confundindo "alhos com bugalhos", como diz a sabedoria popular.
Do ponto de vista semântica, da busca pelo significado das palavras, das ideias, dos termos de uma oração, seja ela visual, escrita, falada, fotografada, filmada, pintada etc, é entender a função que a linguagem possui, além da mera referencial [remeter a algo], mas também emotiva, poética, apelativa etc. Além do sentido figurado que as palavras possuem: irônico, metafórico, simbólico... Ou mais amplo, um sentido filosófico, ideológico, espirtual, ético, moral, social...
Interpretar o que palavras e imagens oferecem é uma competência para o século XXI, povoado de recursos tecnológicos que criam uma pós-verdade, confundindo o real com o fake. Saber não superinterpretar textos também é necessário, sem atribuir a uma obra, seja qual for, valores, ideias, conceitos que ao tempo da produção não existiam, é outra necessidade básica do leitor do século XXI; que não dá mais boa noite para o William Bonner, diante da TV ligada no telejornal, porém, conversa com chatbot [IA] como se estivesse tratando e convivendo com um ser humano.
Compreender que nenhuma linguagem é isenta, toda ela é todada de camadas e mais camadas do eu no mundo, de suas influências culturais, é essencial. Por isso que, desde 2009, este blog educacional sem fins lucrativos se vale de audiovisuais diversos para passar mensagens relevantes que podem ser adaptadas à educação de professores e alunos, como clipes, curtas, cenas de filmes, propagandas, slides, animações etc, abrindo um leque de possibilidades, não apenas sintáticas, mas, principalmente, semânticas. Assim sendo, a metáfora é uma das figuras de linguagem que permite a ampliação dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo. Vemos o mundo na perspectiva do local e do tempo em que estamos, de preferência, em diálogo com outros tempos, espaços e sujeitos.
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sexta-feira, 31 de julho de 2026
"As manchas do bullying": curta de animação e propaganda para campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos
O curta de animação As manchas do bullying, propaganda e campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos, encontrei inicialmente no Linkedin de Ludmilla Duarte e posteriormente no YouTube e trata-se de criativo, comovente e necessário vídeo para se discutir o bullying e suas implicações. Valendo-se da linguagem simbólica da mancha "viva" que acompanha o menino [e com ela a depressão, medo, ansiedade etc], associa-se também ao produto da publicidade de forma não ostensiva, sutil, delicada, pois, ao final do curta é informado ao espectador que dados indicam que essas manchas em uniformes escolares são sinais de que a criança ou jovem sofre algum tipo de bullying. E um dado alarmente constante na sinopse do vídeo: "De acordo com pesquisas, cerca de 7 milhões de crianças já sofreram alguma forma de bullying no espaço escolar. Além dos traumas gerados por essa forma de violência, o bullying é um problema silencioso que exige atenção e cuidado dos pais, responsáveis e educadores".
A cena final em que o menino aprende a como lidar com essas manchas e auxilia uma colega é didática, pois o audiovisual permite a abordagem de um tema complexo, sério, urgente e necessário.
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quarta-feira, 29 de julho de 2026
"Comece algo novo": a vida é curta e os sonhos não têm prazo de validade [campanha publicitária e motivacional]
O vídeo "Comece algo novo" [Empieza Algo Nuevo] parece como muitos outros por aí, com foco motivacional e emocional, mas que após cenas repetitivas de idosos num parque toma outra direção e dimensão a partir da postura daquele idoso que sempre, dia a dia, retorna aquele local. Mas num dia em especial, ele retorna com algo novo e isso faz toda a diferença daí em diante.
Trata-se de inventiva, criativa, comovente e divertida campanha de marketing e publicidade para a IKEA Espanha, em 2013, que só vim a descobrir via Instagram do Artur do Marketing e depois achei no YouTube.
Uma inteligente campanha publicitária da agência S.C.P.F. para empresas de cadeiras que, mais do que vender um produto, foca na ideia de viver a vida a cada dia, de forma única, e no ideal de saber aproveitar cada momento, buscando novas experiências, conhecendo novas pessoas e lugares.
Enfim, um audiovisual motivador sem ser piegas, publicitário sem ser ostensivo, criativo e humano, num tempo em que ploriferam vídeos produzidos por IA em que tudo parece massificado, pasteurizado, feito por algoritmos. O algoritmo da vida é bem mais compelxo e imprevisível que o das inteligências artificiais. Um vídeo que valoriza, inclusive, a inteligência emocional, combate o etarismo, os estigmas e os estereótipos de idade.
Um ótimo material para uma dinâmica de grupos, para interpretação textual e escrita criativa de jovens e adultos, e mais que isso, para uma diálogo entre gerações.
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terça-feira, 28 de julho de 2026
"Siga o fluxo. Seja o fluxo": bela animação para trabalhar com grupos sobre liderança, colaboração, cooperação e motivação
Esse belo fragmento de animação que não localizei nome, mas que encontrei na página do Linkedin de Adriano Siqueira com o tÍtulo de "SIGA O FLUXO. SEJA O FLUXO", é um belo exemplo de material, muito além do motivacional, pois serve para dinâmica de grupos sobre liderança, trabalho colaborativo e cooperativo, sim. Porém, se presta a atividades diversas de interpretação textual e escrita criativa, aula sobre as funções da linguagem etc.
O que seria esse fluxo? O que seria ser esse fluxo? Perguntas que podem ser feitas tanto a jovens como adultos, pela atemporalidade e universalidade do tema.
Quantos de nós, através de um amigo, um colega, um vizinho, um parente, mudou sua rota, seguindo seu exemplo? A animação trata disso de forma poética e filosófica.
Enfim, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", parafraseando versos de Fernando Pessoa. Afinal, valer-se de audiovisuais em atividades escolares, profissionais, de formação, capacitação e qualificação profissional é um meio de criar uma ligação com o outro. O poder das imagens é enorme e saber lidar com ele, de forma adequada à atividade é essencial.
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segunda-feira, 27 de julho de 2026
Autognose: curta-metragem de suspense e metáfora do autoconhecimento
O curta-metragem AUTOGNOSE, de 2018, com direção de Bill Szilagyi, encontrei no canal de vídeos DUMELA, no YouTube, e considero o audiovisual como uma metáfora do autoconhecimento.
O curta inicia com uma epígrafe de John Donne, poeta metafísico inglês: ""Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada homem é uma parte do continente, é uma parte do todo", promovendo uma reflexão sobre o fato de que estamos sempre morrendo e revivendo a cada fase da vida, nos reconhecendo e desconhecendo com o passar do tempo, entre encontros e desencontros conosco, entre o que sonhamos e realizamos, entre o que fizemos e o que deixamos de fazer.
Na apresentação do vídeo no YouTube é uma descrição direta: "Um jovem vagueia em busca de respostas. As vezes o que procuramos pode estar lá fora. Mas as vezes pode estar dentro de nós mesmos".
Da ficção para o mundo real, quantos de nós não se sente sozinho, ilhado, em busca de um sentido para a vida? Por falta de autoconhecimento, seguimos por caminhos que não nos levam a lugar algum, seja acadêmico, profissional, sentimental...
Muitas vezes tentamos "matar" a melhor parte que temos, ou ressuscitá-la quando deixamos de ser aquela pessoa. Quem eu sou? De onde vim? Para aonde vou? perguntas que nos acaompanharão e acompanham a humanidade desde sempre.
Quem não aprende com os erros, com a vida e com os outros corre o risco de viver numa dízima periódica, repetindo-se, como no curta-metragem".
Um bom material para uma aula de filosofia, mesclada com arte [cinema e literatura]. Além disso, pode ser usado numa oficina de leitura crítica e escrita criativa, com alunos do ensino médio, para que interpretem as imagens e indiquem as mensagens que ele possa conter.
Para quem quiser mais informações, segue página do filme: https://dumela.tv/autognose/
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terça-feira, 21 de julho de 2026
Abra Seus Olhos: curta-metragem feito em menos de 24h pra curso de cinema e que trata sobre o excesso do uso dos meios digitais
O curta-metragem ABRA SEUS OLHOS, que encontrei no canal Dumela Filmes, no YouTube, considero genial pela simplicidade de meios, objetividade de filmagem [produzido em menos de 24 horas] e amplitude de mensagem, com direção de Bill Szilagyi, fotografia de Bea Ramos, argumento e direção de arte de Cris Szilagyi, roteiro de Carole Lago, montagem de Sara Machado e trilha sonora "Dark Waters" por Alex Collier. Um curta, como consta na apresentação do YouTube, feito "como exercício de um curso de cinema em Campinas/SP".
E a mensagem universal é a que o vídeo indica: "O que você faz com a tecnologia, ou o que ela faz com você". Mais do que perguntas retóricas, são constatações sobre o uso excessivo dos meios digitais, aproximando quem está distante, mas distanciando que está próximo, se não for dosada essa experiência imersiva. Como todo vício, nem sempre o usuário percebe essa dependência. Mas os maiores prejudicados, além do usuário, são aqueles que convivem com o dependente digital.
Um ótimo material para reflexão e debate. Curto, direto, objetivo.
Parabéns ao elenco do curta: Mayra Pacela, Adriano Pacela, Carole Lago, Cris Szilagyi e Bill Szilagyi.
Segue link para o canal de vídeos Dumela Filmes, no YouTube,c omo outros audiovisuais:
DUMELA FILMES
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domingo, 12 de julho de 2026
Tela dividida: uma ideia na mente, uma câmera na mão e uma TV projetando imagens ao fundo [cinema em casa e acervo digital escolar]
Encontrei esse vídeo divertido e criativo no Instagram de D V Productions, monstrando em tela dividida o filme e o making of da criação de um curta-metragem doméstico, em todos os sentidos, bastando ter uma ideia [roteiro], uma câmera e uma TV funcionando como cenário de fundo, passando imagens. Ideia simples e interessante de fazer literalmente um estúdio de cinema em casa, a partir de recursos acessíveis, e que pode servir de inspiração a professores e alunos para produção de vídeos diversos, trabalhos criativos e materiais didáticos.
O audiovisual foi divulgando pela Nikon Índia, mas imaginem só uma aula de geografia, história, literatura, filosofia projetando imagens diversas na TV e professores e alunos podendo ser atores dessa produção Netflix artesanal.
Grande projetos podem nascer de ideias simples, acessíveis e que permitem sua manutenção e reprodução, sem a necessidade de grandes investimentos financeiros. Quantas aulas ficariam mais dinâmicas, com a participação dos alunos na colaboração da produção audiovisual de conteúdos educacionais. Sem falar que o professor e a escola poderiam criar no YouTube um canal, restrito ou aberto, para reunião desse acervo, funcionando como repositório institucional e material para reutilização na sala de aula com outras turmas e professores. Fica a dica: uma tela dividida entre o cinema e a educação!
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quinta-feira, 25 de junho de 2026
Singular: curta-metragem que proporciona sentimentos plurais #CinEducacao [cinema, educação e filosofia]
Singular é um curta-metragem, de Miguel Atanes, com um final em aberto que permite múltiplas possibilidades e que proporciona seu uso numa aula de interpretação textual e escrita criativa, ao final, convidando os alunos do ensino médio a fazerem unma releitura a partir do que entenderam, do que poderia ser esse amigo invisível, que seu José não vê [será?] nas câmeras do condomínio, ou não deseja contar a moradora do apartamento 74, uma pessoa singular e solitária que deixa mensagens pela casa.
"Essa é a vida que você sonhou?"; "O que aconteceu com a felicidade dos velhos tempos?"; "Seja única, seja só você" são alguns dos bilhetes deixados pelo eu lírico dessa moradora a si mesma, e, antes que interpretemos isso com sinais de alguma patologia [alzheimer, esquizofrenia, amnésia], pode ser um tipo de filosofia poética, de auto conversação, como muitos que falam sozinhos,e, no caso dela, escreve mensagens pra si, como um ajuste de contas entre o eu do passado e o eu do presente, entre o que sonhado e o que é vivido.
Fiquei a pensar sobre um bilhete para enviar pra mim: "Você foi fiel aos sonhos do menino?" e eu responderia que sim, e que não mudaria nada nesse roteiro entre o imaginado e o vivenciado.
Vendo o curta, lembrei-me dessa passagem de Dante Alighieri: "No meio do caminho da nossa vida / me vi numa floresta escura”, — Divina Comédia, Inferno, Canto I. E fiquei filosofando sobre essa floresta escura que cada um traz dentro de si, em alguma momento da vida. A moradora do apartamento 74, parece-me que tinha uma rotina, um algoritmo simplificado e singular:> de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sendo o único contato, além dela própria, o seu José. Quantas outras pessoas vivem assim, dentro de suas cápsulas do tempo, pequenos apartamentos, sem conviver com outras pessoas, igualmente singulares?
Plurais são as emoções que esse curta-metragem proporcionam ao espectador.
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
Um segundo atrasado: curta-metragem poético-filosófico que flerta com as múltiplas possibilidades que a vida nos oferece
O curta-metragem "One Second Difference" [Um Segundo Atrasado, tradução livre], produzido em 2026, conforme apresentação no YouTube, trata "sobre o timing e as pessoas que quase conhecemos" e que podemos refletir sobre nossas vidas as múltiplas realidades paralelas que se abrem ou poderiam existir a cada porta que abrimos ou fechamos, a cada viagem que fazem ou deixamos de fazer, a cada amizade que conquistamos e perdemos, e por aí vai. Cada escolha e não escolha que fazemos e os dilemas e angústias decorrentes delas, como diria o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard em "O Temor e o Tremor".
Na sinopse do YouTube consta: "Um homem corre para pegar um trem a caminho de uma entrevista de emprego… mas e se uma única decisão pudesse mudar seu futuro para sempre? Dois estranhos, três realidades, um pequeno momento que muda tudo."
A palavra estrangeiro é derivada de estranho, um estranho vindo de longe. E todos nós, em determinado momento somos estranhos para alguém e alguém é estranho para nós, até mesmo nós nos sentimos estranhos, vez em quando, diante do espelho. Entretanto, todos somos frutos de escolhas que fazemos e não escolhas [não escolhemos o nome próprio, os pais nem o país, e são situações que moldam nossa identidade e jeito de ser].
Pelas estranhezas do viver, eu, por exemplo, escolhi fazer Direito e me tornar advogado, fiz vestibular, passei, cursei a faculdade, mas a Vida me tornou professor. Quando criança, imaginava me tornar bombeiro, depois astronauta. O Tempo me moldou como escritor e poeta, e me fez ver o mundo sobre outra perspectiva.
Temos, de certe forma, vidas passadas numa mesma existência, diante de relacionamentos que iniciamos e que se findam, empregos que ingressamos e empresas e profissões que vamos trocando durante o viver. Iniciamos estranhos para pessoas que serão nossas grandes amizades ou amores, terminamos como estranhos para essas, quando os relacionamentos se distanciam [pelos mais variados motivos] ou se encerram.
Uma das únicas, das milhares de poesias que escrevi, desde os 17 anos, justamente, denominou-se, originalmente, ERAM ESTRANHOS, e foi fruto de uma conversa entre duas colegas, que ouvi quando eu estava de passagem, em que uma delas confessava que após 10 anos de separação, enfim, tinha ido assinar o divórcio, e aquela pessoa com quem ela dividiu leito, sonhos, despesas etc, era um completo estranho para ela. Vide abaixo o referido poema, feito em forma de PALÍNDROMO AMOROSO.
PALÍNDROMO AMOROSO - BLOG CONTROLVERSO
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Sua ação faz a diferença: vídeo de curta-metragem com ideia genial [interpretação de textos e meio ambiente]
SUA AÇÃO FAZ A DIFERENÇA [Your Action Matters] é um vídeo curto que traz uma longa mensagem, da importância de cuidar da natureza, a partir de pequenos gestos com recolher o lixo. Vincular o recolhimento ao renascimento da natureza é uma ideia genial, com visual simbólico e universal que atinge todos os públicos. Um audiovisual da Agency21 que serve de motivação para eventos envolvendo interpretação de texto e meio ambiente, entre outras possibilidades de uso inteligente, criativo e inovador.
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Diferente: curta-metragem sobre a amizade de Emily e Sam, dois jovens diferentes um do outro
Diferente é um curta-metragem premiado, com direção de Tahneek Rahman e Derian Persuad que encontrei nos vídeo correlatos do YouTube que trata da amizade entre Emily e Sam, que vão descobrindo aos poucos que apesar das diferenças têm coisas em comum: ela surda e ele cadeirante.
Um audiovisual para tratar de interpretação textual, empatia, alteridade, e as diferenças que temos uns com os outros.
Reiterando a frase que encerra o curta: "Quão diferente você é?" Já parou pra pensar nisso?
Pais e filhos, professores e alunos, empregados e empregadores, cada qual possui suas diferenças...
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 3 de maio de 2026
"Isso é IA": divertido curta-metragem e a sensação de que tudo é produzido por inteligência artificial [humor e filosofia]
O curta-metragem de 2026 That's AI (Isso é IA, tradução livre), com roteiro e direção de Sebastian Lopez [@harteliuslopez] encontrei nos vídeos correlatos do YouTube, e é uma divertida e necessária crítica à sensação que muitos têm, de que tudo hoje em dia é produzido por inteligências artificiais [IAs], cada vez mais sofisticadas, ao ponto de duvidarmos de coisas como o curta demonstra: a criatividade humana. Uma paranoia digital [no ritmo da pós-verdade] se instalou no cotidiano. A cena final dos "seis dedos" é emblemática e sarcástica.
A versão original, no YouTube, é legendada em inglês, mas pode ser ativada a tradução automática. As cenas são autoexplicativas e serve esse material para uma aula integrada e interdisciplinar de Língua Portuguesa [produção e interpretação de textos] com língua inglesa.
Os produtores do curta alertam: não foi usada IA em sua filmagem e produção, de uma forma irônica e ao mesmo tempo declarativa.
Entretanto, exemplos não faltam de textos bem escritos sendo considerados produzidos por IA [A Declaração de Independência das 13 colônias inglesas na América, escrita em 1776, já foi taxada de ter sido escrita por IA], fotos e filmes idem. Materiais bem produzidos tornou-se sinônimo de confecção por IAs, o que se torna um paradoxo, pois os bons escritores serão taxados de copiadores, enquanto são as IAs é que copiam o conhecimento humano.
Se não houver um protoloco de uso, e uma forma mais adequada de verificação de obras feitas por IA, o talento humano será depreciado e terá que conviver com a suspeita, o descaso e a comprovação permanente de autoria. Em contrapartida, as IAs se apropriam do vasto conhecimento humano para, além da criação, do uso indevido, sem o pagamento de direitos autorais pelas megacorporações [big techs] que julgam-se acima do bem e do mal, e não respeitam legislações, e utilizam toda sua riqueza, poder e influência para barrar qualquer tipo de regulação.
Enfim, o vídeo para se discutir arte e cultura, tecnologia e sociedade, sociologia e filosofia, legislação e ética, entre outros temas relevantes e necessários.
Há que se discutir os chamados FALSOS POSITIVOS, em que o chatGPT e outras IAs acusam textos de serem produzidos por IAs, justamente por usarem travessões, expressões sofisticadas, e uma ótima escrita, sem levar em conta que podem ser estudantes que tenham ´potima bagagem sociocultural e que tenham hábito de ler muito. Ao memso tempoo que muitos alunos se valem do chatGPT para fazerem trabalhos escolares, escreverem redações etc. Vejam a matéria sobre plágio digital AQUI e AQUI.
Eu, particularmente, nos anos 1980, participei de concurso literário regional para estudantes do ensino médio, recebendo o 2º lugar com minha redação chamada "Sangue Farrapo". Duas décadas depois, uma professora que foi da comissão julgadora me confidenciou, após nesse meio tmepo saber que me tornei escritor, poeta e professor de língua portuguesa, recebendo prêmios e reconhecimento, de que a banca considerava naquele tmepo meu texto muito superior ao nível de um aluno secundaristas. Todavia, naquela época não havia Google , IA ne,m recursos para verificação, e optaram, por segurança, ao invés de me dar o primeiro lugar ou me desclassificar sem provas, de receber o segundo lugar no evento. A comissão não sabia que eu era "rato de biblioteca" que lia mais de 5 livros por semana, um pouco de tudo [literatura, filosofia, biografias, política, economia etc], como um preparatório autodidata para o vestibular. [passei para o Direito no ano seguinte ao referido concurso]. E mais: tempos depois, já reconhecido como professor, escritor e poeta, participei de comissão julgadora de concurso literário de poesias, e a banca suspeitava de uma jovem de 16 anos, que escrevia poemas profundamente filosóficos, que segundo alguns, seria incoimpatível com a idade. Pedi licença e contei a história do jovem que eu fui e que sofreu também com essas suspeitas. A história se repete...
Em tempo: esta postagem não foi produzida por IA. :-)
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quinta-feira, 30 de abril de 2026
Final alternativo do filme "Interestelar" feito por IA: proposta de escrita criativa com alunos e Mostra de Cinema estudantil na escola
O vídeo produzido por IA [inteligência artificial] com final alternativo para o filme Interestelar, encontrei no CATAi Portal e é um impressionante exemplo como a edição de imagens por meio de IAs pode, tanto criar maravilhas, como este curta-metragem, como também preocupar diretores, atores, produtores, roteiristas, escritores e artistas em geral, que têm sua produção textual apropriada sem tomar conhecimento dos direitos autorais.
A IA é uma ferramenta, como o foram o cinema, rádio, TV, computador, internet. Entretanto, a ressalva que faço ao uso indiscriminado das IAs é justamente sobre a não proteção do direito autoral e do lucro total pra megacorporações que dominam esses recursos se apropriando de talentos humanos, sem pagar pelo uso devido ou indevido, o que é, por si só, .
Apesar disso, o vídeo em questão me proporcionou um "insight". E se ao invés de usarmos a IA, convidarmos nossos alunos pra imaginarem finais alternativos para filmes, sériados, livros, músicas, usando a IN. Sim, a Inteligência Natural [e emocional] deles, jovens, criando finais alternativos.
Recentemente, numa aula sobre a literatura e cinema, e as formas narrativas de cada uma dessas artes, passei para uma turma de 1º ano do ensino médio o episódio "A fenda", do seriado Amazing Stories, da AppleTV, produzido por Steven Spielberg. Quando encerrou a projeção, muitos alunos pensaram em finais alternativos, na informalidade, e o papo rendeu diversas possibilidades que poderiam ter sido exploradas ao fim do episódio. Cada uma mais criativa que a outra, a partir da perspectiva individual e da bagagem cultural de cada aluno.
E se os professores de língua portuguesa e literatura sugerissem aos seus alunos finais alternativos para diversas obras literárias, inclusive, adaptadas para o cinema, como Dom Casmurro, de Machado de Assis; O retrato de Dorian Gray, de oscar Wilde; A Hora da Estrela, de Clarice Lispector; Grande Sertao:Veredas, de João Guimarães Rosa, Capitães de Areia, de Jorge Amado; Vidas Secas, de Gracialiano Ramos, entre outros clássicos da literatura nacional e mundial? #ficaadica Talvez, os resultados fossem surpreendentes e as aulas se tornassdem mais produtivas, divertidas e atraentes, incluisve, usando recursos de IA para produzir curtas-metragens para apresentação em aula, gerando uma pequena Mostra de Cinema Estudantil de curtas-metragens na escola.
Abaixo, final oficial do filme Interestelar, de Chris Nolan:
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quarta-feira, 15 de abril de 2026
O tempo... A vida... O relógio dos bons momentos e a filosofia dos dias
Encontrei esse vídeo no Linkedin de Célia Sequeira, de Lisboa, Portugal, e é um daqueles audiovisuais que vão bem além do meramente motivacional, do marketing e da publicidade, pois são atemporais, já que falam de coisas universais como a vida, o tempo, o amor, as escolhas, aquilo que nos marca no relógio dos bons e maus momentos. Ou seja, aquilo que nos faz ser quem somos, entre escolhas e não escolhas. Não escolhemos nosso nome, nossos pais, o país em que nascemos e essas não escolhas são parte visceral de nossa identidade.
Como dizem os filósofos existencialistas: toda escolha representa uma angústia, uma renúncia, uma decisão. Como em multiversos, cada escolha é uma porta que se abre pra uma realidade alternativa e deixamos de ser o que éramos para nos tornarmos outra pessoa: a escola, o trabalho, os amigos, enfim...
Somos frutos daquilo que vemos, ouvimos, lemos, com quem convivemos e tudo isso compõe esse mosacio vivo de lembranças, sonhos, recordações, decepções, desejos e medos.
Por isso, o que importa é valorizarmos cada momento como único, cada pessoa em sua individualidade, cada tempo no seu devido tempo.
Um belo material para leitura de imagens e escrita criativa numa aula de produção textual.
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quinta-feira, 5 de março de 2026
A Imitação da Vida: memória, história, arte e cultura [videoclipe, realidade simulada, produção textual e IA]
O videoclipe Imitation Of Life [Imitação da Vida] da banda R.E.M. é um daqueles materiais multifuncionais que o professor de artes, língua portuguesa, literatura, produção textual, filosofia etc poderá utilizar em diversas atividades com alunos por conta de suas imagens.
Primeiro como uma aula sobre arte e literatura, conceituando a ideia de representação, de estética, de cultura. Pode tratar de interpretação textual e memória. Pode tratar de simulação do real por meio da arte, como um jogo entre o autor e o leitor/espectador. Como o poder da memória, no resgate da história. Se quiser, também utilizar o audiovisual como análise filosófica e sociológica sobre a vida em sociedade e os detalhes que passam despercebidos, pelos recortes históricos que são registrados, pelo ponto de vista que o autor escolhe ao retratar algo, ao escrever um texto. Sobre o contexto em que uma produção textual está inserida.
Enfim, um clipe pode ser uma pequena aula inter e multidisciplinar, como material para uma dinâmica de grupo e sensibilização para um tema teórico posterior na arte, literatura, língua portuguesa, filosofia, sociologia etc. Inclusive sobre a arte em tempos de Inteligência artificial e o poder da inteligência humana na produção audiovisual, com menos recursos e mais criatividade.
Dá, inclusive, pra falar de técnica cinematográfica, plano-sequência, edição de imagens, curta-metragem... De o professor com seus alunos documentarem metodologias e didáticas na sala de aula; de projetos de estudo serem produzidos de forma audiovisual, como um repositório institucional da escola para outros alunos e educadores que virão. Memória escolar e social da prática escolar.
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