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domingo, 2 de agosto de 2020

Capela Sistina: experiência imersiva em visita virtual em 360 graus

A imagem acima é da SISTINE CHAPEL, mais conhecida como Capela Sistina, situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade-Estado do Vaticano, dentro do museu do Vaticano. Capela famosa pelos diversas pinturas em suas paredes e tetos, que possui um link na internet que permite uma experiência imersiva, em 360 graus, por meio de visitação on-line, clicando AQUI.
Um belo material compartilhado via WhatsApp por meu ex-professor Péricles Gonçalves, de Rio Grande Rio Grande do Sul, Brasil.
Um recurso virtual, não apenas para professores de Artes, mas de História, Literatura, Filosofia, Arquitetura e outros mais.
Conforme a Wikipedia:
"É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli.
A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.
Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido."


sábado, 20 de abril de 2019

Diálogo atemporal, universal e tremendamente atual entre cinema, educação, religiosidade e sociedade




A cena acima entre Jesus e Judas, no filme A Última Tentação de Cristo, que encontrei na rede social, é emblemática, pois trata-se de um diálogo atemporal, universal e ainda tremendamente atual: "Se você não muda o que está dentro das pessoas, o ódio, o veneno, a ganância, você só mudará os romanos que estarão nos dominando. Mesmo se você sair vitorioso, ainda estará cheio de veneno. Você tem que quebrar a corrente da maldade".
Diante dessa onda de intolerância, discurso de ódio, xenofobia, racismo, discriminação, misoginia e tudo mais, chega ser curioso que o que mais propagam isso, trazem nos perfis e avatares a expressão "cristão", "cidadão de bem", "patriota" e outras que são tão contraditórias a suas ações extremistas.
A arte em geral, e a literatura e o cinema, em especial, em seu diálogo intertextual, sempre provocam em espectadores e leitores profundas reflexões, como essa cena do referido filme de Martin Scorsese, de 1988.
Trabalhar com cenas de filmes aliadas a trechos de livros, com clipes e poesias, "tudo vale a pena se alma não é pequena", já disse Fernando, uma Pessoa singular falando sempre no plural. No dia que aprendi que "!Navegar é preciso, viver não", trata-se de precisão por equipamentos e não de necessidade, esses versos, o poema e a própria poesia no sentido amplo passou a ter outro significado pra mim. Dar significação ao processo educacional, mostrar a importância da socialização, do aprender uns com os outros, do motivo de aprender Literatura, Matemática e qualquer outra disciplina, abre a mente do aluno para o próprio sentido do viver.
Entre o Cristo histórico e o religioso, entre o literário e o filosófico, quantos ensinamentos podemos ter com as passagens bíblicas, suas parábolas e metáforas, independente de ser religioso ou não.
A arte a cultura e a sociedade precisam sempre dialogar.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

E afinal, o que é esse tal de Natal?!? (pequeno vídeo muito mais do que motivacional)




O vídeo acima Melhor definição de Natal que eu já vi! é um vídeo que encontrei no Facebook da colega e amiga Berenice Teixeira Renê , orientadora educacional de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se, provavelmente, de alguma campanha publicitária que não consegui identificar, mas que traz uma bela mensagem de Natal, além da questão motivacional.
Um material que promove uma reflexão para o verdadeiro espírito natalino de solidariedade, amor, religiosidade, compaixão, empatia, alteridade, quando numa manhã fria de inverno (no hemisfério Norte), um menino olha pela janela e vê uma menina brincando sozinha com a neve e a convida para entrar em sua casa, onde ele está com seu avô. Quando a menina pergunta para o menino "o que é o Natal" ele, num gesto fraternal, responde da melhor forma, que dezenas de palavras não poderiam dar conta, com um abraço forte e sincero.
Um vídeo simples, delicado e comovedor para se tratar de valores humanos não apenas em épocas festivas. Uma filosofia do viver.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O poder destrutivo da difamação: cinema e educação




O vídeo acima, nomeado como O poder destrutivo da difamação, encontrei no Facebook da professora Luci Pires, de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se de cena emblemática do filme Dúvida (2008), de John Patrick Shanley (vide abaixo a mesma cena extraída do YouTube), em que no ano de 1964, o carismático padre Flynn (Phillip Seymour Hoffman) que tentar mudar os costumes rígidos de uma escola dirigida pela irmã Aloysius (Meryl Streep):



Conforme sinopse do filme: "Os ventos das mudanças políticas sopram pela comunidade e, de fato, a escola acaba de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. Mas quando a irmã James (Amy Adams), uma freira inocente e esperançosa conta à irmã Aloysius sobre sua suspeita, induzida pela culpa, de que o padre Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a irmã Aloysius se vê motivada a empreender uma cruzada para descobrir a verdade e banir o padre da escola. Agora, sem nenhuma prova ou evidência, exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma batalha de determinação com o padre Flynn, uma batalha que ameaça dividir a Igreja e a escola com consequências devastadoras".
Uma cena dramática e poética em que pelo uso da metáfora do travesseiro e as penas, em comparação com os boatos disseminados que não poder ser recuperados e corrigidos, permite uma reflexão sobre o poder destrutivo da calúnia, da injúria e da difamação em qualquer setor. Uma dúvida que gera muitos conflitos...
Aliada a essa cena, recomendo outra, de trecho do mesmo filme, sobre o Primeiro Sermão do Padre Flynn, dela extraída as seguintes frases: "A Dúvida pode ser uma ligação tão poderosa e sustentável como a Certeza. Quando estão perdidos vocês não estão sozinhos". Algo que me lembrou antiga citação que podemos incorporá-la à educação e a metodologia de projetos de aprendizagem: "As certezas são provisórias e as dúvidas permanentes". Dúvidas geradas pela aprendizagem, pelo interesse de transformar informações em conhecimento devem ser estimuladas no ambiente escolar, boatos, bullying, jamais.



Por fim, recomendo a leitura a seguir de resenha do referido filme, feita no blog Caderno de Chamada, feita pelo colega e amigo, Felipe Nóbrega, educador de Rio Grande (RS), Brasil:

FILME DE ESCOLA: O PODER DA DÚVIDA

sábado, 26 de março de 2016

Professora em campo de refugiados na Palestina vence prêmio Nobel da Educação usando jogos, brincadeiras e a não-violência




O vídeo acima Hanan al-Hroub Video: Palestinian teacher wins $1 million Global Teacher Prize é sobre a premiação recentemente recebida pela professora Hanan Al-Hroub, o Global Teacher Prize (comparado e chamado por alguns de Prêmio Nobel da Educação) e que anualmente destaca práticas educacionais relevantes pelo mundo.
Este ano foi escolhida uma professora responsável pela "Samiha Khalil High School", sscola localizada em um campo de refugiados na Palestina, recebendo 1 milhão de dólares de premiação.
A professora Hanan utiliza em suas aulas brinquedos, brincadeiras, jogos incentivando seus alunos a não-violência, o que é algo comovente e avassalador, em se pensando o local e o tempo em que professores e alunos estão submetidos, e a constante violência na região.
O método desenvolvido de aprendizagem, segundo o portal HuffPost Brasil "para dissipar a tensão na região, marcada pelo conflito entre Israel e Palestina" e que essas atividades "de aprendizagem permitem que as crianças se apropriem dos conteúdos em sala de aula por meio de brincadeiras".
"Eu ganhei. A Palestina ganhou. Todos nós temos o poder, nós podemos mudar o mundo", disse ela, quando seu nome foi anunciado pelo papa Francisco via vídeo.
Conforme ainda a notícia:

"Hanan disse que vai usar o prêmio para criar uma bolsa de estudos que ajude a divulgar seu método de ensino e também para apoiar outros professores na Palestina.
Segundo o Independent, Hanan cresceu em um campo de refugiados palestinos, e começou a dar aulas depois que seus filhos testemunharam um tiroteio no caminho da escola. A partir dai, ela começou a refletir como os professores poderiam ajudar as crianças que vivem situações traumáticas.
O prêmio é concedido pela Fundação Varkey, uma organização sem fins lucrativos que deseja impulsionar o ofício dos professores, e faz isso premiando educadores que influenciam o campo educacional positivamente"
.

Como tem sido fala recorrente do Educa Tube Brasil: "É a simplicidade de projetos de estudo e trabalho, que são extensão do projeto maior de vida que permitem sua sustentabilidade e continuidade". O exemplo da professora Hanan é ao mesmo tempo simples, sustentável e cativante, pois trabalha com a realidade local, com as brincadeiras, os jogos e com vontade de fazer o seu melhor, com os recursos e as possibilidades que tem. Ainda que não sejam as condições ideais de estudo, de trabalho e de vida, nem por isso ela deixou de acreditar em seus sonhos e torná-los realidade.
Outra fala recorrente do Educa Tube Brasil é cotação atribuída a León Tolstoi e que se adapta como uma luva â mão, na questão da professora Hanan é a que diz: "Queres ser universal, canta a tua aldeia". No caso de Al-Hroub, torna-se literal, pois os campos de refugiados nada mais são do que pequenas aldeias em um mundo tão fragmentado, necessitando de modelos exemplares de convivência e civilidade, apesar do pesares...

sexta-feira, 11 de março de 2016

Museu Afro Brasil apresenta a História de maneira lúdica pelo pertencimento




O vídeo acima Museu Afro Brasil, descobri na rede social e trata-se episódio 4 da série Conhecendo Museus, que visa "à valorização da história negra africana e afro-brasileira". Foi criado em 2004, e destaca a rica cultura em fotografias, pinturas, gravuras, documentos e peças no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, localizado dentro do Parque do Ibirapuera, São Paulo (SP) Brasil.
Segundo dados, "o museu que abriga mais de 5 mil obras, sendo 2.163 doadas pelo artista plástico Emanoel Araújo, que teve a ideia de criar o museu e hoje é seu curador. Um sonho realizado por esse baiano para contar a história de um povo sofrido, mas que soube vencer com dignidade", valorizando a igualdade e o pertencimento, através da dança, religiosidade, culinária, a língua, as festas, os costumes, arte etc.
De acordo com outro vídeo, na Rede Vida, link abaixo, "Museu Afro Brasil, na capital paulista, conta a história dos africanos de maneira lúdica, inclusiva e digital. A jornalista Moniele Nogueira visitou o espaço cultural e mostra as curiosidades":

Museu afro apresenta história de maneira lúdica

A seguir, vídeo produzido pela Revista Nova Escola, sobre o Museu Afro Brasil, cujo tema é Trabalho e Escravidão:



domingo, 29 de novembro de 2015

Natal das Crianças: Encantadora encenação dos alunos da educação infantil




O vídeo acima Natal das Crianças, trata-se de cativante encenação das crianças da Educação Infantil do Colégio E. Pe. Colbachini, de Nova Bassano, RS, Brasil, feita em 2014, e coordenada pela professora Marli Dagnese Fiorentin , editora do Blogosfera Marli.
O trabalho encantador ou se ver as imagens aliadas ao áudio em que as crianças contam, ao seu jeito, a história do Natal, com seu sotaque peculiar, da serra gaúcha.
Ainda que seja uma versão muito particular, torna-se universal, por encenar um tema como o Natal e por ser feito por crianças, que por si só já encarnam esse espírito de nascimento e renascimento...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mestres jedis: Cinema, videogame, tecnologia e o "arrebatamento" educacional




O criativo vídeo acima, Star Wars: Battlefront Live Action Trailer – Become More Powerful, descobri na rede social, no portal Brainstorm9 e remete ao filme Star Wars (Guerra nas Estrelas), mas trata-se de trailer para anunciar o jogo eletrônico, inspirado nesta série de George Lucas.
De forma intertextual, o vídeo dialoga com outra série cinematográfica, chamada Deixados para trás, que trata do arrebatamento religioso, em que boa parte da população da Terra desaparece, e os que são "deixados para trás" aguardam um sinal: o fim dos tempos?
Conforme a Wikipedia: "O Arrebatamento é um conceito que está presente em algumas interpretações da escatologia cristã, inclusive o dispensacionalismo, criadas a partir do século XIX, cujo pontapé inicial foi dado pelo ministro anglicano John Nelson Darby. É uma interpretação de vários livros bíblicos, como por exemplo o Apocalipse, livro da revelação dada ao apóstolo João sobre o futuro da humanidade. Trata-se de um momento no qual Jesus resgataria os salvos para a Nova Jerusalém, deixando na Terra os demais seres humanos que não o aceitaram como salvador".
Religião à parte - respeitando o credo de cada um e lembrando também que ainda vivemos num estado laico -, pensando primeiro o cinema e a tecnologia e depois a tecnologia e a educação, há que se discutir outras relações de arrebatamento artístico, cultural, social e educacional.
Na propaganda acima, da "frente de batalha", traz a participação da atriz Anna Kendrick, que com uma faca de cozinha às mãos, faz alusão ao sabre de luz dos jedis, ao dizer: “Se você me atingir, eu me tornarei mais poderosa do que você é capaz de imaginar”. E em seguida é transportada para o universo do jogo que é simulação do filme.
Transpondo a imersão no universo do cinema e dos jogos eletrônicos e seus arrebatamentos visuais, a tecnologia na educação ainda não produziu esse arrebatamento no aluno, que filmes e jogos provocam, fazendo-o quase desaparecer e adentrar a outro mundo, enquanto vendo e jogando.
As tecnologias na educação, ainda requerem uma metodologia adequa para sua utilização causar um arrebatamento educacional, que não seja uma mera transposição da mesma prática escolar, feita antigamente por papel carbono e mimeógrafo, depois atualizada para o retroprojetor e atualmente para o projetor multimídia ou datashow.
Da folha mimeografada para a transparência e slides, e hoje para os slides digitais, transformou-se o meio, mas a finalidade em si, continua a mesma, ou seja: novas tecnologias requerem novas metodologias e não o simples adaptar-se à novidade, nem tão nova assim, já que o conceito continua o mesmo, de copiar, de transferir, independentemente da ferramenta utilizada.
Pensar a função da câmera fotográfica de um smartphone como um scanner de mão é inovador, digitalizando documentos, textos, fotografias etc. Utilizar o datashow para projetar mensagens de final de ano, que poderiam ser feitas de forma impressa, é apenas sofisticar a tradição. Usar um aplicativo para celular, de geolocalização, tipo GPS (existem diversos utilizados por corredores e ciclistas como o Strava, por exemplo) para desenhar uma saída de campo com alunos em uma aula de geografia, é inovador. Mas fotografar esse passeio apenas para mostrar aos pais, em reunião, é sofisticar a tradição.
Entre a cópia e a criação, a reprodução e a produção de conteúdo em coautoria com o aluno, eis a sensível diferença que causa o autêntico "arrebatamento" do alunado para o universo do professor. E, nem sempre, necessariamente, requer a utilização de tecnologias eletro-eletrônicas. O quadro e o giz, bem utilizados dentro de uma proposta que promova a imaginação do alunado causa também outros arrebatamentos. Tudo é questão de didática e metodologia adequadas à proposta educacional que se pretende utilizar. Tudo depende de organização, planejamento, troca de conhecimentos, parceria com outros colegas e com os alunos.
Se de forma intertextual o vídeo dialoga com videogames e cinema, de forma interdisciplinar, este material serve para propor atividades de "arrebatamento" entre professores das mais variadas disciplinas, em atividades que possam o conhecimento de ambas transitarem, seja em uma saída de campo em torno da escola, seja em alguma atividade em seu interior. Basta unir forças para enfrentar o lado oculta da Força que é a repetência, a evasão, a violência e outras situações que preocupam a comunidade escolar.
Todo professor é um mestre, ainda que nem todos sejam um mestre Yoda ou um jedi. Mas utilizar-se do universo dos jogos, do cinema, da arte e cultura em geral, poderá provocar um saudável arrebatamento escolar...

domingo, 29 de março de 2015

Deus Não Está Morto: a questão pedagógica mais que a filosófica, jurídica e religiosa entre professor e aluno (Cinema e educação)




O vídeo acima, trata-se do cena emblemática, didática e pedagógica do filme Deus Não Está Morto (God's Not Dead), de 2014, dirigido por Harold Cronk e com a atuação de Shane Harper, Kevin Sorbo, David A.R. White, entre outros e que assisti recentemente.
Conforme sinopse: "Quando o jovem Josh Wheaton entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia que não acredita em Deus. O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista - até se afastar das pessoas mais importantes para eles".
Sem querer ser um spoiler, evitarei dar detalhes de seu final, mas o que me interessou no filme, mais do que a questão filosófica, metafísica, existencial de Deus, foi justamente a questão pedagógica, presente neste ótimo filme, em que o professor severo, um tanto autoritário e seguro de si, ateu convicto e praticante, para queimar etapas de conteúdos, pede aos alunos que assinem uma declaração de que "Deus Está Morto" para que sigam em seus estudos.
Diante da negativa de um aluno cristão, confesso e praticante, o professor resolve que este defenda o seu Deus, permitindo que durante alguns encontros com a turma ele seja, digamos, seu advogado de defesa, enquanto o professor atua como promotor de Justiça e o resto da turma será o juiz.
Como é uma cadeira essencial (pré-requisito) para seguir nos estudos naquela faculdade, a maioria capitula, mas Josh aceita o desafio, e durante estes encontros traz, através de uma apresentação de slides, seu ponto de vista. E o que seria apenas uma falsa democracia, quando na verdade seria uma forma de ridicularização do aluno pelo professor, torna-se algo mais complexo, com réplicas e tréplicas.
Como dito anteriormente, mais que um exercício de defesa de alguma fé, ou da negação desta, é uma boa oportunidade para pensar na possibilidade que um conteúdo possa ser dado de forma interativa, entre professores e alunos, feito um seminário, que envolva pesquisa, defesa e contestação de dados, do que um ato meramente expositivo, passivo e sem espaço para troca de ideias.
O filme é surpreendente por diversas possibilidades de utilização, mas principalmente para exemplificar como pode estimular o debate em uma turma.
Debater é justamente defender um ponto de vista, oferecendo uma visão de mundo, amparada em dados, fatos, provas, como em um julgamento, em que a articulação de ideias, a oratória, a argumentação são necessárias. O próprio formato de seminário proporciona o exercício de falar em público, ainda que seja reduzido, restrito apenas ao professor e seus colegas de turma.
Dentro desse tema de debates, indico também, link abaixo, outro filme fabuloso, intitulado O Grande Desafio, inspirado em fatos reais, sobre um professor e seus alunos debatendo com as grandes universidades norte-americanas:

O Grande Desafio: cinema, educação e sociedade

Por fim, o criativo videoclipe God's Not Dead, que é tema do filme Deus Não Está Morto, da banda Newboys:



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Lição de vida - Como ser um Super-Herói (ou A Pedagogia do Exemplo que a todos contagia): música, educação e sociedade



O vídeo acima Lição de vida - Como ser um Super-Herói trata-se de linda mensagem, canção e vídeo, que descobri por acaso no You Tube, mas nada - nem mesmo o acaso - é por acaso, digo eu.
Um vídeo religioso e motivacional, com lindíssimo refrão: "... com Deus eu posso voar, voar é aprender a amar..." Mas que serve também para tratar da Pedagogia do Exemplo, que pode a todos contagiar (em casa, na escola, no trabalho, na sociedade), se cada um fizer a sua parte, no particular, pensando no universal, no outro.
Este mundo individualista e consumista pode mudar, se ao invés de querermos, de forma exibicionista, ser o melhor, fizermos apenas o nosso melhor... Nem herói nem super-herói, apenas seres humanos que amam ao próximo como a si mesmos... Eis a verdadeira lição, que todo educador, seja pai ou professor pode dar ao seu filho e aluno.
Como no vídeo, o Educa Tube conhece (e tem divulgado) diversos exemplos de professores que fazem a diferença por mostrar como se faz e atrair com sua "pedagogia do exemplo", não apenas a admiração do aluno, mas seu apoio e participação nos projetos de aprendizagem, nas atividades curriculares e extra, etc. Quando se toma uma iniciativa plural, nada mais continua individual... Muito educador, através das redes sociais tem, não só divulgado suas experiências didáticas, como conhecido a de outros mundo afora, e com isso, trocado diversos saberes... O futuro da educação e da sociedade é justamente este: socializar saberes que às vezes ficam retidos apenas entre as quatro paredes de uma sala de aula... è o que o Educa Tube Brasil denomina de a "corrente do bem"...
Em tempo: a belíssima canção que ilustra o vídeo, chama-se Super-Herói, de Thiago Grulha é parece uma oração em forma de canção, ou é uma canção em forma de oração. :-))

domingo, 20 de outubro de 2013

Som de Melodias e o fio condutor da interdisciplinaridade e da intertextualidade (música, cinema e educação)



O belíssimo videoclipe acima Sound of Melodies (Som de Melodias), da banda Leeland, descobri, graças a indicações de algumas bandas de rock, feitas via Twitter pelo amigo Paulo Henrique, de Natal, RN, Brasil.
Ao assistir duas, três, diversas vezes este belíssimo clipe, cuja letra e banda têm enfoques aparentemente religiosos, pensei em utilizá-los em sua universalidade, ou seja, de forma intertextual e interdisiplinar, por conta da força de suas imagens e mensagens...
O vídeo, produzido em 2006, possui uma narrativa cinematográfica, isto é, para mim parece um curta-metragem em forma de vídeo musical, pois tem o fio condutor, literalmente, na imagem de três personagens (um idoso, uma mulher adulta e um menino) que seguem um cabo de som até o seu surpreendente final...
As primeiras imagens mostram coisas do passado, como relógios de ponteiros, tipo despertador, telefone com discador, retratos antigos e amarelados, até se fixar na imagem de um idoso solitário, tomando uma sopa, que percebe uma caixa de som e segue o fio, o cabo, quem sabe, procurando sua fonte de alimentação... O que será que nos conecta uns aos outros? Qual a fonte de alimentação de nossos sonhos?
Em seguida, o idoso encontra noutro cômodo, um menino, igualmente solitário, jogando videogame diante de um televisor e este o acompanha naquela mágica e misteriosa viagem, e diante de uma porta, vão os dois sair no camarim de uma atriz, também sozinha. Então, os três seguem pelos corredores de um prédio, até chegar ao palco ou estúdio onde a banda Leeland esta em plena performance. Os três (o menino, a mulher e o velho) seguem por uma porta lateral, capitaneados pelo mais experiente deles, o idoso, evidentemente... E na última cena, a imagem símbolo de todo o fio condutor do clipe: o cabo termina e ele não esta conectado a nada, a não ser à própria natureza, à vida, enquanto a imagem da câmera se dirige ao céu e The End.
A letra original do clipe, link abaixo, é notadamente de confissão religiosa (em que o som de melodias promove revelações), mas a interpretação que o Educa Tube dá a este belo, criativo e motivador vídeo é de foco artístico, cultural e, acima de tudo, educacional.
O Educa Tube pensa no fio (cabo de som) como o condutor da trama e o idoso (que pode ser um professor, um pai, avô), a pessoa que possui um conhecimento de vida, como o condutor dos mais jovens, pelos caminhos mágicos e misteriosos do saber, do ensino e da aprendizagem. O idoso é aquele que já passou por aqueles caminhos, mas mesmo assim ainda conserva em si aquele sentido de aprendiz. E vejam que curioso: no início do clipe é o idoso que puxa o fio, mas ao final, invertem-se as posições e num efeito escada, o menino vai na frente, seguido pela moça e o velho. O professor inicia o processo, mas depois delega aos mais jovens a condução do caminho do saber... E neste sentido o fio e o condutor de um processo de aprendizagem deveriam incorporar ao fazer pedagógico conceitos e práticas vinculadas à intertextualidade e à interdisciplinaridade, como a música (banda Leeland), o jogo (o menino diante do videogame), a arte (a atriz diante do espelho) e o professor (pela sua formação, competência e papel social ou alguém notadamente experiente em algum tema, que possa contribuir com a escola, com a educação).
Mas sempre lembrando que tudo isso só tem sentido, se o fio condutor de todos esses saberes tenha uma proposta de vincular diversas atividades dentro de um conteúdo educacional, do contrário, usar jogos, clipes, danças sem este fio condutor intertextual e interdisciplinar, será mais recreação e não atividade escolar... Ai fio terá outro enredo, ou enredará seu condutor...
Um videoclipe para se pensar na verdadeira conexão e fonte de alimentação, tanto de projetos de vida como de trabalho, que é a própria vida lá fora, o entorno social, fonte geradora de todo o conhecimento universal. Atividades desconectadas de sua comunidade, raramente têm continuidade...
E o professor talvez seja esse aglutinador, já na origem do próprio nome: Professor, professar. Aquele que professa (reconhece, confessa) uma crença em algo e alguém... A educação pode salvar alguém? Ela por si só é um caminho, mas não poderá resolver todos os problemas do mundo. A educação tem salvação? Se o caminho e fio condutor dela forem a colaboração entre professores e alunos, e a cooperação entre educadores e à comunidade, fonte de alimentação mútua, ai, sim, talvez, possamos pensar a educação e a sociedade noutro plano maior...
Abaixo, link para a tradução da letra da canção Som de melodias:

SOUND OF MELODIES - LEELAND (Tradução)

sexta-feira, 22 de março de 2013

A História da Páscoa contada por crianças



O belo e encantador vídeo acima, A História da Páscoa, foi uma dupla indicação via Facebook das colegas e amigas Elis Zampieri, professora da educação especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil e editora do blog Sobre Educação e de Carla Kalindrah, professora de artes, atriz, contadora de histórias e escritora de Niteroi, RJ, Brasil, criadora e autora do portal Mix Cia. de Arte.
Um ótimo material para destacar o verdadeiro sentido da Páscoa - acima das religiões -, pois é um momento de renascimento, de recomeçar, e quando uma história universal (inspirada no Novo Testamento) é contada pelo jeito peculiar e a voz sem igual das crianças, mais interessante fica.
Em tempos de consumismo e individualismo, nada melhor do que falar de humanismo e de comunidade. De resgatar valores de um tempo em que o símbolo era o peixe (do pescador de almas) e não a cruz (do opressor). Passar valores às crianças é dever de todo educador: primeiro os pais, depois os professores...
Um vídeo simples, sem efeitos especiais, sem computação gráfica e nada disso, mas com o efeito especial de motivar as pessoas para o sentido verdadeiro de "amar uns aos outros", o verdadeiro sentido de uma rede social, ainda mais se educacional.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lições que aprendi quando era pequeno, por Gordon B Hinkley



http://youtu.be/LQFED1tH0do

O vídeo acima, Lições que aprendi quando era pequeno, que descobri por acaso no You Tube, se o despirmos da religiosidade de cada um e o vestirmos com o sentido social e humano, da mesma forma teremos um relato comovedor que Gordon B. Hinckley conta a respeito de uma antiga história que seu pai contou a ele, sobre dois garotos que transformaram um dia comum de brincadeiras em algo para ser lembrado para o resto da vida. De fato, é impossível assistir sem se emocionar. Importante destacar o valor dos exemplos aos jovens. Neste caso, o mais velho impede que o outro esconda as botas e roupas do trabalhador, e trocam esse trote por algo mais solidário... Assistam até o final e vejam por si sós... Bom pra refletir sobre trotes violentos feitos em calouros, e de valorizar os chamados trotes solidários que lembra bem a mensagem do vídeo. Socializando...

domingo, 24 de abril de 2011

A ponte: uma mensagem universal


Fonte: http://youtu.be/Yl8WmrYnHZw

O vídeo acima, A ponte - Mensagem de Páscoa, é um desses vídeos de curta duração que se prestam a uma ampla reflexão, ainda mais numa data que trata de renovação espiritual, como a Páscoa...
Foi indicação, via twitter, da coleg'amiga Elisângela Zampieri, professora da educação especial de Curtitibanos - SC - Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Neste Trem da Vida, em que todos somos passageiros, poucos são de fato condutores de seu destino... Viver a vida, com suas perdas e ganhos, com suas chegadas e partidas, e disso tudo aprender uma lição, eis o maior sentido dessa existência...
A vida nos locomotiva, como sempre digo, e a educação - que deve vir de berço - é o primeiro e maior vagão... O primeiro educador/condutor deste trem, deve ser sempre o pai/responsável.
Muitas vezes somos obrigados a fazer, como no vídeo, certas escolhas, escolhas possíveis, nem sempre ideais... Mas o tempo e a jornada neste Trem da Vida nos mostra o caminho a seguir sempre...
Uma Feliz Páscoa a todos aqueles que renascem a cada dia e que renovam a cada amanhecer a esperança em dias melhores...

Aproveito para indicar a leitura de minha resenha sobre o filme Trem da Vida, publicado em 2009, no blog ControlVerso (link abaixo), que é também uma bela metáfora do cotidiano.

TREM DA VIDA, de Radu Mihaileanu

Fragmento:

Trem da Vida mescla comédia e tragédia, fazendo rir e chorar na dose certa, e a cada cena. Numa delas, talvez a que sintetize todo o filme, Schlomo, o bobo, reflete sobre a existência humana, numa das passagens mais memoráveis: “Deus criou o homem à sua imagem./Isso é lindo! Schlomo à imagem de Deus./Mas quem escreveu isso no Torah?/Foi o homem, não Deus./O homem escreveu sem modéstia, comparando-se a Deus./Talvez Deus tenha criado o homem.O homem./O homem, filho de Deus, criou Deus, só para poder se inventar.../O homem escreveu a Bíblia... para não ser esquecido sem se importar com Deus/Não amamos e não oramos a Deus./Ou melhor, imploramos para que nos ajude aqui na Terra.../Mas não nos importamos com Ele./Só pensamos em nós mesmos./A questão não é saber se Deus existe ou não.../Mas sim se nós existimos”.

Abaixo, link para resenha crítica do referido filme:

TREM DA VIDA, o filme

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As polêmicas de Richard Dawkins (Milênio)


Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1106035-7823-AS+POLEMICAS+DE+RICHARD+DAWKINS,00.html

Vídeo que descobri no programa Milênio, do canal Globo News, e trata-se da segunda parte da entrevista do biólogo e evolucionista Richard Dawkins, concedida na Flip, de Paraty, Rio de Janeiro, Brasil. A parte mais interessante, para mim, foi a que trata sobre questões como inteligência e consciência. Com duração de 22 minutos.

Apresentação do vídeo na Globo News (exibido em 17/08/2009):

No segundo programa do Milênio especial, o evolucionista britânico Richard Dawkins defende a atualidade da teoria darwiniana, e aprofunda debates sobre o desenvolvimento da consciência.

Segunda parte da entrevista que o correspondente Silio Boccanera gravou com o biólogo Richard Dawkins, um dos maiores especialistas na teoria da evolução de Darwin, ateu convicto e militante contra a fé religiosa.

Na conversa, gravada durante a Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, Dawkins defende a atualidade da teoria darwiniana, que completa 150 anos de publicação, e aprofunda alguns debates sobre o desenvolvimento da consciência, sobre a não-existência de Deus e a insegurança e medo do ser humano diante da morte.
Dawkins é provocado pelo público e por Silio, que pergunta: “na hipótese de você morrer e encontrar Deus, o que diria para Ele?”

A resposta de Dawkins? Você vê no Milênio especial.

Os mundos paralelos de Richard Dawkins


Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1101285-7823-OS+MUNDOS+PARALELOS+DE+RICHARD+DAWKINS,00.html

O vídeo acima, assisti primeiro, parcialmente (estava chegando em casa e ligando a TV...), no Programa Milênio, do canal Globo News, e depois procurei na web a íntegra da mesma para socializar com os visitantes e seguidores do Educa Tube.
Trata-se de entrevista concedida pelo biólogo e evolucionista Richard Dawkins, na Flip, de Paraty, Rio de Janeiro, Brasil. Com duração de 24 minutos.

Apresentação do vídeo na Globo News (exibido em 10/08/2009):

Ciência e religião não se misturam no mundo de Dawkins, ele endossa a primeira e rejeita a segunda.

Esta é a primeira parte deste Milênio Especial gravado durante a Flip, em Paraty, com o biólogo e especialista na teoria evolucionária de Darwin, Richard Dawkins.

O correspondente Silio Boccanera conversa com Dawkins sobre a relação de água e óleo entre Ciência e Religião e sobre seu livro mais recente “Deus, um delírio“.