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sábado, 30 de dezembro de 2023

Campanha turca contra LGBTfobia: cada um pode fazer a sua parte! Pense nisso! [Voz da diversidade]




O vídeo acima, Campanha turca contra LGBTfobia - cada um pode fazer a sua parte! Pense nisso!, foi-me indicado via Instagram pela colega e amiga Marisa Barreto Pires, professora de Rio Grande, RS, Brasil.
Um vídeo simples, direto, objetivo, claro da luta pelos direitos iguais, contra o preconceito e a discriminação, que é simbolizado pelo ato de todos darem as mãos num transporte público em movimento. A vida e o tempo estão em movimento, como um trem, e alguns são meros passageiros e outros tripulantes de seu destino, de seu percurso. Não se deixar levar pelos olhares, pelos falares, pelos atos repressivos é fundamental numa sociedade que priorize a a diversidade em geral, e o respeito à orientação sexual, e a cada direito civil.
O mundo mudou, mas alguns teimam em viver em plena Idade Mídia, na Idade Média. Se cada um fizer sua parte contra a intolerância, o ódio, o preconceito e a discriminação, todos poderão avançar nesse viagem rumo a um lugar melhor de viver e conviver. Menos ódio, mais amor, por favor!

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 18 de março de 2018

Mundo colorido: animação que trata de forma clara e lúdica sobre como respeitar a diversidade das cores, contra o racismo, o preconceito e a discriminação




O vídeo acima MUNDO COLORIDO é uma animação que descobri via Facebook da psicóloga Isabel Mendes, de Rio Grande(RS) Brasil. Vídeo que trata de forma clara e lúdica sobre como respeitar a diversidade cultural, racial e social. Música, arte e cultura contra o racismo, o preconceito e a discriminação. A criança é o espelho da sociedade. "O mundo é colorido a pele tem cor também" versos de uma canção envolvente com um visual dinâmico e contagiante.
Um belo material audiovisual para refletir sobre a diversidade humana.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Corrida de Obstáculos: Propaganda para profundo exercício de alteridade e de humanidade




O vídeo acima The Obstacle Course (Corrida de Obstáculos), descobri na rede social e trata-se de tocante comercial e profundo exercício de alteridade e de humanidade, que nos faz experimentar o que passam pessoas discriminadas, agredidas e marginalizadas por conta de sua orientação sexual (LGTB). E que serve também para a pensar em qualquer tipo de discriminação, seja racial, religiosa, social, política etc.
Quem nãos e sentiu pelo menos uma vez excluído ou marginalizado na vida, que atire a primeira pedra. SE já passou por isso, ainda que de forma sutil, se identificará com o protagonista do vídeo, que é criação da agência de publicidade TBWA de Paris para a Inter-LGBT.
Conforme o portal Blue Bus: "O comercial começa com o bullying na escola, e conforme o tempo passa, a intimidação muda de figura, mas está sempre presente – você é alvo de piadas, de olhadores incriminadores, de violência física, de violência psicológica, é o motivo da raiva do seu pai e das lágrimas da sua mãe. Um pesadelo constante ao qual você precisa sobreviver praticamente sozinho. Para Angela Natividad, que fala sobre o filme na Adweek, quem olha de fora pode pensar que a luta por igualdade para as lésbicas, os gays, os bissexuais e os transexuais já está bem encaminhada, mas 'muitas das batalhas que ainda precisam ser vencidas são traiçoeiras e difíceis de ver'. 'Até que a sociedade progrida, nós continuaremos seguindo em frente'", finaliza referido o vídeo.
Recentemente, eu e meu filho passamos por um experimento social que foi assistir a um jogo de futebol na torcida do time arquirrival, como se fosse torcedor do mesmo, sem poder demonstrar alguma emoção além da esperada pela torcida azul (Grêmio), sendo os dois vermelhos (Internacional), ambos os clubes de Porto Alegre (RS), Brasil. Assistimos ao jogo no meio da torcida adversária, acompanhando uma prima gremista para conhecermos o estádio e ficamos "belos, recatados e do lar", sem poder nos manifestar, sob risco de sermos hostilizados. Se fosse o contrário, e a prima azul fosse ao estádio vermelho, aconteceria a mesma situação. Rivalidades esportivas e clubísticas à parte, a sensação de medo de cometer uma gafe e torcer pro time visitante fez nos policiarmos constantemente, sentindo uma pressão adicional e estressante. Algo que deu pra conversar com meu filho justamente sobre a situação que é o racismo, o preconceito, a discriminação política, religiosa e social contra minorias representativas. Naquele dia eu e ele éramos a minoria em um grande estádio de futebol, denominado de Arena, e ficamos com grande receio de sermos jogados aos leões, caso por algum deslize mostrássemos a nossa alma verdadeira e vermelha. Não pretendemos repetir esse experimento mais. :-)
Mas como educadores, sejamos pais e/ou professores, precisamos evitar estimular a criação desses obstáculos na vida de nossos filhos e alunos, refletindo sobre a condição e a dignidade humanas, sobre o sentido da alteridade, do colocar-se no lugar do outro, que é também um ser humano como nós e que não deve ser rotulado nem tratado por conta de suas orientações, sejam quais elas forem...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Diversidade racial: menino Gustavo, de 11 anos, fala sobre poesia e preconceito




O vídeo acima, Diversidade racial, trata de entrevista do menino Gustavo Gomes Silva dos Santos, de 11 anos, quando falou ao Repórter Brasil, da TV Brasil, sobre a discriminação contra negros, comentando também sobre preconceito e poesia.
Um menino articulado, fruto das leituras desde menino, estimulado pela mãe.
Gustavo diz que "o mundo seria bem melhor se cada um respeitasse o outro". Um pequeno poeta e leitor, que adquiriu intimidade com as palavras, a partir das leituras estimuladas pelos pais.
Vítima de preconceito, segundo ele, "por ser esperto", por parte de algumas professores que o isolavam da turma por incomodar e atrapalhar o restante da turma, respondendo tudo. Quem já passou por situação semelhante, sabe o quanto existe a escola e professores progressistas, convivendo no mesmo espaço com uma escola conservadoras e professores que não se sentem á vontade com alunos considerados espertos ou acima da média.
Professores estanques, impedem o crescimento crítico de alunos diferenciados. Sorte que existem professores motivadores na trajetória de alunos como Gustavo, estimulando-os, valorizando-os, frente ao preconceito que nada mais é o desconhecimento.
Gustavo tem uma curiosa opinião sobre o preconceito: "A pessoa preconceituosa estava evoluindo e parou, retornando ao passado".
Estimulado pelas falas da tia, Gustavo pretende ser psicólogo e escritor.
Como dizia Paulo Freire: "A leitura de mundo antecede a leitura da palavra". E a leitura da palavra amplia horizontes, diz o editor deste blog educacional.
Para conhecer mais o menino Gustavo, vejam abaixo a entrevista original dada à TVT, quando na época tinha 10 anos, e que o tornou conhecido nas mídias e redes sociais, falando sobre a importância da cultura afro-brasileira no combate ao preconceito racial:



terça-feira, 31 de março de 2015

Sobre "anjos negros", racismo e outras questões, por Muhammad Ali




O vídeo acima, Muhammad Ali, boxeador fala sobre o Racismo, trata-se de entrevista de 1971 com a lenda do boxe, e é um ótimo material para reflexão, que descobri via Facebook do colega e amigo Jarbas Novelino, educador de São Paulo, SP, Brasil e editor do blog Boteco Escola.
Trata-se, na verdade, de fragmento de entrevista (quase monólogo) em que Causius Clay, que adotou o nome muçulmano de Muhammad Ali, um dos maiores lutadores de boxe da história deu a TV, no início da década de 1970 e continua, infelizmente, mais de quatro décadas após, ainda atual no que tange a questões como preconceito, racismo, discriminação, intolerância.
Atualmente, por ironia, o presidente dos EUA é o negro Barack Obama (nome metade muçulmano, metade africano), mas ainda vemos pela TV diversas mortes de negros (de moradores de rua a delinquentes), em abordagens policiais discutíveis.
Com muito bom humor, Ali fala de suas inquietações quando jovem, das conversas que tinha com sua mãe, perguntando por que não existiam anjos negros nas igrejas; por que Tarzan, o Rei das Selvas na África (o famoso continente negro) era branco, e conseguia falar com os animais, enquanto todos os nativos negros, vivendo desde sempre lá, não tinham essa capacidade; e outras coisas mais, que comprovam as contradições humanas, de uma sociedade em que os brancos tem prevalência sobre os demais.
O mais emblemático e irônico é a história que Ali conta, após ganhar uma medalha olímpica no boxe e ir comemorar num local público, e se recusarem a servi-lo, pelo fato de ser negro.
Para os mais jovens, que nunca ouviram falar em Muhammad Ali, um homem que se tornou uma lenda, ele se negou a servir exército norte-americano, durante a guerra Vietnã; foi um bailarino nos ringues, simplesmente elevando o boxe à condição de arte (parecia balé, dança seus movimentos ágeis, leves, soltos, diante dos adversários). Foi o melhor lutador de boxe que o editor deste blog já viu lutar, e um gigante ao lutar também pela vida, depois que contraiu o mal de Parkinson.
Abaixo, vídeo com destaques do lutador Muhammad Ali e seus Melhores Movimentos:



O editor do Educa Tube Brasil, o escritor, poeta e educador José Antonio Klaes Roig é fã do boxeador, tanto que em 2006, escreveu um poema chamado justamente de MUHAMMAD ALI, conforme link para seu blog literário Control Verso, a seguir (a imagem que ilustra a poesia é também de sua autoria):

MUHAMMAD ALI - NO CONTROL VERSO

sábado, 28 de março de 2015

Renato Russo adiante de seu tempo (música, educação e sociedade)




O vídeo acima, Renato Russo adiante de seu tempo, descobri na rede social e trata-se de entrevista ao programa MTV no Ar, feito em 1994, mais de 20 anos atrás, noutro contexto, mas incrivelmente atual, ainda mais quando se percebe uma onda de conservadorismo, anacronismo, preconceito, discriminação, racismo, homofobia etc nas redes sociais digitais, nas manifestações de rua e tudo mais, por parte de alguns que, pelo jeito, sempre foram intolerantes em pensamento, ou em conversas mais reservadas, mas que na conjuntura atual parecem ter pedido o "pudor" de falar abertamente de todos os seus demônios interiores, extravazando-os livremente.
"A base do fascismo, do preconceito, da intolerância é a falta de informação", disse Renato Manfredini Junior, vulgo, Renato Russo, ex-vocalista e líder da banda Legião Urbana, quando atualmente alguns integrantes de outra legião urbana, parecem ter esquecido o tempo que viveram, pedindo volta da Ditadura, com cartazes e atitudes racistas, preconceituosas, discriminatórias, homofóbicas e muito mais.
Creio que não é somente a falta de informação que gera estas situações conflitantes e polêmicas, em pleno século XXI, mas também a falta de aulas de História e a desinformação sistemática também.
Um vídeo para debater sobre o ontem, o hoje e o amanhã, e o preconceito nosso de cada dia.
Sugiro também a releitura das canções de Renato Russo e da Legião Urbana original, para análise de texto, contexto e pretextos doutras legiões urbanas.

Observação do Educa Tube Brasil:

Posteriormente à publicação deste post, encontrei outro vídeo de entrevista de Renato Russo, feita na TV, provavelmente no início anos 1990 (falecido em 1996), que trata de um período ainda não totalmente esclarecido da História do Brasil, que foi da ditadura militar e do legado que isso nos deixou. Uma fala equilibrada e necessária à reflexão, principalmente por aqueles que não vivenciaram aquele período, há 50 tons de cinza passados:

Renato Russo fala sobre o governo militar!

Essa é para quem está achando que o militarismo é solução!

Posted by Táxi Márcio Dias on Sábado, 28 de fevereiro de 2015


segunda-feira, 23 de março de 2015

O Preconceito Cega, O Xadrez das Cores e Uma Experiência Sobre Racismo




O vídeo acima, O preconceito cega, ótimo curta-metragem que descobri no You Tube, e serve para autocrítica e reflexão sobre os múltiplos olhares de uma convivência em sociedade. Um material para forçar a outra perspectiva de narrativa e discutir sobre o preconceito "nosso de cada dia", calcado na falsa aparência.
Uma criativa abordagem para algo que precisa ser refletido, ainda mais quando se observa uma onda de ódio e intolerância nas redes sociais, sejam digitais ou não, devendo ser o educador um mediador os boatos e os fatos, entre a história e o "ouviu dizer".
Se verso da canção Camila Camila, da banda Nenhum De Nós diz que "o ódio cega", o preconceito também, como bem demonstra o curta-metragem.
Na mesma linha, segue vídeo abaixo, O Xadrez das Cores: o preconceito e o desafio da acolhida da diversidade, em que empregada doméstica aprende o jogo de xadrez e ensina crianças do local, que trocam armas de brinquedo pelo jogo, e ao final a patroa passa a jogar com as peças pretas, numa alusão ao colocar-se no lugar do outro, já que ela nunca jogara sem ser com as pedras brancas.



Conforme apresentação do curta-metragem acima: "(...) é um filme sobre a questão do preconceito nas relações humanas entre brancos e negros. Todavia, o filme nos convida a ir além da "questão racial"! Fala também de solidão, de cuidado, de superação... A educação para a diversidade é um dos grandes desafios de hoje para a família, a escola, a religião".

Por fim, segue outro vídeo cujos temas também são o racismo, o preconceito e a discriminação, intitulado Experiência sobre Racismo, indicado pelos colegas e amigos Júlio Sosa, educador de Rio Grande, RS e Robson Freire, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil:



O vídeo acima, na Lituânia, trata-se de falsa seleção para comercial de TV, que coloca alguns lituanos na desagradável situação de traduzir para um jovem negro, uma suposta mensagem racista, deixada na sua rede social, só que escrito no idioma daquele país. A situação é comovente. E serve para tratar de racismo, preconceito e discriminação na sociedade em geral.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lupita Nyong'o (Vencedora do Oscar) fala sobre aceitação da Beleza Negra




O vídeo acima Vencedora do Oscar fala sobre aceitação da Beleza Negra , recebi por email e como o título indica, trata-se de comovente e contundente fala da Lupita Nyong'o, atriz mexicana com naturalidade queniana, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme "12 Anos de Escravidão", durante o "7º Essence Black Women in Hollywood", falando sobre sua condição de mulher, atriz, negra e, acima de tudo, cidadã do mundo e ser humano.
A parte mais comovente e contundente é quando Lupita conta de curiosa carta que recebeu de outra menina negra, dizendo que se preparava para comprar um produto de beleza pra clarear sua pele, mas que desistiu ao conhecer a jovem atriz, seu trabalho e se orgulhar de sua condição e pele.
Lupita declara que também se orgulhou de sua condição, graças ao filme "A Cor Púrpura", de Steven Spielberg, o que mostra o poder do cinema na educação. Belíssima a expressão "negra como a noite", referência de Lupita a sensação que sentia ao se olhar no espelho. Tristeza em saber que a bela atriz, quando menina, pedia ao céu um milagre, de acordar mais clara.
Por fim, comenta como o surgimento da modelo Alek Wek no cenário mundial transformou de vez sua vida e sua aceitação sobre a beleza negra, já que a mesma tinha também a pele escura como a noite e tornou-se capa de revistas e celebridade internacional. Alguém que era célebre e tão parecida com a futura jovem atriz.
Em 2014, Lupita foi eleita como a mulher mais bonita do mundo pela revista People, numa lista de 50 mulheres.
Um vídeo que não serve apenas para tratar da aceitação da beleza negra pelos próprios negros, que foram historicamente discriminados, mas um rico material e belíssimo depoimento de valorização da condição humana, independentemente da cor da pele, do local de nascimento, identidade cultural, política e social, etc. De valorização da essência mais do que a aparência...

sábado, 7 de junho de 2014

Genética, ciência e sociedade: uma resposta exemplar a uma pergunta presunçosa




O vídeo acima Pergunte sobre genética a Neil DeGrasse Tyson, descobri de forma indireta, via Twitter da colega e amiga Ana Beatriz Gomes, educadora de Pernambuco, residindo atualmente na cidade do Porto, Portugal.
Trata-se de vídeo - divulgado pelo portal SocialFly - que mostra a resposta espirituosa, inteligente e exemplar de Neil De Grasse Tyson, brilhante astro físico da atualidade, em resposta a pergunta considerada presunçosa, feita por Lawrence Summers, ex-presidente da Universidade de Harvard (EUA), durante Conferência de Ciência, que sugere [supostas] "diferenças genéticas explicariam o fato de haver bem menos mulheres no campo da ciência do que homens".
A resposta da Tyson é brilhante como sua carreira e merece ser vista, divulgada e debatida no ambiente escolar, pois mostra como podemos rebater críticas e perguntas despropositais, utilizando nossa experiência de vida, nosso conhecimento prático, de forma didática e esclarecedora, sem precisar perder a classe, tampouco o bom humor. Uma grande lição de vida.
O Educa Tube adorou a expressão utilizada por Tyson: "(...) fora do paradigma de expectativas", um belo e irônico eufemismo para criticar a postura de algumas pessoas que rotulam umas às outras, e que colocam mulheres e negros como estereótipos, devendo ter uma papel inferior na sociedade, fruto de uma suposta e infeliz ideia de genética, quando na verdade, sabemos bem, que é resultado de uma cultura machista, racista, preconceituosa e discriminadora, muitas vezes, que impede a ascensão social por conta de sexo, cor da pele e outras coisas mais...
Um ótimo material para reflexão e debate.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Por outros olhos: Homofobia na Escola (curta-metragem sobre alteridade e sexualidade)




O vídeo acima, Por outros olhos - Homofobia na Escola, descobri no You Tube e é um criativo e interessante curta-metragem, parceria entre o Grupo Arco-Íris e a UFRJ. Parte de uma premissa original e provocante, no sentido de estimular a alteridade (o olhar sobre o olho, como se fosse o outro) e a sexualidade.
Conforme apresentação do vídeo, imaginem: "Em um mundo onde todo mundo é homossexual, um menino e uma menina se apaixonam. Nessa realidade trocada, estes dois héteros têm de enfrentar os preconceitos e discriminações que LGBTs enfrentam no nosso mundo real". Já imaginou a situação?
Muito interessante a provocação desse olhar invertido para um tema que suscita tantos debates e polêmicas na sociedade... Um curta que lembra a mesma técnica, noutra temática, utilizada no também curta-metragem Vista a Minha Pele, paródia que discute racismo, preconceito e discriminação. Vejam link abaixo para o curta:

"Vista a Minha Pele" usa a paródia para discutir racismo e preconceito

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Discriminar não é humano! Campanha da Anistia Internacional de Portugal



O vídeo acima, Discriminar não é humano, trata-se de criativa, original e surpreendente campanha institucional da Anistia Internacional de Portugal e foi indicação via Facebook do colega e amigo Robson Garcia Freire , educador do Rio de Janeiro, RJ, residindo em João Pessoa, PB, Brasil, editor do premiado blog educacional Caldeirão de Ideias.
Em apenas 36 segundos é passada uma forte mensagem contra a intolerância, o preconceito, o racismo e a discriminação. Um rapaz bem vestido e seu animal de estimação, um dócil cão. Os dois descem uma escadaria e veem no elevador um casal homossexual e o homem evita entrar; descem pela escada e quando um negro senta no mesmo banco da praça, o homem levanta-se irritado; mais adiante, numa passarela, um senhor vestido com roupas muçulmanas tenta acariciar o cão e é afastado de forma ríspida. No fim, quando chegam ao destino, um restaurante, homem e cão são barrados na entrada do mesmo pela funcionária que avisa: "Peço-te desculpas, mas não é permitida a entrada de animais". E um surpreendente final...
Um vídeo curto pra profunda reflexão sobre o racismo, a intolerância, o preconceito e a discriminação nossa de cada dia... Para refletir sobre aqueles que pensam que são gente, mas não agem como tal; aqueles que pensam que pensam, mas não raciocinam; aqueles que mesmo animais racionais, agem como irracionais... Que não veem noutro ser humano, independente da cor da pele, da religião, orientação sexual etc etc etc um outro ser humano como a si mesmo... Ser humano, mais do que SER espécie, necessita também SER verbo...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Uma Lição de Discriminação (TV Cultura): documentário educacional



O vídeo acima, Uma Lição de Discriminação, documentário da TV Cultura, foi indicação via e-mail do professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de uma produção da Rádio-Canadá (2006).
Conforme apresentação no You Tube:
"Este documentário acompanha uma experiência em uma escola primária que mostra o quão rapidamente as crianças podem assimilar a discriminação e todas as suas repercussões. Uma professora do ensino primário em Quebec conduziu um experimento no qual ela afirmou que estudos científicos provam que as crianças menores são geralmente mais criativas e inteligentes, e as mais altas são desajeitadas e preguiçosas. Ela dividiu sua turma com base nessas suposições. No dia seguinte, ela virou o jogo e fez com que se invertessem os papéis. Algumas crianças de nove anos de idade entenderam que era tudo um jogo, mas para o resto acabou por ser uma experiência muito poderosa. Desde o começo dos tempos, os seres humanos têm tendência a formar grupos, excluindo assim estranhos, inimigos, e qualquer um que seja diferente. Podemos não exatamente incentivá-las, mas tais atitudes tornam-se arraigadas a partir de uma idade muito precoce."
Conhecer estes mecanismos de defesa e ao mesmo tempo saber trabalhar com esta realidade é essencial para o educador, a escola, a família e a sociedade.
Formar novos cidadãos foi o objetivo principal da experiência efetivada pela professora Annie Leblanc, para que as crianças sejam tolerantes. Seu outro objetivo era de acabar com o preconceito e a discriminação em sua turma, seja ela qual for (pobreza, afeminação, obesidade, cor da pele etc). Uma experiência inusitada, com sólidas bases científicas, a partir da psicologia de grupos. Quando, enfim, Annie inverteu as posições entre os que eram discriminados e os que discriminavam, por princípio de justiça, de cada passou a um sentir na pela a experiência igualmente. E ao final da mesma, o aluno Pierre-Luc parou de ser discriminado pela turma por ser gordo. O exercício de alteridade, de coloca-se no lugar do outro é essencial para que não façamos aos outros o que não desejamos que façam em nós.
Um ótimo documentário para trabalhar estes conceitos de discriminação, preconceito e alteridade no ambiente escolar.
Conheçam, link abaixo, também a experiência que inspirou a professora Leblanc:

Olhos Azuis: Documentário Sobre Preconceito

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Grande Desafio: cinema, educação e sociedade



O vídeo acima O Grande Desafio (The Great Debaters), que também é conhecido por "O Grande Debate", trata-se de filme sobre a vida de "Melvin B. Tolson (Denzel Washington), um brilhante professor e amante das palavras. Embora tenha convicções políticas que possam atrapalhar sua carreira, ele decide apostar nos seus alunos para formar um grupo de debatedores e colocar a pequena Wiley College, do Texas, no circuito dos campeonatos entre as universidades norte-americanas. Mas o seu maior objetivo é enfrentar a tradição de Harvard diante de uma enorme platéia. Inspirado em fatos reais."
Um belo filme para tratar de temas complexos e sempre atuais como racismo, discriminação, preconceito, bem como abordar a questão da defesa de ideias e ideais, ainda mais em tempos de redes sociais em que há certa intolerância por parte de alguns usuários, que querem fazer valer seu ponto de vista sem uma boa argumentação.
Denzel Washington, que interpreta o professor e dirige o filme, nos lega um ótimo material, que embora artístico e cultural, pode ser histórico, pedagógico e social.
Em uma das cenas, o aluno Lowe diz ao professor Tolson: "Só na escola pode-se ler o dia todo, ou na cadeia". Infelizmente esta realidade não tem ocorrido, nem em casa, tampouco na escola e muito menos na prisão. A leitura deveria ser essencial para todos, pois é justamente o ato de ler que nos dá a devida argumentação para sustentar um ponto de vista. Sem leituras, têm-se uma visão e discurso superficial de mundo.
O professor Tolson soube reunir um grupo de alunos e com eles enfrentar as melhores universidades negras dos Estados Unidos, até conseguir disputar e vencer o grande desafio contra uma das melhores universidades do mundo: Harvard.
Tolson dizia: "No debate, suas armas são as palavras", indicando que sempre há que se partir de uma proposição, afirmativa ou negativa, um fato ou conjectura, e sustentar sua opinião, amparado em pesquisa, retórica e bom humor.
Tenho assistido, às vezes, entre incrédulo e estupefato, a manifestação de pessoas aparentemente esclarecidas, que replicam ideias sem a devida checagem, como se fossem papagaios. No Fake book (fake, de falso mesmo), há muita coisa que não procede, mas que as pessoas curtem, compartilham, comentam sem o menor cuidado, mais incentivando a desinformação do que outra coisa.
Cabe ao educador, seja pai ou professor, a contextualizar as notícias e informações, estimulando o contraditório (que é o ponto de vista diverso), seja nas redes sociais, no ambiente escolar, em casa e na sociedade, checando fontes, incentivando a réplica e tréplica cordial entre as pessoas.
Vejo muitas pessoas dizendo-se democratas, mas que ao serem contrariados em seu ponto de vista, levam para o lado pessoal a crítica, sem tentar sequer sustentar sua opinião, e em certas vezes, até bloqueando e ameaçando pessoas que pensam diferente. Há que se debater sempre os temas relevantes, e debater também a falta de debate atualmente, seja na escola ou na sociedade.
Um filme como The Great Debaters é uma ótima oportunidade para reflexão e motivação escolar.
Abaixo, resenha sobre o referido filme:

THE GREAT DEBATERS - O GRANDE DEBATE

domingo, 25 de novembro de 2012

"Vista a Minha Pele" usa a paródia para discutir racismo e preconceito



O vídeo acima, Vista a Minha Pele, trata-se de curta-metragem que "usa a paródia para discutir racismo e preconceito", conforme apresentação no You Tube: "Nesta história, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra. Os países ricos são da África. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda em um colégio particular graças a uma bolsa de estudo, já que a mãe é faxineira na escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, com exceção de sua amiga, que é filha de um diplomata, que morou em países pobres e tem outra visão da sociedade. Com todas as adversidades, Maria quer ser 'Miss Festa Junina' da escola. Conta com a ajuda da amiga Luana e as duas vão se envolver em uma série de aventuras para alcançar seus objetivos."
Uma história simples e criativa para discutir, através da paródia, situações do cotidiano. Nada como "vestir a pele do outro" para sentir-se no seu lugar. Lembrando que para o Educa Tube só existe uma raça: a humana. E a cor da pele, dos olhos, o local de nascimento são apenas identificadores da diversidade humana.
Um ótimo material para trabalhar a questão do preconceito, racismo e discriminação, juntamente com o episódio Tons de Culpa, do famoso seriado Além da imaginação, de Rod Serling (em 2 partes, logo abaixo). Que serve como exercício de alteridade, de colocar-se e sentir-se como o outro, literalmente sentindo seus efeitos na pele. Quando um personagem racista incorpora a identidade do outro e sente na pele todo o racismo existente em seu entorno.
A frase que finaliza o referido episódio é emblemática: "Você não conhece um homem até que tenha caminhado uma milha com seus sapatos".

TONS DE CULPA - ALÉM DA IMAGINAÇÃO





Conforme apresentação do vídeo no You Tube:
"Twiligth Zone foi uma série antológica, com apenas meia hora de duração, que apresentava o estranho, o bizarro, o inesperado. Essa série é o remake de 2002 desse clássico dos anos 50 e 60, apresentadas por um homem sinistro que abria com um pequeno texto e encerrava com uma lição ou sentença. Era de gelar a medula! Astros do cinema faziam filas para participar de seus episódios, mesmo como figurantes.

"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia."

Shades of Guilt é o 3º episódio da temporada que foi produzida em 2002."

Se palavra puxa palavra, imagem leva a outra imagem, vídeo a outro vídeo, e assim vai... Falando de tons de pele, de racismo e preconceito, indico outros vídeos abaixo para ampliar o debate:

Um deles é fragmento de entrevista do ator Morgan Freeman  (vide abaixo) a Mike Wallace, do famoso programa 60 minutos, sobre respeitar as diferenças sem querer ser diferente. Apesar de polêmico o tema, a fala de Freeman é coerente. Devemos pensar e conviver como seres humanos, independente da cor da pele, da religião, do partido político, do país etc. Raça, pra mim, torno a dizer, só existe uma: a humana. E precisamos ter essa consciência de que a cor da pele que nos difere não deva ser um diferencial de convivência na sociedade. Devemos lutar por igualdade e não apenas pela institucionalização disfarçada do racismo, em porcentagens e coisas assemelhadas. Lutar pela igualdade é combater o racismo, o preconceito e a discriminação.

 

Em seguida, outros vídeos relacionados ao tema do racismo, como esta propaganda antirracismo feita pela ONU, logo abaixo:



Além deste comercial de projeto "Antirracismo", campanha institucional da Universidade Central da Colômbia. Que pergunta: Até onde vai seu preconceito?



Achei também uma experiência que já conhecia com uma menina negra (Uma conversa sobre raça), mas dessa feita, a mesma experiência feita com crianças mexicanas, sobre o que é belo e feio.



Enfim, dentro da proposta desta postagem de falar sobre racismo e seus diversos tons, aproveito para divulgar texto da colega e amiga Elis Zampieri, em seu blog Sobre Educação:

Dia do Índio e Currículos Turísticos.