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domingo, 23 de novembro de 2025

Memórias de Jorge Luis Borges por Alberto Manguel: os livros e as noites, leituras e escritas [fronteiras do pensamento]




Alberto Manguel, que foi, ainda jovem, leitor para o grande escritor Jorge Luis Borges, quando ficou cego, discorre sobre a importância do que ele chama de território de memória, delimitado por leituras e escritas, que recriam geografias e ampliam recordações, no que podemos dizer de gerar uma topografia e cartografia sentimental. Todo leitor, já dizia Proust, "enquanto está lendo, é um leitor de si mesmo", associando a leitura de livros e textos às recordações e vivências, construindo cenários, figurinos, personagens, rostos, vozes a partir de locais e gentes por onde viveu, passou.
O vídeo Memórias de Jorge Luis Borges por Alberto Manguel, palestra ao Fronteiras do pensamento, é um breve audiovisual que promove profunda reflexão àqueles que valorizam o poder dos livros e das escritas neles contidas, e que, relembrando a cegueira de Borges, e a expressão "os livros e as noites", remete à memória do editor deste blog ao episódio Enfim, tempo suficiente, do seriado Twilight Zone, já destacado anteriormente neste canal digital, vide link abaixo, em que alguém sem tem po pra ler, um dia se encontra num mundo caótico, no interior de uma biblioteca imensa só pra si, mas que de repente, por conta de um acidente, perde seus óculos e o prazer da leitura. Intertextualidades.

Enfim, tempo suficiente

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

domingo, 28 de setembro de 2025

Um sol que brilha: documentário educacional e mesa-redonda no canal Fronteiras do Pensamento




Um sol que brilha é documentário educacional que está disponível no canal de vídeo do portal FRONTEIRAS DO PESAMENTO, no YouTube e trata das memórias de grandes educadores, das mais variadas áreas e competências no Brasil, gravado no formato de mesa-redonda, mesclando falas reflexivas com animações.
52 minutos dando voz a cinco educadores, numa espécie de "retrato falado" das lembranças, trajetórias, sonhos, desafios, projetos, sob direção do primeiro nome: Fernando Schüler (cientista político / professor), Débora Garofalo (professora), Álvaro Machado Dias (neurocientista), Luiz Fernando Figueiredo (administrador / Instituto FEFIG) e Cláudia Costin (economista / professora).
Conforme sinopse de apresentação do referido vídeo no YouTube: "Mais do que um registro, é um convite à reflexão: como formar professores, incluir tecnologia nas salas de aula, repensar o financiamento e fortalecer a comunidade escolar?"
Dados técnicos do documentário: realização da Delos Bureau, conta com a parceria cultural do Fronteiras do Pensamento e produção de Aletéia Selonk (Okna Produções).
Um material para que pais e filhos, professores e alunos possam assistir, refletir e debater sobre os caminhos da educação, dentro das fronteiras do pensamento atual, pois os educadores trazem dados, frutos de suas diversas experiências e visões de mundo, uma pequena viagem de recordações educativas dos anos 1960 até os dias atuais, tratando de transformações sociais, tecnológicas, econômicas e estruturais; além de outras temas como: encontros e desencontros entre teoria e prática [universidade e magitério]; acesso à cultura; formação inicial e capacitação continuada de professores; metodologias e didáticas; universalização da educação e precarização do trabalho; diversidade e massificação de conteúdos; foco e estímulos extras [streaming, fone celular, jogos eletrônicos etc]; as instâncias do querer, poder e realizar; Inteligência Artificial e conteúdo interessante; alfabetização tradicional, letramento e alfabetização digital; resolução colaborativa de problemas e muito mais.

Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

domingo, 29 de junho de 2025

Alain de Botton e a distinção necessária entre "Comunidades e Mídias/Redes Sociais"




O vídeo acima "Comunidades e Mídias Sociais", trata-se de breve e profunda reflexão de Alain De Botton, o escritor, palestrante e filósofo suíço que popularizou a filosofia com seus livros e palestras. De Botton, mais conhecido como "o filósofo da vida cotidiana", tem diversos livros interessantíssimos como "Arquitetura da felicidade", "Como proust pode mudar a sua vida" etc, e no vídeo em questão, demonstra de forma bem didática a distinção entre comunidade, que tem a ver com o sentido coletivo de estar junto ainda que com ideias diversas, do sentido de mídias e redes sociais em que seus usuários se aproximam por causa de gostos semelhantes e se afastam por divergências, inclusive cancelamdo, bloqueando quem discorda de sua opinião. Na vida em comunidade, vizinhos pensam e agem de formas diversas mas se toleram, já nas mídias e redes sociais, talvez por serem relações superficiais, mediadas por telas, a intimidade e convivência seja distante.
Sobre este pensador, indico outro vídeo, também relativo a entrevista ao Fronteiras do Pensamento, já publicado neste blog educacional, confirme link abaixo:

A criação do meu eu: o desafio do século 21 e os paradoxos do mundo moderno por Alain de Botton [Fronteiras do Pensamento]

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Como impedir que as pessoas criem IAs não seguras? [fragmento de palestra de Stuart Russell ao Fronteiras do Pensamento]




O vídeo acima, "Como impedir que as pessoas criem IAs não seguras?", palestra de Stuart Russell, é fragmento de palestra dele ao FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, apontando os cuidados e caminhos que se deve ter com as intelig~encias artificiais no cotidiano, e me foi indicado via WhatsApp por minha prima Rejane Klaes, bibliotecária aposentada.
O audiovisual em questão traz dúvidas e inseguranças que anteriormente era campo da ficção, mais especificamente da literatura e do cinema, ou seja, do mundo da imaginação e da sci-fi. Entretanto, com o avanço rápido deas IAs, tal preocupação ingressa no campo da realidade e requer debate, proposições, controle e fiscalização.
Há que se trazer pro debate áreas como a Filosofia, a Sociologia, a História, além do Direito, da Tecnologia, da Economia. Promover uma ética robótica, a exemplo das indicações do livro "Eu, Robo", de Isaac Asimov e suas Três Leis da Robótica e muito mais.
Um bom material para se utilizar como tema de redação dissertativa-argumentativa, nas aulas de produção textual.
Sobre o evento que Stuart Russell participou, cabe salientar que "Desde 2006, o Fronteiras do Pensamento reúne pensadores influentes em ciclos de conferências para debater grandes temas da atualidade", reunindo "os mais diversos pontos de vista de reconhecidos filósofos, artistas, cientistas, atores sociais e líderes políticos em mais de 500 horas de conteúdo exclusivo", "resultado de uma trajetória com mais de 300 conferências internacionais realizadas, além de entrevistas antológicas, documentários inéditos e curadoria de artigos, vídeos e conteúdos especiais." E que podem ser acessados em parte, vide link abaixo, junto ao site do referido evento:

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 16 de janeiro de 2022

A evolução cognitiva e as revoluções tecnológicas: fragmento de palestra de Suzana Herculano-Houzel ao Fronteiras do Pensamento




O vídeo acima, A evolução cognitiva e as revoluções tecnológicas, trata-se de fragmento de palestra de Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira, ao Fronteiras do Pensamento em 2015.
Nela, Suzana "[...] explica a evolução cognitiva do cérebro. Como o cérebro contemporâneo, com os mesmos 86 bilhões de neurônios do cérebro de 200 mil anos atrás, pode ter criado sociedades tão mais complexas? Houzel atribui esses feitos às chamadas revoluções tecnológicas, dando importância máxima à habilidade de cozinhar os alimentos, que considera o grande diferencial da espécie humana".
Suzana demonstra como as habilidades humanas foram transformando a humanidade a partir de descbertas e invenções como ferramentas, cozinha [fogo], cultura, roda, agricultura, revolução industrial [maquinários, carvão, energia elétrica, automação, robotização, internet, nuvem etc] e a 6ª revolução tecnológica.
Um bom material para debater sobre a evolução do conhecimento humano a partir das descobertas e invenções tecnológicas.
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
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sábado, 15 de janeiro de 2022

A educação dos sentimentos por António Damásio ao Fronteira do Pensamento [ou as Pedagogias do afeto e a do espelho]




O vídeo acima, A educação dos sentimentos, descobri no YouTube e trata-se de palestra do médico e neurocientista português António Damásio ao evento Fronteiras do Pensamento, em 2013.
Segundo sinopse do referido vídeo, "[...] vencedor do Prêmio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica, António Damásio, detalha e exemplifica como se dá, na prática, uma das características que diferenciam os seres humanos de outras espécies.
Segundo ele, apesar de haver uma base biológica para os sentimentos, um dos aspectos que distingue os sentimentos nos seres humanos é a possibilidade de serem educados, embora sejam naturais.
E um dos aspectos da nossa vida cultural é que ela não é selvagem. Ou seja, o ser humano tem a possibilidade de ser educado pelos pais, pela escola e pelo meio ambiente em que vive. E esta educação é essencial para a expressão, a continuação e até o melhoramento destes sentimentos"
.
A educação dos sentimentos é o que chamo de Pedagogia do afeto ou Pedagogia do espelho, pois é inegável o poder do afeto, da empatia e da alteridade no processo educactivo, seja na família, na escola, no trabalho e em toda a sociedade. Damesma forma, agimos como espelhos uns dos outros, imitando desde criança a fala, o andar, depois as ideias e ideiais de quem nos circunda e com quem convivemos.
Damásio fala de uma base biológica que temos, e penso que essa base biológica vive em interação com a base sociológica e filosófica, artística e cultural, histórica e social com os demais, pois somos seres sociáveis, como dizia Aristóteles: "[...] o homem é um ser social porque é um animal que precisa dos outros membros da espécie". E esses tempos padêmicos e quase distópicos deram razão ao ilustre filósofo grego, pois o confinamento social demonstrou a importância do convívio em sociedade, não apenas por meios digitais, mas presenciais. Na educação, por exemplo, por melhor que seja a Inteligência Artificial, ela por si só é incapaz de substituir um bom professor, que carrega em si, não poderosos algoritmos, mas uma bagagem sentimental imensa de experiências que servem de mapa do tempo, de mapa mental, de trajetos, sensações e emoções compartilhadas em grupos.

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sábado, 24 de abril de 2021

O medo da liberdade e o sentido da vida atual: reflexão essencial de Contardo Calligaris para entender-se a contemporaneidade




O vídeo acima, O medo da liberdade e o sentido da vida atual, trata-se de fragmento de palestra do Doutor em psicologia clínica Contardo Calligaris [falecido recentemente] ao Fronteiras do Pensamento, que é o "ciclo de conferências que traz os maiores pensadores mundiais ao Brasil".
este vídeo interessantíssimo e atualíssimo, encontrei por acaso nos vídeos correlatos do YouTube e essencial para se discutir questões como "o aumento da intolerância, a necessidade de jogar a culpa no outro, a violência gratuita" e como traz na apresentação do referido vídeo "[...] seria isso gerado pela falta de razão? O psicanalista Contardo Calligaris traz exemplos históricos para propor uma visão nem tão comum sobre o que temos enfrentado no mundo atual".
Contardo, em pouco mais de 3 minutos vai brincando ao espectador de algumas ideias e conceitos que parecem ecoar como um reflexos do tempo atual.
Diz ele, "quando a razão se afirma [e surge a dúvida sobre certezas], nessa altura que há a repressão da dúvida no outro...", pois "[...] a crise da minha fé, força a tentar o outro a professá-la se nem eu consigo". Algo que soa terrivelmente atual, se analisarmos o fanatismo religios, a homofobia, o racismo e o preconceito reinantes em quem, em tese, deveria ser mais telerante, se respeitasse os ensinamentos de sua própria crença religiosa. Além disso, para Calligaris, "[...] quem tenta mandar da sensação sexual do outro, no fundo deseja aquilo" e ele, como psicanalista, sabe bem o que diz.
Ainda que o tema da palestra gira em torna da psicologia, a fala de Contardo é extremamente esclarecedora e se presta a outros contextos, filosófico, sociológico, tecnológico e social, pois quando declara que "o oposto da liberade é a boçalidade" e que "reprimir no outro a liberdade que me apavora", ele está ilustrando um fenômeno muito atual, de boçais que chegam ao poder e tentam impor sua visão limitada de mundo à sociedade, sem dialogar, sem transigir, amparados no negacionismo, no obscurantismo.
Por fim, o psicanalista encerra sua fala ao comentar que "qualquer terapeuta que tenta curar ou orientar a partir de seus valores é um palhaço... qualquer psicoterapia é uma prática da liberdade, da valorização da vida concreta dos pacientes", e isso remeto a outros contextos, sejam científicos, políticos, religiosos, educacionais.
O exercício do pensamento, exige liberdade de ideias, de debate, de troca de saberes, de crítica e autocrítica. O pensamento moderno não pode ser monolítico e irreversível. É preciso estabelecer pontes e não construir muros, seja na família, na escola, no trabalho ou na sociedade. E, concordando com Contardo, o medo da liberdade é o medo do outro, daquele que é estranho, estrangeiro, e este medo gera a xenofobia, o racismo, a intolerância, o ódio...
Contardo Calligaris foi um dos grandes pensadores e recomendo dele outros dois vídeos muito interessantes e que dialogam com este, logo a seguir [o primeiro, aparentemente é uma continuação do anterior]:





Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A educação do cidadão no século XXI: educação e cidadania por Fernando Savater ao Fronteiras do Pensamento




O vídeo acima A educação do cidadão no século XXI trata-se de Conferência de Fernando Savater, filósofo espanhol, feita em 2015 no projeto Fronteiras do Pensamento, que é destacado pela Revista Prosa e Verso, indicação via Twitter do meu colega e amigo Robson Garcia Freire, do Rio de Janeiro, residindo em João Pessoa, Paraíba, Brasil e editor do blog educacional Caldeirão de Ideais.
Educação e cidadania estão umbilicalmente ligadas e é muito importante refletir sobre essas relações sempre. Algumas reflexões de Savater são profundas e merecem destaque, como:

1. "A educação é uma revolução não sangrenta".

2. “Os pais educam por identificação, por amor, por seu exemplo. O professor não tem essa identidade, mas traz outras referências. Os valores para a vida não podem ser só familiares. Eles precisam ser sociais. Nenhuma relação é mais educadora do que as relações que acontecem na escola. Esse espaço é educador em si mesmo.”

3. “É preciso trabalhar a capacidade de persuadir e de ser persuadido, de discutir se uma opinião tem raiz na realidade”.

4. "A boa educação é cara, e quem mais necessita dela é sempre quem não pode acessá-la. São pessoas que não tem livros em casa, não tem acesso a oportunidades culturais. A educação é a arma contra a fatalidade social”.

5. “Instrumentos não educam. A educação passa sim pela relação entre as pessoas. O professor tem um papel primordial. Mas não podemos ensinar sempre a mesma coisa. É preciso ter tempo para estudar e isso também tem um custo. A boa educação custa caro, mas a educação ruim tem um custo ainda mais alto para a sociedade.”

6. “Formar pessoas completas, capazes de utilizar a democracia de uma maneira crítica e positiva”.

Essas seis citações serem para um amplo debate entre escola e comunidade sobre as prioridades da própria sociedade:
A primeira, que de fato, a revolução silenciosa é aquela promovida pela educação e os investimentos nela.
A segunda, indica o papel social de cada um (família e professores) e o papel socializante da própria escola.
A terceira, refere-se a essência do viver em comunidade, unindo teoria com praticidade.
A quarta, fala de valores e limites, valores a serem destacados, limites a serem ultrapassados.
A quinta, remete justamente ao ensino remoto, a pandemia, o home office, a educação a distância, o avanço das tecnologias, mas acima de tudo, da importância de valorização do humano numa relação entre humanos. Nenhuma máquina consegue substituir o bom professor e a pandemia está aí para comprovar isso. Porém, professor mecânico, robitizado, esse sim, será substituído facilmente por um robô, um algoritmo, um software ou app.
E a sexta citação, sibre a importância da formação crítica e emancipatória que a boa escola proporciona e que será para qualificar a própria sociedade".
Seis tópicos para promover um debate, uma roda de conversas, um projeto educacional, envolvendo professores, alunos e comunidade escolar.
Abaixo, segue link para a reportagem sobre o pensamento de Savater:

A educação do cidadão no século XXI

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Por que o romance sobrevive: entre o vivido e o imaginado (Por Ian McEwan ao Fronteiras do Pensamento)



O vídeo acima Por que o romance sobrevive, trata-se de palestra do escritor britânico Ian McEwan, dada ao evento Fronteiras do Pensamento e descobri via colega e amigo Lindemberg Castro, educador do Ceará, Brasil.
De início, McEwan compara a ficção como uma grande cidade que representa o mundo que vivemos, nossa condição humana e o exercício da imaginação.
Para ele, há a representação real do mundo social, do vivido pelo imaginado. E, por conta disso, diante de outras formas de lazer e prazer, concorrentes e atraentes, McEwan acha surpreendente que o romance tenha sobrevivido. De fato, é uma façanha que o mundo lido tenha sobrevivido diante do mundo jogado, assistido, compartilhado (cinema, teatro, TV internet, videogame etc)...
Para McEwan, a resposta é simples: o romance se tornou uma forma de representação do outro, de como ser um outro...
Alguém poderá dizer que esse tipo de interação existe nos jogos, nos seriados de TV, no cinema etc. Porém, quem lê um livro, sabe o bem, que o poder da imaginação de cada um sempre será superior à representação de um terceiro. Um filme, um jogo, uma série, uma peça de teatro é uma representação pronta de um terceiro. Já a leitura de um romance é uma experiência única, pessoal e intransferível, por maior que seja a tecnologia. O leitor cria o cenário, o figurino, as características de cada personagem, tudo, a partir de sua imaginação e bagagem cultural, fazendo associações entre o lido e a sua memória sentimental.
Incentivar a leitura é promover o exercício da imaginação, da criatividade, da alteridade, da empatia e da boa convivência social.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O mistério da criação na geometria de Deus: de Kepler a Einstein por Gleiser




O vídeo acima O mistério da criação: de Kepler a Einstein, descobri no You Tube e trata-se de interessante material produzido por Marcelo Gleiser, físico e escritor brasileiro, e divulgado em 2007 no portal Fronteiras do pensamento, em "que explica a criação do modelo planetário de Johannes Kepler e como ele tentou desvendar os mistérios do mundo utilizando a geometria".
No referido vídeo, "Gleiser esclarece que este pensamento pitagórico, que tenta compreender o mundo através da geometria, prosseguiu através dos tempos, chegando a Einstein, que também afirmava que era possível descobrir os mistérios da natureza utilizando a matemática.
Segundo Kepler: "A geometria deu a Deus um modelo para a criação. A geometria é o próprio Deus".
Ótimo material de divulgação científica que mostra a "geometria de Deus", presente no universo. Ótimo para trabalhar nas aulas de história, filosofia e matemática.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Escrever é um ato de aspiração à revelação: A arte é sempre um modo de superação




O vídeo acima Escrever é um ato de aspiração à revelação, descobri na rede social e trata-se de fala de Valter Hugo Mãe ao Fronteiras do Pensamento (São Paulo, Brasil, 2015), em que o escritor português diz que "Escrever tem muito mais a ver com ir ao encontro do desconhecido do que propriamente relatar o que a gente já sabe. Então, escrever é um ato de uma aspiração à revelação. A gente escreve à procura de uma revelação. Para nós mesmos."
Conforme apresentação do vídeo: "O livro, argumenta Mãe, é o amadurecimento do pensamento e a busca pelas palavras e ideias supera aquilo que realmente somos e aquilo que podemos esperar. Assim, conclui, a arte é sempre um modo de superação".
A arte e a cultura são grandes aliados da educação, quando utilizados dentro de uma proposta pedagógica, vinculada ao conteúdo programático que faça sentido e dê significação a essa relação entre o imaginário do professor e de seu alunado. E de fato, através da arte, muitos alunos podem se superar e demonstrar suas aptidões, promover associações entre as mais variadas formas intertextuais de arte com a educação: dança, teatro, literatura, música, pintura etc. Cabe ao professor promover essa revelação ao alunado, através da arte e cultura, para que ocorra essa superação.
Um breve vídeo para uma profunda reflexão sobre o ato de escrever, sobre a leitura, sobre o livro...
Recomendo também o vídeo a seguir, "questões para compreender e mudar o mundo", um belo vídeo de apresentação do canal, com a fala de "alguns nomes e ideias que compõem o grupo dos grandes pensadores globais aqui apresentados":



Abaixo, mais vídeos relevantes como este, no canal do You Tube do Fronteiras do Pensamento:

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO - CANAL DE VÍDEOS


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Os limites do conhecimento na globalização", por Edgar Morin




O vídeo acima Os limites do conhecimento na globalização, descobri na rede social e trata-se de fragmento de entrevista do sociólogo e filósofo francês Edgar Morin ao Projeto Fronteiras do Pensamento, em que o pensador "reflete sobre seus interesses enquanto filósofo e sociólogo: os limites do conhecimento e da razão, bem como a relação entre a poesia e a racionalidade. Ainda, questiona a possibilidade da mudança de pensamento em um mundo globalizado e acelerado. É possível sairmos de uma visão fechada em formas particulares para o pensamento complexo, capaz de ver os problemas em sua integralidade?"
Quais são os limites da mente humana, do conhecimento e da racionalidade, assim inicia a entrevista de Morin. E segue dizendo que é necessário ver os problemas em sua profundidade para poder compreendê-los em sua integralidade, em sua complexidade. Fato, pois a superficialidade gera erros de interpretação, conflitos entre informação e conhecimento, requer a devida contextualização.
Para Morin, a mundialização ou globalização tem dois aspectos, ao mesmo tempo bons e ruins que podem acontecer à humanidade. Os piores são os aspectos catastróficos dos conflitos armados, da destruição massiva de populações e da biosfera, o boom dos maniqueísmos e fanatismo, além de crises demográficas (visíveis na questão dos refugiados). Mas o melhor é também pois o sentido de comunidade universal, possibilita uma nova via de informação e comunicação.
A escola, neste contexto, requer discutir, reavaliar e reinventar seu papel social nesta mundialização, globalização, haja visto que os meios de comunicação, as TIC, mídias e redes sociais, permitem essas descobertas múltiplas entre alunos, professores, escolas, cidades, países.
Neste contexto integrado, universalizado, cada vez mais requer que os educadores tenham essa profundidade de visão para poder estabelecer estratégias de interação com o aluno, com seus colegas, com a escola e a comunidade escolar.
Morin foi Conferencista do Fronteiras do Pensamento nos anos de 2008 e 2011.
Para assistirem a outras entrevistas e palestra, basta clicar no link abaixo, para o canal de vídeos do evento, no You Tube:

Fronteiras do Pensamento - Canal de Vídeos no You Tube

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Para cada pessoa, um tipo de educação (individualizar a educação e pluralizar as formas de educar), por Howard Gardner



O vídeo acima Para cada pessoa, um tipo de educação , trata-se de fragmento de palestra ao Fronteiras do Pensamento 2009, de Howard Gardner, psicólogo norte-americano e teórico das inteligências múltiplas, que explica sobre duas implicações educativas (individualizar a educação e pluralizar as formas de educar).
Um vídeo de apenas 3 minutos mas que promove boas reflexões sobre educação, e que descobri visitando o ótimo blog Acontece na Educação Brasileira, do educador Roberto Prado, de São Paulo, SP, Brasil.
Howard desenvolveu a teoria das múltiplas inteligências e passados mais de três décadas, cada vez mais, ao meu ver, ela é atual, pois diversos projetos que tenho conhecido e divulgado no Educa Tube falam disso, da interação entre crianças e jovens de diversas idades, ensinando e aprendendo uns com os outros, de forma plural, respeitando o tempo de aprendizagem de cada um.
A Educação necessita de uma reorganização, reestruturação de tempos e espaços escolares, que levem em conta justamente estes dois princípios trazidos por Garner: individualizar a educação, com turmas menores, que possibilitem ao educador conhecer e interagir de forma individual e ao mesmo tempo, utilizando-se de diversas formas plurais de educar inter e multidisciplinar, usando a informática, a arte, a cultura, o meio ambiente de forma transversal...
Não há a necessidade da criação, por exemplo, de uma disciplina de informática, mas ela deveria perpassar a todas as demais, assim como a arte, a cultura e o meio ambiente, entre outros temas que encontram pleno eco no alunado, se bem utilizados, de forma educativa e criativa.
Individualizar a educação é justamente evitar a padronização do ensino, daquilo que vem, tipo "pacote feito" de cima para baixo, mas respeitando o tempo e espaço de cada aluno, turma, escola, conhecendo primeiro o particular para depois pensar estratégias mais universais... E acima de tudo, pluralizar o ensino é priorizar as várias formas de contar uma mesma história, de passar um mesmo conteúdo educacional e não repetir várias vezes a mesma "receita de bolo"...
Enfim, um breve vídeo que permite diversas discussões no ambiente escolar e além dele...