Mostrando postagens com marcador TV Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TV Cultura. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 16 de abril de 2021
Maquiavel e a Arte de Enganar-se, por José Alves de Freitas ao Café Filosófico [Nicolau, o coach e influencer do Renascimento]
O vídeo acima, Maquiavel e a Arte de Enganar-se, trata-se de uma incrível palestra do historiador José Alves de Freitas ao programa Café Filosófico, da TV Cultura, de São Paulo sobre esta grande figura do Renascimento, autor de O Príncipe que é um tratado de filosofia política terrivelmente atual e que demonstra a importância deste pensador renascentista até a contemporaneidade, antecipando movimentos realistas e humanistas, sendo [digo eu] uma espécie de influencer e coach daquele período das luzes no meio de tantas intrigas palacianas.
As teorias políticas e o pensamento maquiavélico continua envolvente e inspirando diversas personalidades, no transcorrer do tempo. Um estrategista político, como um jogador de xadez no tabuleiro da Renascença, Maquiavel, em sua obra mais conhecida e citada, trata dem instruções ao governante para obter o poder, e estando lá, se manter no poder. Suas ideias anteciparam até a ideia de estados nacionais que tomaram forma séculos depois.
Uma ótima palestra àqueles que querem conhecer toda a complexidade de Nicolau Maquiavel, além de apenas suas citações mais conhecidas, calcadas muito na leitura apressada de ideias como "os fins justificam os meios" e de "fazer o mal de uma só vez e o bem em conta-gotas"...
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Cinderela Baiana: bela contação de histórias no Quintal da Cultura, envolvendo ancestralidade, delicadeza e intertextualidade
O vídeo acima, Cinderela Baiana, é uma dessas lindezas e delicadezas que a gente descobre quase sem querer nos vídeos correlatos do YouTube. Estava pesquisando sobre cultura afro para outra postagem e ao lado constava essa pequena obra-prima da contação de histórias, unindo o universo dos contos de fada eurocêntricos com a adaptação à cultura afrodescendente e a ancestralidade, por meio digital, via canal Quintal da Cultura, da TV Cultura, de São Paulo, Brasil.
O vídeo em questão, conforme sinopse no YouTube, trata-se de apresentação da Cia. Chaveiroeiro que conta "a história da Cinderela Baiana: um conto popular brasileiro que fala sobre uma pobre garotinha que perdeu a mãe e teve que viver com sua madrasta! Não perca essa linda história narrada pela contadora Mafuane Oliveira, o músico Rafael Galante e as ilustrações do artista Alexandre Silva."
Uma belísisma adaptação intertextual que mostra a riqueza da arte e cultura brasileira, em geral, e da afrodescendente, em especial.
Como disse Mafuane: "Cantos e contos de todos os cantos que irei contar" e cantar...
Lindeza! Beleza! Delicadeza!
Abaixo, indico imagem e link para o canal Quintal da Cultura, que é um divertido e educativo programa que "[...] acompanha quatro crianças – os irmãos Ludovico e Doroteia, o amigo Osório e sua tia Ofélia –, que brincam e se divertem aprendendo coisas novas ao lado de um jabuti chamado Quelônio e da minhoca Minhoquias." Programa tem seus episódios indo ao ar na TV Cultura, "[...] de segunda a sexta, das 07h45 às 12h30 e das 14h30 às 17h. Sábado, maratona a partir das 14h45."
QUINTAL DA CULTURA - CANAL NO YOUTUBE
Marcadores:
arte e cultura,
canal de vídeos,
criatividade,
intertextualidade,
literatura,
literatura infanto-juvenil,
literatura oral,
sociedade,
TV Cultura
sexta-feira, 31 de julho de 2020
Madame Bovary, do tempo de Flaubert aos dias atuais (literatura, cinema e sociedade)
O vídeo acima [com restrição de idade], é cena do filme Pecados Íntimos (2006), em que destaca um debate sobre o livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert, um clássico da literatura mundial. Cena que encontrei no YouTube, após assistir ao referido filme que me remeteu a outro filme com a talentosa Kate Winslet, chamado Foi apenas um sonho (2008), com título original de Revolutionary Road, em que contracena com Leonardo Di Capprio, fazendo o mesmo par romântico como em Titanic.
Lembrei em seguida de frase de Gustave Flaubert: - Ema Bovary, sou eu!, quando o escritor a proferiu em sua própria defesa no tribunal, ao ser acusado de ofender a moral das mulheres francesas com seu romance escandaloso àquela época.
- Ema do planalto, sou eu!, diria o editor deste blog sobre os ataques da ave ao Estafeta do Capeta!
Fiquei também pensando se Machado de Assis, não pensava igual a Flaubert: - Capitu, sou eu!, ao criar a emblemática, misteriosa e das mais famosas mulheres ficcionais da literatura brasileira, com seus olhos de ressaca. Das intertextualidades entre a vida e a arte.
Pesquisando nos vídeos correlatos do YouTube encontrei essa preciosidade de palestra, proferida pela professora Margareth Rago, intitulada "Madame Bovary e as Tiranias da Intimidade", em que a mesmo trata da crítica que o romance faz ao capitalismo, à sociedade burguesa e à sociedade de massas, tudo isso no final do século XIX, durante o período da Revolução Industrial. Ema era uma mulher sonhadora que buscava a liberdade, lendo muito livros, se refugiando em folhetins e romances, desejando viver aquelas histórias de amor, sendo bastante criticada por isso, principalmente quando decide viver no mundo real suas histórias. Essa ótima palestra foi veiculada no Programa Café Filosófico, da TV Cultura, vinculada à Fundação Padre Anchieta, do Governo do Estado de São Paulo:
A seguir, apresentação do vídeo mencionado, do programa exibido em 01/05/2016:
"A historiadora Margareth Rago fala das mudanças do papel das mulheres na sociedade contemporânea. Na obra Madame Bovary de Gustave Flaubert mostra a vida de Emma Bovary, uma mulher que queria uma vida que fizesse sentido. Não estava sozinha: na segunda metade do século XIX, os homens também se entediavam com a vida regrada da sociedade burguesa, mas podiam sair, viajar e estudar. Por isso a questão de gênero é fundamental na obra. A desigualdade de relações, explica a professora, era referenda pelo saber médico da época. A figura da 'rainha do lar', que a burguesia defendia dentro do modelo de família nuclear, foi criada nessa época. As mudanças dessas ideias só viriam, anos depois, com o fortalecimento do movimento feminista. A história de Madame Bovary é construída neste contexto. Nos dias atuais, o mundo se transforma em alta velocidade, e a consequência é a perda da ideia de tempo e o tempo para reflexão. As mulheres, afirmou a palestrante, se emanciparam, mas a violência masculina ainda é comum. Mesmo assim, disse, é preciso reconhecer que os homens mudaram. Segundo ela, a sociedade hoje já não confina as mulheres ao lar, mas a papéis e identidades. Assustados com as mudanças, os indivíduos buscam proteção em uma ideia de normatividade, o que explica a ascensão de grupos de jovens conservadores no debate público".
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Uma Lição de Discriminação (TV Cultura): documentário educacional
O vídeo acima, Uma Lição de Discriminação, documentário da TV Cultura, foi indicação via e-mail do professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de uma produção da Rádio-Canadá (2006).
Conforme apresentação no You Tube:
"Este documentário acompanha uma experiência em uma escola primária que mostra o quão rapidamente as crianças podem assimilar a discriminação e todas as suas repercussões. Uma professora do ensino primário em Quebec conduziu um experimento no qual ela afirmou que estudos científicos provam que as crianças menores são geralmente mais criativas e inteligentes, e as mais altas são desajeitadas e preguiçosas. Ela dividiu sua turma com base nessas suposições. No dia seguinte, ela virou o jogo e fez com que se invertessem os papéis. Algumas crianças de nove anos de idade entenderam que era tudo um jogo, mas para o resto acabou por ser uma experiência muito poderosa. Desde o começo dos tempos, os seres humanos têm tendência a formar grupos, excluindo assim estranhos, inimigos, e qualquer um que seja diferente. Podemos não exatamente incentivá-las, mas tais atitudes tornam-se arraigadas a partir de uma idade muito precoce."
Conhecer estes mecanismos de defesa e ao mesmo tempo saber trabalhar com esta realidade é essencial para o educador, a escola, a família e a sociedade.
Formar novos cidadãos foi o objetivo principal da experiência efetivada pela professora Annie Leblanc, para que as crianças sejam tolerantes. Seu outro objetivo era de acabar com o preconceito e a discriminação em sua turma, seja ela qual for (pobreza, afeminação, obesidade, cor da pele etc). Uma experiência inusitada, com sólidas bases científicas, a partir da psicologia de grupos. Quando, enfim, Annie inverteu as posições entre os que eram discriminados e os que discriminavam, por princípio de justiça, de cada passou a um sentir na pela a experiência igualmente. E ao final da mesma, o aluno Pierre-Luc parou de ser discriminado pela turma por ser gordo. O exercício de alteridade, de coloca-se no lugar do outro é essencial para que não façamos aos outros o que não desejamos que façam em nós.
Um ótimo documentário para trabalhar estes conceitos de discriminação, preconceito e alteridade no ambiente escolar.
Conheçam, link abaixo, também a experiência que inspirou a professora Leblanc:
Olhos Azuis: Documentário Sobre Preconceito
Marcadores:
alteridade,
aprendizagem,
documentário,
educação,
educação infantil,
inclusão,
preconceito,
reflexão,
sociedade,
TV Cultura
Assinar:
Postagens (Atom)
