terça-feira, 3 de novembro de 2026
O que realmente me assusta: Frankenstein sente-se humano apenas no Halloween [provocação filosófica e sociológica sobre a inclusão]
O vídeo Frankenstein - What really scares me [O que realmente me assusta] é um curta-metragem de animação por IA [inteligência artificial] de Simon Weyer [2026], bem criativo e provocador, pois com humor e leveza toca em temas complexos e delicados como inclusão e solidão, a partir da figura do monstro Frankenstein, que não é aceito pelos demais.
Um audiovisual ue pode servir como metáfora para a inclusão em sentido amplo, seja de neurodivergentes, nerds, solitários etc, que não se enquadram no padrão de normalidade da sociedade, e que, por incrível que pareça, no Halloween sentem-se humanos como os demais, pois são aceitos naquele contexto.
Uma dura crítica à sociedade que fala de igualdade, mas não promove a equidade [o equilíbrio], tampouco a inclusão, que muitas vezes se trata apenas de uma interação, já que requer infraestrutura, pessoal especializado, planejamento, adequação de tempo e espaço, tolerância, empatia, alteridade e muito mais.
Ainda que o curta, inspirado no clássico da litertura gótica de Mary Shelley, não tenha essa proposta, eu, como educador, vejo no vídeo um ótimo recurso para promover debate filosófico, sociológico e pedagógico sobre esses temas: inclusão, neurodivergência, solidão, empatia, planejamento escolar, inteligência emocional etc.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
O Departamento das Coisas Esquecidas: curta de animação sobre arquivista idoso que cataloga tudo [memória e esquecimento]
Encontrei nos vídeos correlatos do YouTube esse curta-metragem de animação intitulado The Department Of Forgotten Things [O Departamento das Coisas Esquecidas], criado e dirigido por Nicki Rathore, em 2026, utilizando recursos de IA [inteligência artificial]. Um pequeno audiovisual que considero uma preciosidade por destacar a importância da memória diante do esquecimento; ou seja, envovle também inteligência emocional.
O curta mostra a vida do Sr. Fich, um arquivista idoso que segue sua rotina de catalogar, carimbar e armazenar coisas "esquecíveis" por serem consideradas obsoletas, como: materiais esportivos, utensílios antigos e até sensações raras [paciência, privacidade, atenção, empatia, verdade, curiosidade, escuta ...], até que chega a própria humanidade ou o senso de... diante das virtualidades e digitalidades.
Além da ficção, no plano da realidade, memória e esquecimento travam uma grande batalha em tempos digitais que destroem livros raros após sua digitalização. A burocratização da vida, cada vez mais vivida na esfera digital, a falta de conexão humana e tantas outras coisas que estão sendo esquecidas e tornadas esquecíveis: benzedura, tricô e croché, escrita à mão, manufaturas, alfaiataria, corte e costura, giz, elementos culturais, livro físico, contato com a natureza e outras coisas mais...
Lembro-me de postagem que fiz em 2013, neste blog educacional, sobre palestra ao TED "Aprendendo com um movimento pés-descalços, por Bunker Roy", que já tratava disso, de universidade que foi idealizada e fundada por ele [o indiano Bunker Roy], décadas atrás, em Rajasthan, na Índia, segundo ele: "uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias." E mais que isso: preservar o conhecimento de coisas que com o avanço das tecnologias será perdido se não for preservado pela memória e a história.
De acordo com Roy: "os mais extraordinários conhecimentos e habilidades que as pessoas muito pobres têm, que nunca são trazidos ao conhecimento público, que nunca são identificados, respeitados, aplicados em larga escala" e ai pensou em fundar a Universidade dos Pés-Descalços, uma universidade só para os pobres, resgatando e sistematizando este conhecimento popular, e passando a visitar as aldeias mais pobres da Índia". Uma espécie de biblioteca viva do conhecimento humano.
Vejam a referida palestra no link abaixo:
Aprendendo com um movimento pés-descalços, por Bunker Roy (TED)
E você, caro visitante do Educa Tube Brasil, tem alguma memória familiar preservada em algum departamento pessoal de coisas esquecidas, tipo caderno, caixinha, gaveta, como receita culinária da avó; fotos antigas e amareladas em álbuns; livros, revistas e jornais impressos; brinquedos antigos feitos com sucata; maquinário vintage [mimeógrafo, máquina de escrever, câmera analógica] etc? Comente a respeito.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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domingo, 1 de novembro de 2026
Entrevistando os Monstros que assustam as crianças: curta-metragem de animação em IA impactante, comovedor e surpreendente
Encontrei esse vídeo, MONSTERS – An AI Halloween Short Film made with Kling 4.0, inicialmente em versão legendada no Instagram de Eu Thaynara Morais, sobre Entrevista com os Monstros que assustam as crianças, e que as visitam à noite, mas o final avassalador, impactante e comovedor é também surpreendente, no estilo "plot twist", pois ficamos sabendo que os verdadeiros monstros são outros e mais próximos de nós que imaginamos. [ativem legendas e tradução no YouTube]
Essa poderosa animação em curta-metragem feita por IA [inteligência artificial] foi feita por Simon Meyer, em parceira com as produtoras PROMPTR e NO MORE, e trata da violência contra mulheres e abuso contra crianças dentro dos lares, o local que deveria ser um refúgio e se torna uma prisão em muitas situações. E como fala um dos monstros imaginários: "Criança deveria ter medo do escuro da noite e não da luz do dia". Simbólico, metafórico e tremendamente assustador, diante dos inúmeros casos de violência no mundo real.
Como apresenta Meyer, esse poderá ser o filme mais assustador que você poderá ver no Halloween. E que provoca uma profunda reflexão, principalmente com o dado final: "Uma em quatro crianças no mundo vive com uma mãe que sofreu violência do parceiro no último ano" [dados de 2025, e o curta é de 2026]. Audiovisual, terrivelmente atual, que deveria ser assistido e debatido por todos os educadores, sejam pais ou professores.
Impossível não ficar empático com os monstros imaginários e indignado com os monstros reais, nesse curta retratados.
Acima, a versão original de Meyer, que localizei em seu Linkedin, e abaixo a versão legendada, que encontrei no Instagram de Davision:
EM TEMPO: Complementando esta postagem, resgato uma postagem mais antiga [2013] em que trata de tema semelhante, vide link a seguir:
Os monstros de minha casa: documentário sobre a violência contra a criança
Observação:
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